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Impactos da Inteligência Artificial na Gestão de Pessoas

Em Seminário na Arena Trevisan, Alexandre Dietrich (Watson – IBM) e VanDyck Silveira (Corporate Learning Alliance – Financial Times/IE Business School) afirmam que a inteligência artificial já é um recurso disponível para aumentar a produtividade das empresas.

As novas tecnologias e plataformas chegaram para sanar necessidades nos mais diversos campos, com o desenvolvimento de produtos que saiam na frente na corrida pelo interesse dos clientes. Todo esse movimento gera informação em quantidade e qualidade maior do que qualquer ser humano seria capaz de tratar. Chamamos esses resultados de “big data”.

De acordo com o Dicionário de Cambridge, big data, ou “megadados”, quer dizer:
“Uma grande quantidade de dados que são produzidos por pessoas usando a internet, e que só podem ser armazenados, compreendidos e usados com o auxílio de ferramentas e métodos especiais”.

As possibilidades infinitas para o tratamento dessas bases de dados gerou interesse de empresas de tecnologia pelo desenvolvimento de engenharias que pudessem compreender e interpretar necessidades humanas, prevendo soluções para possíveis problemas antes que aconteçam. Surgem então plataformas cognitivas de Inteligência Artificial, como o Watson da IBM e a Sophia da Hanson Robotics.

 

 

A dinâmica veloz das inovações disruptivas, por outro lado, gera dúvidas às empresas e funcionários. Qual é o momento e a forma correta de investir em uma plataforma de inteligência artificial? Elas surgem para substituir o trabalho humano? Como garantir a operação correta e mais eficiente, à prova de danos ou erros?

Pensando nisso, os especialistas Alexandre Dietrich e VanDyck Silveira reuniram-se na Arena Trevisan para o seminário “Impactos da Inteligência Artificial na Gestão de Pessoas”, no dia 27 de novembro. A conversa, mediada por Fernando Trevisan, apresentou a lógica por trás das tendências de incorporação dessas novas tecnologias dentro das organizações. A partir de exemplos do Brasil e do mundo, Dietrich e Silveira mostraram como a análise e a adaptação à realidade, próprias da expertise humana, são capazes de extrair o trabalho mais eficiente das plataformas de Inteligência Artificial.

 

Alexandre, engenheiro-líder para a América Latina da Watson, defendeu que as empresas devem parar de esperar “o futuro”, pois a Inteligência Artificial já faz parte do hoje. A experiência de Alexandre dentro do Watson revelou a ele o universo da computação cognitiva, que utiliza algoritmos sofisticados para cruzar informações discrepantes e avançar em resultados. Assim, com a ajuda de feedbacks e monitoramento constantes, um software com a tecnologia implantada pode desenvolver habilidades de conversação e análises de comportamento para identificar sentimentos, emoções e soluções imediatas. Conheça seis casos de empresas brasileiras que incorporaram a tecnologia Watson para a agilidade de seu trabalho: abr.ai/2iA7ZqL.

 

 

Alexandre Dietrich, líder da plataforma Watson (IBM) em palestra na Arena da Trevisan Escola de Negócios.
VanDyck Silveira defendeu o uso de ferramentas de Inteligência Artificial para aumentar a produtividade nas empresas. O economista, CEO da Corporate Learning Alliance (desenvolvedora internacional de programas de ensino corporativo, ligada ao Financial Times e à IE Business School), usou dados para comprovar que a taxa de produtividade das empresas brasileiras não aumenta há 50 anos. Ao invés de “substituírem” os funcionários humanos, os softwares deverão atuar em parceria, transformando a dinâmica do trabalho e tornando a produção cada vez mais estratégica. Para dar esse “passo para o presente”, no entanto, é necessário investimento em formação que possa habituar o profissional à lógica da inovação, gradualmente encaminhando o universo corporativo para um caminho, ao mesmo tempo, dinâmico e desconhecido.
VanDyck Silveira, CEO da CLA, fala sobre a relação entre big data e produtividade.
Líderes dos segmentos em que trabalham, com o olhar voltado para a evolução digital, Alexandre e VanDyck estão na linha de frente dos times que a cada dia avançam no desenvolvimento e na difusão de programas focados no desenvolvimento das empresas. Conhecer e pensar em rede logo serão requisitos para os profissionais do mundo corporativo, mas compreender a lógica e acompanhar essa mudança hoje pode ser o diferencial para impulsionar o sucesso em sua carreira. Faça parte da turma de Inovações Disruptivas da Trevisan Escola de Negócios, esteja preparado para o desconhecido.
Conheça o curso Wake Up Talks – Inovações disruptivas: https://goo.gl/1RWH9t.

