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Entrevista demissional evita ressentimento e processo trabalhista

entrevista demissional
As demissões mal conduzidas e sem transparência podem gerar ressentimento nos funcionários dispensados e motivar processos trabalhistas. Isso somado ao desemprego em alta e o cenário de crise aumentam a chance de chefes cometerem atitudes abusivas, resultando em um número de queixas e ações por dano moral.

Renato Santos, professor da Trevisan e sócio da S2 – consultoria especializada em prevenir e tratar atos de fraude e de assédio nas organizações, aponta que em 2015 o número de funcionários que entraram na Justiça contra seus empregadores teve um aumento de 12,3%. De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o número de ações teve o maior crescimento em 20 anos e atingiu 2,6 milhões. Por isso, ele aconselha que seja feita uma entrevista de desligamento.

Entrevista demissional evita ressentimento e processo trabalhista

Ele explica que o procedimento é fundamental para que o RH identifique possíveis vulnerabilidades e potenciais riscos, muitas vezes desconhecidos, mas que vão corroendo a organização. Além disso, é uma ferramenta para as empresas que valorizam a prática do feedback. “Se conduzido de forma correta, esse processo permite que a organização conheça que imagem o ex-funcionário está levando em relação à conduta da empresa”, ressalta.

Santos conduz entrevistas de desligamento por meio de um sistema online, no qual as respostas são coletadas no formato de múltipla escolha, dissertativas e relatos em vídeos, permitindo uma análise da linguagem verbal e não-verbal. Entre os principais assuntos abordados estão: política geral de RH; planos de cargos, salários e carreiras; perfil da liderança; ambiente de trabalho; cultura ética e de compliance, e potenciais riscos.

Para Renato, a prática da entrevista de desligamento está conquistando espaço entre as empresas brasileiras, mas algumas organizações não utilizam tais informações tanto por dificuldade de operacionalização quanto por impossibilidade de isenção do processo. “Em alguns casos, a entrevista demissional fica a cargo de pessoas pouco preparadas, que acabam fazendo uma utilização inadequada dos dados obtidos”, afirma.

 

Fonte: Revista Melhor.

Pergunta #1 – Você tem experiência em XYZ?

Existem centenas de perguntas que os entrevistadores podem fazer a seus candidatos, mas há uma que provavelmente irá aparecer e na qual você não pode falhar.

Esta pergunta é diferente para cada pessoa e cada posição, mas uma coisa sobre esta questão é a mesma … ela geralmente começa assim: “Você tem experiência em … (qualquer que seja a responsabilidade, atividade, etc que o empregador está procurando)? ”

O primeiro passo para responder bem a esta pergunta é, sempre que possível, saber quais as principais atividades e responsabilidades daquela vaga que você está buscando, desta forma poderá se preparer melhor para a questão acima. Os empregadores querem saber se você tem a experiência e a capacidade para desempenhar as funções essenciais do trabalho.

Então, como você vai responder a esta pergunta importantíssima da melhor maneira possível?

Plano A: Conte uma EXPERIÊNCIA já vivida.

A primeira forma de responder a pergunta sobre “experiência” é usar um exemplo do passado de um momento em que você fez XYZ e, é claro, conte também sobre o resultado final (escolha uma situação com resultado positivo!). Este é o cenário mais favorável para responder a pergunta sobre experiência: já ter passado por ela, com sucesso. Mas o que fazer se você não tem aquela experiência?

Plano B: Diga-lhes que você é CAPAZ.

Só porque você nunca fez algo não significa que não pode fazer. E isso certamente não significa que você não pode se destacar no que faz hoje. Se perguntarem sobre uma experiência que você ainda não teve, a melhor forma de responder é dizer “…embora eu não tenha tido experiência direta em XYZ , eu sou capaz de aprender rapidamente, e estou confiante de que eu poderia fazer XYZ com sucesso e superar suas expectativas.” Melhor ainda se puder dar um exemplo de uma situação que talvez não seja a mesma, mas seja similar. Mas cuidado, não vá responder simplesmente “Não, nunca fiz isso”, ou “Não tenho nenhuma experiência nesta área”. Isso será verdade em vários casos, e não é recomendado que você minta, mas procure responder com uma atitute positiva.

