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Você tem um bom Currículo?

Embora hoje em dia existam várias formas de um profissional conhecer você, o currículo (ou CV) continua tendo uma enorme importância. Muitas pessoas que estão na faculdade têm seu perfil no Facebook, Instagram, Twitter e muitos outros, mas estes são sites de relacionamento pessoal – embora, CUIDADO! – muitas empresas pesquisem sobre você também nestas redes. Nesta fase é muito importante que você comece a olhar para o “Você Profissional”: o que você está estudando, para onde quer ir, quais são seus sonhos profissionais, o que você precisa fazer para chegar lá?!? Estas são perguntas que talvez ainda não tenham respostas, mas você precisa começar a construir este caminho, e junto com ele seu CV.

– Qual a função de um currículo ?

Em geral a função do currículo é despertar a atenção do empregador sobre você. Ou seja, no currículo você apresenta de maneira resumida sua formação, experiências profissionais e habilidades, com o objetivo de criar interesse no entrevistador e que, consequentemente, você seja convidado para uma entrevista.

– Tipos de currículo

Na verdade existe uma infinidade de formatos de currículo, o importante é você moldar o seu de acordo com as oportunidades que você está buscando, dando mais ênfase a informações relevantes naquele momento (ver quais experiências profissionais são mais relevantes para o cargo que você esta concorrendo, que cursos são mais valorizados, etc) ou ainda de acordo com as experiências que você já teve (por exemplo um estudante que nunca trabalhou deve enfatizar os cursos que fez, palestras….). Se você busca uma oportunidade na área financeira, não é necessário contar detalhes dos dois últimos trabalhos que você teve em marketing. Deixe espaço para falar de trabalhos, cursos, palestras, e outras atividades mais relacionadas ao que você está buscando.

Veja exemplo abaixo:

Screen Shot 2014-12-17 at 7.16.04 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

– Erros comuns e que devem ser evitados:

  1. Erros de português .

Um currículo com erros de ortografia e concordância é rapidamente descartado. Dominar o idioma é pré-requisito para qualquer vaga. Revise seu CV e peça para que outras pessoas leiam também.

  1. Mentir .

Mentir para deixar o currículo mais completo, além de antiético, pode te trazer desagradáveis surpresas, já que o entrevistador pode querer avaliar se você tem mesmo determinadas experiências e características.

  1. Ser prolixo:

Um currículo longo não significa um bom currículo. Um currículo serve para que você consiga uma entrevista, portanto ele deve apresentar o conteúdo que irá chamar a atenção do entrevistador. Deixe para desenvolver, explorar e contar detalhes durante a entrevista, dando ênfase aos assuntos de maior interesse do entrevistador. Seu currículo deve conter as informações relevantes de forma clara e objetiva.

  1. Ser superficial.

Como dito acima, o currículo não pode ser muito longo, porem também não pode ser superficial. Ele deve conter informações mínimas necessárias para que o recrutador tenha interesse em te chamar para uma entrevista.

Evite colocar foto, não é sua aparência que conta mas sim suas experiências profissionais, habilidades e formação. Se ainda assim optar pela foto, coloque uma foto formal, lembre-se que você esta querendo passar uma imagem de seriedade e credibilidade portanto nada de fotos de camiseta, bermuda, óculos escuros, muita maquiagem.

  1. Anexar documentos de comprovação.

Não há necessidade (ao menos se solicitada) de anexar no currículo documentos e certificados de cursos, etc. O entrevistador parte do pressuposto de que o candidato esteja falando a verdade. Não é necessária também a assinatura nem uma rubrica no currículo.
Mantenha seu currículo atualizado
Faça atualizações permanentes no seu currículo. Apesar de parecer um clichê, as oportunidades aparecem quando você menos espera. Por isso, tenha o seu sempre em mãos e atualizado com os novos cursos, projetos e outras experiências para enviar aos recrutadores assim que solicitado.

Imagem on-line.

Além do CV, muitos recrutadores hoje em dia buscam informações sobre você na internet, por isso, cuidado com sua imagem on-line!

