Todos os posts de admin

Qual o limite de Compliance nas empresas? Você pratica as três linhas de defesa?

Difícil identificar o limite, mas tenho visto muitos profissionais assumindo atividades que se misturam com o operacional, mas será que esta correto? E será que somente o Compliance deve reportar-se ao Conselho de Administração? Afinal, Controles Internos, Riscos e Segurança da Informação são partes integrantes da validação de processos de conformidade, mas em algumas empresas reportam a um diretor especifico, será que não devemos mudar a forma de reporte de informações?

Segundo o IIA – International Internal Audit, na sua Declaração de Posicionamento: AS TRÊS LINHAS DE DEFESA NO GERENCIAMENTO EFICAZ DE RISCOS E CONTROLES, determina que:

“O controle da gerência é a primeira linha de defesa no gerenciamento de riscos, as diversas funções de controle de riscos e supervisão de conformidade estabelecidas pela gerência são a segunda linha de defesa e a avaliação independente é a terceira. Cada uma dessas três “linhas” desempenha um papel distinto dentro da estrutura mais ampla de governança da organização.”

“Embora os órgãos de governança e a alta administração não sejam considerados dentre as três “linhas” desse modelo, nenhuma discussão sobre sistemas de gerenciamento de riscos estaria completa sem considerar, em primeiro lugar, os papéis essenciais dos órgãos de governança (i.e., conselho de administração e órgãos equivalentes) e da alta administração. Os órgãos de governança e a alta administração são as principais partes interessadas atendidas pelas “linhas” e são as partes em melhor posição para ajudar a garantir que o modelo de Três Linhas de Defesa seja aplicado aos processos de gerenciamento de riscos e controle da organização.”

Portanto devemos avaliar nossas funções de gestão de Compliance, Controles Internos e Riscos dentro do negócio, mas o principal foco deve ser o negócio, afinal quanto mais conhecermos melhor serão nos processos de suporte, apoio e monitoramento, mais uma vez digo e repito, não basta criar normas e procedimentos, devemos nos certificar que as regras estão sendo seguidas, este é o principal desafio.

A gerência operacional é responsável por manter controles internos eficazes e por conduzir procedimentos de riscos e controle diariamente, é também responsável em identificar, avaliar, controlar e mitigar os riscos, guiando o desenvolvimento e a implementação de políticas e procedimentos internos e garantindo que as atividades estejam de acordo com as metas e objetivos.

Mas se as responsabilidade não forem implementadas no modelo em cascata, onde os gerentes do nível médio desenvolvem e implementam procedimentos detalhados que servem como controles e supervisionam a execução, por parte de seus funcionários, desses procedimentos.

Em um mundo perfeito, apenas uma linha de defesa talvez fosse necessária para garantir o gerenciamento eficaz dos riscos. Mas no mundo real, no entanto, uma única linha de defesa pode, muitas vezes, se provar inadequada. A Gestão de Compliance, Controles Internos, Controles Financeiros, Segurança da Informação e Riscos estabelecem diversas funções de gerenciamento de riscos e conformidade para ajudar a desenvolver e/ou monitorar os controles da primeira linha de defesa.

Os auditores internos são parte integrantes do processo de controles internos, afinal fornecem ao órgão de governança e à alta administração avaliações abrangentes baseadas no maior nível de independência e objetividade dentro da organização. Esse alto nível de independência não está disponível na segunda linha de defesa. A auditoria interna provê avaliações sobre a eficácia da governança e o Compliance, Controles Internos e Riscos são responsáveis pela eficiência do negócio, incluindo a forma como a primeira e a segunda linhas de defesa alcançam os objetivos de gerenciamento de riscos e controle.

Segundo as Normas Internacionais para Prática Profissional de Auditoria Interna, os diretores executivos de auditoria devem “compartilhar informações e coordenar atividades com outros prestadores internos e externos de serviços de avaliação e consultoria, para assegurar a cobertura apropriada e minimizar a duplicação de esforços”.

  • Os processos de riscos e controle devem ser estruturados de acordo com o modelo de Três Linhas de Defesa.
  • Cada linha de defesa deve ser apoiada por políticas e definições de papéis apropriadas.
  • Deve haver a coordenação apropriada entre as diferentes linhas de defesa para promover a eficiência e a eficácia.
  • As funções de riscos e controle em operação nas diferentes linhas devem compartilhar conhecimento e informações apropriadamente, para auxiliar todas as funções a desempenhar melhor seus papéis de forma eficiente.
  • As linhas de defesa não devem ser combinadas ou coordenadas de uma forma que comprometa sua eficácia.
  • Em situações em que as funções de diferentes linhas forem combinadas, o órgão de governança deve ser aconselhado a respeito da estrutura e seu impacto.
  • Em organizações que ainda não tenham uma atividade de auditoria interna estabelecida, deve-se exigir que a gerência e/ou o órgão de governança explique e divulgue às suas partes interessadas que consideraram como será obtida a avaliação adequada da eficácia das estruturas de governança, gerenciamento de riscos e controle da organização.

