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Você tem um bom Currículo?

Embora hoje em dia existam várias formas de um profissional conhecer você, o currículo (ou CV) continua tendo uma enorme importância. Muitas pessoas que estão na faculdade têm seu perfil no Facebook, Instagram, Twitter e muitos outros, mas estes são sites de relacionamento pessoal – embora, CUIDADO! – muitas empresas pesquisem sobre você também nestas redes. Nesta fase é muito importante que você comece a olhar para o “Você Profissional”: o que você está estudando, para onde quer ir, quais são seus sonhos profissionais, o que você precisa fazer para chegar lá?!? Estas são perguntas que talvez ainda não tenham respostas, mas você precisa começar a construir este caminho, e junto com ele seu CV.

– Qual a função de um currículo ?

Em geral a função do currículo é despertar a atenção do empregador sobre você. Ou seja, no currículo você apresenta de maneira resumida sua formação, experiências profissionais e habilidades, com o objetivo de criar interesse no entrevistador e que, consequentemente, você seja convidado para uma entrevista.

– Tipos de currículo

Na verdade existe uma infinidade de formatos de currículo, o importante é você moldar o seu de acordo com as oportunidades que você está buscando, dando mais ênfase a informações relevantes naquele momento (ver quais experiências profissionais são mais relevantes para o cargo que você esta concorrendo, que cursos são mais valorizados, etc) ou ainda de acordo com as experiências que você já teve (por exemplo um estudante que nunca trabalhou deve enfatizar os cursos que fez, palestras….). Se você busca uma oportunidade na área financeira, não é necessário contar detalhes dos dois últimos trabalhos que você teve em marketing. Deixe espaço para falar de trabalhos, cursos, palestras, e outras atividades mais relacionadas ao que você está buscando.

Veja exemplo abaixo:

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– Erros comuns e que devem ser evitados:

  1. Erros de português .

Um currículo com erros de ortografia e concordância é rapidamente descartado. Dominar o idioma é pré-requisito para qualquer vaga. Revise seu CV e peça para que outras pessoas leiam também.

  1. Mentir .

Mentir para deixar o currículo mais completo, além de antiético, pode te trazer desagradáveis surpresas, já que o entrevistador pode querer avaliar se você tem mesmo determinadas experiências e características.

  1. Ser prolixo:

Um currículo longo não significa um bom currículo. Um currículo serve para que você consiga uma entrevista, portanto ele deve apresentar o conteúdo que irá chamar a atenção do entrevistador. Deixe para desenvolver, explorar e contar detalhes durante a entrevista, dando ênfase aos assuntos de maior interesse do entrevistador. Seu currículo deve conter as informações relevantes de forma clara e objetiva.

  1. Ser superficial.

Como dito acima, o currículo não pode ser muito longo, porem também não pode ser superficial. Ele deve conter informações mínimas necessárias para que o recrutador tenha interesse em te chamar para uma entrevista.

Evite colocar foto, não é sua aparência que conta mas sim suas experiências profissionais, habilidades e formação. Se ainda assim optar pela foto, coloque uma foto formal, lembre-se que você esta querendo passar uma imagem de seriedade e credibilidade portanto nada de fotos de camiseta, bermuda, óculos escuros, muita maquiagem.

  1. Anexar documentos de comprovação.

Não há necessidade (ao menos se solicitada) de anexar no currículo documentos e certificados de cursos, etc. O entrevistador parte do pressuposto de que o candidato esteja falando a verdade. Não é necessária também a assinatura nem uma rubrica no currículo.
Mantenha seu currículo atualizado
Faça atualizações permanentes no seu currículo. Apesar de parecer um clichê, as oportunidades aparecem quando você menos espera. Por isso, tenha o seu sempre em mãos e atualizado com os novos cursos, projetos e outras experiências para enviar aos recrutadores assim que solicitado.

Imagem on-line.

Além do CV, muitos recrutadores hoje em dia buscam informações sobre você na internet, por isso, cuidado com sua imagem on-line!

– Sites profissionais: nestes sites, como o LinkedIn (se ainda não se cadastrou, vale a pena!), é imprescindível que você tenha um perfil sério, com sua escolaridade e experiências.

– Sites informais: os sites também de relacionamento, mas informais, como o Facebook, permitem que você seja o que quiser, mas saiba que você poderá ser procurado por empresas lá também. Se está no seu momento de buscar uma posição no mercado, evite que sua foto principal seja você de sunga ou biquíni, ou fazendo careta, etc. Também não convém você fazer parte de uma comunidade tipo “detesto trabalhar” ou outras que possam causar uma má impressão sobre você.

