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Dicas para ter o melhor aproveitamento acadêmico no mercado de trabalho

aproveitamento_fbO mercado de trabalho está bem complicado no momento atual, não é nenhuma novidade, devido ao cenário econômico e principalmente político. Mas a grande pergunta é: como se destacar nesse momento?

Confira abaixo algumas dicas que vão te ajudar a aproveitar ao máximo sua faculdade, te preparando a enfrentar os desafios contínuos e te destacando no mercado:

Atividades Complementares: Há um bom tempo o jovem que tem bom desempenho acadêmico, ou seja, notas boas, é bem visto ao mercado. E não há muito tempo, as empresas tem se perguntado o que foi feito além das suas atividades acadêmicas do dia a dia. Uma atividade complementar relevante como a participação em uma ONG, que realmente desenvolva o jovem, é considerado um plus pelo mercado.

Idiomas: O conhecimento em inglês “fluente” no fim da faculdade, através de uma participação ativa em curso de idiomas, ou uma experiência internacional como um intercâmbio com a realização de algum projeto, por exemplo, é olhado por lupa pelos entrevistadores.

Habilidades e comportamentos: Fazer exercícios de autoconhecimento é essencial para descobrir o direcionamento e adequação de comportamentos nos ambientes corporativos e, consequentemente, aperfeiçoar suas habilidades.

Network: Criar network também faz toda diferença na caminhada ao sucesso. Alguns empregadores preferem buscar pessoas por indicação, pois confiança é algo que se demora a adquirir e hoje, mais do que nunca, assuntos relacionados a compliance, controles internos, governança corporativa, ética, entre outros, estão chamando a atenção nas companhias sérias. Ou seja, uma contratação confiável é mais rápida e, teoricamente, mais “segura” para o empregador.

Orientação e direcionamento: Além dessas atividades é importante, desde o início da faculdade, buscar orientações de carreira com professores e outros profissionais para ter um direcionamento específico para um estágio, pois a graduação oferece muitos ramos de atividades.

Marcos Robson Vieira é aluno do curso Ciências Contábeis da Trevisan, palestrante e educador financeiro pela DSOP Educação Financeira. Atua como gerente de contas na AIESEC no INSPER e também como líder do programa de Mentoring do IBEF Jovem em SP.

MERCADO DE CAPITAIS BRASILEIRO: SOLTEM AS AMARRAS!

O MERCADO DE CAPITAIS É A ÚNICA VIA EFICIENTE DE DESENVOLVIMENTO

ECONÔMICO PARA AS EMPRESAS E, CONSEQUENTEMENTE, PARA O PAÍS.

Mercados como o da China, Índia, Coréia e Tailândia conseguiram evoluir. No entanto, só conseguiram dar o salto de qualidade, que o Brasil até agora não conseguiu, por que houve um claro entendimento de que é necessária uma visão de longo prazo sustentada por um objetivo único de país. Se quer crescer ou não? Se a resposta for sim devemos combinar que, independentemente de quem esteja segurando o leme ou da situação de mercado, o país não perderá esse foco.

As ações de mudança são dispersas o suficiente para contribuir para o estágio atual em que nos encontramos. Momento esse que, se nos compararmos com o resto do mundo leva a crer que não temos um mercado. Tivemos tempo para isso, porém, como em outras áreas, nossa capacidade de inovar e planejar é grande, mas, de executar, é inversamente proporcional. Se não somos eficientes, como construiremos algo que o seja? Não é de hoje que se fala em mercado de capitais e que as discussões giram em torno dos mesmos problemas.

Talvez ninguém discorde que falta informação, educação e capacitação para dois agentes fundamentais em um processo de evolução como esse: pessoas físicas e pequenas e médias empresas brasileiras. Às pessoas físicas, falta educação financeira. Só que o problema é que faltam outras coisas mais básicas ainda no que diz respeito à educação. Contando a partir de agora, talvez a minha sexta geração esteja tendo o luxo de discutir a inserção de disciplinas como economia, direito e contabilidade no currículo escolar.

