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7 dicas para melhorar a produtividade de sua empresa

Uma organização é constituíprodutividade_fbda por pessoas e processos, logo, quanto maior a produtividade das pessoas e dos processos, maior a rentabilidade e menor a ociosidade. As empresas necessitam aumentar e aperfeiçoar os métodos que elevam a produtividade da sua equipe e dos processos para obter maior desempenho.

Confira abaixo algumas dicas para melhorar o ambiente de trabalho e a produtividade da sua empresa:

1) Identifique as falhas

Verifique quais e onde ocorrem as falhas que impactam negativamente a produtividade da empresa. Avalie o processo de trabalho, entenda onde e como o capital está sendo gasto. Contendo de forma clara estas informações, será possível automatizar os processos e cortar gastos desnecessários. O mapeamento de processos em uma pequena empresa é de suma importância, uma vez que descreve toda lógica de funcionamento da organização, portanto, para identificar as falhas, observe atentamente seus processos.

2) Motive sua equipe

Sabe-se que a motivação é criada através da interação entre o colaborador e a situação em que ele está envolvido na empresa, sabe-se também que a motivação varia de pessoa para pessoa devido ao momento em que se está vivendo. Outro fator a ser observado, é que segundo o estudo de Edwin Locke a motivação é gerada no ponto de partida dos objetivos, quando o colaborador estabelece seus alvos e define a melhor forma de atingi-los, o mesmo permanece, independente das dificuldades que o trabalho apresente, motivado devido a satisfação que o resultado o proporcionará, e isso o conduz e motiva. Logo, a importância da empresa, que precisa manter e/ou elevar a produtividade, em se empenhar afim de proporcionar qualidade ambiente de trabalho, cuidar para que seja harmonioso através da organização, higiene, mobílias que dê conforto (Ex. uma boa cadeira), manutenção dos equipamentos de trabalho, prezar por um clima organizacional saudável, reconhecer o trabalho bem executado, ensinar a partir dos erros, entre outros.

3) Invista em treinamento

Para que empresa tenha alta produtividade é imprescindível que a mesma capacite sua equipe, atualize-os sempre, sobre as novas atividades, softwares, atendimento, ferramentas novas de trabalho, entre outros. O resultado será um trabalho melhor executado, excelentes resultados, diminuição de erros e conseguintemente de retrabalho. Muitos empreendedores acham que treinamento é oneroso e custa caro para a empresa, mas para esta afirmação devolvo outras perguntas, quanto custa um funcionário mal treinado? Quanto custa um funcionário que executa mal as suas funções e perde tempo na execução das suas rotinas? Esta é uma análise que se tem que fazer na hora de investir em treinamentos. Já dizia Derek Bok, ex-reitor da Universidade de Harvard, “se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância”.

4) Faça planejamento

Um bom planejamento é primordial para os processos da empresa, quando não há planejamento as decisões a serem tomadas ficam incertos, e isso interfere diretamente na produtividade. E todo e qualquer planejamento que a empresa fizer, precisa e deve ser avaliado e moldado a realidade da empresa e do mercado no qual atua. A flexibilidade em um planejamento visa encontrar a melhor forma em fazer determinada ação, e não em abandonar o foco inicial. Atualmente existem ferramentas simples e gratuitas na web para fazer planejamento do seu negócio, além disso existem métodos simples e ágeis de planejamento que lhe ajudam a ganhar tempo na hora de planejar.

5) Crie estratégias

Importante que a empresa esteja preparada para variadas circunstancias, como crises, cortes no orçamento, entre outros, que necessitam de estratégias para suportar de forma saudável os altos e baixos que podem vir a ocorrer, do mesmo modo que o planejamento, as estratégias precisam ser realizadas e avaliadas e melhoradas.

Um bom exemplo de estratégia para melhorar a produtividade consiste em investir em tecnologias que permitam otimizar o tempo de operação, assim viabilizando que os colaboradores mantenha o foco no negócio. Softwares pagos ou gratuitos, por exemplo, com variadas plataformas que atendam ao empreendimento, podem favorecer a diminuição de tempo no atendimento assim aumentando a satisfação e melhorando o relacionamento com cliente.

6) Foco na produtividade das reuniões

As reuniões não podem ser improdutivas, e isso acontece muitas vezes quando: o foco, o assunto é esquecido ou modificado durante o curso da reunião, temas de menor relevância tomam maior tempo, discussões são criadas fora de um senso comum entre os que se reúnem, e assim reunião prevista para 20 minutos ultrapassa o horário, o questão que deveria ser resolvida, a meta a ser definida, a decisão a ser tomada entre outras coisas, não são resolvidas. Para reuniões eficientes e de alta produtividade, procure definir o delimitar o tema e se manter nele, faça uma pauta contendo os assuntos que deverão ser abordados, procure objetividade e clareza. Em algumas empresas existe o costume de fazer reuniões em pé, para que as pessoas mantenham-se focadas na pauta e não usem a reunião como um pretexto para procrastinação. Outras empresas penduram um cronômetro grande na sala de reunião para monitorar o tempo gasto com reuniões e mensurar este custo na operação. Ou pode-se eleger um colaborador para controlar o tempo pre-determinado para cada assunto e controlar a pauta. Portanto é essencial manter o foco, pois reunião é um investimento de tempo.

7) Comunicação interna

A produtividade da empresa está diretamente relacionada com uma comunicação interna clara e objetiva. A partir do momento em que os atores da organização, gestores e colaboradores, aprendem a se comunicar ou melhoram sua comunicação, os processos tornam-se mais ágeis e eficientes, e a produtividade cresce. A comunicação ineficaz é um ponto fraco nas empresas, e precisa ser melhorado para que não haja retrabalho, por exemplo, quando as pessoas não entendem exatamente o que deve ser feito.