– Sites profissionais: nestes sites, como o LinkedIn (se ainda não se cadastrou, vale a pena!), é imprescindível que você tenha um perfil sério, com sua escolaridade e experiências.

– Sites informais: os sites também de relacionamento, mas informais, como o Facebook, permitem que você seja o que quiser, mas saiba que você poderá ser procurado por empresas lá também. Se está no seu momento de buscar uma posição no mercado, evite que sua foto principal seja você de sunga ou biquíni, ou fazendo careta, etc. Também não convém você fazer parte de uma comunidade tipo “detesto trabalhar” ou outras que possam causar uma má impressão sobre você.

– “They may google you”: algumas pessoas vão colocar seu nome no Google para ver o que aparece. Neste caso podem aparecer muitas coisas, como um blog seu, ou do qual participa; respostas que você deu a perguntas em diferentes sites, de diferentes áreas; artigos que você tenha escrito, ou com os quais tenha contribuído, etc. Procure participar de sites de discussão, principalmente nas áreas de seu maior interesse e, é claro, cuidado ao escrever suas respostas!

– E-mail: se ainda não tem, crie um e-mail profissional (por exemplo, primeironome.sobrenome@yaz.com.br) ou algo parecido. Você pode também criar uma assinatura padrão no fim do seu e-mail, com seu nome completo e telefones para contato. Faça tudo o que puder para facilitar a vida do recrutador e para que ele te ache mais rápido. Isso pode fazer toda a diferença!

 

Prepare seu CV, faça uma boa revisão, peça ajuda a quem tem mais experiência ou a um profissional da área. Uma boa oportunidade por aparecer e é melhor você estar preparado, ou ela vai passar e você pode nem perceber!

 

Aproveito para desejar a todos um Feliz Natal, um 2015 de muita paz, determinação e sucesso.

Bom trabalho!

Fernanda Lopes de Macedo Thees

Consultora de Carreiras

6 dicas para atingir seus objetivos em 2014

Então, 2014 está aí e, uma das belezas de um ano novo é o planejamento e vontade de fazer coisas novas acontecerem. Enquanto esta é uma ótima época para buscar energias para realizar novos planos, muitas vezes pode ser difícil manter e seguir estes planos por muitos meses, por 12 meses…

Além de minhas metas profissionais, tenho uma meta pessoal este ano: correr a São Silvestre (o que não é uma tarefa fácil para uma pessoa pouco adepta a exercícios, como eu).  Comecei resolvendo caminhar por uma longa praia, que liga duas cidades do Rio de Janeiro, em um total de 12 km. Embora na São Silvestre sejam 15km, e em tese estarei correndo, confesso que caminhar 12km em areia fofa de praia já foi uma boa conquista para a 1a semana do ano! Reuni algumas dicas para que eu consiga realizar esta prova e acredito que cada um possa usá-las para suas prórprias metas.

Dica # 1: Criar rotina e automatizar

Mudar hábitos é uma das coisas mais difíceis de se fazer. É fácil adquirir um mau hábito, mas complicado se livrar dele depois de algum tempo.

Uma das coisas que você pode fazer para se livrar de tentações é criar rotinas e/ou automatizar atividades. Por exemplo, você está tentando economizar mais dinheiro? Se nos últimos meses você gastou seu salário todo, não confie tanto que irá se lembrar de depositar R$ 50,00 na poupança todo mês (ou talvez se lembre mas pode acabar se convencendo de que começar mês que vem está ok…!). Para evitar que isso aconteça, configure uma transferência automática de sua conta corrente para sua conta poupança para ocorrer no dia ou um dia depois do dia de pagamento . Se for uma quantidade pequena, você não vai nem dar falta, mas verá a diferença no fim do ano.

No  meu caso, relacionado a atividades físicas, terei uma rotina de exercícios 3 vezes por semana, que será levada a sério como meu trabalho.

Dica # 2 : Seja realista.

