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Excelência de Administração e a Gestão do Conhecimento

Excelência de Administração e a Gestão do Conhecimento (I)
Adm.Prof.Walter Lerner

Considerações Introdutorias
Com certeza sabemos e eu certamente como administrador que toda organização de qualquer ramo ou tamanho possui algum modelo e alguma experiência relativa à gestão do conhecimento.
Este é o primeiro artigo de uma série que tem por objetivo identificar e apresentar práticas desenvolvidas tanto tradicionais como novas-que potencializem a criação de novos conhecimentos para os leitores colaborando para que tenham sucesso empresarial em seus empreendimentos globais e de forma específica no desenvolvimento de ações voltadas para o sucesso em gestão do conhecimento.
Por eu ser administrador membro do conselho deliberativo e assessor da presidência executiva da SBGC-Sociedade Brasileira da Gestão do Conhecimento,é evidente que somos favorecidos pelos associados em ter acesso a casos de realização efetiva da gestão do conhecimento em suas organizações, com especial ênfase a estratégias e resultados alcançados que repassaremos da melhor forma e gradativamente aos leitores para sua melhor compreensão e administração de suas necessidades específicas.
Temos como uma das metas principais em auxiliar a compreensão dos estudiosos e administradores, para quebrar paradigmas desmistificando a prática principalmente da gestão do conhecimento e para qualquer tipo de organização ou ramo de negócio,sejam pequenos,médios ou grandes.
É irreversível hoje e para o futuro considerarmos o desafio da competitividade e a busca da excelência em resultados e como consequência a competência em ser bem sucedido profissionalmente e empresarialmente,mas para tal precisaremos reunir o máximo de talento e esforço humano para consegui-lo com firmeza e determinação.Neste caso será imprescindível o suporte em estudos de uma ótima escola de negócios.
Compreendemos que de um modo geral as empresas e o administrador formalmente ou informalmente trabalham com estratégias para o aprimoramento de resultados e até com muita preocupação sobre o mercado,clientes e a concorrência mas muitas vezes improvisadamente,empiricamente e precipitadamente,e desta forma perdendo muito em resultados,desperdiçando oportunidades preciosas que outros mais espertos e preparados cientificamente usufruirão muito mais certamente.
O maior desafio do administrador então será identificar da melhor forma possível e com uma bússola orientativa,o como proceder,para onde e com quem caminhar pela prática segura do conhecimento e sua gestão de alta qualidade assegurada e continuamente tanto para dentro das organizações como externamente.
E, todo dia adaptando realidades e realizações,compartilhando,somando e dividindo,acreditando no ganha-ganha de Stephen Covey como proceder e em hábitos sadios e apoiados em sabedoria também,confiando e gerando credibilidade progressiva por atitudes efetivas e eficazes.
Apesar de tantos outros objetivos válidos e necessários no trabalho do administrador e sem dúvida fundamentados em princípios e valores,é certeza que viabilizar lucratividade será uma prioridade sempre elevada e de natureza a garantir sustentabilidade para todo o demais.
Os resultados devem ser mensurados e acompanhados com indicadores de desempenho confiáveis e dinâmicos em velocidade acelerada de informação e destaque sobre medidas corretivas a efetuar quando necessário e conveniente,o mais natural possível,sem traumas ou incertezas viabilizando tranquilidade e alinhamento com a visão e missão empresarial muito bem orientada.
Muitas pessoas,além dos administradores que forem mais acomodados, esperam semanas ou até meses para saber das novidades de sua atividade,apáticos que estão diante de um universo de dados e informações que os cercam e desafiam,vitimando-os via de regra perante clientes que preferem adquirir suas necessidades em outras direções.
Lamentavelmente isto será cada vez mais inevitável e desgastante.Apesar do conhecimento não ser fácil de definir,muito menos ainda será praticá-lo somente pela vontade,empirismo e pressionado pela cobrança da necessidade.
Simplificando conceitos inicialmente valorizaremos o que indubitavelmente são componentes preliminares obrigatórios e até hierarquicamente do conhecimento:dados e informações.
Os Dados
Destacando uma definição de dado bem específica sugerimos:dado é o registro de um evento,qualquer evento ou acontecimento,um fato muito resumidamente/sinteticamente como o menor e o mais simples detalhe do sistema mas muito importante sempre e tem que ser verdadeiro,confiável pois em caso contrário poderá arriscar o todo e nisto o administrador tem que ser muito bom para identificar validades e valores.