(Fonte: Minha Ideia de Negócio)

Ética corporativa na perspectiva sociológica

etica_sociologica_fbProf. Dr. Renato Santos

O discernimento do indivíduo sobre o certo e o errado é a percepção moral que tem quando depara com dilemas éticos que pautarão suas atitudes. O profissional precisa racionalizar seus atos; em outras palavras, ele necessita justificar para si e para os outros que determinada ação não é errada ou, caso o seja, amenizar a situação flexibilizando os padrões éticos.

“A moral é social. Só nos tornamos e só somos um agente moral se nos relacionamos com o outro” (PUTNAM, 2013, p. 822). Esse pressuposto decorre da lógica de que a maneira de agir, seguindo as normas sociais (compliance) ou as ferindo (fraude), está relacionada com elas.

No âmbito empresarial, os hábitos e escolhas dos indivíduos são direcionados por suas concepções morais pessoais, mas também sofrem transformações sob as circunstâncias impostas pela organização e pelo meio que as determina. A decisão correta muitas vezes é clara, mas a competição e as pressões institucionais levam até mesmo os gestores bem-intencionados a se comportarem de maneira antiética – considerando também o fato de que os interesses econômicos e os princípios éticos podem ser conflitantes.

Como se vê, são concepções sobre o comportamento ético que implicam considerar a importância dos fatores situacionais nos processos decisórios dos indivíduos. Nessa perspectiva, a compreensão dessas pressões situacionais se faz necessária para mitigar riscos na organização.

Espinoza defende a teoria de que o homem biologicamente tende a agir de modo cooperativo com o intuito de preservação da espécie, uma vez que, assim agindo, age para o bem coletivo e, por conseguinte, este proporcionará um ambiente passível de convívio. Como cientista comportamental, Taylor se focou na condição humana, desenhando uma intervenção comportamental com predisposições sociais. A esse respeito, ele interpretou “as instituições e a regulamentação institucional como um meio de se antecipar avanços posteriores em psicologia organizacional, sociologia organizacional e economia organizacional”.

A interpretação institucional baliza a ordem social por meio de uma programação coletiva ou “moralidade generalizada”, aspirando, entre outros objetivos, tornar os comportamentos individuais previsíveis. Daí a importância da compreensão do comportamento do indivíduo no contexto organizacional. E para entender a influência do ambiente no indivíduo, segundo a análise do comportamento, é necessária a compreensão dos seus três níveis influenciadores:

  • a espécie (filogenética) – a qual, por meio do comportamento imitativo e da modelagem, os membros de uma espécie tendem a desenvolver suscetibilidade a determinados padrões comportamentais segundo o modelo operante;
  • a vida do indivíduo (ontogenética) – refere-se a comportamentos que são selecionados pelo indivíduo por seu grau de importância em sua vida, não apenas por sobrevivência;
  • a cultura (práticas culturais) – são seleções baseadas em contexto social que dependem da participação de mais um indivíduo, possibilitando, por meio do comportamento verbal, o conhecimento do mundo (subjetividade) não só por experiência própria, mas também pela experiência dos outros, os quais não precisam sequer estar presentes fisicamente.

Ainda no terceiro nível (cultura), as relações entre práticas culturais e as contingências que as cercam apresentando a definição de metacontingência. A metacontingência contextualiza o comportamento do indivíduo no ambiente, considerando que aquele influencia e é influenciado por este; os homens em interação por meio do comportamento verbal constituem a cultura que constrói uma parte importante dos indivíduos, a subjetividade (diminuindo a importância da mentalidade como forma e meio de compreensão do indivíduo).

A relação social com a qual o indivíduo interage possui variadas formas, não se resumindo apenas à forma estritamente profissional, esta denominada “sociabilidade secundária”. É considerada “secundária” pois, primariamente, os indivíduos, antes mesmo de se tornarem cidadãos e trabalhadores, tiveram de ser constituídos como pessoas – estas são as relações primárias: parentesco, amizade, aliança.

Tomando a ética do pós-dever, na qual o homem é um ser individualista e narcisista, na busca insistente por satisfação dos seus desejos, mesmo que em detrimento dos deveres impostos pelos agentes de controle, como instituições religiosas, governamentais, econômicas e educacionais, não há que se propor uma ética com base em responsabilidade para o outro de forma inteiramente altruísta sem esperar algo em troca.

O conceito acima encontra guarida na Teoria da Dádiva, por ser um sistema geral de obrigações coletivas, imbuído de um elemento de incerteza estrutural na regra tripartida do dar-receber-retribuir, e por escapar da hiperpresença de uma obrigação coletiva que deveria se impor tiranicamente sobre a liberdade individual. Nesse contexto, não há que se falar em dever, pelo menos não explicitamente, mesmo que esse “dever”, embutido na própria relação tripartida do dar-receber-retribuir, seja mais consistente que um dever explícito.

Não há espaço para uma ética sustentada no altar dos valores superiores tendo como mote o sacrifício individual em nome da coletividade, mas sim uma ética indolor, suportada por um individualismo responsável, em que cada um respeita as regras morais necessárias para a boa convivência e a garantia de seus direitos, e menos sujeita aos indiciamentos compulsórios, eliminando o dever proferido por entes superiores. Sim, há que se falar em uma ética interesseira no sentido da busca por algo em troca, condição inerente ao trabalho no novo capitalismo, em que se pede aos trabalhadores que sejam ágeis, estejam abertos a mudanças em curto prazo, assumam riscos continuamente, dependam cada vez menos de leis e procedimentos formais.