Sejamos realistas. A maioria das pessoas não consegue passar de sedentário a atleta do dia para a noite. Se você normalmente não treina, é melhor começar devagar e não desistir, do que ter uma meta muita audaciosa que você só vai conseguir  bater por 5 dias. Que tal começar com um plano para se exercitar de 1 a 3 dias por semana?

Se o seu objetivo é escrever ou ler mais, coloque um alerta de telefone ou de calendário todos os dias que diga ” hora de ler/escrever! ” Procure não ignorar o alerta. Pare e execute sua tarefa nem que seja por um período curto e, em breve, você criará o hábito de ler/escrever/ fazer o que quer.

Dica # 3: Aproveite suas tarefas diárias para criar novos hábitos.

 Você já tem uma tarefa que deve fazer todos os dias, como ir para a faculdade, ir para o trabalho,  ou levar as crianças para a escola? Pense no que você pode adicionar a essa tarefa diária.

Por exemplo, você pode ir a uma academia por 30min no caminho do trabalho para a faculdade, ou pode aproveitar o tempo de locomoção entre os lugares para ouvir aulas de inglês, outros idiomas, ler (ou ouvir) um livro, entre outras coisas.

Dica # 4 : Mude seu ambiente, sua rotina

 Seu desejo de agradar a si mesmo pode ser seu pior inimigo.  Quando você chega em casa do trabalho/ aula, tudo o que quer é assitir um pouco da sua série favorita, e ir dormir, certo? Lamentamos, mas como diz a velha frase, se você continuar fazendo o que sempre fez, vai continuar obtendo os mesmos resultados que sempre obteve.

Se você vai levar a sério seus objetivos , fique longe de suas fraquezas.

No caso do exercício, uma boa ideia pode ser colocar seu tênis, pesos, o que tiver que te lembre de se exercitar ao lado de sua maior tentação (talvez a TV!).

Dica # 5: Assuma uma nova identidade

 Mais uma vez, se você tem um objetivo, ele não vai exigir de você só uma mudança física, mas mental também.

Por exemplo, é comum alunos ficarem 2 meses nos EUA para aprender inglês e uns aprendem bastante outros nem tanto. Ambos fizeram a mudança física, mas só alguns fazem também a mudança mental. Se você está em um novo país com o objetivo de aprender o idioma local, não ajuda ir com os amigos e falar português o tempo todo, ou ir sozinho e encontrar brasileiros ou latinos por lá. Você precisa ir, se possível ficar em uma casa de família onde as pessoas falem inglês, fazer amigos que falem inglês, ou seja, precisa fazer a mudançxa mental para conseguir maximizar seus resultados.

Dica # 6: FAZER

 Como diz Nuno Cobra (treinador do Ayrton Senna), para realizar um objetivo você só precisa de 5 letrinhas:   F  A  Z  E  R

Escolha seu principal objetivo para este ano e comece a FAZER o que for necessário para atingí-lo. Quando este estiver conquistado ou bem encaminhado, comece a executar outro. Passo a passo você tem uma grande chance de onquistar todos eles. Basta FAZER.

 UM 2014 DE MUITO SUCESSO!

Fernanda

10 dicas para mandar bem na entrevista de emprego.

Dei recentemente uma entrevista para a jornalista Fernanda Bottoni sobre dicas para se sair bem em uma entrevista de empregos. A matéria ficou bem bacana e vou dividir algumas partes com vocês.

“Se você foi convidado para uma entrevista presencial com um recrutador ou com seu potencial gestor, é sinal de que já passou por um funil e tanto no processo seletivo. Você pode — e deve — ficar animado, mas de jeito algum pode achar que já venceu o jogo. Para se sair bem nesta etapa, além de respirar fundo, é claro, você precisa pensar no que vai dizer, na forma como vai organizar sua fala e se preparar para as mais variadas perguntas.