* Marcos Assi é professor e consultor da MASSI Consultoria – Prêmio Anita Garibaldi 2014, Prêmio Quality 2014, Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2013 e Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA Trevisan Escola de Negócios, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora. 

Base de pesquisa: The Institute of Internal Auditors (IIA), Criado em 1941, é uma associação profissional internacional, com sede global em Altamonte Springs, Flórida, EUA. O IIA é o líder reconhecido, principal defensor e educador em auditoria interna.

Compliance do negócio com maior efetividade

Nos últimos meses ouvimos falar tanto de compliance, que até comercial de rádio divulga empresas para serviços de compliance, mas será que é tão simples assim?

Acredito que não, pois já estou há pelo menos 15 anos executando, palestrando, ensinando e questionando, e o que vejo, é justamente muita teoria e a prática nada de efetiva, até mesmo por um simples motivo, compliance não se baseia somente em legislação, vai muito além disso.

A maioria dos profissionais e eventos nos últimos meses falam somente em lei de prevenção à lavagem de dinheiro e anticorrupção, mas como implementar regras em um negócio em que o compliance não domina? Calma vou explicar.

Como podemos ser a segunda linha de defesa do negócio se não entendemos o que as pessoas fazem, o seu dia-a-dia, implementamos regras para processos que não dominamos e não buscamos entendimento sobre eles? Existe um “gap” enorme entre a legislação e o processo, e é nossa função como compliance e controles internos aproximar legislação e regras para junto do processo de negócio.

Um processo bem definido necessita de processos bem mapeados, controles internos identificados, normas e políticas bem definidas e com clareza de informação, uma gestão de riscos como complemento do processo avaliando controles e compliance definidos, testando e identificando as ausências de cumprimento das regras e dos riscos por parte dos gestores e colaboradores.

A eficiência dos processos é de responsabilidade do controle interno, compliance, riscos e segurança da informação, sendo da auditoria a responsabilidade do teste da eficácia. É importante salientar que a auditoria é parte integrante do processo de controles internos e compliance, segundo afirma o próprio IIA – International Internal Audit.

O compliance deve ir além da lavagem de dinheiro e dos processos anticorrupção. Podemos citar aqui alguns itens de suma importância que também devem ser tratados de forma efetiva pelos controles internos, compliance e riscos:

  • Compliance jurídico;
  • Compliance contábil;
  • Compliance tributário;
  • Compliance trabalhista;
  • Compliance de TI;
  • Compliance comercial;
  • Compliance operacional;
  • Compliance administrativo;
  • Compliance de terceiros;
  • Compliance de gestão, entre outros.

Portanto, fica aqui a minha dica para que o compliance do negócio seja realizado com maior efetividade: devemos aliar os esforços entre as áreas de suporte do negócio, pois segundo o IIA, o negócio e dividido em três linhas de defesa, sendo a primeira a área de negócios responsável pela efetividade dos controles internos, a segunda linha defesa é composta pelo compliance, controle financeiro, gerenciamento de riscos, segurança da informação e controles internos, ficando a auditoria interna como a última linha de defesa, sendo parte integrante da proteção do negócio.

Entendo plenamente a dificuldade que temos em mudar a cultura da organização, mas devemos alinhar melhor nos esforços para não distanciar o cliente interno da responsabilidade de todos na gestão de compliance, controles internos e riscos na melhoria da gestão de negócios, pois a mudança da postura e do comportamento é essência para que as corporações sejam mais efetivas, que a conduta dos negócios sejam alinhada a ética, pois quando um escândalo acontece com a nossa empresa, todos são questionados sobre a forma de negócio, basta observar o fator Petrobras e da operação Lava Jato.

* Marcos Assi é professor e consultor da MASSI Consultoria – Prêmio Anita Garibaldi 2014,  e Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA na Trevisan Escola de Negócios, entre outras. Autor dos livros: “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul.

Agora todo mundo quer saber de programa de compliance

Interessante como o mundo corporativo é repetitivo, a cada escândalo, sempre surgem pessoas dizendo o que fazer através de leis e normativos, engraçado como somo tão corretivos, será que um dia seremos preventivos?

