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Impactos da Inteligência Artificial na Gestão de Pessoas

Em Seminário na Arena Trevisan, Alexandre Dietrich (Watson – IBM) e VanDyck Silveira (Corporate Learning Alliance – Financial Times/IE Business School) afirmam que a inteligência artificial já é um recurso disponível para aumentar a produtividade das empresas.

As novas tecnologias e plataformas chegaram para sanar necessidades nos mais diversos campos, com o desenvolvimento de produtos que saiam na frente na corrida pelo interesse dos clientes. Todo esse movimento gera informação em quantidade e qualidade maior do que qualquer ser humano seria capaz de tratar. Chamamos esses resultados de “big data”.

De acordo com o Dicionário de Cambridge, big data, ou “megadados”, quer dizer:
“Uma grande quantidade de dados que são produzidos por pessoas usando a internet, e que só podem ser armazenados, compreendidos e usados com o auxílio de ferramentas e métodos especiais”.

As possibilidades infinitas para o tratamento dessas bases de dados gerou interesse de empresas de tecnologia pelo desenvolvimento de engenharias que pudessem compreender e interpretar necessidades humanas, prevendo soluções para possíveis problemas antes que aconteçam. Surgem então plataformas cognitivas de Inteligência Artificial, como o Watson da IBM e a Sophia da Hanson Robotics.

 

 

A dinâmica veloz das inovações disruptivas, por outro lado, gera dúvidas às empresas e funcionários. Qual é o momento e a forma correta de investir em uma plataforma de inteligência artificial? Elas surgem para substituir o trabalho humano? Como garantir a operação correta e mais eficiente, à prova de danos ou erros?

Pensando nisso, os especialistas Alexandre Dietrich e VanDyck Silveira reuniram-se na Arena Trevisan para o seminário “Impactos da Inteligência Artificial na Gestão de Pessoas”, no dia 27 de novembro. A conversa, mediada por Fernando Trevisan, apresentou a lógica por trás das tendências de incorporação dessas novas tecnologias dentro das organizações. A partir de exemplos do Brasil e do mundo, Dietrich e Silveira mostraram como a análise e a adaptação à realidade, próprias da expertise humana, são capazes de extrair o trabalho mais eficiente das plataformas de Inteligência Artificial.

 

Alexandre, engenheiro-líder para a América Latina da Watson, defendeu que as empresas devem parar de esperar “o futuro”, pois a Inteligência Artificial já faz parte do hoje. A experiência de Alexandre dentro do Watson revelou a ele o universo da computação cognitiva, que utiliza algoritmos sofisticados para cruzar informações discrepantes e avançar em resultados. Assim, com a ajuda de feedbacks e monitoramento constantes, um software com a tecnologia implantada pode desenvolver habilidades de conversação e análises de comportamento para identificar sentimentos, emoções e soluções imediatas. Conheça seis casos de empresas brasileiras que incorporaram a tecnologia Watson para a agilidade de seu trabalho: abr.ai/2iA7ZqL.

 

 

Alexandre Dietrich, líder da plataforma Watson (IBM) em palestra na Arena da Trevisan Escola de Negócios.
VanDyck Silveira defendeu o uso de ferramentas de Inteligência Artificial para aumentar a produtividade nas empresas. O economista, CEO da Corporate Learning Alliance (desenvolvedora internacional de programas de ensino corporativo, ligada ao Financial Times e à IE Business School), usou dados para comprovar que a taxa de produtividade das empresas brasileiras não aumenta há 50 anos. Ao invés de “substituírem” os funcionários humanos, os softwares deverão atuar em parceria, transformando a dinâmica do trabalho e tornando a produção cada vez mais estratégica. Para dar esse “passo para o presente”, no entanto, é necessário investimento em formação que possa habituar o profissional à lógica da inovação, gradualmente encaminhando o universo corporativo para um caminho, ao mesmo tempo, dinâmico e desconhecido.
VanDyck Silveira, CEO da CLA, fala sobre a relação entre big data e produtividade.
Líderes dos segmentos em que trabalham, com o olhar voltado para a evolução digital, Alexandre e VanDyck estão na linha de frente dos times que a cada dia avançam no desenvolvimento e na difusão de programas focados no desenvolvimento das empresas. Conhecer e pensar em rede logo serão requisitos para os profissionais do mundo corporativo, mas compreender a lógica e acompanhar essa mudança hoje pode ser o diferencial para impulsionar o sucesso em sua carreira. Faça parte da turma de Inovações Disruptivas da Trevisan Escola de Negócios, esteja preparado para o desconhecido.
Conheça o curso Wake Up Talks – Inovações disruptivas: https://goo.gl/1RWH9t.

Millennials fantásticos e onde habitam

 

A geração denominada Millennials promete mudar o jeito como nos relacionamos no ambiente de trabalho e como montamos a estratégia de marketing das empresas. Saiba quem são, como chegar até eles, quais os métodos usados para  encantá-los até sua organização e o porquê é tão importante que as empresas saibam como usar o employer branding para reter talentos (principalmente os millennials).