Confira a seguir 10 dicas para aumentar as suas chances com o entrevistador:

Preparando a memória Dias antes da entrevista, pare para pensar nas situações mais importantes da sua vida profissional. O ideal é que você selecione de 5 a 10 situações e avalie o papel que você desempenhou em cada uma, o que você aprendeu, quais foram os desafios etc. “Essa dica é muito importante para quem vai passar por uma entrevista por competência, aquela em que o entrevistador pergunta sobre situações passadas em que o candidato precisou trabalhar sob pressão ou teve de liderar um grupo, por exemplo”, explica Fernanda Thees, sócia-diretora da Loite, empresa de orientação de jovens para carreira e para processos seletivos. Isso porque, na hora do vamos ver, você pode estar nervoso e não se lembrar dos melhores exemplos para contar. Quando selecionar essas situações, observe que cada uma pode se encaixar em diversas competências — liderança, trabalho em equipe, comunicação, resiliência etc. “É a melhor forma de você se preparar já que nunca vai saber ao certo que pergunta terá de responder na hora.”

Para quem não tem experiência profissional
 Se você nunca trabalhou, pode pensar nas principais situações da sua vida escolar ou em família, por exemplo. “O importante é explorar as experiências por que você já passou”, ressalta Caroline Cobiak, consultora interna da área de Jovens Profissionais da Across, especializada em recrutamento de programas de estágio e trainee. E aqui valem os trabalhos em grupo da faculdade, a viagem com os amigos, o intercâmbio que fez sozinho, a festa que organizou etc.

Com chave de ouro
 O ideal, segundo Fernanda, da Loite, é que você sempre termine as suas falas com alguma coisa positiva. Por exemplo, você pode finalizar uma história contando que, quando concluiu determinado projeto, foi promovido. “Provavelmente o entrevistador vai pegar um gancho no que você diz por último e, se o gancho vier de alguma coisa positiva, ele tenderá a continuar o assunto”, explica ela. Por outro lado, se você terminar a fala com alguma coisa negativa, como uma demissão, ele tende a perguntar, por exemplo, por que você foi demitido etc. A dica é especialmente válida quando a entrevista for baseada nas informações do seu currículo.

Perguntas absurdas
 Algumas empresas fazem, sim, perguntas bem esquisitas na hora da entrevista. Já ouvimos falar em “quanto pesa uma girafa”, “quantas bolas de gude cabem num avião” ou até “quantos McDonald’s existem em São Paulo”. Essas questões — aparentemente engraçadinhas — podem parecer só uma pegadinha, mas, em grande parte dos casos, são feitas para testar o seu raciocínio lógico. O mais comum é que elas sejam aplicadas em bancos de investimento e consultorias, além de empresas modernas como o Google, que é muito adepto desse tipo de questionamento para todas as posições. Se você se deparar com uma pergunta desse tipo, demonstre como você é capaz de estruturar seu raciocínio para chegar a uma resposta lógica, que não necessariamente precisa estar correta. “No caso da pergunta do McDonald’s, por exemplo, conheço uma pessoa que fez uma regrinha de três e foi aprovada no processo seletivo”, conta Fernanda, da Loite. O candidato respondeu mais ou menos assim: na minha cidade, que tem x habitantes, há x McDonald’s. Em São Paulo, há mil vezes os habitantes da minha cidade, logo, deve haver mil vezes a quantidade de McDonald’s que existem lá. Simples assim.  “O importante é usar a lógica e o repertório que você tem para demonstrar que entendeu a pergunta e estruturou bem seu pensamento.”

Fazendo a lição de casa
 Outra questão que frequentemente aparece nas entrevistas é “Por que você quer trabalhar aqui?”. Pode parecer uma perguntinha à toa, mas por trás dela existe a vontade de a empresa encontrar profissionais com valores alinhados aos seus. Pode acreditar que não existe resposta pronta para essa questão. Para respondê-la, você tem, sim, de fazer a lição de casa e pesquisar tudo o que puder sobre a empresa – desde o setor em que ela atua, suas características de gestão, seus dados financeiros, seus desafios, seus concorrentes etc. “Muita gente confunde a empresa com a marca e responde que é consumidor da marca desde criança e sempre sonhou em trabalhar na empresa”, explica Caroline, da Across. Segundo ela, não é isso que o entrevistador quer saber. Ele quer ver se você acha bacana o horário flexível que a empresa oferece, por exemplo, ou a sua informalidade entre chefes e subordinados.