A partir do conceito de “ética inteligente” de Lipovetsky, tem-se a abordagem de uma “integridade inteligente”, a qual não impõe que os interesses pessoais sejam coibidos completamente, mas que sejam mitigados conforme as circunstâncias concretas de uma maneira pragmática e realista. Discute e apresenta as vantagens em se manter a integridade, não apenas para a coletividade da qual faz parte, mas também, e principalmente, para seu próprio interesse. A abordagem não é apenas mais realista, mas também mais humana, uma vez que considera e respeita as necessidades do homem.

Se o indivíduo está na realidade padecendo de um vago estado interior chamado ausência de valores, então só poderemos solucionar o problema alterando esse estado – por exemplo, “reativando o poder moral”, “estimulando a força moral”, ou “fortalecendo a fibra moral ou o compromisso espiritual”. O que deve ser mudado são as contingências, se as consideramos responsáveis pelo comportamento inadequado ou pelos sentimentos que, como se considera, explicam o comportamento (SKINNER, 1983).

A ciência possui uma importante capacidade de descrição das contingências, isso porque ela possui tecnologia para descrever fatos e, com isso, potencializa a alteração do comportamento de uma pessoa a partir dessas descrições.

Quando esses fatos a descrever são morais, a abordagem científica se torna ainda mais efetiva que a filosófica, pois não se resume a uma abordagem binária entre certo e errado, mas considera a complexidade do ambiente e de suas contingências, buscando a compreensão e a exposição das consequências de determinadas ações, afetando a percepção moral do indivíduo.

A pressão organizacional pode influenciar de tal maneira a decisão do indivíduo entre fazer o que julga ser o certo e o que melhor lhe apraz em determinada situação que pode gerar na mais comum das pessoas honestas um comportamento criminoso.

As pressões ou motivos podem ser não apenas de ordem financeira, mas também de ordem social e política. As pressões não financeiras podem decorrer de disciplina pessoal ou de outros fatores situacionais. As pressões políticas e sociais ocorrem quando os indivíduos sentem que não podem aparentar seu fracasso devido a sua posição social ou a sua reputação. Alguns exemplos de situações envolvendo pressões não financeiras são: a necessidade de reportar resultados melhores que o desempenho real, frustração com o trabalho, um desafio para vencer o sistema ou mesmo o poder exercido pelo superior ou um colega de trabalho.

O uso do poder pode ser materializado por meio de metas coletivas ou objetivos pré-estipulados, mesmo que tacitamente, o que é fundamental para que exista a concessão de poder pelo liderado.

O poder é uma prática social, constituída historicamente, ou seja, por ser exercido de variadas formas, dependendo do contexto em que estiver inserido, não há como classificá-lo exaustivamente nem, tampouco, criar modelos para a sua aplicação. Entretanto, é possível identificá-lo e exercê-lo, e uma das maneiras em que esse exercício se dá, mesmo que de forma não exclusiva, é pela liderança.

A liderança se dá em qualquer prática social, e isso significa dizer que o poder pode ser exercido em qualquer relação interpessoal, e não necessariamente em uma instituição. Cada indivíduo pode exercer e sofrer a dominação na relação com outro indivíduo, dependendo do contexto e do papel em que está sendo influenciado (FOUCAULT, 1995).

Canais de denúncia e NÃO a hipocrisia

canal_de_denuncias_fbSegundo pesquisa realizada pela Association of Certified Fraud Examiners, 46% das fraudes são detectadas por intermédio de canal de denúncia, e 57,7% dessas denúncias são originadas por funcionários, mesmo considerando que menos de metade das organizações possui uma ferramenta formal de reporte. Podemos inferir que a fraude não é aceita de forma passiva por aqueles que não a praticam, tentando inibi-las mesmo sem um canal apropriado para tal. Empresas que possuem esse instrumento observam 60% de redução nos montantes de fraudes detectadas, principalmente devido à identificação prematura das situações.

A criação de canais de comunicação para os funcionários e stakeholders mostra-se como uma forte ferramenta de compliance, sendo relevante tanto para possibilitar a denúncia de atos antiéticos como para retirada de possíveis dúvidas sobre dilemas éticos, colaborando para o desenvolvimento e fortalecimento do ambiente ético e para uma boa governança corporativa.

Principalmente quando o canal servir para reportar violações, é fundamental que a confidencialidade e confiabilidade seja reforçada e respeitada, pois, sem a primeira, o denunciante não se sentirá à vontade para relatar o que sabe ou mesmo desconfia. Esse receio pode advir do medo de represálias ou mesmo de ter seu nome vinculado ao fato delatado. Já a confiabilidade se expressa quando o denunciante tem a ciência e percebe que os atos denunciados serão investigados, gerando assim a percepção de que a organização efetivamente se preocupa e toma ações para mitigar atos antiéticos.

O canal de denúncia precisa ser efetivamente acessível, customizado para o público a que se destina, em uma organização em que seus funcionários não possuem acessibilidade à internet, por exemplo, é recomendável a disponibilidade do canal por via telefônica também, ou mesmo considerar a possibilidade de caixa postal. A comunicação adequada da ferramenta é de igual importância, uma vez que sua correta divulgação viabiliza a operacionalização, bem como a conscientização e orientação para a utilização correta do canal, para que não seja confundida como uma ferramenta de reclamações ou sugestões no tocante a assuntos que não interferem ao ambiente ético em si.

Ao implantar um canal de denúncia, a organização precisa estar preparada para lidar com o que Nietzsche chamou de “moralina”. Sem a intenção de simplificar sobremaneira o seu conceito, moralina é a forma de reduzir a moral e a ética a regras e meios de julgar e subjugar o outro por meio de uma pseudomoralidade. Ela pode se dar pela moralina de indignação, a qual, sem qualquer preocupação com uma análise neutra e racional, desqualifica o outro, muitas vezes na forma de hipocrisia.