A geração de pessoas nascidas entre 1981 e 2000 (embora há controvérsias sobre a data exata) foi apelidada de geração Y ou millennials, e se nunca ouviu falar neles há inúmeros adjetivos que os pesquisadores usam para defini-los, tais como: progressivos, otimistas e inovadores. Há quem atribua na lista palavras como protegidos, privilegiados e subempregados.

O uso compulsivo das redes sociais e a constante luta para mudar o mundo a sua volta, faz com que os millennials ainda sejam  muito subjugados pelas gerações anteriores, mas pelo que as pesquisas apontam essa geração não é tão previsível e mimada quanto parece, pelo contrário, eles podem ser um grande plus a sua equipe. Isso é o que mostra a pesquisa feita pela Universidade de Bentley, onde aponta que 80% dos millennials são muito leais às suas empresas e acham que trabalharão em 4 ou menos empresas durante suas carreiras, já em relação ao uso constante de redes sociais, 66% dos entrevistados afirmaram que o empregador deve reduzir o acesso às redes sociais para aumentar a sua produtividade, outro dado interessante é que mesmo sendo uma geração conectada onde a maioria nasceu quando a internet já existia, 51% dos millennials preferem se comunicar pessoalmente com colegas de trabalho a mandar emails e mensagens que correspondem a 19% e 14% respectivamente.

A Geração Y também pode ser vista como um novo desafio ao marketing e o RH, esse novo tipo de colaborador desafia os padrões de valores e estímulos corporativos tradicionais, pois com um maior acesso a informação, sempre estão atentos ao que acontece na empresa e não só pelos canais internos. Sendo assim, fica cada vez mais difícil esconder fatos que possam prejudicar a marca, e não ser 100% honesto e transparente no ambiente organizacional pode desencantar boa parte de seus funcionários. Esses fatos deixam cada vez mais tênue a linha que separa o funcionário do consumidor final, evidenciando a necessidade do employer branding como parte da estratégia de marketing da empresa.

O employer branding se torna cada vez mais presente nas empresas, uma vez que esse consumidor/colaborador infeliz no seu ambiente de trabalho e com seu “produto” terá grandes chances de ser seu concorrente alguns anos a frente, e pior com uma startup tão inovadora quanto atraente, que por consequência conseguirá atingir com eficácia outros consumidores descontentes e millennials com sede de mudança pelo mundo.

Se mesmo com esses dados as startups ainda não parecem uma ameaça, uma pesquisa feita pela Goldman Sachs vai fazer com que pense o contrário, já que 33% dos jovens entrevistados acreditam que não precisarão de um banco em um período de cinco anos, e 40% que possuem pequenos negócios estão usando maneiras alternativas de financiamento que não envolvam bancos e além de deixar de usá-los. Além disso, 50% deles também acreditam que os bancos serão substituídos por startups de tecnologia. Esses são fatos que não devem ser subestimados, uma vez que grandes empresas de hoje como Google, Facebook, Twitter, Uber, fazem trabalhos que seriam difíceis de imaginar há 30 anos atrás e  portanto, devem ser consideradas grandes ameaças para as multinacionais no quesito employer branding, pois costumam atrair colaboradores engajados, com alto conhecimento, multitarefas, motivados por um propósito em comum o que deixa evidente o quanto os millennials já mudaram a forma como trabalhamos hoje.

Podemos afirmar que a característica mais marcante dessa geração é trabalhar em algo que você acredita e amar o que se faz, e isso vai muito além de salários e benefícios. Por conta disso, as grandes empresas estão cada vez mais preocupadas em conectar suas marcas e realizar campanhas nas quais os usuários possam participar ativamente e dar seu feedback em tempo real. Essa preocupação é genuína, já que uma pesquisa da Social Base mostra que 63% dos jovens acreditam que as grandes empresas estão preocupadas apenas com os próprios lucros, um dado alarmante que explica o boom de crescimento das startups, isto é, confiança e identificação de valores atrai mais que propaganda genérica e fria.

E você, o que acha? Quais serão as principais mudanças que essa geração pode trazer a forma que trabalhamos atualmente?

 

Autor: Mariana Serra

Colaboradora da área de Comunicação e Marketing da Trevisan, Estudante do curso de Graduação em Marketing pela FAM e formada em Fotografia pela Anhembi Morumbi.

 

Como reconhecer e se tornar um colaborador “Unicórnio”

O texto do autor Ryan Holmes o CEO da Hootsuite, mostra por meio de exemplos, sua própria vivência como empreendedor e como reconhecer as características de um colaborador “unicórnio”.

O “apelido” a princípio causa estranheza por lembrar histórias de fantasia e mitos, isto é, não acostumamos relacionar o termo ao mundo corporativo, que de fato, trata de um assunto relativamente novo onde devemos associar a denominação a raridade e dificuldade de achar essas criaturas, além dos questionamentos se realmente elas existem.

