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Como reconhecer e se tornar um colaborador “Unicórnio”

O texto do autor Ryan Holmes o CEO da Hootsuite, mostra por meio de exemplos, sua própria vivência como empreendedor e como reconhecer as características de um colaborador “unicórnio”.

O “apelido” a princípio causa estranheza por lembrar histórias de fantasia e mitos, isto é, não acostumamos relacionar o termo ao mundo corporativo, que de fato, trata de um assunto relativamente novo onde devemos associar a denominação a raridade e dificuldade de achar essas criaturas, além dos questionamentos se realmente elas existem.

Para o autor, colaboradores “unicórnios” correspondem a uma equipe que possui uma qualidade única que faz deles extremamente raros e valiosos, algo totalmente diferente de “empresas unicórnio”, as famosas startups equivalentes a 1 bilhão ou mais, que além de estabelecerem o seu valor mesmo com pouco tempo de existência, estão em um nível elevado de maturidade.

Podemos identificar que esses colaboradores mesmo com certa dificuldade de encontrar, uma vez contratados, oferecem grandes qualidades e benefícios a organização. Algumas características são percebidas neste perfil: compartilha expectativas, adequa perfeitamente a cultura organizacional, é o pivô motivacional para as equipes sendo extremamente agradável, proporcionando literalmente a majoração da empresa para uma próxima fase em seu negócio.

Para compreender melhor esse perfil, veja 5 qualidades essenciais para tornar-se um funcionário excepcional e ser desejado pelas empresas :

Sem limites no seu cargo

No processo de crescimento de uma organização, é extremamente importante que os colaboradores sejam flexíveis e intelectualmente curiosos. Não limitar as atividades do cargo corresponde à habilidade de executar várias tarefas, ação básica de qualquer startup em crescimento. Por exemplo, um profissional do setor administrativo, pode participar com suas sugestões colaborando com a equipe da área de comunicação em um momento de brainstorm.

Pensamento GRANDE e pequeno

Colaboradores excepcionais são capazes de pensar estrategicamente, isso significa ter a habilidade de dar um passo à frente e ter uma visão completa dos objetivos da organização como um todo, e por fim, aplicar em seu ambiente de trabalho, isto é ser dinâmico e enxergar além.

Ver a situação geral de uma empresa pode ser difícil, mas isso contribui para a qualificação profissional se conseguir enxergar mais do que mínimos detalhes. Administrar uma empresa requer atenção meticulosa, ou seja, um problema de copyright, um pequeno erro técnico ou uma mensagem errada, pode ter uma dimensão desastrosa afetando inúmeros clientes e o mercado.

Perseverança e paixão por metas a longo prazo

O mundo corporativo é um barco em mar aberto, comparar sua posição com a de um empreendedor é como seguir numa navegação onde o clima pode ser de ondas difíceis e até mesmo de tempestades inesperadas, isso quer dizer que passar por obstáculos é inevitável. Durante essas horas árduas, ter perseverança pode ajudar a manter o foco onde deseja chegar.

O colaborador unicórnio tem uma perseverança incrível, e são capazes de manter a calma e se empenhar nas suas tarefas, mesmo em águas agitadas.

Respeitar as pessoas

A habilidade de trabalhar bem em equipe é uma qualidade bem vista em qualquer ambiente de trabalho, e de fato, uma ação muito simples. Ryan cita um exemplo de quando anunciou uma vaga de emprego com um alto salário para sua empresa, após as entrevistas, o empreendedor ficou chocado ao descobrir que alguns de seus candidatos favoritos, as mesmas pessoas que haviam sido cordiais com ele, foram rudes com sua assistente na época.

Colaboradores diferenciados são educados por natureza, não tratam ninguém (independente do cargo) de forma rude, é um diferencial entre um profissional excelente a um mediano.

Isso é muito importante para a cultura da Hootsuite, que faz parte dos valores da empresa, onde destacam “respeite a individualidade de cada um” e “lidere com humildade”.

Você faz o seu serviço

“Fazer o seu serviço” pode ser traduzido pela frase do CEO da Linkedin, Jeff Weiner: “Nós precisamos ser o mais simples possível, as pessoas com as quais eu mais aprecio trabalhar são aquelas que sonham grande, fazem seu trabalho e sabem como se divertir”.

O CEO da Hootsuite também acredita na proposta de se divertir enquanto trabalha, e apreciar o tempo no trabalho porém, ele também deixa claro a importância de finalizar as tarefas que lhe foram dadas. Grandes equipes podem ser divididas por conta de um membro que não consegue terminar seu trabalho. Afinal, não importa o quão ótimo um colega de trabalho possa ser, se ele não produz resultados tangíveis, sua presença não é considerada tão útil e pode acabar contagiando outros funcionários. No fim das contas, ser gentil, multitalentoso, decidido, perfeccionista e pensar grande, se não produz resultados reais e corre atrás dos seus objetivos, todas essas habilidades serão desperdiçadas.

Acreditar de ser capaz em executar seus planos, é uma qualidade essencial a um unicórnio.

Para as empresas, provavelmente vale a pena reservar tempo e esforço ao encontrar unicórnios, pois diferente das lendas e mitos, eles são reais e podem mudar a organização e também, os colaboradores devem lembrar que nunca é tarde para adquirir essas habilidades que farão de você um funcionário raro e valioso.

E você? O que pensa sobre colaboradores unicórnios? Eles realmente existem?

Quanto eles podem mudar a cultura organizacional da empresa?

Deixe sua opinião nos comentários.

Autor:

Texto traduzido e adaptado para o português por Mariana Serra, colaboradora da área de Comunicação e Marketing da Trevisan, estudante do curso de Graduação em Marketing pela FAM e formada em fotografia pela Anhembi Morumbi.