Ainda há a moralina de redução que objetiva julgar o outro pelos seus maus atos e ideias imorais, classificando-o como inferior aos demais, ignorando seus atos benéficos até aquele momento. E, ela pode ainda se dar de forma inconsciente, pois não somos capazes de transmitir uma história, como se fosse texto xerocado.

Assim, cabe à organização, se precaver contra a possibilidade de fomentar a hipocrisia em sua gestão na forma de denuncismos. Para isso, ela precisa desenvolver os agentes que lidarão com as denúncias de tal maneira que não poderão julgar qualquer colaborador sem a devida análise, pautada na imparcialidade e respeito humano.

A partir daí algumas denúncias serão alvo de apuração e investigação e outras não, mas é importante a gestão e resolução dos incidentes relatados de forma independente, ou seja, quem recebe a denúncia não deve investiga-la, para que a ferramenta não seja considerada um embuste, sendo fundamental que os funcionários e stakeholders tenham a percepção de que o canal é seguro, que funciona e que dá resultados, para que assim a ferramenta tenha seu papel no reforço do compliance organizacional.

Prof. Dr. Renato Santos é Coordenador do MBA Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios e formado em Direito, MBA Gestão de Pessoas, Mestre e Doutor em Administração na PUC-SP. Sócio-diretor da S2 Consultoria.

Por que você deve fazer Ciências Contábeis? Descubra aqui

porque fazer ccÉ muito difícil, principalmente para os mais jovens, dar o principal passo na vida acadêmica e escolher qual curso fazer. São inúmeras opções e decidir por apenas uma delas para seguir parece extremamente arriscado.

Escolher uma profissão é desenhar um projeto de vida, analisar habilidades, questionar valores, o que se gosta de fazer e a qualidade de vida que se pretende ter.

Por isso, uma boa forma de escolher o curso ideal é analisar o que se espera do futuro, as suas próprias competências, o mercado de trabalho e as possibilidades de carreira para depois que você se formar.

Há muitos anos, a Contabilidade está entre uma das profissões que mais cresce no mundo. O mercado para a área está cada vez mais favorável, e as perspectivas são excelentes. De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), só no Brasil, existem mais 82 mil escritórios e 490 mil profissionais registrados e os salários podem chegar ao teto de R$ 15 a 30 mil reais por mês

Para trabalhar como contador é necessário a graduação em Ciências Contábeis e o registro no Conselho Regional de Contabilidade.

Conheça as principais vantagens de quem se forma no curso e descubra se ele é ideal pra você:

1ª.) Desemprego Zero: A taxa de empregabilidade nesta profissão é muito alta (90%), visto que cada empresa é obrigada por lei a ter um contador, por isso é raro encontrar um bom profissional contábil desempregado.

Estima-se hoje, aproximadamente, 20 milhões de negócios no Brasil. Nesta base existem, em média, 33 empresas para cada contabilista (técnico + contador) e 50 empresas para cada contador (bacharel em Ciências Contábeis).

2ª.) Mais de 30 especializações para escolher: A profissão contábil tem próximo de 30 especializações, abrindo um leque de escolha conforme o dom de cada um: além de contador, pode ser auditor interno, perito, consultor, controller, planejador tributário, auditor independente, analista financeiro, contador de custo, contador gerencial, empresário contábil, investigador de fraudes, professor, pesquisador, parecerista, conferencista, contador público, agente fiscal de renda, oficial contador, arbitragem, contador internacional, etc.

Curiosidade: Aqueles que apostam em concursos públicos e sonham com uma carreira estável e bem sucedida, podem ir para o cargo de Auditor-Fiscal, da Receita Federal do Brasil, e receber uma remuneração inicial de R$ 14.965.

3ª.) Não existe preconceito de idade: Na maioria das profissões acontece de barrarem bons profissionais a partir dos 40 anos. Mas na Contabilidade, as empresas sempre se interessam exatamente por profissionais contábeis que prestem serviços de boa qualidade e que possuam boa experiência principalmente na área fiscal, custos, auditoria, etc.

Se esses três fatores te convenceram de fazer o curso de Ciências Contábeis, venha para a Trevisan e faça parte de uma das áreas com maior taxa de empregabilidade do mundo!

Sobre o curso de Ciências Contábeis da Trevisan

A graduação da Trevisan apresenta as questões científicas, técnicas, sociais, econômicas e financeiras das empresas. Ao concluir o curso, os profissionais estarão capacitados no pleno domínio das responsabilidades funcionais envolvendo apurações, auditorias e perícias.

O principal diferencial e a eficiência do curso são comprovados através do alto índice de aprovação (82%) no exame de suficiência do Conselho Federal de Contabilidade – CFC, onde a média nacional é de 38%.

Desconfio que minha empresa esteja sendo fraudada. E agora?

fraudeempresa_fbSegundo pesquisas, 70% das empresas brasileiras vivenciaram fraudes internas no último ano de 2015. A dúvida que persiste é saber se as demais, do grupo dos 30%, não sofreram ou nem sequer sabem que sofrem com fraudes ocasionadas por seus colaboradores.

O fato é que toda e qualquer organização está sujeita a essa desagradável situação, independentemente do tamanho e ramo de atividade, pois, onde existirem pessoas, há a possibilidade de ocorrer algum tipo de fraude.

A fraude pode ocorrer de três formas: Apropriação Indevida; Corrupção e Demonstrações Fraudulentas. Mas, independentemente da forma que se apresenta, a fraude é um ato de deslealdade entre o colaborador e seu empregador. E, como somos todos humanos, ações emocionais são comuns no tratamento dessa situação, já que estaremos lidando com a decepção na relação de confiança que tínhamos estabelecido com determinada pessoa ou grupo.