Para o autor, colaboradores “unicórnios” correspondem a uma equipe que possui uma qualidade única que faz deles extremamente raros e valiosos, algo totalmente diferente de “empresas unicórnio”, as famosas startups equivalentes a 1 bilhão ou mais, que além de estabelecerem o seu valor mesmo com pouco tempo de existência, estão em um nível elevado de maturidade.

Podemos identificar que esses colaboradores mesmo com certa dificuldade de encontrar, uma vez contratados, oferecem grandes qualidades e benefícios a organização. Algumas características são percebidas neste perfil: compartilha expectativas, adequa perfeitamente a cultura organizacional, é o pivô motivacional para as equipes sendo extremamente agradável, proporcionando literalmente a majoração da empresa para uma próxima fase em seu negócio.

Para compreender melhor esse perfil, veja 5 qualidades essenciais para tornar-se um funcionário excepcional e ser desejado pelas empresas :

Sem limites no seu cargo

No processo de crescimento de uma organização, é extremamente importante que os colaboradores sejam flexíveis e intelectualmente curiosos. Não limitar as atividades do cargo corresponde à habilidade de executar várias tarefas, ação básica de qualquer startup em crescimento. Por exemplo, um profissional do setor administrativo, pode participar com suas sugestões colaborando com a equipe da área de comunicação em um momento de brainstorm.

Pensamento GRANDE e pequeno

Colaboradores excepcionais são capazes de pensar estrategicamente, isso significa ter a habilidade de dar um passo à frente e ter uma visão completa dos objetivos da organização como um todo, e por fim, aplicar em seu ambiente de trabalho, isto é ser dinâmico e enxergar além.

Ver a situação geral de uma empresa pode ser difícil, mas isso contribui para a qualificação profissional se conseguir enxergar mais do que mínimos detalhes. Administrar uma empresa requer atenção meticulosa, ou seja, um problema de copyright, um pequeno erro técnico ou uma mensagem errada, pode ter uma dimensão desastrosa afetando inúmeros clientes e o mercado.

Perseverança e paixão por metas a longo prazo

O mundo corporativo é um barco em mar aberto, comparar sua posição com a de um empreendedor é como seguir numa navegação onde o clima pode ser de ondas difíceis e até mesmo de tempestades inesperadas, isso quer dizer que passar por obstáculos é inevitável. Durante essas horas árduas, ter perseverança pode ajudar a manter o foco onde deseja chegar.

O colaborador unicórnio tem uma perseverança incrível, e são capazes de manter a calma e se empenhar nas suas tarefas, mesmo em águas agitadas.

Respeitar as pessoas

A habilidade de trabalhar bem em equipe é uma qualidade bem vista em qualquer ambiente de trabalho, e de fato, uma ação muito simples. Ryan cita um exemplo de quando anunciou uma vaga de emprego com um alto salário para sua empresa, após as entrevistas, o empreendedor ficou chocado ao descobrir que alguns de seus candidatos favoritos, as mesmas pessoas que haviam sido cordiais com ele, foram rudes com sua assistente na época.

Colaboradores diferenciados são educados por natureza, não tratam ninguém (independente do cargo) de forma rude, é um diferencial entre um profissional excelente a um mediano.

Isso é muito importante para a cultura da Hootsuite, que faz parte dos valores da empresa, onde destacam “respeite a individualidade de cada um” e “lidere com humildade”.

Você faz o seu serviço

“Fazer o seu serviço” pode ser traduzido pela frase do CEO da Linkedin, Jeff Weiner: “Nós precisamos ser o mais simples possível, as pessoas com as quais eu mais aprecio trabalhar são aquelas que sonham grande, fazem seu trabalho e sabem como se divertir”.

O CEO da Hootsuite também acredita na proposta de se divertir enquanto trabalha, e apreciar o tempo no trabalho porém, ele também deixa claro a importância de finalizar as tarefas que lhe foram dadas. Grandes equipes podem ser divididas por conta de um membro que não consegue terminar seu trabalho. Afinal, não importa o quão ótimo um colega de trabalho possa ser, se ele não produz resultados tangíveis, sua presença não é considerada tão útil e pode acabar contagiando outros funcionários. No fim das contas, ser gentil, multitalentoso, decidido, perfeccionista e pensar grande, se não produz resultados reais e corre atrás dos seus objetivos, todas essas habilidades serão desperdiçadas.

Acreditar de ser capaz em executar seus planos, é uma qualidade essencial a um unicórnio.

Para as empresas, provavelmente vale a pena reservar tempo e esforço ao encontrar unicórnios, pois diferente das lendas e mitos, eles são reais e podem mudar a organização e também, os colaboradores devem lembrar que nunca é tarde para adquirir essas habilidades que farão de você um funcionário raro e valioso.

E você? O que pensa sobre colaboradores unicórnios? Eles realmente existem?

Quanto eles podem mudar a cultura organizacional da empresa?

Deixe sua opinião nos comentários.