– “They may google you”: algumas pessoas vão colocar seu nome no Google para ver o que aparece. Neste caso podem aparecer muitas coisas, como um blog seu, ou do qual participa; respostas que você deu a perguntas em diferentes sites, de diferentes áreas; artigos que você tenha escrito, ou com os quais tenha contribuído, etc. Procure participar de sites de discussão, principalmente nas áreas de seu maior interesse e, é claro, cuidado ao escrever suas respostas!

– E-mail: se ainda não tem, crie um e-mail profissional (por exemplo, primeironome.sobrenome@yaz.com.br) ou algo parecido. Você pode também criar uma assinatura padrão no fim do seu e-mail, com seu nome completo e telefones para contato. Faça tudo o que puder para facilitar a vida do recrutador e para que ele te ache mais rápido. Isso pode fazer toda a diferença!

 

Prepare seu CV, faça uma boa revisão, peça ajuda a quem tem mais experiência ou a um profissional da área. Uma boa oportunidade por aparecer e é melhor você estar preparado, ou ela vai passar e você pode nem perceber!

 

Aproveito para desejar a todos um Feliz Natal, um 2015 de muita paz, determinação e sucesso.

Bom trabalho!

Fernanda Lopes de Macedo Thees

Consultora de Carreiras

Educação e trabalho – A busca do equilíbrio

A busca do equilíbrio na relação educação e trabalho têm aparecido nas notícias como relatos de experiências profissionais que os alunos precisam para ingressar no mercado profissional. A recente divulgação do índice de reprovação recorde no exame da OAB apresentados na ultima edição da prova, apontam uma crise no curso de Direito, já que a aprovação no exame é requisito obrigatório para que o bacharel em direito possa ingressar nos quadros da advocacia.
Segundo notícias do portal G1 “ A formação dos advogados está em discussão. A abertura de novos cursos está suspensa e o debate agora é sobre a qualidade do estágio. Uma das propostas que serão estudadas é a implantação de estágio obrigatório nos últimos anos do curso, mas a dúvida é como oferecer estágio de qualidade para tantos alunos.”
O estágio já é componente curricular obrigatório de todos os cursos de formação profissional, desde o nível do ensino médio, nos cursos profissionalizantes, até nos cursos de ensino superior como os tecnólogos e bacharéis.
Vamos ao ponto do estágio: Qual é o objetivo? Porque o ministro insiste na obrigatoriedade desse componente , já obrigatório, para os concluintes de Direito? O que o exame da OAB está explicitando?
Essa análise requer um olhar mais amplo sobre os cursos de formação que são oferecidos atualmente nas universidades brasileiras. O aumento de cursos e a facilidade de acesso ao nível superior, tem colocado no mercado de trabalho muitos jovens, diplomados, mas sem a necessária “vivência” na área, isso porque, muitos jovens tem combinado a formação superior com o trabalho que já tem atualmente e dificilmente abrem mão do salário para optar por uma vaga de estágio, com remuneração menor e menos segurança. Caso relatado de uma jovem profissional que atua na área de secretaria de uma instituição de ensino há mais de 6 anos. Ela ingressou em um curso tecnólogo de Gestão de Recursos Humanos, com a expectativa de aprender uma nova área e ter uma oportunidade. Durante o curso, até teve a possibilidade de encarar um estágio, mas o salário era duas vezes menor, não dava para encarar. Enfim, formou-se mas não pode atuar na área e agora amarga a lembrança de não ter agarrado a oportunidade, ou por medo do risco ou por pura falta de opção financeira.
Qual é o papel do estágio? Dar ao aluno a oportunidade de viver na prática os conceitos teóricos que estão sendo discutidos em sala de aula.
Para os futuros advogados, me parece fundamental essa experiência, já que para alguns especialistas, não basta apenas fazer um estágio, é preciso estagiar com qualidade, ter vivências enriquecedoras e isso servirá de base para um resultado mais eficiente na realização do Exame. O que hoje o resultado da OAB representa é um nível de formação muito distante da realidade. Ninguém sai pronto do curso universitário, a formação será alcançada ao longo da jornada e das experiências profissionais.
Se tivéssemos em todas as áreas de formação, exames estipulados e obrigatórios para o exercício da profissão, creio que essa discussão seria muito mais relevante.
A busca pelo equilíbrio entre a formação e o acesso ao mercado de trabalho, reside na discussão dos parâmetros curriculares oferecidos pelos cursos atualmente e as experiências vividas ao longo do curso pelos alunos e futuros profissionais.
Atender essas necessidades, experiências profissionais e conteúdos programáticos, se torna o maior desafio das instituições de ensino.