Basta lembrar o 11 de setembro de 2001, causado por terroristas, e o mundo inteiro abriu os olhos para as questões de lavagem de dinheiro, e vale lembrar que a lei 9.613 era de 1998, mas somente três anos depois, todos começaram a ter olhos para o Compliance. E o escândalo financeiro da Enron em 2002, que ocasionou perdas bilionárias, e quebrou a Arthur Andersen, uma das BIG Five de Auditoria na época, em seguida apareceu a SOX. E a crise do subprime americana, que estamos com resquícios até hoje no mercado mundial, fez o pessoal avaliar melhor a gestão de riscos. E as fraudes contábeis do Banco Panamericano e as liquidações de bancos como Cruzeiro do Sul e Banco BVA com gestões no minimo estranhas ou sem base nenhuma, que quebraram as duas instituições, fez com que as auditorias e órgãos reguladores mudassem seus normativos e processos de fiscalização.

Em janeiro de 2014 entrou em vigor a lei Anticorrupção, e 0 caso da estatal Petrobras, esta despertando a reação pública e uma repercussão entre a população brasileira e pelo mundo afora, tem causado um panico para muitas empresas que buscam meios de se proteger de casos de fraudes e manter a sua reputação.

Muita gente tem procurado saber o que é realmente um programa de compliance, pois a empresa que provar que possui um programa efetivo de compliance, poderá minimizar o impacto das punições legais e regulatórias, amenizando as multas e punições que poderão surgir. Citamos abaixo alguns exemplos clássicos de programa de compliance:

  • Código de Conduta ou Ética que reflita a cultura da organização
  • Políticas e Procedimentos escritos: claros e simples/acessíveis
  • Questões de Compliance identificadas e recepcionadas/tratadas
  • Treinamento constante de Empregados e Terceiros/Parceiros
  • Auditoria Interna testando a efetividade dos controles e sugerindo melhorias, sempre que necessário
  • Envolvimento do “Board”

Então, muita coisa deve ser mudada, mas os gestores e administradores, devem buscar conhecer melhor estes processos de gestão, afinal estamos em um caminho, que acredito sem volta, na busca pela melhoria dos processos e manutenção da saúde financeira das organizações, basta ler as noticias sobre as empreiteiras, que estão entrando com recuperação judicial, pois permitiram um série de operações que podem até leva-las a falência, será que vale a pena?

* Marcos Assi é professor e consultor da MASSI Consultoria – Prêmio Anita Garibaldi 2014, Prêmio Quality 2014, Prêmio Top of Business 2014 e Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA Trevisan Escola de Negócios, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora. www.massiconsultoria.com.br

Você pratica o Networking?

Screen Shot 2015-02-10 at 11.09.10 AMVocê sabia que uma das melhores forma de conseguir trabalho é através de networking? Em tempos de crise é especialmente importante, mas você nunca deve perder a oportunidade de aumentar sua rede de contatos.

Veja abaixo 7 dicas par ate ajudar no networking:

  1. Crie coragem e aproxime-se das pessoas.

Sim, pode ser um pouco estressante se aproximar de alguém que você não conhece e iniciar uma conversa, mas isso é o que as pessoas fazem em eventos de networking e você pode fazer em qualquer lugar! Além disso, não tenha medo de procurar e se conectar a alguém no LinkedIn. Essa é uma ferramenta de networking profissional, ou seja, ela é feita para isso.

  1. Quando for pedir ajuda, tenha um propósito.

Não basta chegar a alguém sem uma boa razão. Tenha um motivo, saiba o que quer daquela pessoa. Você acha que esta pessoa pode compartilhar algumas informações valiosas sobre sua indústria, sua trajetória? Você quer saber mais sobre a empresa que esta pessoa está trabalhando? Seja qual for seu objetivo, tenha sua lista de perguntas, mostre interesse e sempre agradeça.

  1. Seja sempre entusiasmado e respeitoso.

Quando você está falando com alguém, realmente ouça o que ele ou ela está dizendo. Essa não é hora de atender seu telefone, checar a mensagem no What’sUp, etc. Lembre-se, eles estão dedicando seu tempo para falar com você e o mínimo que você pode fazer é mostrar entusiasmo e respeito.

  1. Seja você mesmo.

Ser profissional não significa que você deve esquecer a sua personalidade. Sua personalidade é o que faz você se destacar. As pessoas se lembram de personalidade – Seja você mesmo!