Autor:

Texto traduzido e adaptado para o português por Mariana Serra, colaboradora da área de Comunicação e Marketing da Trevisan, estudante do curso de Graduação em Marketing pela FAM e formada em fotografia pela Anhembi Morumbi.

Autor Ryan Holmes, CEO da Hootsuite – 5 signs you’re a “unicorn” emplo
yee:
https://goo.gl/jNhkV0

Gestão de Pessoas nas organizações: Benefícios na vida profissional e pessoal

Você sabia que o custo para atrair um novo talento para a sua empresa é muito superior ao custo de mantê-lo em sua organização?

Por isso a gestão de pessoas é um assunto atual e que requer muita atenção no mundo corporativo, além de encantar e fidelizar um cliente, as empresas também precisam se preocupar em “encantar” e “fidelizar” um colaborador do qual enxergam algum tipo de  potencial a explorar.

Para que os colaboradores estejam engajados com os seus objetivos na empresa e por consequência na vida pessoal, duas ferramentas vinculadas à gestão de pessoas, serão no mínimo, diferenciais: o mentoring e o coaching.

Os benefícios são inúmeros, a empresa apresenta um baixo nível de rotatividade de seus funcionários, pois eles se sentem valorizados na organização, e essas pessoas podem vir a se tornar líderes em sua equipe, e ainda melhor, líderes que estão alinhados com a missão, visão e valores da empresa.

Conhecendo um pouco sobre estes conceitos que se tornam cada dia mais contemporâneos:

Mentoring

O programa de mentoring consiste em um profissional mais experiente que se torna “tutor” de uma pessoa que está em início de carreira, e este profissional se torna responsável por ensinar e transmitir o conhecimento ao seu tutelado. O benefício principal deste projeto é a melhora nos resultados, relações profissionais e interpessoais das equipes, que tem por consequência um clima de bem estar no ambiente de trabalho. Contudo, diminui inclusive os gastos com falha humana, que se dá por muitas vezes, pelo não entendimento das características da área com o qual aquele profissional está inserido.

Para aplicar o mentoring, o profissional deve ter além de experiência, um conhecimento técnico sobre sua área, saber trabalhar em equipe, se sentir à vontade para aconselhar os seus “aprendizes” e ajudá-los a crescer na área.

A contribuição entre funcionários pode resultar em inovação pela troca de ideias, também é um ótimo jeito de transmitir a cultura organizacional da empresa a um novo talento, pois esse processo leva o profissional a ser moldado conforme as expectativas da empresa.

O coaching

O coaching diferente do mentoring consiste no desenvolvimento da habilidade e aptidão de cada um, é mais sobre autoconhecimento do que troca de experiência.

Este programa leva o profissional ou equipe a atingir metas estabelecidas, por meio do enriquecimento do potencial individual, ou seja, os dois visam o aperfeiçoamento das habilidades.

O coaching ajuda indiretamente no conhecimento neurolinguístico de cada pessoa, onde o profissional que entende mais sobre si mesmo, pode identificar em qual área da empresa está mais apto a trabalhar, e até mesmo, contribuir de forma mais ativa para a área de atuação no qual está inserido.  O estabelecimento e cumprimento de metas e prazos em busca de objetivos comuns, consequentemente atinge resultados que influenciam seu dia-a-dia na empresa e fora dela.

Gestão de Pessoas

A Gestão de pessoas em uma organização passou a ser fator fundamental para atrair e manter talentos nas empresas, no qual não está apenas vinculado ao profissional de RH.

O processo de gestão de pessoas deve ser contemplado por  qualquer profissional em cargos de gerência ou que desejam ser o tipo de gestor que inspira os seus colaboradores. É uma boa oportunidade também para o profissional que tem formação em áreas relacionadas e precisa se atualizar.

Com a grande oferta de produtos semelhantes e o mercado cada vez mais competitivo, é importante lembrar que, o diferencial de cada corporação, notadamente  é o atendimento e a implementação dessas ferramentas de gestão de pessoas, tais como citados o mentoring e coaching, que auxilia na comunicação do colaborador com o seu cliente, e vice versa.

A grande vantagem competitiva é que a missão,visão e valores deixa de ser algo estampado nas paredes e nos materiais institucionais, e a “marca” da empresa é transmitida de maneira mais natural e eficaz, pois será uma combinação dos valores da organização com os valores do colaborador.

Autor: Mariana Serra

Colaboradora da área de Comunicação e Marketing da Trevisan, Estudante do curso de Graduação em Marketing pela FAM e formada em Fotografia pela Anhembi Morumbi.

 

5 Dicas para escolher sua faculdade

1Você já se perguntou: Qual faculdade deve fazer?

Quem não pensou: como vou saber qual área devo estudar? E, além disso, em qual faculdade?  Já que para saber qual curso seguir, existem testes vocacionais, mas para decidir qual faculdade escolher, qual teste podemos fazer?

O mercado de ensino é bastante competitivo e com o surgimento dos cursos à distância, novas instituições ganharam espaço, por isso, as opções para os jovens que estão concluindo o ensino médio têm crescido assim como a dúvida de qual faculdade escolher.