O dado é um elemento inicial geralmente insuficiente mas abundante e por isto muito facilmente transportável e influenciador de decisões antecipadas,muitas vezes perigosamente.Apesar disto ser evidente para pessoas com conhecimento atualizado sobre o assunto não o é para a maioria de gente despreparada que precipita-se no desconhecido e não é bem sucedida.
Segundo o famoso autor Davenport,às vezes as organizações acumulam dados por serem factuais e,portanto,criarem a ilusão de exatidão científica.Junte dados suficientes,prossegue o argumento,e decisões objetivamente corretas serão úteis como metas se os responsáveis complementarem automaticamente com informações e conhecimento.Isso não quer dizer que os dados não sejam importantes.
Todas as pessoas e as organizações precisam de dados,em maior ou menor quantidade,para alcançar seus objetivos.Pensemos,por exemplo,em uma ficha cadastral que em geral ela não é mais do que um conjunto de dados mas o leitor pode imaginar a relevância que podem ter como matéria-prima essencial em tantos casos para o mundo de informações.O dado deve ser entendido como uma verdadeira semente preliminarmente e até um átomo.
As Informações
Dados podem ser transformados em informações?Sim isto é perfeitamente possível pois a informação é um conjunto de dados dentro de um contexto a ser definido com maior detalhe explicativo.O autor Davenport caracteriza a informação como mensagem que envolve um transmissor e um receptor.
Ainda segundo o autor é o receptor que determina se a mensagem recebida configura-se ou não como informação:”Um email repleto de divagações pode ser considerado informação por seu redator,porém tido como puro ruído pelo receptor”.A informação proporciona um novo ponto de vista para a interpretação e de eventos ou objetos e por tal motivo é um meio material necessário para extrair e construir o conhecimento para os administradores tomarem decisões mais seguras.
O Conhecimento
Pode ser definida simplificadamente como o resultado de um processamento da informação complexo e altamente subjetivo mas também um poderoso agente transformador dinamicamente e com alto grau de fluidez.Segundo os autores consagrados mundialmente no assunto: Nonaka e Takeuchi,O conhecimento,ao contrário da informação diz respeito a crenças e e compromissos.
O conhecimento é uma função de uma atitude,perspectiva ou intenção específica relacionado à ação.O conhecimento deve tratar devidamente a informação podendo mudar sistemas de trabalho dentro de contextos especificados e bem definidos com valor significativo para resultados de interesse.
Cabe aos administradores uma liderança sobre o assunto a benefício das comunidades empresariais interessadas em utilizá-lo para gerar demanda nos negócios competentemente e lucrativamente em cenários de elevada competitividade,tal como na geração da inovação,vencendo paradigmas resistentes que costumam bloquear as mudanças organizacionais indispensáveis para situações atuais e futuras de abrangência mundial.
Em cada empresa os administradores estarão certamente envolvidos e dedicados a vencer desafios sobre a aplicabilidade do conhecimento tanto explícito como tácito que explicamos os significados à seguir aos leitores não familiarizados ainda com estas denominações:
Conhecimento Explícito
É considerado o conhecimento visível ou tangível e codificado em linguagem,apresentando uma estrutura formal e sistêmica claramente.Confere a ele um caráter muito impessoal.Pode ser transmitido por números,fórmulas,palavras… que podem ser arquivados e transportados por artigos,manuais de normas,livros,planilhas,banco de dados…É mensurável e compartilhável nas organizações.
Conhecimento Tácito
É um tipo de conhecimento que não é palpável e muito difícil de explicar por estar oculto muitas vezes.Ele é profundamente pessoal muitas vezes mas pode ser objeto de compartilhamento também tal como avaliar o valor suposto de uma marca de produto ou organização,sendo na verdade um capital intelectual e não contábil,mas muitíssimo importante para os administradores.
Este conhecimento é mais difícil de formalizar nas empresas e ser compreendido pois sofre influência de muitos palpites subjetivos,suposições e intuições de pessoas.Porém pode ser muito prático também e em ações que também podem ser bem concatenadas.
Longe do conhecimento tácito ser supérfluo e desnecessário,envolve conhecimento,experiência e comporta sensações e coragem dos praticantes muito dos quais são empreendedores bem sucedidos por suas habilidades e experiências informais que podem determinar o sucesso em resultados muitas vezes,mas também fracassos.Muito comum no empreendedorismo informal e inovação empírica ou fundamentada na imaginação talentosa dos autores.