  1. Pergunte sobre seus objetivos.

O que eles querem realizar? Quais são seus objetivos? Todo mundo adora falar sobre si mesmo – é um tema fácil e você pode aprender bastante com os casos de uma pessoa mais experiente!

  1. Ofereça algo.

Você deve se perguntar: “O que eu posso fazer por essa pessoa?”. Muito provavelmente tem algo que você sabe ou tem acesso que pode interessar à outra pessoa. Compartilhe um artigo relevante, convide-os a aderir a um grupo específico da indústria. Pergunte se você pode ajudá-los em algo específico, e mesmo que não haja nada naquele momento, fique atento a oportunidades de retribuir.

  1. Mantenha contato.

Não basta deixar seus contatos e desaparecer. Faça contato de vez em quando, veja como estão, faça um follow up quando vir que mudaram de empresa, foram promovidos, fizeram aniversário. É importante alimentar sua rede para que aquele contato deixe de ser pontual e seja duradouro.

 

Espero que as dicas ajudem.

Bom trabalho e boa sorte!

Decepção na gestão de compliance em 2014

Após vários escândalos, exemplos de como não fazer uma gestão de negócios, nova legislação em vigor, avanço da tecnologia, mudanças nas agências reguladoras, aprimoramento dos órgãos reguladores, mas mesmo assim milhões transitaram pela lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, entre outros.

Portanto o ano de 2014 está encerrando e muita coisa temos que mudar para os próximos anos e para os anos seguintes, sobre a gestão de compliance e controles internos nas empresas, foram inúmeros casos de falhas na governança corporativa seja para empresas de capital aberto e até para as empresas de capital fechado.

Basta lembrar das empresas do Eike Batista, Petrobras (Petrolão), Operação Lava Jato, Doleiro Alberto Youssef (reincidente no crime), Corval, Distri-Cash, TOV Corretora, diversas empreiteiras, agentes públicos, partidos políticos, entre outros.

Com tantos escândalos de fraudes, corrupção e falta de conduta e ética, fica complicado falar sobre Compliance, Controles Internos e Gestão de Riscos, pois o processo funciona quando a Alta Administração, gestores e colaboradores, clientes, fornecedores e governo trabalham em conjunto.

Outro item de importância foi a declaração do presidente do CGU – Controladoria Geral da União, que simplesmente evidenciou aquilo que já sabíamos, a falta total de controles internos nas estatais, mas será que as empresas privadas não passam pelo mesmo problema?

A busca pelo resultado deixando de lado os processos, ética e conduta, vão levar muitas empresas a quebrarem e manchar o nome de inúmeros profissionais no mercado.

Tenho participado de alguns congressos e seminários nos últimos meses, e vejo muita gente falando que seus processos e programas de compliance funcionam, mas a cada escândalo isto tudo vai para o ralo, até quando teremos que conviver com isso. Não basta ser um Oficial de Conformidade (Compliance Officer) e implementar uma enormidade de normas e procedimentos, se na hora “h” as pessoas não seguem, portanto precisamos unir as forças com controles internos, gestão de riscos e auditorias para que possamos exigir uma postura diferente de todos os responsáveis pelas empresas.

Não sou pessimista, pelo contrário acredito que possa ser realizado, mas devemos mudar muita coisa na gestão das empresas, no governo e em nossos modelos de administração pública e privada, não basta ter leis, precisamos punir para que sejamos realmente um país emergente, e que nossas empresas sejam respeitadas e recebam investimentos com a certeza que receberão seus dividendos e participações, pois a credibilidade é tudo no mundo corporativo.

Devemos aproveitar o momento para realizarmos as verdadeiras mudanças, utilizar o que temos de legislação e aplicar as punições, seria um momento especial, um divisor de aguas, quem sabe um marco regulatório, fazendo com quem é culpado seja punido e utilizado como exemplo para todos os outros, não é uma questão de partido político, mas sabemos que o dinheiro corrompe e muda a cabeça das pessoas, somente assim poderemos exercer uma gestão de compliance efetiva.

* Marcos Assi é professor e consultor da MASSI Consultoria – Prêmio Anita Garibaldi 2014, Prêmio Quality 2014, Prêmio Top of Business 2014 e Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA, Trevisan Escola de Negócios, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora.

Você tem um bom Currículo?