O jovem tem sido cada vez mais pressionado pela sociedade no dever de possuir um curso superior, além de saber qual curso fazer, ele deve ter em mente a faculdade na qual pretende cursar.  Mas essas escolhas embora sejam cobradas, precisam ser pensadas com muito cuidado, não é raro ver jovens iniciarem um curso e em pouco tempo desistirem por não se identificarem.

Saber qual instituição de ensino escolher é tão importante quanto o curso que vai estudar, pois ela é quem vai agregar valor ao seu currículo. Em uma vaga de emprego, por exemplo, se todos os participantes forem graduados, o diferencial será a instituição de ensino de cada um.

Quem nunca sonhou em estudar numa faculdade Estadual ou Federal? Esse sonho não é motivado apenas por serem instituições gratuitas, mas sim pela referência e pelo reconhecimento que essas universidades possuem nacional e internacionalmente.

A boa notícia é que existem excelentes faculdades particulares que são grandes referências e possuem os mesmos prestígios. E para ajudar você nessa escolha, listamos algumas dicas:

 

  1. Pesquise: 

Pense inicialmente em qual área você possui mais afinidade: humanas, exatas ou biológicas. Depois pesquise quais faculdades são referências nessa área, por exemplo: tenho afinidade com contas, qual faculdade é reconhecida em ciências contábeis?

Para saber os diferenciais de uma ou outra instituição, você pode buscar referências em sites de busca e até mesmo no portal do MEC. Uma boa pesquisa te deixará mais confiante e sem dúvidas ajudará que sua escolha seja mais assertiva.

  1. Compare:

Agora que você já sabe qual área você vai estudar e quais as faculdades se destacam nessa área, faça comparações, busque nas redes sociais, nos sites de reclamações, compare as disciplinas aplicadas, veja se existem depoimentos de alunos e ex-alunos, quais as condições de pagamento, se os valores cabem no seu bolso, se a localização é boa, se são reconhecidas por profissionais de RH (afinal, ninguém quer se formar e ficar desempregado não é?), para saber essas informações, pesquise em portais de recursos humanos ou em fóruns de discussões desses profissionais.

Mas, cuidado! É comum que empresas tenham reclamações em sites de apoio ao consumidor, nesses casos, fique atento ao tempo de resposta da empresa, quais soluções foram tomadas e se essas soluções deixaram o reclamante satisfeito. Afinal, problemas acontecem.

  1. Entre em contato:

Até aqui foi uma grande evolução, certo? Você já descobriu a área de estudos e reduziu em duas ou três opções de IES (Instituição de Ensino Superior).

Então, faça contato por telefone, e-mail ou chat. Faça perguntas sobre o curso, tempo de duração, valores, ou qualquer outra informação que não esteja clara, e então, avalie o atendimento realizado. É claro que esse tipo de avaliação será muito pessoal, mas você terá uma primeira impressão do atendimento que você terá ao ingressar nessa instituição.

  1. Visite:

Você pode programar uma visita para conhecer a estrutura ou até mesmo se inscrever para prova de vestibular. Assim, a aproximação com o ambiente o deixará mais tranquilo e seguro na sua decisão. Além de ser uma ótima oportunidade de conhecer a infraestrutura e o trajeto até a faculdade.

Outra dica: Algumas IES oferecem palestras ou eventos gratuitos, você pode aproveitar de um evento como esse e ir visitar seu campus.

  1. Inscreva-se:

Finalmente, depois de seguir todas essas dicas, você certamente está preparado e decidido em qual instituição irá estudar. Faça sua inscrição e prepare-se para o vestibular, cuide de sua saúde mental, estude dias antes do processo seletivo, durma tempo necessário e se alimente com refeições leves. No dia da prova, leve um doce, como o chocolate, que além de saboroso é excelente fonte de energia.

Esperamos que essas dicas tenham ajudado.

Por que fazer uma pós-graduação?

HALDENAs exigências do mercado de trabalho, que demanda profissionais com alta qualificação, têm levado a um aumento espetacular no número de programas e cursos de pós-graduação no Brasil. Os cursos lato sensu – especializações e MBA – somam mais de 10 mil, nas mais diversas áreas.

 Na modalidade stricto sensu, a oferta praticamente dobrou entre 2003 e 2013. Em setembro de 2013, época do fechamento desta edição, eram quase 5 400 cursos, entre mestrados acadêmicos, mestrados profissionais e doutorados. A perspectiva para os próximos anos é continuar nesse ritmo.

A meta do plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG), de 2011, é duplicar as vagas e a titulação de pós-graduados até 2020. A demanda pelos programas também aumenta. Em 2010, 922 mil brasileiros estavam matriculados em cursos de pós-graduação.

Salto na carreira

Já virou um senso comum: para avançar na carreira, é fundamental se manter atualizado. É claro que simpósios e congressos são ferramentas importantes para isso. Mas uma pós-graduação enriquece o currículo com uma experiência de peso.