Autor Ryan Holmes, CEO da Hootsuite – 5 signs you’re a “unicorn” emplo
yee:
https://goo.gl/jNhkV0

Você tem um bom Currículo?

Embora hoje em dia existam várias formas de um profissional conhecer você, o currículo (ou CV) continua tendo uma enorme importância. Muitas pessoas que estão na faculdade têm seu perfil no Facebook, Instagram, Twitter e muitos outros, mas estes são sites de relacionamento pessoal – embora, CUIDADO! – muitas empresas pesquisem sobre você também nestas redes. Nesta fase é muito importante que você comece a olhar para o “Você Profissional”: o que você está estudando, para onde quer ir, quais são seus sonhos profissionais, o que você precisa fazer para chegar lá?!? Estas são perguntas que talvez ainda não tenham respostas, mas você precisa começar a construir este caminho, e junto com ele seu CV.

– Qual a função de um currículo ?

Em geral a função do currículo é despertar a atenção do empregador sobre você. Ou seja, no currículo você apresenta de maneira resumida sua formação, experiências profissionais e habilidades, com o objetivo de criar interesse no entrevistador e que, consequentemente, você seja convidado para uma entrevista.

– Tipos de currículo

Na verdade existe uma infinidade de formatos de currículo, o importante é você moldar o seu de acordo com as oportunidades que você está buscando, dando mais ênfase a informações relevantes naquele momento (ver quais experiências profissionais são mais relevantes para o cargo que você esta concorrendo, que cursos são mais valorizados, etc) ou ainda de acordo com as experiências que você já teve (por exemplo um estudante que nunca trabalhou deve enfatizar os cursos que fez, palestras….). Se você busca uma oportunidade na área financeira, não é necessário contar detalhes dos dois últimos trabalhos que você teve em marketing. Deixe espaço para falar de trabalhos, cursos, palestras, e outras atividades mais relacionadas ao que você está buscando.

Veja exemplo abaixo:

Screen Shot 2014-12-17 at 7.16.04 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

– Erros comuns e que devem ser evitados:

  1. Erros de português .

Um currículo com erros de ortografia e concordância é rapidamente descartado. Dominar o idioma é pré-requisito para qualquer vaga. Revise seu CV e peça para que outras pessoas leiam também.

  1. Mentir .

Mentir para deixar o currículo mais completo, além de antiético, pode te trazer desagradáveis surpresas, já que o entrevistador pode querer avaliar se você tem mesmo determinadas experiências e características.

  1. Ser prolixo:

Um currículo longo não significa um bom currículo. Um currículo serve para que você consiga uma entrevista, portanto ele deve apresentar o conteúdo que irá chamar a atenção do entrevistador. Deixe para desenvolver, explorar e contar detalhes durante a entrevista, dando ênfase aos assuntos de maior interesse do entrevistador. Seu currículo deve conter as informações relevantes de forma clara e objetiva.

  1. Ser superficial.

Como dito acima, o currículo não pode ser muito longo, porem também não pode ser superficial. Ele deve conter informações mínimas necessárias para que o recrutador tenha interesse em te chamar para uma entrevista.

Evite colocar foto, não é sua aparência que conta mas sim suas experiências profissionais, habilidades e formação. Se ainda assim optar pela foto, coloque uma foto formal, lembre-se que você esta querendo passar uma imagem de seriedade e credibilidade portanto nada de fotos de camiseta, bermuda, óculos escuros, muita maquiagem.

  1. Anexar documentos de comprovação.

Não há necessidade (ao menos se solicitada) de anexar no currículo documentos e certificados de cursos, etc. O entrevistador parte do pressuposto de que o candidato esteja falando a verdade. Não é necessária também a assinatura nem uma rubrica no currículo.
Mantenha seu currículo atualizado
Faça atualizações permanentes no seu currículo. Apesar de parecer um clichê, as oportunidades aparecem quando você menos espera. Por isso, tenha o seu sempre em mãos e atualizado com os novos cursos, projetos e outras experiências para enviar aos recrutadores assim que solicitado.

Imagem on-line.

Além do CV, muitos recrutadores hoje em dia buscam informações sobre você na internet, por isso, cuidado com sua imagem on-line!

– Sites profissionais: nestes sites, como o LinkedIn (se ainda não se cadastrou, vale a pena!), é imprescindível que você tenha um perfil sério, com sua escolaridade e experiências.

– Sites informais: os sites também de relacionamento, mas informais, como o Facebook, permitem que você seja o que quiser, mas saiba que você poderá ser procurado por empresas lá também. Se está no seu momento de buscar uma posição no mercado, evite que sua foto principal seja você de sunga ou biquíni, ou fazendo careta, etc. Também não convém você fazer parte de uma comunidade tipo “detesto trabalhar” ou outras que possam causar uma má impressão sobre você.

– “They may google you”: algumas pessoas vão colocar seu nome no Google para ver o que aparece. Neste caso podem aparecer muitas coisas, como um blog seu, ou do qual participa; respostas que você deu a perguntas em diferentes sites, de diferentes áreas; artigos que você tenha escrito, ou com os quais tenha contribuído, etc. Procure participar de sites de discussão, principalmente nas áreas de seu maior interesse e, é claro, cuidado ao escrever suas respostas!

– E-mail: se ainda não tem, crie um e-mail profissional (por exemplo, primeironome.sobrenome@yaz.com.br) ou algo parecido. Você pode também criar uma assinatura padrão no fim do seu e-mail, com seu nome completo e telefones para contato. Faça tudo o que puder para facilitar a vida do recrutador e para que ele te ache mais rápido. Isso pode fazer toda a diferença!