Um potencial empregador vai se sentir muito melhor em saber que você está confiante em suas habilidades e talentos – e também é uma alternativa muito melhor do que apenas dizer: “Não, eu não sei como fazer isso “, possivelmente excluindo você do processo. Como mencionei antes, só porque você não fez algo ainda, não significa que não pode fazer. Se quiser e tiver interesse, poderá aprender e em pouco tempo realizar algo novo e muito bem!

Boa sorte!

10 dicas para mandar bem na entrevista de emprego.

Dei recentemente uma entrevista para a jornalista Fernanda Bottoni sobre dicas para se sair bem em uma entrevista de empregos. A matéria ficou bem bacana e vou dividir algumas partes com vocês.

“Se você foi convidado para uma entrevista presencial com um recrutador ou com seu potencial gestor, é sinal de que já passou por um funil e tanto no processo seletivo. Você pode — e deve — ficar animado, mas de jeito algum pode achar que já venceu o jogo. Para se sair bem nesta etapa, além de respirar fundo, é claro, você precisa pensar no que vai dizer, na forma como vai organizar sua fala e se preparar para as mais variadas perguntas.

Confira a seguir 10 dicas para aumentar as suas chances com o entrevistador:

Preparando a memória Dias antes da entrevista, pare para pensar nas situações mais importantes da sua vida profissional. O ideal é que você selecione de 5 a 10 situações e avalie o papel que você desempenhou em cada uma, o que você aprendeu, quais foram os desafios etc. “Essa dica é muito importante para quem vai passar por uma entrevista por competência, aquela em que o entrevistador pergunta sobre situações passadas em que o candidato precisou trabalhar sob pressão ou teve de liderar um grupo, por exemplo”, explica Fernanda Thees, sócia-diretora da Loite, empresa de orientação de jovens para carreira e para processos seletivos. Isso porque, na hora do vamos ver, você pode estar nervoso e não se lembrar dos melhores exemplos para contar. Quando selecionar essas situações, observe que cada uma pode se encaixar em diversas competências — liderança, trabalho em equipe, comunicação, resiliência etc. “É a melhor forma de você se preparar já que nunca vai saber ao certo que pergunta terá de responder na hora.”

Para quem não tem experiência profissional
 Se você nunca trabalhou, pode pensar nas principais situações da sua vida escolar ou em família, por exemplo. “O importante é explorar as experiências por que você já passou”, ressalta Caroline Cobiak, consultora interna da área de Jovens Profissionais da Across, especializada em recrutamento de programas de estágio e trainee. E aqui valem os trabalhos em grupo da faculdade, a viagem com os amigos, o intercâmbio que fez sozinho, a festa que organizou etc.

Com chave de ouro
 O ideal, segundo Fernanda, da Loite, é que você sempre termine as suas falas com alguma coisa positiva. Por exemplo, você pode finalizar uma história contando que, quando concluiu determinado projeto, foi promovido. “Provavelmente o entrevistador vai pegar um gancho no que você diz por último e, se o gancho vier de alguma coisa positiva, ele tenderá a continuar o assunto”, explica ela. Por outro lado, se você terminar a fala com alguma coisa negativa, como uma demissão, ele tende a perguntar, por exemplo, por que você foi demitido etc. A dica é especialmente válida quando a entrevista for baseada nas informações do seu currículo.