No entanto, a pós-graduação, por si só, não garante a ascensão profissional. As empresas levam em conta outras qualificações, como o relacionamento interpessoal, a capacidade de liderança, a experiência no mercado, a vivência no exterior e o domínio de outras línguas.

Segundo dados da Pesquisa Salarial e de Benefícios da Catho, de agosto de 2012, quem faz uma especialização, MBA, doutorado ou mestrado chega a ganhar até 70% mais que alguém que cursou apenas uma graduação, dependendo do nível hierárquico. Um curso desse tipo muitas vezes é um grande diferencial no currículo de um candidato, pois é uma fonte eficaz de qualificação e atualização, além, é claro, de ser um excelente canal para desenvolvimento de networking.

Ampliar conhecimentos

Essa demanda por conhecimentos é uma tendência na carreira de um profissional em ascensão. Conforme avança em uma empresa, por exemplo, é natural que passe a desempenhar funções que demandam mais de seus conhecimentos. Surgem desafios relacionados a áreas como gestão de pessoas, finanças ou tecnologia.

Geralmente, o alerta para a necessidade de uma pós-graduação soa em meio à rotina de trabalho. Um dia, o profissional depara com novos desafios e sente que é hora de voltar aos estudos, adquirir competências novas ou se atualizar. Para recorrer a uma pós-graduação, é preciso ter metas muito claras.

Novos horizontes

Cursar uma pós-graduação também é um modo de corrigir a rota profissional. Para quem está prestes a assumir uma nova função em uma empresa, os cursos de especialização são ideais.

Essa modalidade de estudo oferece, em pouco tempo, um apanhado geral de uma área do conhecimento, capacitando o profissional a dominar determinado assunto com segurança.

Rede de contatos

Uma das consequências de fazer uma pós-graduação é conviver com pessoas de mesmos interesses e campo de atuação e, assim, ampliar a rede de contatos profissionais – ou seja, o networking.

Ao mesmo tempo que se engorda a agenda de telefones, essa exposição e esses encontros constituem um modo de se fazer conhecido no mercado.

 

Entre mais de 13 mil cursos de pós-graduação no Brasil, o Guia do MBA do Estadão avaliou mil cursos em 2016, desses a Trevisan teve 17 cursos avaliados e todos com destaque em:

  • Conhecimento: qualifica o conteúdo dos cursos e os docentes.
  • Networking: qualifica as chances do aluno aumentar sua rede de relacionamento.
  • Processo Seletivo: critérios de seleção para ingressar no curso.

Veja as opções e escolha o que mais combina com você. 

 

Fonte: Pós Graduando.

 

 

Entrevista demissional evita ressentimento e processo trabalhista

entrevista demissional
As demissões mal conduzidas e sem transparência podem gerar ressentimento nos funcionários dispensados e motivar processos trabalhistas. Isso somado ao desemprego em alta e o cenário de crise aumentam a chance de chefes cometerem atitudes abusivas, resultando em um número de queixas e ações por dano moral.

Renato Santos, professor da Trevisan e sócio da S2 – consultoria especializada em prevenir e tratar atos de fraude e de assédio nas organizações, aponta que em 2015 o número de funcionários que entraram na Justiça contra seus empregadores teve um aumento de 12,3%. De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o número de ações teve o maior crescimento em 20 anos e atingiu 2,6 milhões. Por isso, ele aconselha que seja feita uma entrevista de desligamento.

Entrevista demissional evita ressentimento e processo trabalhista

Ele explica que o procedimento é fundamental para que o RH identifique possíveis vulnerabilidades e potenciais riscos, muitas vezes desconhecidos, mas que vão corroendo a organização. Além disso, é uma ferramenta para as empresas que valorizam a prática do feedback. “Se conduzido de forma correta, esse processo permite que a organização conheça que imagem o ex-funcionário está levando em relação à conduta da empresa”, ressalta.

Santos conduz entrevistas de desligamento por meio de um sistema online, no qual as respostas são coletadas no formato de múltipla escolha, dissertativas e relatos em vídeos, permitindo uma análise da linguagem verbal e não-verbal. Entre os principais assuntos abordados estão: política geral de RH; planos de cargos, salários e carreiras; perfil da liderança; ambiente de trabalho; cultura ética e de compliance, e potenciais riscos.

Para Renato, a prática da entrevista de desligamento está conquistando espaço entre as empresas brasileiras, mas algumas organizações não utilizam tais informações tanto por dificuldade de operacionalização quanto por impossibilidade de isenção do processo. “Em alguns casos, a entrevista demissional fica a cargo de pessoas pouco preparadas, que acabam fazendo uma utilização inadequada dos dados obtidos”, afirma.

 

Fonte: Revista Melhor.

Investir na equipe é essencial para empresas em tempos de crise

investir na equipe
Em momentos de crise e cortes nos orçamentos, às vezes fica difícil ser otimista com o futuro e investir para se preparar. Mas é exatamente isso que precisa ser feito. Com a situação econômica do Brasil, as organizações devem investir na carreira e na formação do time da casa, passar mais informações para prepará-lo para o futuro. O mesmo vale para pessoas físicas que trabalham por conta, pois se destacam perante aos concorrentes.