 

Prepare seu CV, faça uma boa revisão, peça ajuda a quem tem mais experiência ou a um profissional da área. Uma boa oportunidade por aparecer e é melhor você estar preparado, ou ela vai passar e você pode nem perceber!

 

Aproveito para desejar a todos um Feliz Natal, um 2015 de muita paz, determinação e sucesso.

Bom trabalho!

Fernanda Lopes de Macedo Thees

Consultora de Carreiras

10 dicas para mandar bem na entrevista de emprego.

Dei recentemente uma entrevista para a jornalista Fernanda Bottoni sobre dicas para se sair bem em uma entrevista de empregos. A matéria ficou bem bacana e vou dividir algumas partes com vocês.

“Se você foi convidado para uma entrevista presencial com um recrutador ou com seu potencial gestor, é sinal de que já passou por um funil e tanto no processo seletivo. Você pode — e deve — ficar animado, mas de jeito algum pode achar que já venceu o jogo. Para se sair bem nesta etapa, além de respirar fundo, é claro, você precisa pensar no que vai dizer, na forma como vai organizar sua fala e se preparar para as mais variadas perguntas.

Confira a seguir 10 dicas para aumentar as suas chances com o entrevistador:

Preparando a memória Dias antes da entrevista, pare para pensar nas situações mais importantes da sua vida profissional. O ideal é que você selecione de 5 a 10 situações e avalie o papel que você desempenhou em cada uma, o que você aprendeu, quais foram os desafios etc. “Essa dica é muito importante para quem vai passar por uma entrevista por competência, aquela em que o entrevistador pergunta sobre situações passadas em que o candidato precisou trabalhar sob pressão ou teve de liderar um grupo, por exemplo”, explica Fernanda Thees, sócia-diretora da Loite, empresa de orientação de jovens para carreira e para processos seletivos. Isso porque, na hora do vamos ver, você pode estar nervoso e não se lembrar dos melhores exemplos para contar. Quando selecionar essas situações, observe que cada uma pode se encaixar em diversas competências — liderança, trabalho em equipe, comunicação, resiliência etc. “É a melhor forma de você se preparar já que nunca vai saber ao certo que pergunta terá de responder na hora.”

Para quem não tem experiência profissional
 Se você nunca trabalhou, pode pensar nas principais situações da sua vida escolar ou em família, por exemplo. “O importante é explorar as experiências por que você já passou”, ressalta Caroline Cobiak, consultora interna da área de Jovens Profissionais da Across, especializada em recrutamento de programas de estágio e trainee. E aqui valem os trabalhos em grupo da faculdade, a viagem com os amigos, o intercâmbio que fez sozinho, a festa que organizou etc.

Com chave de ouro
 O ideal, segundo Fernanda, da Loite, é que você sempre termine as suas falas com alguma coisa positiva. Por exemplo, você pode finalizar uma história contando que, quando concluiu determinado projeto, foi promovido. “Provavelmente o entrevistador vai pegar um gancho no que você diz por último e, se o gancho vier de alguma coisa positiva, ele tenderá a continuar o assunto”, explica ela. Por outro lado, se você terminar a fala com alguma coisa negativa, como uma demissão, ele tende a perguntar, por exemplo, por que você foi demitido etc. A dica é especialmente válida quando a entrevista for baseada nas informações do seu currículo.

Perguntas absurdas
 Algumas empresas fazem, sim, perguntas bem esquisitas na hora da entrevista. Já ouvimos falar em “quanto pesa uma girafa”, “quantas bolas de gude cabem num avião” ou até “quantos McDonald’s existem em São Paulo”. Essas questões — aparentemente engraçadinhas — podem parecer só uma pegadinha, mas, em grande parte dos casos, são feitas para testar o seu raciocínio lógico. O mais comum é que elas sejam aplicadas em bancos de investimento e consultorias, além de empresas modernas como o Google, que é muito adepto desse tipo de questionamento para todas as posições. Se você se deparar com uma pergunta desse tipo, demonstre como você é capaz de estruturar seu raciocínio para chegar a uma resposta lógica, que não necessariamente precisa estar correta. “No caso da pergunta do McDonald’s, por exemplo, conheço uma pessoa que fez uma regrinha de três e foi aprovada no processo seletivo”, conta Fernanda, da Loite. O candidato respondeu mais ou menos assim: na minha cidade, que tem x habitantes, há x McDonald’s. Em São Paulo, há mil vezes os habitantes da minha cidade, logo, deve haver mil vezes a quantidade de McDonald’s que existem lá. Simples assim.  “O importante é usar a lógica e o repertório que você tem para demonstrar que entendeu a pergunta e estruturou bem seu pensamento.”

Fazendo a lição de casa
 Outra questão que frequentemente aparece nas entrevistas é “Por que você quer trabalhar aqui?”. Pode parecer uma perguntinha à toa, mas por trás dela existe a vontade de a empresa encontrar profissionais com valores alinhados aos seus. Pode acreditar que não existe resposta pronta para essa questão. Para respondê-la, você tem, sim, de fazer a lição de casa e pesquisar tudo o que puder sobre a empresa – desde o setor em que ela atua, suas características de gestão, seus dados financeiros, seus desafios, seus concorrentes etc. “Muita gente confunde a empresa com a marca e responde que é consumidor da marca desde criança e sempre sonhou em trabalhar na empresa”, explica Caroline, da Across. Segundo ela, não é isso que o entrevistador quer saber. Ele quer ver se você acha bacana o horário flexível que a empresa oferece, por exemplo, ou a sua informalidade entre chefes e subordinados.