Perguntas são bem-vindas (e bem vistas) 
Não é apenas respondendo as perguntas do entrevistador da melhor forma que você pode ganhar pontos com ele. Sabia? Outra estratégia bem interessante é a de fazer perguntas que demonstrem primeiramente que você pesquisou informações sobre a empresa e, em seguida, que tem interesse pela empresa e pela vaga em questão. Para começar, tome o cuidado de não perguntar coisas que você poderia saber dando uma simples busca pela internet. Se a entrevista for para uma oportunidade de trainee, por exemplo, você pode perguntar como é a retenção dos talentos na empresa. “Pergunte, por exemplo, quantos trainees a empresa teve no programa anterior, quantos permanecem lá, quantos viraram gestores”, recomenda Caroline, da Across.

Totalmente Big Brother
 Fique também atento a todos os seus gestos desde o momento em que chegar à empresa. “Você pode estar sendo analisado já na recepção, na forma como trata o atendente”, alerta José Roberto, do Instituto Brasileiro de Coaching. Gentileza e educação nunca fazem mal.

Nem pense em mentir 
Contar uma mentira, aumentar uma coisinha aqui e outra ali é muito arriscado em qualquer tipo de entrevista. O recrutador — lembre-se disso — é uma pessoa treinada para perceber esses deslizes. Ele faz isso o dia inteiro e tem experiência no assunto…

Cuidados essenciais 
Na hora de escolher o que vestir, procure algo que combine com sua área de atuação. O ideal é usar uma roupa bem cuidada, mas com que você se sinta confortável (e não como se estivesse usando uma fantasia). Na dúvida, prefira cores neutras e formas simples.

Seja você
 Por fim, mesmo que você esteja sob pressão, nervoso, ansioso, tente ser você mesmo na conversa com o entrevistador. “Somente se você se colocar de forma genuína, autêntica e verdadeira é que será lembrado pela sua individualidade”, afirma Denise, da GNext.”

Se quiser saber mais, agende um horário no Conexão Mercado, serviço gratuito e disponível para todos os alunos e ex-alunos da Trevisan.

Boa sorte!

Veja na íntegra:  http://vagas.com.br/profissoes/dicas/13-dicas-mandar-entrevista-emprego/#sthash.YIINc5vd.dpuf

Trainee do Futuro 2013

Estive esta semana na apresentação de uma pesquisa muito interessante, realizada pela Seja Trainee, em parceria com a Across.

Trata-se de uma pesquisa realizada com mais de 300 candidatos a processos de trainees, para identificar seu perfil e atitude frente aos programas.

Vejam alguns dados:

 

Perfil demográfico

68% vivem na região Sudeste, dos quais 45% no estado de São Paulo;

23,8 anos é a média de idade (78% entre 22 e 25 anos).

 

Qualificações

95% declaram falar inglês avançado ou fluente;

92% já fizeram algum estágio;

54% já fizeram ou fazem trabalho voluntário.

 

70% estudaram em faculdades públicas e

69% dos candidatos formaram-se em 2012

 

Cursos mais comuns

42% Engenharia;

18% Administração;

11% Economia.

 

Em quantos programas se inscreveram?

25% em 20 ou mais programas;

25% em 6 programas ou menos.

 

Aspectos mais valorizados em um Programa de Trainee

61% Treinamentos;

54% Job rotation;

52% Coaching e Mentoring.

 

Os dois programas eleitos como melhores do Mercado foram

Unilever – 14%

Ambev – 10%

 

Entre esses números, a maioria já era esparada, alguns surpreenderam, e um especificamente me assustou: 25% dos entrevistados se inscreveu em 20 ou mais programas!