Embora hoje em dia existam várias formas de um profissional conhecer você, o currículo (ou CV) continua tendo uma enorme importância. Muitas pessoas que estão na faculdade têm seu perfil no Facebook, Instagram, Twitter e muitos outros, mas estes são sites de relacionamento pessoal – embora, CUIDADO! – muitas empresas pesquisem sobre você também nestas redes. Nesta fase é muito importante que você comece a olhar para o “Você Profissional”: o que você está estudando, para onde quer ir, quais são seus sonhos profissionais, o que você precisa fazer para chegar lá?!? Estas são perguntas que talvez ainda não tenham respostas, mas você precisa começar a construir este caminho, e junto com ele seu CV.

– Qual a função de um currículo ?

Em geral a função do currículo é despertar a atenção do empregador sobre você. Ou seja, no currículo você apresenta de maneira resumida sua formação, experiências profissionais e habilidades, com o objetivo de criar interesse no entrevistador e que, consequentemente, você seja convidado para uma entrevista.

– Tipos de currículo

Na verdade existe uma infinidade de formatos de currículo, o importante é você moldar o seu de acordo com as oportunidades que você está buscando, dando mais ênfase a informações relevantes naquele momento (ver quais experiências profissionais são mais relevantes para o cargo que você esta concorrendo, que cursos são mais valorizados, etc) ou ainda de acordo com as experiências que você já teve (por exemplo um estudante que nunca trabalhou deve enfatizar os cursos que fez, palestras….). Se você busca uma oportunidade na área financeira, não é necessário contar detalhes dos dois últimos trabalhos que você teve em marketing. Deixe espaço para falar de trabalhos, cursos, palestras, e outras atividades mais relacionadas ao que você está buscando.

Veja exemplo abaixo:

Screen Shot 2014-12-17 at 7.16.04 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

– Erros comuns e que devem ser evitados:

  1. Erros de português .

Um currículo com erros de ortografia e concordância é rapidamente descartado. Dominar o idioma é pré-requisito para qualquer vaga. Revise seu CV e peça para que outras pessoas leiam também.

  1. Mentir .

Mentir para deixar o currículo mais completo, além de antiético, pode te trazer desagradáveis surpresas, já que o entrevistador pode querer avaliar se você tem mesmo determinadas experiências e características.

  1. Ser prolixo:

Um currículo longo não significa um bom currículo. Um currículo serve para que você consiga uma entrevista, portanto ele deve apresentar o conteúdo que irá chamar a atenção do entrevistador. Deixe para desenvolver, explorar e contar detalhes durante a entrevista, dando ênfase aos assuntos de maior interesse do entrevistador. Seu currículo deve conter as informações relevantes de forma clara e objetiva.

  1. Ser superficial.

Como dito acima, o currículo não pode ser muito longo, porem também não pode ser superficial. Ele deve conter informações mínimas necessárias para que o recrutador tenha interesse em te chamar para uma entrevista.

Evite colocar foto, não é sua aparência que conta mas sim suas experiências profissionais, habilidades e formação. Se ainda assim optar pela foto, coloque uma foto formal, lembre-se que você esta querendo passar uma imagem de seriedade e credibilidade portanto nada de fotos de camiseta, bermuda, óculos escuros, muita maquiagem.

  1. Anexar documentos de comprovação.

Não há necessidade (ao menos se solicitada) de anexar no currículo documentos e certificados de cursos, etc. O entrevistador parte do pressuposto de que o candidato esteja falando a verdade. Não é necessária também a assinatura nem uma rubrica no currículo.
Mantenha seu currículo atualizado
Faça atualizações permanentes no seu currículo. Apesar de parecer um clichê, as oportunidades aparecem quando você menos espera. Por isso, tenha o seu sempre em mãos e atualizado com os novos cursos, projetos e outras experiências para enviar aos recrutadores assim que solicitado.

Imagem on-line.

Além do CV, muitos recrutadores hoje em dia buscam informações sobre você na internet, por isso, cuidado com sua imagem on-line!

– Sites profissionais: nestes sites, como o LinkedIn (se ainda não se cadastrou, vale a pena!), é imprescindível que você tenha um perfil sério, com sua escolaridade e experiências.

– Sites informais: os sites também de relacionamento, mas informais, como o Facebook, permitem que você seja o que quiser, mas saiba que você poderá ser procurado por empresas lá também. Se está no seu momento de buscar uma posição no mercado, evite que sua foto principal seja você de sunga ou biquíni, ou fazendo careta, etc. Também não convém você fazer parte de uma comunidade tipo “detesto trabalhar” ou outras que possam causar uma má impressão sobre você.