Por isso, vamos iniciar então com o que não se deve fazer:

• Partir do pressuposto que a sua suspeita é verdadeira. Se você insistir em condenar alguém, isso gerará um ambiente negativo de partida e pode provocar danos morais e, consequentemente, indenização trabalhista contra a empresa;

• Abordar o suspeito sobre a desconfiança e muito menos abordar os colegas ou superior direto no início da investigação. Caso contrário, isso poderá alertar os possíveis envolvidos para encobrir a fraude e prejudicar o processo. Além do mais, nunca sabemos qual a abrangência do fato;

• Ultrapassar os limites legais no processo de investigação da fraude, como por exemplo consultar a conta bancária do suspeito, pesquisar a declaração do imposto de renda, fazer “grampo” telefônico sem autorização do Poder Judiciário, entre outras ações;

• Punir sem provas pode gerar indenização futura por danos morais. Por mais que haja uma vontade de se fazer “justiça” pela traição sofrida, se munir adequadamente de evidências e comprovações documentais é fundamental para a tomada de decisão mais adequada.

Apresentamos a seguir uma série de ações que podem ajudar no esclarecimento de uma suspeita dentro da sua empresa:

Monitoramento das atividades: o spy-software é umprograma instalado no computador de propriedade da empresa que capta os dados utilizado pelos colaboradores. Essa é uma boa maneira de identificar se as suspeitas são verdadeiras ou não;

Cópia Forense de Dados: na mesma linha que a ação anterior, também pode-se realizar um espelhamento de Discos Rígidos (Hard Disk) nos computadores da empresa. A atitude preserva propriedades de acesso e registros recuperáveis do aparelho;

Análise dos arquivos eletrônicos: se o seu medo era que a pessoa tivesse excluído algum indício de fraude, essa análise ajuda muito. É possível ver e-mails profissionais existentes, recuperar e analisar arquivos excluídos coletados por meio do monitoramento e dos dados coletados e recuperados no HD.

Levantamento de informações de domínio público das pessoas físicas ejurídicas citadas;

Entrevista Forense: A entrevista busca entender a situação ou o processo em que se insere o fato, no caso a fraude, com base na lista previamente desenvolvida de dúvidas ou pontos a serem esclarecidos para maior esclarecimento sobre o caso.

Se, mesmo assim, você ainda ficou em dúvida sobre qual abordagem utilizar, a tabela abaixo é uma ótima elucidação dos pontos que acabamos de citar. Com objetivo de indicar possíveis ações para diferentes tipos de fraudes, apresentamos a tabela abaixo:

tabela-fraude

É importante lembrar que essa tabela é ilustrativa, sendo necessária a compreensão de cada caso e definição de uma estratégia adequada para cada um deles. Sabemos que lidar com fraudes envolve bem mais do que simplesmente olhar para uma tabela, mas se há uma única palavra de ordem para lidar com uma suspeita de na sua empresa é: serenidade!

Renato Almeida dos Santos é formado em Direito, MBA em Gestão de Pessoas, Mestre e Doutor em Administração pela PUC-SP. Foi executivo da área de Compliance e Prevenção a Fraudes Organizacionais em consultoria internacional de Gestão de Riscos por 12 anos. Ministrou diversos cursos e palestras no Brasil e Exterior (China). Anteriormente, trabalhou no Ministério da Defesa, como Oficial do Exército Brasileiro e na Duratex S/A, na área de Recursos Humanos. Coordenador do MBA de Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios. Premiado pela CGU e Instituto Ethos e autor do livro “Compliance Mitigando Fraudes Corporativas”.

(Fonte: Endeavor Brasil)

4 dicas para aplicar contabilidade gerencial na sua empresa!

4dicas_fbA Contabilidade como conhecíamos antigamente não existe mais… E ainda bem! As Ciências Contábeis deixaram de ser um mero instrumento de registro patrimonial e apuração de tributos e passou a ser tática e estratégica. O fato é que cada vez mais os gestores compreendem o verdadeiro poder que a contabilidade tem de apoiar a tomada de decisão nas empresas.

Mas afinal, qual a diferença entre a Contabilidade Gerencial e Contabilidade Financeira? A financeira está muito mais voltada aos registros dos fatos contábeis e financeiros para o público externo enquanto a gerencial compila informações de toda a empresa, tais como custos, estoques, financiamentos entre outros e desenvolve relatórios para o público interno.

Vale lembrar que a gestão eficiente de qualquer empresa está diretamente relacionada com uma sólida estrutura financeira e de capital. Neste sentido, confira algumas dicas de como aplicar na prática a contabilidade gerencial na sua empresa:

Excesso de estoque – Como já diziam os pensadores contábeis na antiguidade: “Dinheiro no estoque é dinheiro parado”. É necessária uma correta calibragem entre o que vende e o que se compra/fabrica. O ciclo operacional da empresa deverá estar corretamente estruturado com o ciclo financeiro.

Análise do custo do produto vendido – O empresário imagina muitas vezes que um determinado produto, por ser o de maior giro/vendas, é necessariamente o de maior lucratividade, o que não é verdade. A análise do custo versus preço de venda deverá ser rigorosa e estar diretamente relacionada com a estrutura de custos fixos e indiretos da empresa.

Fonte de financiamento e caixa – A empresa dobrou o faturamento e o lucro diminuiu, como isso é possível? Acredite! Não só é possível, mas é responsável por mais de 80% do índice em falências das empresas. Ela quebra não por falta de receita e sim por falta de administração das fontes de financiamento e do fluxo de caixa.

Política de orçamento – Esse é um ponto determinante e crucial para o desenvolvimento da empresa. Com o orçamento empresarial a empresa poderá prever possíveis necessidades e estar preparada para eventuais situações adversas, pois já terá os cenários devidamente previstos e calculados.