Não é à toa que muitas vezes os candidatos dizem que não dá tempo de fazer tudo que as empresas pedem. As empresas pedem bastante sim, mas se você tem que dar conta de 20 isso fica realmente complicado. Por isso a importância de ter foco na escolha da empresa onde quer trabalhar, ver quais mais se adequam a seus valores e interesses, e assim poderá se inscrever em menos programas. Claro que também não é aconselhável se inscrever em um ou dois pois, com o altíssimo nível de concorrência, é melhor ter mais opções. Tente pensar em número que vá conseguir conciliar com a faculdade, o estágio, o TCC, etc. Pouco adianta estar inscrito em muitos e não conseguir fazer nada direito, de uma forma ou de outra você vai se eliminar de vários processos quando não conseguir participar tão ativamente das atividades online, não se preparar bem para entrevistas, e tudo mais.

Pense nisso e, se precisar de ajuda, procure pela área de Carreira da Trevisan, o Conexão Mercado.

Boa sorte!

Você gosta do que faz? Ou sabe o que quer fazer?

Essa é uma pergunta recorrente e poucas pessoas falam com total convicção que amam o que fazem.

Muitas vezes gostamos de culpar a economia e os nossos problemas de dinheiro, mas há outras razões para se sentir desconectado do que você faz para ganhar a vida. Milhões de pessoas trabalham em empregos e carreiras que odeiam e não são capazes de descobrir o que realmente gostariam de estar fazendo.

Descobrir esta resposta nem sempre é fácil, na verdade, geralmente é difícil, mas vamos falar de alguns passos que podem te ajudar:

1) Saia desta pequena caixa onde você está preso.
Todas as pessoas que estão presas sentem-se desta forma porque fizeram algumas suposições erradas e/ou rígidas sobre o que precisam para serem felizes, ou o que eles são capazes de criar. Estes pressupostos (muitas vezes inconscientes) irão mantê-lo preso em uma caixa apertada, com uma tampa que não vai ceder.
Algumas dessas suposições limitantes são:
– Eu preciso de ganhar R$ XXXXXX para viver a vida que eu quero;
– Meu casamento ou a família não vai sobreviver se eu tomar tal decisão;
– Estou muito velho para fazer esta mudança;
– Eu não tenho o que é preciso para me reinventar ou até mesmo redirecionar o que eu faço;
– Eu sou um perdedor e um fracasso;

– Eu não posso competir;
– Eu não tenho nada importante para oferecer;
– Nada mais vai ser melhor.

Pensando assim, fica realmente difícil pensar fora da caixa, quanto mais sair totalmente dela. Como fazer então?
Provavelmente você precisará de ajuda para identificar seus talentos especiais, capacidades e potenciais. Você tem que envolver outra pessoa na discussão sobre a sua vida, alguém que respeite, que é experiente, bem sucedido no que faz, e que não tenha interesses pessoais na decisão que você irá ou não tomar. Encontre hoje alguém que possa te aconselhar ou orientá-lo sobre o que é possível, e que possa ajudá-lo a ver o que está impedindo você de identificar a solução. Se você está tentando fazer tudo isso por si mesmo o processo será bem mais difícil.

2) Olhe o que está funcionando e o que não está.

Muitas pessoas acordam na meia-idade e percebem que suas carreiras são lamentáveis e sem sucesso, e ficam tão aborrecidas com isso que querem esquecer e jogar toda aquela experiência fora. Não cometa esse erro. Faça uma avaliação completa do que você gostaria de preservar e manter em sua carreira atual, e se livre apenas das partes que fazem você se sentir com raiva, triste, frustrado e contrariado. Afinal, se você fez uma mesma coisa por algum tempo, isso não pode ser tão ruim assim.

3) Desenvolva uma rede de apoio.
A realidade é que você não pode chegar onde quer na vida, com tudo funcionando perfeitamente, se não tiver ajuda. Não importa onde está em sua carreira, você precisará sempre de pessoas para ajudar a dar o próximo passo. Comece a construir uma rede poderosa de colegas leais que admiram e apreciam você e que ficariam mais do que felizes em ajudá-lo. Há muitas maneiras de desenvolver uma comunidade que irá apoiá-lo, inclusive utilizando LinkedIn, oferecendo endossos e depoimentos para pessoas que você respeita, atendendo associação e reuniões de rede de profissionais em seu campo, reencontrando ex-colegas que você admira, etc.