A taxa de mortalidade das pequenas e médias empresas no Brasil beira o absurdo. Neste quesito somos campeões em fazer muita coisa e nada ao mesmo tempo. Para começar, cada um que discute o assunto tem um entendimento do que é uma pequena ou média empresa. Cada um desses que discute o assunto traça uma abordagem sem a menor adequação à realidade dos empresários que empregam metade da força de trabalho do Brasil e que representam 99% de nossas empresas. Diversas iniciativas estão desconectadas da realidade e não há soma de esforços práticos que vão garantir uma aproximação madura desse mundo ao único ambiente sustentável de desenvolvimento que um país pode oferecer – o mercado de capitais.

Cabe ao setor público reservar-se da obrigação de regular e fiscalizar. Assim, as condições para quem realmente produz e é eficiente estarão abertas. Ao mercado se atribui a tarefa de criar os caminhos. O delírio regulatório, burocracia e confusão de papéis são grades de ferro que colocam o desenvolvimento em prisão perpétua. Neste mundo não há um país que avançou tendo tamanha irracionalidade política e desorganização como a nossa. Causa a impressão de que estamos sempre tentando descobrir o que aconteceu ontem, o hoje logicamente já foi e, portanto, empurramos uma solução efetiva para o dia seguinte.

Em uma das edições do fórum econômico mundial foi perguntado aos representantes dos BRICs o que eles esperavam do cenário econômico mundial. A China começou dizendo mais ou menos o seguinte: “Há 20 anos traçamos um objetivo e hoje estamos tomando as medidas adequadas para alcançá-lo, enfrentando os problemas encontrados no meio do caminho”. Qual era o nosso objetivo há 20 anos? O que queremos para os próximos 20? Quais problemas enfrentamos até aqui e o que faremos para corrigir o rumo?

Para essas perguntas deveria haver uma única resposta e de conhecimento de todos. Não pode haver ruídos e nem mudança na ordem desses questionamentos. Descobrir um gargalo neste País significa afirmar que já perdemos o bonde. Em carta aberta, o IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais) afirma que “no atual cenário macroeconômico o mercado de capitais adquire importância estratégica para a retomada do investimento e do crescimento da economia brasileira. Existem sólidas razões para isso. A infraestrutura é um dos únicos setores em condições de dar início a uma recuperação do investimento, de vez que tem forte demanda por seus serviços e cuja expansão constitui hoje um movimento essencial para aumentar a produtividade da economia”.

Aliás, não causa estranheza a ninguém que a nossa produtividade caia vertiginosamente na mesma velocidade com que se aumentam os benefícios/salários? Há muita coisa a ser corrigida, mas para não perdermos tempo enxugando gelo, sugiro começarmos a elaborar uma única resposta para as perguntas acima.

FONTE: RevistaRI

Economia de pernas mancas não precisa de muletas, mas de audição!

A crescente falta de sinergia entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda não contribui para a reafirmação da confiança dos investidores. Se, de um lado, soa desconfortável para o Brasil a declaração de Guido Mantega de que “nossa economia cresce de pernas mancas”, também é verdade ser necessário que o governo preste mais atenção nas sinalizações do mercado e próprios especialistas dos organismos federais ligados à área econômica. Não será com as muletas de soluções paliativas que se corrigirão as deficiências. A principal ferramenta que o governo tem para enfrentar os desafios é o ouvido.
Portanto, não é prudente seguir ignorando o recente e grave alerta do corpo técnico do Tesouro Nacional quanto à condução da economia e da política fiscal. Claramente, esses profissionais de carreira referiram-se às manobras contábeis para fechar o balanço do governo, fator que suscita desconfianças. Em consequência, crescem as dificuldades para a rolagem dos títulos públicos. Por isso, o Tesouro paga juros cada vez maiores pelos papéis que coloca no mercado financeiro, onerando o serviço da dívida.
Credibilidade é o fator essencial para o reaquecimento dos financiamentos ao consumo, a elevação a patamares mais expressivos dos investimentos produtivos internacionais e a continuidade do enfrentamento exitoso da duradoura crise mundial. Não basta, como tem agido o Palácio do Planalto, o discurso relativo à preocupação fiscal, aos investimentos públicos em infraestrutura e às previsões otimistas, que nem sempre se concretizam.
Aliás, não é positivo para a imagem do Brasil o inusitado fato de que aqui até o passado é imprevisível, como ocorreu com a recente revisão do crescimento do PIB de 2012, que passou de 0,9% para 1%. Mais grave, ainda, é o erro na conta da revisão, que levou a presidente da República e declarar em uma entrevista à imprensa internacional que a expansão havia sido de 1,5%. Fica uma imagem de desentrosamento e baixa confiança nas estatísticas oficiais.
São necessárias ações práticas e consistentes, estas sim perceptíveis no ambiente interno e no exterior e capazes de produzir reação positiva nos capitais sem pátria da economia globalizada. Recriar um ambiente favorável aos negócios não depende, é verdade, apenas do Poder Executivo. É crucial que se concretize, por exemplo, o pacto antigasto firmado pela presidente Dilma Rousseff, e por iniciativa dela, com a base aliada do governo no Congresso Nacional. O êxito quanto ao propósito do acordo, de evitar a aprovação de projetos que aumentem as despesas, depende basicamente de uma atitude positiva e consciente dos parlamentares e dos partidos.
O Brasil está num momento muito delicado. Ainda são sólidos alguns fundamentos econômicos, como o aumento da renda e dos salários, o baixo desemprego, a ampliação significativa do mercado consumidor e o bom desempenho do agronegócio e do comércio. Porém, há claros sintomas de enfraquecimento macroeconômico, como a perda de competitividade da indústria e a pífia performance da balança comercial. Ainda há tempo, condições e credibilidade remanescente para uma forte retomada do crescimento do PIB. Porém, é necessário ouvir, dialogar e adotar medidas em sintonia com as reais necessidades nacionais. Sem essa atitude, corremos o risco de continuar capengando.
*Antoninho Marmo Trevisan é o presidente da Trevisan Escola de Negócios, membro do Conselho Superior do MBC (Movimento Brasil Competitivo) e do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República).