Perguntas absurdas
 Algumas empresas fazem, sim, perguntas bem esquisitas na hora da entrevista. Já ouvimos falar em “quanto pesa uma girafa”, “quantas bolas de gude cabem num avião” ou até “quantos McDonald’s existem em São Paulo”. Essas questões — aparentemente engraçadinhas — podem parecer só uma pegadinha, mas, em grande parte dos casos, são feitas para testar o seu raciocínio lógico. O mais comum é que elas sejam aplicadas em bancos de investimento e consultorias, além de empresas modernas como o Google, que é muito adepto desse tipo de questionamento para todas as posições. Se você se deparar com uma pergunta desse tipo, demonstre como você é capaz de estruturar seu raciocínio para chegar a uma resposta lógica, que não necessariamente precisa estar correta. “No caso da pergunta do McDonald’s, por exemplo, conheço uma pessoa que fez uma regrinha de três e foi aprovada no processo seletivo”, conta Fernanda, da Loite. O candidato respondeu mais ou menos assim: na minha cidade, que tem x habitantes, há x McDonald’s. Em São Paulo, há mil vezes os habitantes da minha cidade, logo, deve haver mil vezes a quantidade de McDonald’s que existem lá. Simples assim.  “O importante é usar a lógica e o repertório que você tem para demonstrar que entendeu a pergunta e estruturou bem seu pensamento.”

Fazendo a lição de casa
 Outra questão que frequentemente aparece nas entrevistas é “Por que você quer trabalhar aqui?”. Pode parecer uma perguntinha à toa, mas por trás dela existe a vontade de a empresa encontrar profissionais com valores alinhados aos seus. Pode acreditar que não existe resposta pronta para essa questão. Para respondê-la, você tem, sim, de fazer a lição de casa e pesquisar tudo o que puder sobre a empresa – desde o setor em que ela atua, suas características de gestão, seus dados financeiros, seus desafios, seus concorrentes etc. “Muita gente confunde a empresa com a marca e responde que é consumidor da marca desde criança e sempre sonhou em trabalhar na empresa”, explica Caroline, da Across. Segundo ela, não é isso que o entrevistador quer saber. Ele quer ver se você acha bacana o horário flexível que a empresa oferece, por exemplo, ou a sua informalidade entre chefes e subordinados.

Perguntas são bem-vindas (e bem vistas) 
Não é apenas respondendo as perguntas do entrevistador da melhor forma que você pode ganhar pontos com ele. Sabia? Outra estratégia bem interessante é a de fazer perguntas que demonstrem primeiramente que você pesquisou informações sobre a empresa e, em seguida, que tem interesse pela empresa e pela vaga em questão. Para começar, tome o cuidado de não perguntar coisas que você poderia saber dando uma simples busca pela internet. Se a entrevista for para uma oportunidade de trainee, por exemplo, você pode perguntar como é a retenção dos talentos na empresa. “Pergunte, por exemplo, quantos trainees a empresa teve no programa anterior, quantos permanecem lá, quantos viraram gestores”, recomenda Caroline, da Across.

Totalmente Big Brother
 Fique também atento a todos os seus gestos desde o momento em que chegar à empresa. “Você pode estar sendo analisado já na recepção, na forma como trata o atendente”, alerta José Roberto, do Instituto Brasileiro de Coaching. Gentileza e educação nunca fazem mal.

Nem pense em mentir 
Contar uma mentira, aumentar uma coisinha aqui e outra ali é muito arriscado em qualquer tipo de entrevista. O recrutador — lembre-se disso — é uma pessoa treinada para perceber esses deslizes. Ele faz isso o dia inteiro e tem experiência no assunto…

Cuidados essenciais 
Na hora de escolher o que vestir, procure algo que combine com sua área de atuação. O ideal é usar uma roupa bem cuidada, mas com que você se sinta confortável (e não como se estivesse usando uma fantasia). Na dúvida, prefira cores neutras e formas simples.

Seja você
 Por fim, mesmo que você esteja sob pressão, nervoso, ansioso, tente ser você mesmo na conversa com o entrevistador. “Somente se você se colocar de forma genuína, autêntica e verdadeira é que será lembrado pela sua individualidade”, afirma Denise, da GNext.”

Se quiser saber mais, agende um horário no Conexão Mercado, serviço gratuito e disponível para todos os alunos e ex-alunos da Trevisan.