Sérgio Gomes, sócio e consultor da Ockam, consultoria especializada em liderança, gestão, cultura, estratégia e governança corporativa, vai além e reforça a importância desse investimento interno. “Investir nas pessoas que já integram os times das organizações deveria ser uma coisa feita, independentemente, de estarmos em crise ou não”, afirma.

Formado em Administração pela ESPM, com MBA em Administração pela FGV e certificação internacional em Coaching pelo College of Executive Coaching California/EUA e pelo ICI, ele atuou em multinacionais como Merck Sharp & Dohme e Philips, e há mais de oito anos dedica-se a projetos focados em desenvolvimento humano. Confira a entrevista.

1 – Em tempos de cortes, a palavra crise em quase todas as conversas e cautela de todos, como falar de investimentos de forma positiva e eficiente nas organizações?

Investir nas pessoas que já integram os times das organizações deveria ser uma coisa feita, independentemente, de estarmos em crise ou não. A primeira coisa é entender se as pessoas querem ou não essa ajuda das empresas, segundo o que esse investimento traz para a organização como um todo e, por último, tentar prever e trazer à tona o que esse investimento pode trazer de coisas intangíveis, como a felicidade, união, comprometimento, entre outros tipos de comportamento. O pensamento deve ser: Por que estou fazendo isso? Qual retorno espero disso?

2 – Qual comportamento é nocivo e deve ser evitado pelas organizações em um período de crise no País? E para pessoas físicas?

Existem três tipos de comportamentos que são nocivos e devem ser evitados pelas organizações: corte de gastos apenas em coisas prioritárias para o coro do negócio; colocar foco no que deve ser cortado e não pensar no que se deve investir para crescer; começar a fazer cortes demais e deixa as pessoas desesperadas, o ambiente e clima pesado. Esse último acaba gerando uma bola de neve nas empresas, pois pessoas inseguras, geram menos resultados e com menos resultados é preciso fazer sempre mais cortes. Já para as pessoas físicas é importante pensar bem nos cortes mais importantes e necessários para aquele momento e também não perder o foco da solução e só olhar para o problema.

3 – Para quem trabalha por conta quais alternativas devem ser tomadas para se destacar na multidão de concorrentes?

É de extrema importância saber exatamente qual o seu diferencial perante aos outros negócios, se nem a pessoa sabe responder isso, ai é um grande problema. Além disso, é importante entender como você pode atingir o coração do seu cliente? Para que de fato não seja tão simples ele trocar você por outro fornecedor.

Fonte: Revista Melhor.

Cursos de férias destacam o profissional no mercado de trabalho

EVERYTHING (1). Por conta disso, o período de férias é sempre interessante para os empreendedores investirem em suas carreiras, realizando cursos de curta e média duração.

Os cursos de férias podem ser uma boa oportunidade para um primeiro contato com algum assunto antes de investir em uma pós-graduação, e conhecer melhor o tema e a instituição. Outra vantagem é criar um networking, conhecer outros profissionais da mesma área e entender como outras empresas trabalham a partir do contato com outros profissionais em sala.

Pensando nisso, a Trevisan disponibiliza diferentes opções de aulas para quem está querendo transitar sob novos campos do conhecimento.

Os cursos integram teoria e prática, para uma melhor absorção dos temas. Atendendo auxiliares e gerentes, o programa desenvolve treinamentos em diversas áreas do conhecimento, capacitando profissionais para o mundo corporativo.

Segundo Priscila Xavier, coordenadora da área de Educação Executiva, 30% dos alunos que realizam os cursos de férias procuram a instituição para participar de outro curso no ano seguinte.

Os programas oferecidos pela Educação Executiva da Trevisan são:

Seminário e Workshop: Traz discussões atuais sobre diversos segmentos do mercado para troca de informações específicas e network;

Programa Intensivo: São cursos de curta duração oferecidos ao mercado corporativo com objetivo de qualificar e desenvolver os profissionais por meio de atividades práticas e teóricas, para facilitar a tomada de decisão e desenvolvimento de estratégias.

Programa Extensivo: São cursos de longa duração com o objetivo de atender às necessidades específicas de profissionais que buscam aprimorar seus conhecimentos em determinada área.

Cursos de Férias:  Desenvolver atividades práticas e teóricas em datas mais flexíveis na agenda do profissional, essa divisão traz a oportunidade de atualização especializada para formação e atualização do profissional multidisciplinar.

A oportunidade é perfeita para aqueles que não podem se ausentar por muito tempo, mas querem agregar valor ao currículo, se aperfeiçoar ou aprender algum assunto novo, e para todos aqueles que desejam ser o diferencial que o mercado de trabalho busca.