Municípios prósperos, país desenvolvido!

Nas eleições de 2008, verificou-se renovação de 58,1% nos cargos de prefeito, evidenciando acentuado grau de insatisfação dos eleitores brasileiros com a gestão municipal. Analisar a questão é pertinente neste momento em que a campanha eleitoral, com o início da propaganda gratuita no rádio e TV, mobiliza a opinião pública.

Muito além da retórica e do marketing político, é necessário apresentar à sociedade propostas concretas para a solução dos problemas que afetam os municípios, células mais importantes da estrutura federativa, pois é neles que as pessoas vivem, trabalham, estudam e interagem com as instituições. A rigor, se tivermos um conjunto de cidades desenvolvidas, teremos um país desenvolvido!

Tal condição, contudo, ainda está distante da realidade de numerosos dos 5.565 municípios existentes no Brasil. Mesmo nos mais prósperos, há bolsões de exclusão socioeconômica e sérias deficiências nos serviços essenciais, em especial nas áreas da educação, saúde e saneamento básico.

No tocante à saúde, as cidades assumem papel cada vez mais relevante na prestação e gerenciamento dos serviços, bem como na administração ?nanceira, consolidando um dos princípios do SUS, que é o da descentralização. As prefeituras são obrigadas a investir 15% de suas receitas no financiamento do Sistema Único, conforme determina a Portaria 2.047, de 5 de novembro de 2002. Os recursos destinados pela União e estados também são expressivos. A qualidade, contudo, está muito aquém do desejável, evidenciando problemas na gestão, cuja atribuição, em grande parte, cabe à municipalidade.

Setor diretamente relacionado à saúde é o de saneamento básico. Entretanto, em 2008, conforme o último estudo da área feito pelo IBGE, 56% dos domicílios não eram atendidos pela rede coletora e apenas 28,5% dos municípios tratavam o esgoto. No mesmo ano, quase um quarto da população não tinha acesso à água encanada. E não houve grandes avanços. Tais deficiências têm relação de causa-efeito com doenças como diarreia, dengue, febre tifoide e malária, que resultam em milhares de mortes, especialmente de crianças.

Também é decisivo o papel dos municípios na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Médio. Entretanto, segundo pesquisa do IBGE, cerca de 47% das cidades não têm sistemas próprios nessa importante área, dependendo integralmente dos estados para suprir escolaridade aos jovens.

O avanço da saúde, educação e saneamento básico, itens essenciais do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), depende sobremaneira da gestão municipal. Por isso, na sequência de um dos maiores processos inclusivos e de ascensão socioeconômica de toda a história, vivenciado pelo País a partir de 2003, as eleições deste ano precisam ser um novo marco na trajetória do Brasil rumo ao desenvolvimento.

*Antoninho Marmo Trevisan é presidente da Trevisan Escola de Negócios, membro do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo e do  Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.