Perguntas são bem-vindas (e bem vistas) 
Não é apenas respondendo as perguntas do entrevistador da melhor forma que você pode ganhar pontos com ele. Sabia? Outra estratégia bem interessante é a de fazer perguntas que demonstrem primeiramente que você pesquisou informações sobre a empresa e, em seguida, que tem interesse pela empresa e pela vaga em questão. Para começar, tome o cuidado de não perguntar coisas que você poderia saber dando uma simples busca pela internet. Se a entrevista for para uma oportunidade de trainee, por exemplo, você pode perguntar como é a retenção dos talentos na empresa. “Pergunte, por exemplo, quantos trainees a empresa teve no programa anterior, quantos permanecem lá, quantos viraram gestores”, recomenda Caroline, da Across.

Totalmente Big Brother
 Fique também atento a todos os seus gestos desde o momento em que chegar à empresa. “Você pode estar sendo analisado já na recepção, na forma como trata o atendente”, alerta José Roberto, do Instituto Brasileiro de Coaching. Gentileza e educação nunca fazem mal.

Nem pense em mentir 
Contar uma mentira, aumentar uma coisinha aqui e outra ali é muito arriscado em qualquer tipo de entrevista. O recrutador — lembre-se disso — é uma pessoa treinada para perceber esses deslizes. Ele faz isso o dia inteiro e tem experiência no assunto…

Cuidados essenciais 
Na hora de escolher o que vestir, procure algo que combine com sua área de atuação. O ideal é usar uma roupa bem cuidada, mas com que você se sinta confortável (e não como se estivesse usando uma fantasia). Na dúvida, prefira cores neutras e formas simples.

Seja você
 Por fim, mesmo que você esteja sob pressão, nervoso, ansioso, tente ser você mesmo na conversa com o entrevistador. “Somente se você se colocar de forma genuína, autêntica e verdadeira é que será lembrado pela sua individualidade”, afirma Denise, da GNext.”

Se quiser saber mais, agende um horário no Conexão Mercado, serviço gratuito e disponível para todos os alunos e ex-alunos da Trevisan.

Boa sorte!

Veja na íntegra:  http://vagas.com.br/profissoes/dicas/13-dicas-mandar-entrevista-emprego/#sthash.YIINc5vd.dpuf

Perguntas frequentes sobre Programas de Trainee.

Começou o segundo semestre, e com ele a maioria dos processos seletivos para Programas de Trainee 2014. Como sei que vários de vocês estão entre os candidatos que irão concorrer a estas vagas, selecionei algumas perguntas que já me fizeram e suas respostas. Vejam:

 

1  – Quais são as principais competências avaliadas em um processo seletivo de trainee?

Cada empresa busca um grupo de competências diferentes, de acordo com sua necessidade, área onde os trainees serão alocados, cultura, entre outros, mas existem algumas que são comuns a quase todos: trabalho em equipe, liderança, boa comunicação, iniciativa (e “acabativa”), foco em resultados.

 

2 – Quais são os requisitos mais exigidos pelas grandes empresas para os candidatos a trainee?

Formação acadêmica (os cursos variam de acordo com o ramo da empresa), geralmente os candidatos não poidemter mais de 2 ou 3 anos de formado; inglês avançado ou fluente; experiências internacionais também são muito valorizadas, mas é importante lembrar que não há uma “receita de bolo”. O que vale é o conjunto que cada pessoa apresenta.

 

3 -Como um candidato deve se preparar para estes processos? Há necessidade de se preparar antes?

É comum pessoas saírem da universidade sem o preparo adequado para entrar no mercado de trabalho, raras vezes possuindo conhecimento sobre tipos de entrevistas e técnicas utilizadas pelas empresas em processos seletivos. Tais processos podem variar desde uma série de entrevistas com diferentes pessoas na organização, a outros mais complexos, envolvendo testes, e diferentes técnicas de avaliação.

Assim como nos preparamos para fazer um vestibular ou para participar de um concurso, acredito que o preparo para participar de processos seletivos seja crucial para aumentar as chances dos candidatos de receber uma ou mais ofertas de trabalho.

 

4 – Quais são as principais etapas destes processos e quais dicas você dá para o candidato ser bem sucedido.

As etapas, novamente, variam de empresa para empresa, mas geralmente segue assim: cadastro no site/ envio de CV; testes online; trabalhos em grupo, participação em jogos e comunidades que estão sendo observadas pela empresa; dinâmicas de grupo; paineis; e entrevistas individuais com RH e/ou gestores. Cada etapa é importante, pois você depende de se sair bem nas primeiras para evoluir no processo, por isso deve-se fazer cada uma com dedicação e cuidado.

 

5 – Quais os erros mais comuns cometidos pelos candidatos durante a seleção?

Alguns:

Chegar atrasado – não há desculpa! ;

Exageros (falar pouco/ muito, se vangloriar ou ser humilde demais);

Postura física – ficar relaxado demais na cadeira, ficar batendo o pé, mexendo com as mãos, etc;

Tentar parecer algo que não é, falar mentiras sobre a experiência;

Usar o português incorretamente, ou com gírias;

Falta de ética – criticar colegas de trabalho, ou do próprio grupo.

 

6 – Como o candidato pode mostrar o seu diferencial em uma seleção que tem um elevado número de concorrentes e várias etapas eliminatórias?

Para começar, o candidato precisa saber qual é seu diferencial! É comum os candidatos não saberem a resposta para a pergunta mais básica, que nem sempre é feita de forma direta: quais são suas qualidades e seus defeitos???