A contabilidade gerencial é imprescindível para empresas de qualquer tamanho e segmento. Através dela você adquire todo o controle necessário para administrar seu negócio de forma eficiente para obter resultados cada vez mais eficazes.

Prof. Cristiano de Souza Corrêa é Contador, consultor nas áreas contábil, tributária e financeira, graduado e mestre em Ciências Contábeis e Controladoria pela PUC/SP. Atualmente é Coordenador do curso de graduação e Professor de graduação e pós-graduação da Trevisan Escola Superior de Negócios. Leciona no curso de Administração de Empresas do Centro Universitário São Camilo. É pesquisador na área de Inteligência de Negócios (Business Intelligence), palestrante e conferencista.

A obrigatoriedade do Registro Contábil para o exercício profissional

sabiaque_fbMuitas dúvidas são suscitadas quando o assunto é trabalho na área contábil. Questões como: “Posso exercer a função de auxiliar contábil sem o registro? Trabalho na área fiscal, preciso de registro? Ainda estou cursando ciências contábeis, posso trabalhar na área? Trabalho no escritório de contabilidade, mas sou registrado como auxiliar administrativo, isso é possível? A resposta genérica para todas as questões é não. Não pode, porém, há algumas exceções. Vejamos.

O fato é que a legislação contábil é muito clara nesse sentido. O decreto-lei 9.295/46, em seu artigo 25 e 26, define as atribuições do profissional da contabilidade. Ainda que no seu art. 12 (alterado pela Lei 12.249/10), determina que somente poderão exercer a profissão contábil após a conclusão do curso de Bacharelado em Ciências Contábeis e aprovação no Exame de Suficiência destaca-se que o inciso 2º do mesmo artigo assegura o direito aos técnicos em contabilidade já registrado no respectivo conselho até 1º de junho de 2015, as mesmas prerrogativas do exercício profissional.

Observa-se, no entanto, que muitas pessoas trabalham em departamentos contábeis e fiscais e até em escritórios de contabilidade exercendo a profissão contábil de forma irregular. Muitos são registrados na função de auxiliar administrativo e desenvolvem a atividade contábil e fiscal, porém nem estudantes da área são.

A resolução 1.372/2011 do Conselho Federal de Contabilidade trás no bojo do art. 1º a expressa referência que somente poderá exercer a profissão contábil, em qualquer modalidade de serviço ou atividade o contabilista, e por esse entenda-se técnicos e bacharéis, registrados em Conselho Regional de Contabilidade.

É pertinente destacar que muitos são os casos em que o órgão fiscalizador regional identifica e autua eticamente os responsáveis por facilitar o exercício ilegal da profissão que poderá culminar em último caso em uma censura pública, expondo seu nome, além de ferir o artigo 47º da lei de contravenções penais. No judiciário encontram-se dezenas ações judiciais questionando a legalidade, porém em 99% dos casos a justiça assegura ao Conselho Regional o direito de interpor sanções administrativas cabíveis.

Com o fim da concessão de registro profissional aos novos formandos no curso de técnicos em contabilidade, cabe ao empregador contratar um bacharel em ciências contábeis devidamente habilitado e registrado junto ao conselho regional, evitando assim qualquer tipo de infração ou penalidade cabível.

 

Prof. Cristiano de Souza Corrêa é Contador, consultor nas áreas contábil, tributária e financeira, graduado e mestre em Ciências Contábeis e Controladoria pela PUC/SP. Atualmente é Coordenador do curso de graduação e Professor de graduação e pós-graduação da Trevisan Escola Superior de Negócios. Leciona no curso de Administração de Empresas do Centro Universitário São Camilo. É pesquisador na área de Inteligência de Negócios (Business Intelligence), palestrante e conferencista.

Profissão Contábil cresce mais que o emprego no Mundo

Cada dia fica mais claro a importância do papel do profissional da contabilidade no cenário
empresarial. O Brasil, depois de muitos anos, reconhece hoje, que ele deixou de ser somente a
figura do responsável por apuração de tributos e encargos burocráticos e cada vez mais assume
a posição de gestor. E não poderia ser diferente, afinal, a contabilidade na sua essência possui
todas as informações necessárias para que gestores e empresários tomem decisões
estratégicas. A harmonização das Normas Contábeis Brasileiras com as Normas Internacionais
de Contabilidade em muito contribuíram para o aumento da confiabilidade das informações
prestadas por esses profissionais.
Um relatório publicado hoje pela Federação Internacional de Contabilidade (IFAC), revela que
nos 130 países os quais a entidade possui representação, entre eles o Brasil, o emprego na área
contábil cresceu muito mais do que a média das outras profissões, em todas as regiões e
economias globais no período de 2009-2013, segundo o relatório.
Nos países de primeiro mundo o crescimento da profissão contábil chegou a 20% e nos BRICS
(Brasil, Rússia, Índia e China) em 15% em comparação ao baixo crescimento das outras
profissões, onde e apresentaram 2,6% e 2,9% respectivamente. O mesmo relatório aponta que,
pela primeira vez, cada vez mais pessoas estão trabalhando em campos relacionados com a
contabilidade em todo mundo.
Verifica-se portanto que cada vez mais os jovens estão motivados a considerar a profissão
contábil como escolhas de suas carreiras profissionais, uma vez que, independente do ambiente
econômico (crescimento ou retração), o profissional da contabilidade pode atuar de forma
relevante e significativa.

 

Prof. Cristiano de Souza Corrêa é Contador, Consultor Empresarial, graduado e mestre em
Ciências Contábeis e Controladoria pela PUC/SP. Atualmente é Coordenador do curso de
graduação em Ciências Contábeis e Professor de graduação e pós-graduação da Trevisan
Escola Superior de Negócios. Leciona no curso de Administração de Empresas do Centro
Universitário São Camilo. Desenvolve atividades de consultoria nas áreas contábil, tributária e
financeira. É pesquisador na área de Inteligência de Negócios (Business Intelligence),
palestrante e conferencista.