Boa sorte!

Veja na íntegra:  http://vagas.com.br/profissoes/dicas/13-dicas-mandar-entrevista-emprego/#sthash.YIINc5vd.dpuf

10 erros comuns e fáceis de evitar em processos seletivos!

Como em quase toda entrevista, li no artigo abaixo uma frase que não foi o que falei, e vou aproveitar para “corrigir” aqui.
De qualquer forma, gostei muito do texto produzido pela equipe do Terra e reproduzo abaixo para vocês.
Espero que curtam!
“Quem nunca teve um comportamento equivocado, uma fala indevida, ou disse mais do que devia em uma entrevista de emprego que atire a primeira pedra. Apesar de comuns, as gafes não são facilmente perdoadas pelos recrutadores. Para evitar problemas na hora da seleção – e impedir que a vaga dos sonhos caia nas mão de outro candidato – a consultora de carreiras Fernanda Thees, sócia da empresa Loite, citou o que não deve ser feito por quem quer a vaga dos sonhos. Confira:
1 – Não deixe de olhar no olho do entrevistador:Além de causar uma impressão ruim por gerar dúvidas sobre a capacidade de interação do candidato, o olhar desviado também pode impedir que o empregador ouça com clareza o que o candidato tem a dizer.
2- Não dê respostas muito breves:
Ser sucinto demais faz com que o recrutador fique com preguiça de pedir maiores explicações de situações vividas em empresas anteriores.*Foi neste ponto dois que fui mal interpretada… Um bom entrevistador não tem preguiça de perguntar, mas pode se cansar  e questionar o bom entendimento do candidato depois de pedir mais de 10 vezes para a pessoa “explicar melhor”, “elaborar um pouco mais” , “dar mais detalhes”. Um candidato que não ouve ou não entende o que é pedido inúmeras vezes está se colocando numa posição ruim.
3- Não fale demais:
Ninguém precisa ser muito breve – mas a hora da entrevista não é ideal para você contar a história da sua vida. Faça uma apresentação completa – com início, meio e fim – mas não exagere na medida. Antes visto como uma característica de liderança, hoje a atitude é considerada uma forma ruim de mostrar dominância.
4- Não chegue atrasado:
Pontualidade britânica é essencial em um processo seletivo. Se for chegar atrasado, avise e tenha um motivo justo. “É interessante chegar antes e observar o ambiente da empresa, analisar e entender um pouco melhor sobre aquele local de trabalho”, diz Fernanda.
5- Controle as manias:
Deixe as manias, tiques e outras características estranhas em casa. Elas só vão fazer com que o recrutador se distraia e não lembre exatamente de tudo o que o candidato falar.
6- Use o português correto, evite gírias e siglas:
Respeito à língua materna é fundamental em uma entrevista de emprego. Por ser um ambiente formal, o uso de gírias também não é bem visto. As siglas, em geral utilizadas por categorias profissionais especificas, também não costumam fazer parte do linguajar dos recrutadores e devem ser evitadas.
7- Não fale mal da antiga empresa:
Não é considerado ético falar mal de um empregador anterior. Ainda que o que você tenha para dizer seja verdadeiro, o momento da entrevista não é o mais apropriado para despejar sua insatisfação com a outra empresa.
8- Fale alguma coisa:
Mesmo quem é tímido deve fazer um esforço para falar e se mostrar durante uma dinâmica de grupo. Pessoas que não conseguem verbalizar a opinião não são bem vistas no ambiente corporativo.
9- Não crie um personagem:
Seja autêntico. Não tente apresentar um personagem – alguém que você não é. “Contar histórias que não são verdadeiras e dificilmente vão se sustentar após uma entrevista vão pesar contra o candidato”, diz Fernanda.
10- Falar de salário na hora errada:
Durante as entrevistas, tente não levantar o assunto “salário” a menos que seja perguntado. Se a empresa fizer uma proposta, o candidato analisa a questão e verifica se vale a pena aceitar.”