Quem conhece suas próprias qualidades e competências, precisa se lembrar de mostrá-las durante todo o processo seletivo. Não precisa ser arrogante, mas precisa deixar claro o que tem a oferecer – algumas coisas o recrutador não consegue adivinhar!

Além disso, nas etapas não presenciais, o melhor que você pode fazer é dedicar tempo ao preencher os formulários, fazer os testes com cuidado, pois se isso não estiver bom, não terá a chance de mostrar mais informações. Nas fases presenciais, é importante demonstrar comprometimento, interesse na vaga e na empresa, maturidade, educação a todo momento (acredite, as paredes têm olhos e ouvidos!).

 

7 -Participar destas seleções, mesmo não sendo bem sucedido, traz algum benefício para o candidato? Quais?

Sim. Mesmo que um candidato não tenha sucesso em nenhum processo, ele terá ganhado de presente ótimas aulas corporativas. Se ele não foi aprovado em nada, com certeza tem algo a ser trabalhado caso ele aspire posições com aquele perfil. O ideal é que as pessoas saiam de cada fase de cada processo seletivo e façam uma revisão do que aconteceu (o que funcionou, o que não, o que não soube responder, etc). Isso é uma ótima ferramenta de autoconhecimento, além de ser um treino para outros processos.

Tem também o networking. Já imaginou quantas pessoas interessantes estes alunos conhecem em um ano de processos seletivos? Nos próximos anos, seus relacionamentos vão definer os rumos de sua carreira e quanto você vai ganhar. Aprenda a pensar no trabalho como uma rede social”.

 

Espero que essas respostas ajudem e, se quiser saber mais, agende um horário no Conexão Mercado, através do Atendimento ao Aluno.

 

Boa sorte e bom trabalho!

Dinheiro traz felicidade?

Um tema que tem me chamado muito a atenção ultimamente é FELICIDADE, palavra que tem um significado muito parecido, mesmo em culturas diferentes: um sentimento de bem estar subjetivo – sua vida é boa?

A primeira vez vi  a palavra “Felicidade” como título de um livro fiquei bastante surpresa, pois o livro é do renomado economista Eduardo Giannetti, então fiquei pensando o que levaria um economista , professor, a escrever sobre o tema.

Desde de que vi este livro, muitos outros livros e artigos relacionados apareceram e, novamente, ainda aqui em minha temporada na Califórnia, tive a chance de assistir uma maravilhosa aula com o Prof. Kramer – “Living a happier and more meaningful life”(Vivendo uma vida mais feliz e mais significativa).

Abaixo, vejam alguns pontos das aulas que me chamaram bastante atenção. Embora alguns já sejam bastante conhecidos e falados, foi interessante ver que tem base científica que os prova:

 1- As pessoas se arrependem mais de coisas que não fizeram do que de coisas que fizeram e deram errado.

Steve Jobs fez uma pergunta em seu discurso aos formandos de Stanford que ficou famosa: O que você faria se hoje fosse o ultimo dia de sua vida? Seguindo a mesma linha, se pudesse voltar no tempo, o que faria? A grande maioria das pessoas faria algo que deixou de fazer (passar mais tempo com a família e os filhos, pedir desculpas, ir atrás de realizer seu sonho, etc).

2- 50% da sua felicidade é determinada pela genética.

Esse foi para mim o ponto mais assustador. Eu sempre me perguntei por que algumas pessoas parecem ter tudo e nunca estão satisfeitas e felizes, e outras estão sempre felizes com tão pouco. Bom, tive aí 50% da explicação. Por um lado, terei mais empatia por aqueles que nunca parecem estar felizes, talvez não seja culpa deles, mas por outro lado, isso não deve ser uma desculpa para que os infelizes de plantão. Os outros 50% ainda estão nas mãos de cada um de nós.

3- As pessoas tendem a ser mais felizes à medida que envelhecem.

Esse ponto não foi exatamente uma surpresa, mas também achei interessante. Em tese, quanto mais velho você é, melhor você navega nos altos e baixos da vida. Nem um nem outro te impactam mais com tanta intensidade e, ao contrário do que parece, isso não traz monotonia, e sim serenidade, possibilidade de transferir seus conhecimentos, e felicidade.

4- Dinheiro traz felicidade?

Por último, vamos falar diretamente do tema de nosso artigo. Existe uma pesquisa de 2010 da Princeton University que mostra que, a partir de um certo nível de renda* anual, o dinheiro já não faz mais tanta diferença no nível de felicidade das pessoas. Com esta quantidade de dinheiro, as pessoas deixam de se preocupar com necessidades básicas, e alguns superfluous, e deste valor em diante existe pouca diferença no nível de felicidade entre elas. Ao contrário do que imaginaríamos, pessoas muito ricas podem até começar a ficar infelizes, a não ser que encontrem uma forma inteligente e humana de investir seu dinheiro – como curiosidade, uma pessoa que faz isso muito bem é o Bill Gates.

Fica aqui a dica: trabalhar e ter seu dinheiro é muito importante, mas talvez você dependa de outras variáveis para ser uma pessoa feliz!

 

 

* Este valor nos EUA é US$ 75.000, o que não significa que o valor equivalente no Brasil seja aproximadamente R$ 160.000,00, pois talvez tenha que se levar em consideração poder de compra e outras variáveis.

O 2o semestre chegou, e com ele muitos processos seletivos!

Julho, mês de férias, mas para quem vai participar de processos seletivos para trainee, a maratona esta só começando!

Estou aqui na Califórnia e, embora o tempo aqui seja tão maravilhoso quanto o que vemos nos filmes, tenho outros objetivos alem de olhar o céu azul: Visitar empresas como Google e Facebook, aprender tudo sobre carreira em Stanford, uma das melhores universidades do pais, e aprender novas técnicas para auxiliar vocês, alunos, na orientação de carreira.