Adm.Prof.Walter Lerner

Gestão do conhecimento e o valor do capital humano

A gestão do conhecimento, quanto mais forte for a concorrência no mercado e maiores os desafios de crescimento e consolidação das empresas, é essencial para a conquista do sucesso nos seus negócios. Mas, exatamente, o que é a gestão do conhecimento? Academicamente, pode ser definida como o conjunto de atividades voltadas para a promoção dos saberes do quadro de recursos humanos, possibilitando que a organização como um todo e seus colaboradores utilizem as melhores informações disponíveis a fim de maximizar a produtividade a qualidade e, portanto, competitividade.

Pode-se gerenciar o conhecimento acumulado de todos os funcionários, de modo a transformá-lo em um ativo da empresa. Isso é realizado através da reciclagem contínua e de uma utilização criativa do conhecimento e da experiência compartilhados. Através da intranet, por exemplo, é possível reunir informações, experiências e vivências dos funcionários, convertendo-os em conhecimento organizacional, devidamente arquivado e catalogado.

Constitui-se, assim, um banco de dados, que facilita o acesso ao conhecimento de colegas e ajudam as empresas a trabalhar de maneira global. Cada indivíduo que deixa o seu emprego leva consigo conhecimentos que vale a pena reter. E cada novo funcionário contratado trará conhecimentos que merecem ser compartilhados. Por isso por isso é tão importante organizar e reter todas essas informações e experiências.

Pode-se dizer então que as organizações de sucesso são aquelas nas quais a gestão do conhecimento é, dentre outros itens, parte integrante da atividade individual. Todos têm a necessidade de criar, compartilhar, procurar e usar o conhecimento em suas rotinas diárias. Pierre Lévy, diz o seguinte: “Ninguém sabe tudo; todos sabem alguma coisa, todo o saber está na humanidade… A inteligência é distribuída por toda a parte, é um fato. Mas deve-se agora passar desse fato ao projeto.

Ou seja, todo conhecimento somente agrega efetivo valor à empresa se for aplicado de maneira prática e eficaz para a conquista de resultados. É por isso que, cada vez mais, o capital humano precisa ser reconhecido como o mais importante patrimônio e elemento fundamental para o sucesso das empresas. A competência de uma organização é medida exatamente pela soma das capacidades de seus colaboradores.

Empreendedorismo: O que significa isso na minha vida pessoal?

Empreendedorismo. Dono do próprio negócio, essa ideia vem à mente muitas vezes. Ser dono de sua vida profissional. Não deixa de ser verdade, já que esse conceito Empreender significa: “dedicar-se a praticar, pôr em execução, tentar, delinear.” Dicionário Soares Amora- Ed. Saraiva – 2009. Mas não só isso. O que tem a ver com a vida pessoal? Ser empreendedor significa proatividade, ir além, em busca de resultados.
Como as escolas tem incentivado essa prática? Em alguns cursos de graduação e até algumas escolas de Ensino Médio, existe a disciplina chamada “empreendedorismo”, que foca na gestão do próprio negócio, uma alternativa para a saturação do mercado de trabalho e como opção de independência profissional e pessoal. Nesse sentido, existem pelo menos duas organizações que investem nessa área: Endeavor e SEBRAE, com programas e cursos de capacitação para gestores.
A ideia desse artigo é revelar características de um empreendedor, que podem ser encontrados no perfil de pessoas que atuam, inclusive, nas grandes organizações.
Estas são algumas das principais características necessárias para se tornar um empreendedor. Veja quais delas você pode identificar e aprimorar: iniciativa, autonomia, autoconfiança, otimismo, necessidade de realização, perseverança e alto comprometimento. Traduzir pensamentos em palavras e ações.
Para mim, o que mais chama a atenção é quando se fala em “traduzir pensamentos em palavras e ações”. Considero-me uma pessoa independente e muitas de minhas ideias, só acontecem na minha cabeça e tenho dificuldade de traduzir isso em palavras e ações, que acaba por gerar algumas frustrações. Mas, quando observo as outras características, percebo que mais do que aprender na escola essa habilidades, todo o processo de desenvolvimento da minha personalidade contou com o incentivo da família e de certa forma, contribuíram de forma significativa para que eu me tornasse o que sou hoje.
Acredito que as organizações podem e devem fortalecer essas características através de palestras, campanhas, programas e avaliações. Contribuir para a melhoria do ambiente de trabalho deve ser um objetivo de todos.
Minha contribuição hoje: organize suas ideias e estabeleça suas próprias metas. Defina o que realmente é importante na sua relação pessoal e profissional. Trabalhe nisso, avalie e esteja pronto para as surpresas na trajetória.