– “They may google you”: algumas pessoas vão colocar seu nome no Google para ver o que aparece. Neste caso podem aparecer muitas coisas, como um blog seu, ou do qual participa; respostas que você deu a perguntas em diferentes sites, de diferentes áreas; artigos que você tenha escrito, ou com os quais tenha contribuído, etc. Procure participar de sites de discussão, principalmente nas áreas de seu maior interesse e, é claro, cuidado ao escrever suas respostas!

– E-mail: se ainda não tem, crie um e-mail profissional (por exemplo, [email protected]) ou algo parecido. Você pode também criar uma assinatura padrão no fim do seu e-mail, com seu nome completo e telefones para contato. Faça tudo o que puder para facilitar a vida do recrutador e para que ele te ache mais rápido. Isso pode fazer toda a diferença!

 

Prepare seu CV, faça uma boa revisão, peça ajuda a quem tem mais experiência ou a um profissional da área. Uma boa oportunidade por aparecer e é melhor você estar preparado, ou ela vai passar e você pode nem perceber!

 

Aproveito para desejar a todos um Feliz Natal, um 2015 de muita paz, determinação e sucesso.

Bom trabalho!

Fernanda Lopes de Macedo Thees

Consultora de Carreiras

Escolher uma profissão: Amor ou Dinheiro?

Amor ou dinheiro? O que vale na escolha da profissão?

Dados de uma pesquisa apresentada na Folha de São Paulo, no caderno negócios e carreiras do dia 07/12/2014, aborda essa questão da escolha profissional sob a perspectiva da escolha por amor ou pelo retorno financeiro e elenca as 12 carreiras mais vantajosas na relação custo-benefício, isso é, o investimento necessário para formação e o salário de início da carreira após formado. Das 12 carreiras selecionadas como as melhores nessa relação custo-benefício, a primeira colocada é a carreira de ciências contábeis.

Uma profissão que ainda não desperta muito o interesse dos jovens ao término do Ensino Médio, mas uma carreira que tem muita demanda no atual mercado de trabalho, especialmente na área de auditoria e consultoria especializada.

A pesquisa realizada pela consultoria Hoper Educação e pelo Grupo Employer de Recursos Humanos, indica que o salário inicial de um contador na Grande São Paulo é de R$ 3.532,00 em média , quase cinco vezes a mensalidade de um curso nessa área. Sendo assim um dos mais vantajosos nessa relação. O curso que apresenta a baixa relação custo-benefício é o de Gastronomia, com uma média salarial de R$ 1473,79 para um salário inicial de R$ 1098,67. O que causa decepção de alguns alunos nesse caminho – conforme apresenta a reportagem.

O processo de escolha profissional é um caminho de autoconhecimento. Identificar nossos pontos fortes e fracos é o primeiro passo dessa escolha.

Escolher a profissão por amor ou por dinheiro? Não há uma resposta única para isso. Porque não há como ser bem sucedido em uma profissão , se você não amar o que faz.

Sendo assim, combinar nossas habilidades com as oportunidades que o mercado oferece é uma saída.

A escolha profissional passa pelo sonho, habilidade, retorno financeiro e realização pessoal, e a escolha do curso de graduação é o primeiro passo dessa trajetória.

Pense nisso e ótimas escolhas.

Qualidade de mão de obra e controles internos

Não sei se todos tem notado que a baixa qualidade do atendimento das empresas prestadoras de serviços e a falta de engajamento de alguns profissionais, o que proporciona sérias reflexões. Gostaria de compartilhar com vocês minhas decepções e colocar em discussão como poderíamos mudar isso.

Alguns profissionais tem uma dificuldade em interpretar alguns regras e procedimentos, e por mais simples que possa parecer, sempre fazem a mesma coisa, e errado. Onde será que estamos falhando? Será na capacitação? Será que não os preparamos para que exerçam suas atividades com segurança?

Tenho falado há tempos que as pessoas precisam conhecer melhor os processos, produtos e procedimentos para que realmente possam realizar o verdadeiro controle interno e uma gestão de compliance eficiente e eficaz, mas sem base de conhecimento como isso é possível?

Basta verificar que algumas pessoas não sabem responder perguntas, não sabem nem dar suporte aos clientes, não sabem nem vender os produtos, e quando falamos de alguns processos e serviços terceirizados, neste caso a qualidade cai tanto que assusta.

Lembre se de que o assistente do banco não faz com eficiência seu trabalho, sempre fica algo pendente ou mal concluído, serviços de telefonia, internet, tevê a cabo, atendimento bancário, entre outros, mesmo que o cliente não saiba pedir, o profissional necessita de preparo para dar suporte e possíveis soluções, mas isso acontece?