Para mais informações:

E-mail: [email protected]

SP – Telefone: 11 3138-5204

RJ – Telefone: 21 2223-0863

RB – telefone: 16 3344-3238

“As empresas vão depender mais do compliance”

earthEm 2005, o consultor alemão Erich Schumann, então trabalhando no BankBoston nos Estados Unidos, foi chamado pelo novo presidente do estatal Banco Del Progreso, na República Dominicana. O executivo foi direto: “preciso que você investigue o banco, acho que há uma fraude de US$ 20 milhões”, disse ele ao consultor. Cinco dias depois, Schumann voltou ao executivo. “Achei a fraude”, disse ele. “Mas não são US$ 20 milhões, são US$ 480 milhões.” O banco havia sido lesado pelo executivo Pedro Castillo, que o presidiu por quase dez anos. Foi a maior, mas não a primeira fraude descoberta por Schumann que, desde então, aconselha as empresas na maneira de evitar perdas. Ele falou com a DINHEIRO:

Há fraudes em todas as organizações?

Há tentativas de fraudes em todas as organizações, o que muda é se elas são bem-sucedidas e a capacidade de evitá-las. Para isso, é preciso ter regras claras.

Por que esses problemas ocorrem?

É sempre para beneficiar alguém e prejudicar os demais acionistas ou a sociedade. Há dois grandes tipos de fraude. No primeiro, a pessoa simplesmente rouba dinheiro. No segundo, ela altera os registros para esconder prejuízos ou a criar lucros fictícios, de modo a elevar os bônus por desempenho e os dividendos aos acionistas.

Quem desvia recursos?

Minhas pesquisas mostram que, nas empresas, há três tipos de pessoas: 20% jamais vão cometer uma fraude, 20% com certeza vão tentar cometer uma fraude e 60% seguem a maneira de proceder do superior imediato. Assim, se o presidente de uma empresa desvia dinheiro, você terá 80% dos funcionários tentando desviar recursos também: os 20% que são naturalmente mal-intencionados e os 60% que seguem o chefe.

Quais são os indícios de que uma pessoa está fazendo algo errado?

A maneira mais eficaz de detectar que um funcionário está fraudando a empresa é se ele apresentar mudanças súbitas de comportamento. Por exemplo, o funcionário que sempre trabalhou até as cinco da tarde e passa a trabalhar até as dez da noite, quando não há mais ninguém no escritório. O que ele fica fazendo? Se a empresa tiver comprado uma concorrente e ele tiver de fazer horas extras, sem problema. Caso contrário, é bom alguém começar a perguntar por que ele trabalha tanto.

Como o Sr. descobriu a fraude no Banco del Progreso?

Costuma-se dizer que, nos filmes, o culpado é o mordomo. Nos esquemas de corrupção, o culpado, que pode ter participado ativamente ou apenas ter cumprido ordens, é sempre quem faz a contabilidade. Isso é imutável: sempre há alguém responsável por atualizar as planilhas, e é essa pessoa que vai me fazer resolver o problema. No caso do banco, eu conversei com uma pessoa da contabilidade que se reportava diretamente ao presidente anterior. Era uma senhora, com muitos anos de banco. Eu disse a ela: “você não tem mais seu chefe para te proteger, e a responsabilidade pelo desvio de dinheiro vai ser sua.” Ela me entregou uma pilha de pastas com todos os documentos comprovando a fraude.

É possível acabar com a fraude? Como?

Sim, é possível reduzir as fraudes. Basta estabelecer regras claras de atuação, e investir na fiscalização e no compliance. Mas isso não vai adiantar se o exemplo não vier de cima. Tem de ser uma decisão da cúpula da empresa, não aceitar corrupção, dizer que não há tolerância com a corrupção e punir duramente quem for corrupto.

Esses problemas estão aumentando ou diminuindo?

Aumentando, especialmente devido ao crescimento das transações eletrônicas. A informática é uma ferramenta essencial para o crescimento das empresas e do setor financeiro, mas ela cria mais oportunidades para os fraudadores. Não só os hackers, mas também pessoas mal-intencionadas de dentro da corporação, que conhecem os sistemas. Por isso, as empresas vão depender mais do compliance para evitar as fraudes.

Como o Sr. vê a situação no Brasil?

O Brasil, infelizmente, é conhecido como um país em que há corrupção no governo e nos negócios. Mas isso não é um problema exclusivamente brasileiro. Corrupção e fraudes existem em todos os países, desde as democracias do norte da Europa até as piores ditaduras africanas. Em alguns lugares a corrupção é mais aberta, em outros ela é mais elegante. Mas é um problema global.

Como acabar com a corrupção no Brasil?

Da mesma forma como em outros países. As empresas terão de assumir uma postura clara e dizer “não vamos fazer negócios onde houver corrupção, não vamos subornar políticos e governantes para ganhar contratos”, mesmo que isso signifique perder negócios. O Brasil é um país enorme, com milhões de oportunidades de ganhar dinheiro honestamente. Há muitas companhias que são honestas e ganham dinheiro sendo assim. Não dá para dizer que o país inteiro é desonesto.

(Fonte: Istoé Dinheiro)