As causas da Corrupção

A corrupção organizacional é um fenômeno de natureza sistêmica, pode ser vista de muitas formas, sendo que com os escândalos envolvendo a Petrobrás, há uma tendência míope de enxergá-la de maneira “personificada” e, por que não dizer “demonizada” na imagem de algumas figuras políticas e de diretores da estatal. A ideia aqui não é de defende-los, aliás muito pelo contrário, mas não podemos cair na ingenuidade de tratar o fato de maneira isolada e sem entender todo seu contexto.
A mensuração da corrupção é complexa e controversa, os dados disponíveis, ainda assim, permitem compreender melhor o fenômeno. Segundo o último relatório da ONG Transparência Internacional, em 2014 o Brasil ocupou a 72ª posição no ranking do Índice de Percepção de Corrupção (IPC), entre 177 países. Desde a primeira edição do relatório, o Brasil sempre esteve em posição similar, o que não confere a ele o irônico e lamentável “título” há tempos. A questão é como podemos, como nação, almejar posições melhores?
Uma maneira é “cortar o mau pela raiz”, em outras palavras, é cortar a fonte da corrupção: o Corruptor. Em 29 de janeiro de 2014 entrou em vigor no Brasil a Lei 12.846/2013 que dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira, com o objetivo de atender os compromissos internacionais, sendo que prevê duras penas às empresas que pagarem suborno a agentes públicos. Infelizmente, após o primeiro aniversário da Lei Anticorrupção Brasileira, como é chamada, ainda não existe sua regulamentação e nenhuma punição foi aplicada até o momento.
Uma outra tentativa eficaz para mitigar a corrupção é tratar a sua dimensão humana. A utilização de ferramentas de compliance, termo anglo-saxão originário do verbo comply, cujo sentido é agir de acordo com uma regra, um pedido ou um comando, pode gerar bons frutos nas organizações, sejam elas públicas, privadas ou do terceiro setor.
A dimensão humana da corrupção é a sua causa, pois na sua raiz está a percepção moral do indivíduo quando exposto aos dilemas éticos. Por esse prisma, discutir “integridade” é discutir o quanto o indivíduo compreende o contexto e pauta suas atitudes na perspectiva moral é compreender a conduta de acordo com a regra (compliance) ou a fraudulenta, sendo influenciada pelas circunstâncias.
As organizações precisam identificar a potencialidade de resiliência de seus profissionais quando se depararem com dilemas éticos no exercício de suas atividades profissionais e, com isso, buscar soluções de desenvolvimento dessa resiliência, contribuindo com a mudança na forma de tratativa da dimensão humana da corrupção, não mais apenas em um modelo reativo, mas em um modelo de prevenção e promoção, baseado nas potencialidades e recursos que o ser humano tem em si mesmo e no contexto a que se encontra.
Resiliência significa retornar a um estado anterior, utilizada pela Física, para definir a capacidade de um corpo físico voltar ao seu estado normal, depois de haver sofrido uma pressão sobre si. Nas Ciências Sociais, esse conceito tem sido utilizado para descrever a capacidade de um indivíduo ou grupo de indivíduos, mesmo num ambiente desfavorável, de se construir ou se reconstruir positivamente frente às adversidades.
Desenvolver a resiliência em seus profissionais não é gerar invulnerabilidade ao sistema a que está inserido, mas é a relação em que o indivíduo tem com o risco a que está vulnerável, bem como seu desenvolvimento quando é confrontado com a adversidade, a partir da relação indivíduo – contexto. Resiliência no contexto das organizações é a construção de soluções diante das adversidades presentes nas condições de trabalho e dos negócios da sociedade atual, da qual resulta um duplo efeito: a resposta ao problema em questão e a renovação da integridade ética do indivíduo.
A renovação da integridade ética não impõe que os interesses pessoais sejam coibidos completamente, mas que eles sejam mitigados conforme as circunstâncias concretas de uma maneira pragmática e realista. Discutindo e apresentando as vantagens em se manter a integridade, não apenas para a coletividade a qual faz parte, mas também, e principalmente, para seu próprio interesse. Essa abordagem não é apenas mais realista, mas também mais humana, uma vez que considera e respeita as necessidades do homem.
E é nisso que as organizações precisam buscar, trabalhando nas causas da corrupção e não apenas nos seus efeitos, pois caso contrário, nossos filhos, netos e futuras gerações vão sentir essa indignação que estamos sentindo, ou ainda pior, a banalidade desses atos poderão cauterizar seus sentimentos.

Renato Santos é sócio da S2 Consultoria, empresa especializada em prevenir e tratar atos de Fraude e Assédio, Coordenador do MBA Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócio e autor do livro “Compliance Mitigando Fraudes Corporativas”.

A Terra pede Água

No dia 22 de março é comemorado o dia mundial da água. Esta data foi definida em 1992 por iniciativa da Organização das Nações Unidas, com o objetivo de aumentar a consciência da população, dos governos, de agências internacionais, de organizações não-governamentais e do setor privado a respeito da importância da conservação, preservação e proteção da água.