4) Construa sua marca pessoal e saiba contar bem a sua história.
Antes que você possa descobrir o que você realmente quer, você tem que saber quem realmente é e precisa contar uma história convincente sobre si mesmo. Apenas uma pequena fração de profissionais sabe responder a estas perguntas de forma convincente e envolvente:
– Pelo que você é mais conhecido?
– O que você tem a oferecer que é significativamente diferente do que a melhor pessoa na sua área pode oferecer?
– Que habilidades e talentos fazem você se destacar?
– Que experiências de vida lhe moldaram de maneiras especiais?
– Quais são os seus valores fundamentais?
– Quando você estiver com 90 anos olhando para trás, o que você gostaria de ver?

Se você não consegue responder a estas perguntas, você não vai descobrir o que realmente quer, pois ainda não se conhece bem o suficiente e talvez os outros não consigam ajudá-lo.

6) Agora ligue os pontos.
Se quiser, comece vendo este trecho onde Steve Jobs falou aos formandos de Stanford:

http://www.youtube.com/watch?v=C8TERnDJPFk

Em seguida, pare para responder a essas questões críticas:
Quais são as minhas paixões, e como posso transformá-las em alguma forma de trabalho?

Com base nas paixões, talentos e habilidades que eu tenho, que são as carreiras mais adequadas para mim?
Quais são todos os fatores que preciso abordar em meu planejando de carreira (dinheiro, tempo, energia, geografia, as necessidades da família, apoio, prazer, saúde, etc)?
Estou fazendo suposições errôneas sobre mim e sobre a minha vida que eu preciso repensar?
Sei o que é preciso para ser bem sucedido nesta nova direção, e estou comprometido 100%?
Eu realmente quero começar meu próprio negócio, ou estou apenas fugindo de alguma coisa?
Como vou financiar a minha mudança de carreira ou de transição?
Onde posso encontrar o suporte contínuo que preciso?

 

Se você é uma dessas pessoas que não está certa sobre sua carreira, e começou a se questionar sobre alguns ou vários destes pontos, já começou sua jornada.

Boa sorte!

A mais nova simbiose do mundo digital: Facebook & Instagram

Nos primeiro dias de vida, o Instagram era apenas quatro funcionários, incluindo seus dois co-fundadores, e que trabalhavam amontoados nos primeiros escritórios do Twitter no bairro de South Park de San Francisco. E o Instagram, mais uma start-up da California e que não tem receita, fez brilhar os olhos do judeu liberal Mark Zuckerberg, que desembolsou um bilhão de dólares, e muito em breve vai saber como capitalizar muito bem em cima dessa fascinante rede social de fotos.
No veloz e ansioso mundo contemporâneo que vivemos, comprar o vizinho é a mais rápida estratégia para crescer. Não necessariamente é a decisão mais barata, mas é a mais rápida. Crescer de forma orgânica pode ser mais louvável, mas nem sempre responde à ambição de crescimento de acionistas. Assim como o Google, há alguns anos, comprou o YouTube, e o transformou no segundo maior site de buscas do mundo. E por trás dessa aquisição do Instagram percebe-se uma visível intenção do Facebook em se tornar ainda mais forte nos dispositivos móveis, e deixar promissores aplicativos longe das garras do Google. O Instagram é uma criação concebida puramente para o universo mobile.
Quem usa o Instagram entende o magnetismo que essa rede social gera. O conceito realmente é simples e genial ao mesmo tempo, pois faz com pessoas se comuniquem por meio de imagens. A psicologia cogninitiva talvez nos ajude a entender o fascínio por esse rede social, pois ela prega que seres humanos gostam mais de imagens do que de textos. Por esse motivo que praticamente todas as marcas do mundo sempre adotam um símbolo ou uma mascote para acentuar sua aproximação aos consumidores. E o conceito é simples. O Instagram é fundamentalmente uma rede social concebida em torno da fotografia, e disponibilizado apenas para uso em celulares (apenas para iPhone da Apple até a semana passada, e agora já disponível também para o “patinho nada feio” Android, o sistema operacional da Google), onde as pessoas adicionam belíssimos efeitos as suas fotos produzidas com a (cada vez menos limitada) câmera do celular e compartilham com os amigos. O Instagram já tem dezenas de concorrentes, mas nenhum outro aplicativo teve uma ascensão tão rápida.
Ninguém perde com a compra do Instagram pelo Facebook. No entanto, alguns fãs do Instagram torcem para que o Facebook mantenha a originalidade e o conceito do aplicativo devidamente preservado. Pelo menos nesse início de simbiose, tudo deve continuar como sempre foi. Mas logo após o anúncio da notícia, os usuários mais assíduos do Instagram começaram a expressar descontentamento com a novidade nas redes sociais. Só o tempo nos dirá como serão tratados os mais de 30 milhões de usuários que fazem uploads de mais de 5 milhões de fotos ao dia.