Google Glass: um debate tecnológico, mercadológico e ético.

O ecossistema comunicacional que habitamos é um solo fértil onde a cada dia surge uma miríade de produtos tecnológicos desenvolvidos para atrair e magnetizar ávidos consumidores. A SAMSUNG que, há poucos anos, era simplesmente mais uma marca de artigos eletroeletrônicos, fez um super evento para mostrar ao mercado o sensacional Galaxy S IV. A Samsung agora é uma marca bem construída, bem posicionada e incomoda a gigante Apple. Quem diria que isso poderia acontecer? Pois é, aconteceu. Assim como a outra coreana Hyundai, que até outro dia era uma mera montadora condjuvante, hoje protagoniza a vanguarda de design e tecnologia automotiva no Brasil, e incomoda o sono de executivos da Fiat, Ford e Volkswagem. Sinal dos tempos.

Consumir hoje em dia vai muito além de um mero processo de troca. Consumimos o tempo todo, desde uma latinha de coca-cola, ou um plano de saúde, uma telenovela ou um smartphone. E quando consumimos, por exemplo, o Galaxy S IV, estamos não apenas adquirindo um aparato tecnológico para se comunicar com amigos. Quando compramos o novo celular da Samsung, estamos nos inscrevendo num imaginário de consumo que denota elementos de elegância, inovação e distinção econômica. Dentre as inúmeras novas características do produto, o recém-lançado modelo de smartphone de marca coreana irá rastrear os olhos do usuário para determinar para onde se deslocar. Por exemplo, quando o usuário começa a ler um texto na tela e seus olhos chegam ao fundo da página, o software vai automaticamente rolar para baixo para revelar os próximos parágrafos do texto.
Além do novo brinquedo da Samsung que recém chegou no Brasil, na arena online que transitamos, outro dispositivo que têm gerado uma enorme expectativa é o Google Glass. Não se trata apenas de um mero novo gadget, pois assim como o iPhone e iPad que revolucionaram as suas respectivas categorias, o Google Glass é realmente algo rompedor e diferente. Primeiro que o novo produto da Google será usado no nosso rosto. Ele é composto de uma parte que se conecta aos ouvidos e outra ao longo da linha da sobrancelha. Nada mais é que um computador razoavelmente completo, ou talvez um smartphone que você nunca tenha que tirar do seu bolso.

Uma série de pessoas ao redor do mundo estão eufóricas com o seu lançamento, desde quando o colunista Nick Bilton escreveu um texto sobre os óculos em fevereiro no The New York Times. Algumas pessoas, selecionadas a dedo, estão tendo a chance de experimentar um par. O Google Glass é um projeto absolutamente impressionante de miniaturização e integração. Dentro do fone de ouvido direito, isto é, o suporte horizontal que passa sobre a orelha, tem embalado uma memória, um processador ultra veloz, uma câmera, alto-falante e microfone, Bluetooth e antenas Wi-Fi, acelerômetro, giroscópio, bússola e uma bateria. Tudo dentro do fone de ouvido. O maior triunfo é que a tela pequena é completamente invisível quando você está falando ou dirigindo ou lendo. O usuário simplesmente esquece da tela. Pode-se controlar o software passando um dedo em diferentes direções, é um touchpad. Seus toques podem guiá-lo por meio de um menu simples e intuitivo. Em diversas apresentações, o Google propôs ícones para funcionalidades como tirar uma foto, gravar um vídeo, fazendo uma chamada de telefone, navegar no Google Maps, verificar o calendário e assim por diante.

O advento do Google Glass já insinua até mesmo algumas discussões da ordem ética. Dizem que já estão desenvolvendo aplicativos para Google Glass que simplesmente eliminam de nossa visão os mendigos da rua. Além de outras questões de privacidade, ou seja, você pode estar conversando com uma pessoa que está usando os óculos e ela estar lhe fotografando sem que você perceba, e compartilhando sua imagem no Google Plus. O fato é que ainda é muito precoce tentar prever como as pessoas irão se apropriar dessa novidade e seria uma leviana tentativa minha de futurologia prever o sucesso ou o fracasso do Google Glass. Mas é absolutamente possível que ele carregue um potencial que nenhuma outra máquina já teve antes. E viva o consumo simbólico!