Mesmo como tanta tecnologia, nada substitui o conhecimento humano, a coisa está tão complicada, que em certos casos, muitos colaboradores não fazem ideia do que a empresa produz, e como serão eles a nossa fonte de controles internos e compliance? Difícil não acham?

Agora vem a outra parte do processo, muitos gestores também não sabem ensinar, e o grande segredo é preparar as pessoas, para realizarem suas atividades pessoais e profissionais, e segundo Beda – o venerável, “há três caminhos para o fracasso: não ensinar o que sabe, não praticar o que se ensina e não perguntar o que se ignora!”

Hoje neste mundo corporativo onde a competição está em todas as partes, onde o conhecimento necessita de maior abrangência, e alguns profissionais só sabem mandar, mas para exercer a liderança necessitam saber, fazer e ensinar e muitos se transformam quando assumem posições de gestão, e alguns profissionais acreditam que ter um cargo de chefia basta, será verdade?

Segundo Abraham Lincoln, “Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.”

Portanto, alguma coisa deve ser mudada e repensada rapidamente. Sabemos da existência de bons profissionais, mas ainda estamos aquém do que o mercado e o consumidor necessitam. Acredito que devemos mudar a forma de capacitação e dos modelos de negócio, mesmo com internet, que proporciona uma enorme velocidade de informação, esta informação não melhorou os processos, ainda estamos longe disso.

É triste assumir mas ainda trabalhamos com analfabetos funcionais, que tem dificuldade de interpretação de instruções, uma dificuldade maior ainda para escrever e com isso as suas ordens são de difícil entendimento, pois para escrever bem, necessita se ler muito para incorporar vocabulário e argumentos, por isso a mão de obra e controles internos tem tantos problemas.

* Marcos Assi é professor e consultor da MASSI Consultoria – Prêmio Anita Garibaldi 2014, Prêmio Top of Business 2014 e Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA na Trevisan Escola de Negócios, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora. www.massiconsultoria.com.br

Gestão de Risco e Compliance ganham força, será mesmo?

As questões regulatórias e a suspeita ou ocorrência de fraudes externas estiveram entre os riscos mais frequentes com os quais as empresas tiveram de lidar nos últimos 12 meses. Esse é um dos principais achados de um levantamento inédito realizado entre agosto e setembro deste ano pela Thomson Reuters, provedor líder mundial de soluções e informações inteligentes para empresas e profissionais, ouvindo um grupo bastante seleto de especialistas e influenciadores do mercado de Compliance e Risco no Brasil.

Agora vem a nossa parte, acreditamos que mudaram muitas coisas sim, mas os últimos escândalos nos deixam um pouco preocupados, pois com toda regulação, auditorias e supervisão, as falhas de compliance e controles internos ainda acontecem.

E por que? As metas por resultado, os conflitos de interesse, a falta de conduta e ética, ausência de cultura de controle, e gestores que estão andando para os processos de gestão de riscos e compliance.

Temos visto muitas coisas que deixariam todos arrepiados, pois em alguns casos, parece que realmente estão respeitando as regras, basta ver o que gerou a prisão do doleiro Alberto Youssef, vejam as empresas suspeitas de evasão de divisas com a compra de serviços que não existiram, a denúncia da TOV que operou com empresas suspeitas da Operação Lava-Jato, a Petrobras que também usou os “serviços” do doleiro e os bancos que estão em cheque pelo Ministério Público Federal e agora tem que provar quer realizaram seus processos de prevenção a Lavagem de Dinheiro.

Espero do fundo de meu coração que tenham feito os processos de conheça seu cliente, elaborados os dossiês de suspeita de ilícitos e enviado as comunicações ao COAF – Conselho de Controle de Atividades Financeiras, através do SISCOAF, é simples basta mostrar que os procedimentos de Prevenção a Lavagem de Dinheiro foram realizados.

Ainda existem algumas instituições financeiras que não possuem processos de prevenção a lavagem de dinheiro e que não sofrem impactos de conflitos de interesse entre processo e resultado; e empresas não financeiras que acreditam não possuir responsabilidades na prevenção. Vale lembrar que a lei é federal, e todos têm que respeitar e prevenir‏

Agora muitas empresas ainda sem auditoria interna, então como ficam os processos de controles internos e monitoramento? Abaixo do esperado, e acredito que muita coisa vai acontecer ainda, e esperamos que um dia a gestão de riscos e compliance realmente possa apresentar a sua verdadeira função, melhorias nos processos e prevenção a perdas e danos nas organizações.