Cheguei agora e não tenho grandes novidades ainda, por isso vou hoje responder duas perguntas que sempre me fazem:

1 – Qual é o perfil de candidato que as grandes empresas com os programas de trainee mais concorridos do mercado procuram?

Vamos lá!

Sempre começo as orientações e treinamentos dizendo que não há um perfil específico procurado por todas as empresas pois, mesmo quando várias citam algumas características comuns como habilidades de liderança e trabalho em equipe, essas mesmas características podem ser avaliadas de maneiras diferentes em empresas diferentes, e não seria nenhuma surpresa um candidato ser aprovado em uma e não na outra. Boa parte disso ira acontecer porque as empresas tem culturas diferentes, e vão usar seus filtros de acordo com sua cultura. E muito provável, por exemplo, que  o “foco em resultado”  seja avaliado de forma diferente na Ambev e na Natura, e não há nada de errado com isso.

Levando isso em consideração, seguem algumas características/ perfil que aparecem com freqüência nos processos seletivos:

Competências: habilidade de liderança, inovação, criatividade, trabalho em equipe, curiosidade, vontade de aprender, comprometimento, foco no resultado.

Antes de poder demonstrar as competências acima, o candidato já devera ter passado por um grande filtro que geralmente busca inglês avançado a fluente, excelente capacidade numérica e analítica, tempo de formatura, experiência internacional, entre outros.

 

2 –    Por que é importante fazer algum tipo de curso de preparação para enfrentar estes processos de seleção?

Os processos seletivos estão cada vez mais concorridos, e não basta mais ser bom, mas e extremamente necessário demonstrar suas habilidades durante o processo seletivo.

Trabalho com recrutamento, seleção e treinamentos ha 10 anos. No inicio era a recrutadora e em 2007 “ mudei de lado”. Eu percebia que muitos candidatos, com excelentes CVs, não eram aprovados pois não estavam bem preparados. Ficavam muito nervosos, falavam alguma “ besteira” que muitas vezes prejudicava sua entrevista, eram imaturos. O que também me deixava muito incomodada e que os candidatos geralmente se inscrevem e participam primeiro do processo seletivo que mais querem, e por isso participam ainda sem experiência. Deveriam participar de outros antes, ou deveriam fazer “ simulados”.

Com a orientação e preparação para processos seletivos os candidatos conseguem tanto identificar e focar em empresas mais alinhadas com seu perfil, quanto se preparar melhor.  O objetivo da preparação não é contar os segredos das empresas, ou ensinar como devem se comportar em cada atividade (o que seria inclusive impossível), mas aumentar o autoconhecimento deles para que possam se destacar na hora certa.

O 2o semestre chegou !

Aproveitem tudo o que a Trevisan tem a oferecer através da área de carreira,  o Conexão Mercado.

Por que estamos tão infelizes?

Screen Shot 2013-06-10 at 2.51.51 PM  “Mais da metade dos empregados do mundo reclama de seu trabalho”, diz a Você RH. O que está causando esse fenômeno e até que       ponto a empresa é responsivel?

Vicky Bloch, consultora e coach diz que vivemos uma crise de valores, onde “a vida não vale nada”.  Além disso, estamos aprendendo desde cedo a cobiçar o que não temos. Se não temos ambição, somos marginalizados. Outro dia me assustou muito o comentário de uma amigo, do qual gosto demais e respeito muito tanto pessoalmente quanto profissionalmente (talvez por isso tenha me assustado). Estava falando sobre a importância que vejo em levar minhas filhas para verem projetos sociais pois, apesar de pequenas, acho importante conhecerem diferentes realidades, etc. Esse amigo achou interessante, mas disse que queria saber como ensinar a filha a ter ambição. Confesso que nunca tinha pensado nisso! Fico pensando em como ensinar minhas filhas a serem felizes.

Será que é isso? Somos criados para sermos melhores que os outros e, senão o somos, nós nos cobramos, a sociedade nos cobra? Existe aquela famosa pesquisa (não me lembro mais os valores exatos – os valores eguintes são simbólicos) onde perguntaram às pessoas se elas preferiam ganhar R$ 1.000,00 onde todos ganhavam R$ 500,00, ou ganhar R$ 2.000,00 onde todos ganhavam R$ 5.000,00.

Pode parecer absurdo, mas a grande maioria preferia ganhar menos individualmente, mas ganhar mais do que os outros.

Embora eu acredite que as empresas têm sim sua responsabilidade com os funcionários, acredito mais que cada um é responsável pela própria vida e por sua felicidade. Diz Vichy Bloch novamente que “a felicidade é um estado de espírito, portanto individual. O que gera esse estado é diferente para cada um porque depende do context social, educacional e familiar em que foi criado”.

Cada vez mais será necessário respeitar as vontades, ambição e interesses de cada um. Se uma pessoa quer trabalhar 12h por dia, ter um nível de preocupação gigante, pois quer ganhar mais, tudo bem. Da mesma forma, deveria estar tudo bem se alguém quer trabalhar 8h, sem estresse, e ganhar menos. Só é difícil com o nível de concorrência que temos hoje em dia querer trabalhar as 8h, sem estresse, e ganhar o tal salário alto.  Além disso, todo mundo, inclusive nós mesmos, precisamos saber que há ônus e bônus atrelados a cada decisão.

Só para terminar, diz Mario Sergio Cortella, filosofo e professor da PUC SP que “Felicidade é um estado de vibração intense. Nenhum de nós está feliz o tempo todo, nem poderia. A felicidade está apoiada na ausência: você só é feliz porque não está feliz o tempo todo”.