Benvindo ao mundo da ficção científica

Em 1964, o visionário professor Marshall McLuhan disse que “na espaçonave Terra, não há passageiros, somos todos tripulação”. Impressionante a nitidez da fala do pesquisador canadense, que estaria com um século de vida esse ano, em trazer uma visão tão lúcida e contemporânea como essa já na década de 60. E essa célebre frase de McLuhan traduz de forma muito pertinente esse verdadeiro universo de ficção científica que vivemos hoje. Não somos meros passageiros passivos e olhando pela janelinha dessa imensa espaçonave, mas sim seres humanos altamente participativos, prontos para performar, e modulando o tempo todo a cena em que estamos inseridos.

Vivemos hoje em um mundo conectado, mas norteado pela constante interrupção. Ao mesmo tempo que estamos hiperconectados, somos interrompidos o tempo todo por toques, notificações, pop-ups sirenes e alarmes. Estamos em um mundo veloz, sintético e ansioso, regido por 140 caracteres. Se concentrar por mais de 20 minutos em uma única atividade é tarefa para poucos. Os jovens, ou nativos digitais, só conseguem ser criativos com 17 abas abertas em suas telas, com a TV ligada, atirando passarinhos com um estilingue e com iPod no ouvido para nossa alegria. Nós nascemos em uma era analógica e estamos migrando para uma era digital, e eles já nasceram dentro do processo digital.

Estamos entrando de forma contundente numa nova cultura do espetáculo, em uma nova configuração da economia, sociedade, política e vida cotidiana, que envolve novas formas culturais e de novos modelos de experiência. “A chamada era da informação é, na realidade, a era do excesso de informação”, disse com muita serenidade Paulo Vaz, pesquisador da UFRJ, há 10 anos. Nosso cérebro e nossa cognição simplesmente não dão conta de tamanho volume de informação que nos tenta impactar por dia. Por exemplo, um exemplar da edição de domingo do The New York Times contém mais informação do que a absorvida ao longo da vida por um indivíduo culto no século XVIII.

Vive-se hoje em um universo hiperconectado, onde as máquinas falam e os homens se comunicam por meio de próteses artificiais. As novas gerações incorporam plenamente essas tecnologias e as colam ao corpo como um elemento a mais de suas roupas: calças, jaquetas e mochilas são fabricados com lugar para o celular. A moda faz com que a corporabilidade abrigue as tecnologias. Quando chego diante da porta de um shopping e ela se abre sozinha, ou quando abro meu carro como o botãozinho e o bip do chaveiro, não é o chaveiro que está abrindo a porta, é meu corpo, é uma extensão do meu braço, como se eu fosse Anakin Skywalker, provido de uma força sobrenatural.

Benvindo à era do YouTube, a canal de televisão mundial. O Twitter é a maturação da internet e posso me conectar e ser ouvido por qualquer pessoa do planeta. Estamos o tempo todo diante de telas, de painéis, de tecnologias touch-screen, e entramos no epicentro da era do consumo simbólico. Quando as pessoas adquirem um iPhone, por exemplo, estão não apenas comprando um aparato tecnológico, como também vivenciando certo estilo de vida (digital) e se inscrevendo num imaginário tecnológico que enfatiza as ideias de inovação, elegância e distinção econômica, diz com muita sabedoria o pesquisador Erick Felinto da UERJ.

As pessoas, nessa sociedade intensa e paradoxal, buscam uma fixação narcísica por meio das redes sociais, e as marcas também procuram adotar jogos discursivos sedutores nesses novos e envolventes espaços digitais, dizia também McLuhan há 50 anos. E com a explosão das redes sociais, fenômenos desse século, vemos essa sábia frase de McLuhan cristalizada de forma sublime. Esses novos ambientes virtuais são baseados em plataformas digitais e dispositivos interativos móveis de compartilhamento de arquivos e informações, é são um exemplo muito claro dessa condição social-histórica imprecisa, hesitante e incompleta, complementa Felinto.