Gestores e colaboradores das empresas devem entender que a imagem e reputação da empresa envolvida em escândalos põe a perder sua fonte de renda, será que vale a pena mesmo não cumprir as regras estabelecidas? O tempo é o melhor remédio.

* Marcos Assi é professor e consultor da MASSI Consultoria – Prêmio Anita Garibaldi 2014, Prêmio Quality 2014, Prêmio Top of Business 2014 e Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA na Trevisan Escola de Negócios, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora. www.massiconsultoria.com.br

Quando o Compliance avisa ninguém dá ouvidos, mas…

Mas ninguém dá ouvidos, exatamente isso, falar de programa de compliance onde buscamos orientar e treinar os profissionais de nossas organizações parece fácil, mas quando o problema acontece, perguntam onde estava os controles internos, compliance e a auditoria. E onde estavam, no mesmo lugar de sempre, aguardando os clientes internos para orientação e busca de atendimento da regulamentação.

E lendo o Valor Econômico, vi que o Ministério Público Federal (MPF) quer acionar judicialmente instituições bancárias por suposta corresponsabilidade em atos ilícitos de gerentes de bancos que teriam sido cooptados pelo esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção coordenado pelo .

Afinal segundo a investigação da operação “Lava-Jato”, gerentes de agências de grandes bancos teriam sido cooptados e com isso os representantes de todas essas instituições serão chamados a depor, mas ainda não está claro quais delas serão acionadas judicialmente.

Acredito que as tais Leis sobre Práticas de Corrupção no Exterior (termo em inglês: Foreign Corrupt Practices Act – FCPA) ou sobre crimes de evasão de divisas e de conformidade tributária para contas estrangeiras (termo em inglês: Foreign Account Tax Compliance Act – FATCA) ou Lei 12.846/12, conhecida como Lei Anticorrupção, Lei 12.683/12, a lei de prevenção à lavagem de dinheiro devem ser levadas mais a sério.

Agora a força-tarefa da operação Lava-Jato está analisando transações bancárias suspeitas de irregularidades e que, segundo a apuração, teriam contribuído de modo significativo para o sucesso do esquema de envio ilegal de dinheiro ao exterior, principalmente por meio de importações falsas, “subterfúgio largamente empregado para a movimentação de recursos sem origem, oriundos de crimes”.

Somente para lembrar em abril, a Polícia Federal (PF) prendeu o gerente de agência do BB em São Paulo, Rinaldo Gonçalves de Carvalho, que está sendo acusado de integrar o esquema ilegal de operações financeiras capitaneado por Nelma Kodama, doleira que sustentava o sistema paralelo de Youssef, juntamente com Raul Srour e Carlos Habib Chater.

Espero que o doleiro Youssef, que acertou acordo de delação premiada com MPF e PF, apresente maiores detalhes das práticas empregadas para burlar as normas vigentes e facilitar o fluxo financeiro da rede de doleiros.

Segundo o operador de Nelma Kodama afirmou que o esquema só teve êxito porque “o banco é conivente na movimentação financeira, porque se a mesma empresa, que não tem sede, que não tem radar, que não tem funcionários (…) movimenta no dia um valor que na verdade ela não teria condições de movimentar no mês, o banco também sabe o que está acontecendo”, e onde fica o conheça seu cliente

Agora os bancos terão que firmar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Eles têm obrigação de prevenir, evitar e comunicar a ocorrência da lavagem de dinheiro”, avaliou um dos investigadores.

Agora cabe aos bancos demostrar seus programas de compliance, e fica a dica para os outros que possuir normas, politicas, procedimentos e sistemas não bastam, devemos fazer com que todos estejam em compliance, senão muitos outros casos ocorreram, e aí já viu: “não sabia de nada”, “eu não vi nada” ou “ não tenho condições de estar em todos os processos”, e blá, blá, blá…

A matéria diz que segundo uma fonte de um dos bancos, se por um lado pode ter havido facilitação dos gerentes, por outro, as investigações se originaram de alerta dos bancos ao Coaf sobre movimentações suspeitas. Para essa fonte, o sistema bancário mais atrapalhou os fraudadores do que ajudou com a suposta omissão, devemos averiguar, todos devem apresentar seus dossiês e processos de auditoria, basta provar que realizou o compliance.

* Marcos Assi é professor e consultor da MASSI Consultoria – Prêmio Anita Garibaldi 2014, Prêmio Quality 2014, Prêmio Top of Business 2014 e Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA Trevisan Escola de Negócios, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora. www.massiconsultoria.com.br