Minha primeira vez, na Campus Party Brasil

Eu não sou nerd, não sou geek, muito menos campuseiro. Mas hoje estive pela primeira vez na midiática Campus Party Brasil 5, um habitat infestado por esses atores-sociais. Foi uma experiência, no mínimo, interessante. A convite dos curadores do palco de mídias sociais, fui conversar sobre marcas & pessoas com o Nizan Guanaes, Jaime Troiano e Keid Sammour. Fiquei muito feliz por estar ali naquele palco sentado ao lado de pessoas tão edulcoradas como aquelas. E o papo foi bom, fluiu bem e todos puderam expor claramente sua opinião sobre o mote do painel.

Nizan chegou em cima da hora, sentou na poltrona e estava visivelmente tranqüilo. De cara, já percebi que não seria o folclórico Nizan do Maxi Mídia. Eu estava curioso para ver a opinião dele sobre esse fenômeno das mídias sociais. Ele fazia comentários no painel, e depois voltava rapidamente para seu BlackBerry, comentava mais um pouco, e voltava para seu aparelho que certamente deve receber toneladas de emails. Ao final, nos cumprimentamos com um efusivo aperto de mão. E ele se mandou para Africa.

Após o nosso debate, não fiquei para assistir o próximo painel que seria com o fake da Nair Bello. Eu particularmente não concordo com pessoas que precisam se passar por outras para ter 1 minuto de fama, e se eu ficasse ali assistindo acho que seria conivente com esse tipo de prática que, na minha visão, é condenável. Eu saí pra andar pela feira. Fiquei circulando pela feira com olhos de um pesquisador. Fui e voltei o pavilhão do Anhembi todo por dezenas de vezes. Acima de tudo, Campus Party é um ambiente eclético, tribos de todos os tipos, pessoas muito concentradas e de cada 10 campuseiros, 8 usam fone de ouvido grandão, ou camiseta descolada, ou óculos com armação diferente. Os cabelos tingidos com cores primárias e penteados ultra-modernos também são onipresentes no evento. Todos seduzidos e unidos pela banda larga super veloz.

O que tanto atraem os olhares dos campuseiros para suas respectivas telas? Eles simplemente não piscam, tem gente jogando games, pessoas fuçando no Facebook, alguns baixando música, outros jogando World of Warcraft. Coisas que normalmente eles fazem em casa ou trabalho, mas fazer essas atividades cotidianas do mundo digital ali, naquele ambiente, na Campus Party, é diferente, é cool, é hype. Parece que ali todos estão unidos por uma energia única, uma cultura nerd, uma vibração invisível que catalisa a velocidade dos downloads, e que inspira os processos criativos dos campuseiros.

Campus Party é cada um no seu quadrado, cada um no seu casulo, no seu bunker, todo muito meio quieto, introspectivo. As pessoas não circulam tanto assim, achei que iria ver jovens mais fuçados, mais curiosos, andando pelos corredores, mais humanos, mais offline e menos online. Campus Party é cada um no seu mundinho. E cada mundinho é um mundão, é a world “very” wide web. Gostei muito de ter ido à Campus Party Brasil 5. Espero poder estar nas próximas, e espero que os campuseiros extraiam o máximo desse encontro de pessoas.