E você, já descobriu o que te faz feliz? E o mais importante, está disposto a ouvir?

Já está aberta a temporada dos Programas de Trainee!

Já começou a temporada dos Programas de Trainee e, embora a maioria continue acontecendo no 2o semestre, os candidatos e empresas já estão a todo vapor! Veja abaixo algumas perguntas que me fazem:

– Quais são as principais competências avaliadas em um processo seletivo de trainee?

Cada empresa busca um grupo de competencias diferentes, de acordo com sua necessidade, área onde os trainees serão alocados, cultura, entre outros, mas existem algumas que são comuns a quase todos: trabalho em equipe, liderança, boa comunicação, iniciativa (e “acabativa”), foco em resultados.

– Quais são os requisitos mais exigidos pelas grandes empresas para os candidatos a trainee?

Formação acadêmica (os cursos variam de acordo com o ramo da empresa), geralmente não podendo passar de 2 ou 3 anos de formado; ingles avançado ou fluente; experiências internacionais também são muito valorizadas. Mas é importante lembrar que não há uma “receita de bolo”. O que vale é o conjunto que cada pessoa apresenta.

– Como um candidato deve se preparar para estes processos? Há necessidade de se preparar antes?

É comum pessoas saírem da universidade sem o preparo adequado para entrar no mercado de trabalho, raras vezes possuindo conhecimento sobre tipos de entrevistas e técnicas utilizadas pelas empresas em processos seletivos. Tais processos podem variar desde uma série de entrevistas com diferentes pessoas na organização, a outros mais complexos, envolvendo testes, e diferentes técnicas de avaliação.

Assim como nos preparamos para fazer um vestibular ou para participar de um concurso, acredito que o preparo para participar de processos seletivos seja crucial para aumentar as chances dos candidatos de receber uma ou mais ofertas de trabalho.

Além disso, quanto mais você participa de processos, mais pratica e melhor fica! Não recomendo que o primeiro processo que um candidato vá participar seja justamente aquele da empresa que ele mais quer.

– Me fale um pouco de cada etapa destes processos e quais dicas você dá para o candidato ser bem sucedido.

As etapas, novamente, variam de empresa para empresa, mas geralmente segue assim: cadastro no site/ envio de CV; testes online; trabalhos em grupo, participação em jogos e comunidades que estão sendo observadas pela empresa; dinâmicas de grupo; paineis; e entrevistas individuais com RH e/ou gestores. Cada etapa é importante, pois você depende de se sair bem nas primeiras para evoluir no processo, por isso deve-se fazer cada uma com dedicação e cuidado.

– Quais os erros mais comuns cometidos pelos candidatos durante a seleção?

Algumas:

Chegar atrasado – não há desculpa! ;

Exageros (falar pouco/ muito, se vangloriar ou ser humilde demais);

Postura física – ficar relaxado demais na cadeira, ficar batendo o pé, mexendo com as mãos, etc;

Tentar parecer algo que não é, falar mentiras sobre a experiência;

Usar o português incorretamente, ou com gírias;

Falta de ética – criticar colegas de trabalho, ou do próprio grupo.

– Como o candidato pode mostrar o seu diferencial em uma seleção que tem um elevado número de concorrentes e várias etapas eliminatórias?

Para começar, o candidato precisa saber qual é seu diferencial! É comum os candidatos não saberem a resposta para a pergunta mais básica, que nem sempre é feita de forma direta: quais são suas qualidades e seus pontos a desenvolver???

Quem conhece suas próprias qualidades e competências, precisa se lembrar de mostrá-las durante todo o processo seletivo. Não precisa ser arrogante, mas precisa deixar claro o que tem a oferecer – algumas coisas o recrutador não consegue adivinhar!

Além disso, nas etapas não presenciais, o melhor que você pode fazer é dedicar tempo ao preencher os formulários, fazer os testes com cuidado, pois se isso não estiver bom, ele não terá a chance de mostrar mais informações. Nas fases presenciais, é importante demonstrar comprometimento, interesse na vaga e na empresa, maturidade, educação a todo momento (acredite, as paredes têm olhos e ouvidos!).

– Participar destas seleções, mesmo não sendo bem sucedido, traz algum benefício para o candidato? Quais?

Sim. Mesmo que um candidato não tenha sucesso em nenhum processo, ele terá ganhado de presente ótimas aulas corporativas. Se ele não foi aprovado em nada, com certeza tem algo a ser trabalhado caso ele aspire posições com aquele perfil! O ideal é que as pessoas saiam de cada fase de cada processo seletivo e façam uma revisão do que aconteceu (o que funcionou, o que não, o que não soube responder, etc). Isso é uma ótima ferramenta de auto conhecimento, além de ser um treino para outros processos.

– Que conselhos você daria para aqueles que pretendem tentar uma seleçao de trainee?

O conselho que dou é que se dediquem ao processo e sejam vocês mesmos.

Boa sorte!

Trainee do Futuro 2013

Estive esta semana na apresentação de uma pesquisa muito interessante, realizada pela Seja Trainee, em parceria com a Across.

Trata-se de uma pesquisa realizada com mais de 300 candidatos a processos de trainees, para identificar seu perfil e atitude frente aos programas.

Vejam alguns dados:

 

Perfil demográfico

68% vivem na região Sudeste, dos quais 45% no estado de São Paulo;

23,8 anos é a média de idade (78% entre 22 e 25 anos).

 

Qualificações

95% declaram falar inglês avançado ou fluente;

92% já fizeram algum estágio;

54% já fizeram ou fazem trabalho voluntário.