A água é um elemento crucial para a sobrevivência do ser humano. Ela compõe de 60% a 70% do nosso peso corporal, regula a nossa temperatura interna e é essencial para todas as funções orgânicas. Por outro lado, a ingestão de água de má qualidade é um dos maiores geradores de doenças e mortes em todo o mundo, resultando em elevadas perdas de produtividade no trabalho e altos custos para o sistema de saúde. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, para cada R$ 1,00 investido em tratamento de água potável para a população, as cidades economizam cerca de R$ 5,00 em medicina curativa na rede de hospitais e ambulatórios públicos. A ausência de saneamento básico (água encanada e coleta de esgoto) é responsável por 80% das doenças e de 65% das internações hospitalares no Brasil, gerando gastos da ordem de US$ 2,5 bilhões, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Cerca de 75% do planeta Terra é formado por água, mas somente 2,5% do volume total é composto por água doce e mais de 99% desta água doce está nas regiões polares, nos lençóis subterrâneas, nos lagos ou na atmosfera. Restam cerca de 9 mil km3 de água doce para a humanidade, o que seria suficiente para garantir o abastecimento de 20 bilhões de pessoas. Como o mundo tem hoje cerca de 6 bilhões de habitantes, o volume de água doce disponível para uso humano dá e sobra. No entanto, atualmente, mais de 2 bilhões de pessoas não dispõem de acesso à água potável. Isto ocorre porque a água disponível está concentrada em alguns poucos países e ou porque em várias regiões do planeta a conservação dos recursos hídricos é extremamente precária.

O Brasil tem a maior reserva de água doce do mundo, seguido da Rússia, China e Canadá. Mas, mesmo com cerca de 12% das reservas mundiais, muitas famílias brasileiras ainda não contam com abastecimento de água suficiente para suprir suas necessidades básicas. Ocorre que 80% da água doce brasileira encontra-se na Bacia Amazônica, região menos povoada do país. A região Sudeste, com a maior parte da população brasileira, conta somente com 6% das reservas. A situação ainda é mais crítica no Nordeste, que possui apenas 3% da água doce do Brasil. Muitas cidades brasileiras precisam buscar água a grandes distâncias para abastecer suas redes de distribuição. A principal fonte de água da Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, vem da bacia do Rio Piracicaba, na região de Piracaia e Nazaré Paulista, a mais de 60 Km da capital paulista.

Além da importância para a saúde humana, a água é um dos principais vetores para o desenvolvimento. Com a escassez de água em várias regiões do mundo, a população destes lugares não poderá desenvolver a agricultura e a pecuária, setores produtivos que consomem grandes quantidades de água. Para a produção de 1 kg de trigo, por exemplo, é necessário utilizar 600 litros de água. Para um 1 kg de arroz, 3 mil litros de água e para 1 kg de carne bovina, 10 mil litros de água. A indústria de transformação também consome muita água. Em toda a cadeia produtiva automobilística se usa 400 mil litros de água por veículo produzido e na indústria de papel, para cada kg de material acabado é consumido 5 mil litros de água. Considerando que as pessoas se alimentam, usam energia elétrica, se vestem, se locomovem, utilizam papel, material plástico, etc…, calcula-se que o consumo pessoal (direto e indireto) de água é de cerca de 5 mil litros por dia.

Dado que o Brasil possui a maior reserva de água doce do mundo, o país pode aproveitar esta vantagem para consolidar sua posição como o principal fornecedor de alimentos do mundo e ainda atrair grandes investimentos nos setores industriais e de geração de energia. No futuro próximo, a água vai assumir uma importância superior à que tem hoje o petróleo. No entanto é necessário, desde já, cuidar das reservas hídricas brasileiras, para que não percamos uma de nossas maiores riquezas. Para tanto, em 1997, o Brasil deu um importante passo. Foram instituídos os Comitês de Bacias, que se tornaram responsáveis pela gestão do uso dos rios em todo o território nacional. Os comitês de bacias hidrográficas estão sendo criados em todo o país, visando gerenciar a água de forma descentralizada, integrada e com a participação da sociedade. Desses comitês participam os órgãos do poder público, os representantes do setor privado ligados às indústrias e à agricultura, outros usuários da água e representantes da sociedade civil. Antes de sua criação o gerenciamento era feito de forma isolada por municípios e Unidades da Federação, sem a necessária integração entre todos os usuários da água gerada nessas bacias hidrográficas.

Além da boa gestão dos recursos hídricos também é necessário conscientizar a população sobre a importância da economia no consumo de água. Poucos têm consciência do desperdício gerado diariamente. Numa simples pesquisa na internet encontrei as seguintes dicas para economizar água e preservar as reservas hídricas:

  • Quando você escova os dentes, molhe a escova e depois feche a torneira. Só volte a abri-la para enxaguar a boca e a escova. Você estará economizando 16.425 litros de água por ano!
  • Um chuveiro gasta 70 litros de água em apenas 5 minutos, ou seja, em média 25.550 litros por um ano!
  • Lavar o carro com a mangueira aberta envolve o uso de aproximadamente 600 litros de água, enquanto que lavá-lo com balde, 60 litros são gastos.
  • Não “varra” quintais e calçadas com esguicho, use a vassoura!
  • Preste atenção no consumo mensal da conta de água! Você poderá descobrir vazamentos que significam enorme desperdício desse recurso natural! Faça um teste; feche todas as torneiras e os registros da casa e verifique se o hidrômetro, aparelho que mede o consumo da água, sofre alguma alteração, em caso afirmativo, o vazamento está comprovado!
  • Não jogue lixo na rua, nos córregos e rios. O tempo de decomposição de materiais imersos na água é muito grande. O papel demora de 3 a 6 meses para se decompor, o tecido de algodão demora de 6 meses a 1 ano, o filtro de cigarro demora 5 anos, a madeira demora 13 anos, o plástico demora mais de 100 anos, o vidro demora 1 milhão de anos e a borracha demora um tempo indeterminado.

Todo ano, no dia 22 de março, devemos comemorar o dia mundial da água com uma nova postura. A autodisciplina e a conscientização de nossos filhos a respeito do uso da água é o maior presente que podemos dar ao nosso Planeta neste dia, afinal, a Terra está pedindo água.