Millennials fantásticos e onde habitam

 

A geração denominada Millennials promete mudar o jeito como nos relacionamos no ambiente de trabalho e como montamos a estratégia de marketing das empresas. Saiba quem são, como chegar até eles, quais os métodos usados para  encantá-los até sua organização e o porquê é tão importante que as empresas saibam como usar o employer branding para reter talentos (principalmente os millennials).

A geração de pessoas nascidas entre 1981 e 2000 (embora há controvérsias sobre a data exata) foi apelidada de geração Y ou millennials, e se nunca ouviu falar neles há inúmeros adjetivos que os pesquisadores usam para defini-los, tais como: progressivos, otimistas e inovadores. Há quem atribua na lista palavras como protegidos, privilegiados e subempregados.

O uso compulsivo das redes sociais e a constante luta para mudar o mundo a sua volta, faz com que os millennials ainda sejam  muito subjugados pelas gerações anteriores, mas pelo que as pesquisas apontam essa geração não é tão previsível e mimada quanto parece, pelo contrário, eles podem ser um grande plus a sua equipe. Isso é o que mostra a pesquisa feita pela Universidade de Bentley, onde aponta que 80% dos millennials são muito leais às suas empresas e acham que trabalharão em 4 ou menos empresas durante suas carreiras, já em relação ao uso constante de redes sociais, 66% dos entrevistados afirmaram que o empregador deve reduzir o acesso às redes sociais para aumentar a sua produtividade, outro dado interessante é que mesmo sendo uma geração conectada onde a maioria nasceu quando a internet já existia, 51% dos millennials preferem se comunicar pessoalmente com colegas de trabalho a mandar emails e mensagens que correspondem a 19% e 14% respectivamente.

A Geração Y também pode ser vista como um novo desafio ao marketing e o RH, esse novo tipo de colaborador desafia os padrões de valores e estímulos corporativos tradicionais, pois com um maior acesso a informação, sempre estão atentos ao que acontece na empresa e não só pelos canais internos. Sendo assim, fica cada vez mais difícil esconder fatos que possam prejudicar a marca, e não ser 100% honesto e transparente no ambiente organizacional pode desencantar boa parte de seus funcionários. Esses fatos deixam cada vez mais tênue a linha que separa o funcionário do consumidor final, evidenciando a necessidade do employer branding como parte da estratégia de marketing da empresa.

O employer branding se torna cada vez mais presente nas empresas, uma vez que esse consumidor/colaborador infeliz no seu ambiente de trabalho e com seu “produto” terá grandes chances de ser seu concorrente alguns anos a frente, e pior com uma startup tão inovadora quanto atraente, que por consequência conseguirá atingir com eficácia outros consumidores descontentes e millennials com sede de mudança pelo mundo.

Se mesmo com esses dados as startups ainda não parecem uma ameaça, uma pesquisa feita pela Goldman Sachs vai fazer com que pense o contrário, já que 33% dos jovens entrevistados acreditam que não precisarão de um banco em um período de cinco anos, e 40% que possuem pequenos negócios estão usando maneiras alternativas de financiamento que não envolvam bancos e além de deixar de usá-los. Além disso, 50% deles também acreditam que os bancos serão substituídos por startups de tecnologia. Esses são fatos que não devem ser subestimados, uma vez que grandes empresas de hoje como Google, Facebook, Twitter, Uber, fazem trabalhos que seriam difíceis de imaginar há 30 anos atrás e  portanto, devem ser consideradas grandes ameaças para as multinacionais no quesito employer branding, pois costumam atrair colaboradores engajados, com alto conhecimento, multitarefas, motivados por um propósito em comum o que deixa evidente o quanto os millennials já mudaram a forma como trabalhamos hoje.

Podemos afirmar que a característica mais marcante dessa geração é trabalhar em algo que você acredita e amar o que se faz, e isso vai muito além de salários e benefícios. Por conta disso, as grandes empresas estão cada vez mais preocupadas em conectar suas marcas e realizar campanhas nas quais os usuários possam participar ativamente e dar seu feedback em tempo real. Essa preocupação é genuína, já que uma pesquisa da Social Base mostra que 63% dos jovens acreditam que as grandes empresas estão preocupadas apenas com os próprios lucros, um dado alarmante que explica o boom de crescimento das startups, isto é, confiança e identificação de valores atrai mais que propaganda genérica e fria.

E você, o que acha? Quais serão as principais mudanças que essa geração pode trazer a forma que trabalhamos atualmente?

 

Autor: Mariana Serra

Colaboradora da área de Comunicação e Marketing da Trevisan, Estudante do curso de Graduação em Marketing pela FAM e formada em Fotografia pela Anhembi Morumbi.

 

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