 

70% estudaram em faculdades públicas e

69% dos candidatos formaram-se em 2012

 

Cursos mais comuns

42% Engenharia;

18% Administração;

11% Economia.

 

Em quantos programas se inscreveram?

25% em 20 ou mais programas;

25% em 6 programas ou menos.

 

Aspectos mais valorizados em um Programa de Trainee

61% Treinamentos;

54% Job rotation;

52% Coaching e Mentoring.

 

Os dois programas eleitos como melhores do Mercado foram

Unilever – 14%

Ambev – 10%

 

Entre esses números, a maioria já era esparada, alguns surpreenderam, e um especificamente me assustou: 25% dos entrevistados se inscreveu em 20 ou mais programas!

Não é à toa que muitas vezes os candidatos dizem que não dá tempo de fazer tudo que as empresas pedem. As empresas pedem bastante sim, mas se você tem que dar conta de 20 isso fica realmente complicado. Por isso a importância de ter foco na escolha da empresa onde quer trabalhar, ver quais mais se adequam a seus valores e interesses, e assim poderá se inscrever em menos programas. Claro que também não é aconselhável se inscrever em um ou dois pois, com o altíssimo nível de concorrência, é melhor ter mais opções. Tente pensar em número que vá conseguir conciliar com a faculdade, o estágio, o TCC, etc. Pouco adianta estar inscrito em muitos e não conseguir fazer nada direito, de uma forma ou de outra você vai se eliminar de vários processos quando não conseguir participar tão ativamente das atividades online, não se preparar bem para entrevistas, e tudo mais.

Pense nisso e, se precisar de ajuda, procure pela área de Carreira da Trevisan, o Conexão Mercado.

Boa sorte!

Quer ser contratado?

Geralmente (mas por incrível que pareça, nem sempre!) quem está em busca de novas oportunidades quer ser contratado. Felizmente muitas empresas em nosso país também estão em busca de bons profissionais, e muitas vezes não conseguem preencher suas vagas por falta de qualificação técnica.

Por outro lado, existe também hoje um grupo de qualificações não técnicas muito procuradas e que podem te ajudar bastante na conquista do seu próximo trabalho. São características intangíveis, suas competências.

Veja abaixo 5 exemplos, bastante procurados nos dias de hoje:

  1. Adaptabilidade

Uma das características da época atual é a velocidade com a qual as coisas mudam. Neste mundo, os profissionais precisam ter a habilidade não só de lidar bem com mudanças, mas também de se adaptar a elas. As pessoas que conseguirem se adaptar melhor a novas pessoas, regras, projetos, líderes serão ativos valiosos para sua equipe e sua empresa.

       2. Trabalho em Equipe

Os times de maior sucesso nos esportes costumam ter uma boa mistura entre veteranos e novatos jogando juntos. Trabalhar em conjunto com pessoas de diferentes gerações, culturas e demografia é uma característica intangível que se tornará cada vez mais importante. Pela primeira vez encontramos 4 gerações trabalhando ao mesmo tempo nas empresas, e isso representa um desafio. Para trabalhar melhor em conjunto são necessárias habilidades como desenvolver contato e confiança, ouvir, motivar os outros, delegar com respeito, entre outros, e quem o fizer será uma parte importante de qualquer time.

        3. Comprometimento

Vestir a camisa da empresa e fazer seu trabalho da melhor forma possível e de maneira eficiente, ao invés de simplesmente “ir trabalhar” todos os dias, pode ser uma ótima forma de se destacar. Você não precisa ser o “dono”, o CEO ou o gerente para mostrar  comprometimento e liderança. Muitas vezes observar pequenas coisas que estão no seu ângulo de visão e melhorá-las vai causar um efeito positivo no trabalho de outras pessoas e vai aumentar sua visibilidade.

      4. Multi-Tarefas

Acabou a era dos  “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin , onde cada um era responsável por apertar o seu, e apenas o seu parafuso! A pessoa hoje precisa saber bem o seu trabalho, mas também ter conhecimento de outras áreas; na grande onda das start-ups, precisa vender o produto, executar e atender o telefone. O local de trabalho requer pessoas para fazer mais tarefas e assumir mais responsabilidades do que nunca.

    5. Mente aberta

Estar aberto e flexível para aprender novas habilidades, abordagens, interagir com novas pessoas, tentando novas maneiras de fazer as coisas mostram resiliência e perseverança para fazer o que for preciso para realizar o trabalho, e fazê-lo bem.

Você pode falar sobre seus ativos intangíveis por meio de histórias pessoais específicas que demonstrem como você os utiliza. Nada como uma história real, que leva as pessoas a se relacionarem com você. Isso pode ser uma vantagem competitiva enorme, além de documentar suas conquistas e realizações.

Se você precisar de ajuda para descobrir algumas de suas competências, comece pensando em cinco situações que marcaram sua vida pessoal ou profissional, tente se lembrar dos detalhes dela e analise o que precisou fazer naquele contexto: influenciar alguém, liderar uma equipe, melhorar a comunicação entre pessoas, se adaptar a um novo cenário? Você verá que praticou um ou vários de seus ativos intangíveis nestas situações.

Então, quais são as habilidades intangíveis que têm impactado seus trabalhos?

As tais habilidades intangíveis, ou competências, são também aquelas avaliadas nas, cada vez mais comuns, entrevistas por competência.

QUER SE PREPARAR PARA ENTREVISTAS DE COMPETÊNCIA?

Não perca o Simulado de Entrevistas oferecido pela área de carreira da Trevisan – Conexão Mercado – na próxima quinta, 04 de abril. Para se inscrever envie um e-mail para conexaomercado@trevisan.edu.br. Vagas limitadas.