Já Sherry Turkcle, uma brilhante cientista do MIT, diz que com muita pertinência que nós estamos “always on”. E quando estamos conectados, estamos na verdade, negando uma certa solidão. Se estou sozinho em casa logado no meu Facebook, eu não estou mais sozinho, estou fazendo parte da vida de outra centena de pessoas e de forma muito íntima. A tecnologia ao mesmo tempo que nos aproxima de pessoas queridas, nos distancia delas. Outro grande pensador contemporâneo, o argentino Nestór Garcia Canclini diz que “chega-se a fenômenos de autismo e desconexão social, devido às pessoas preferirem antes ficar na frente da tela do que relacionar-se com interlocutores em lugares fisicamente localizados”. O fato de eu estar conectado o tempo todo não significa que estou interagindo o tempo todo. E nesse universo, muito mais importante do que estarmos simplesmente presentes nas atraentes e viciantes redes sociais, é preciso saber o que fazer lá, saber estar presente de forma relevante e coerente.

Vive-se em um mundo de histórias que se iniciam e não finalizam, cada vez mais interligado por intercâmbios de ordem mercadológica. Todo mundo praticamente está ocupado all the time fazendo business com tudo: diversão, conhecimento, avatares, casamento, sexualidade, estética, reprodução, saúde, beleza, identidade, ideias. As pessoas se tornam um verdadeiro empreendimento comercial nesse novo contexto que vivemos, e com a cauda longa de Chris Anderson mais forte do que nunca. As sociedades vivem hoje um processo de reorganização, sobretudo no âmbito cultural, social, econômico e político, e fica muito evidente como esses fenômenos tecnológicos, como e explosão de redes sem fio, por exemplo, acelera a dinâmica das relações, onde posso postar tudo que eu quiser, onde eu quiser e na hora que quiser. Não queremos mais estar sucumbidos na impessoalidade massa, pois agora quero estar conectado apenas com pessoas e marcas que ajam como eu ajo.

Benvindo! Estamos inseridos no chamado Turbocapitalismo, uma saborosa mistura de Blade Runner, com 2 xícaras de Segredo do Abismo, 3 colheres de Avatar, e uma pitada de Matrix. May the force be with us!

Municípios prósperos, país desenvolvido!

Nas eleições de 2008, verificou-se renovação de 58,1% nos cargos de prefeito, evidenciando acentuado grau de insatisfação dos eleitores brasileiros com a gestão municipal. Analisar a questão é pertinente neste momento em que a campanha eleitoral, com o início da propaganda gratuita no rádio e TV, mobiliza a opinião pública.

Muito além da retórica e do marketing político, é necessário apresentar à sociedade propostas concretas para a solução dos problemas que afetam os municípios, células mais importantes da estrutura federativa, pois é neles que as pessoas vivem, trabalham, estudam e interagem com as instituições. A rigor, se tivermos um conjunto de cidades desenvolvidas, teremos um país desenvolvido!

Tal condição, contudo, ainda está distante da realidade de numerosos dos 5.565 municípios existentes no Brasil. Mesmo nos mais prósperos, há bolsões de exclusão socioeconômica e sérias deficiências nos serviços essenciais, em especial nas áreas da educação, saúde e saneamento básico.

No tocante à saúde, as cidades assumem papel cada vez mais relevante na prestação e gerenciamento dos serviços, bem como na administração ?nanceira, consolidando um dos princípios do SUS, que é o da descentralização. As prefeituras são obrigadas a investir 15% de suas receitas no financiamento do Sistema Único, conforme determina a Portaria 2.047, de 5 de novembro de 2002. Os recursos destinados pela União e estados também são expressivos. A qualidade, contudo, está muito aquém do desejável, evidenciando problemas na gestão, cuja atribuição, em grande parte, cabe à municipalidade.

Setor diretamente relacionado à saúde é o de saneamento básico. Entretanto, em 2008, conforme o último estudo da área feito pelo IBGE, 56% dos domicílios não eram atendidos pela rede coletora e apenas 28,5% dos municípios tratavam o esgoto. No mesmo ano, quase um quarto da população não tinha acesso à água encanada. E não houve grandes avanços. Tais deficiências têm relação de causa-efeito com doenças como diarreia, dengue, febre tifoide e malária, que resultam em milhares de mortes, especialmente de crianças.

Também é decisivo o papel dos municípios na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Médio. Entretanto, segundo pesquisa do IBGE, cerca de 47% das cidades não têm sistemas próprios nessa importante área, dependendo integralmente dos estados para suprir escolaridade aos jovens.

O avanço da saúde, educação e saneamento básico, itens essenciais do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), depende sobremaneira da gestão municipal. Por isso, na sequência de um dos maiores processos inclusivos e de ascensão socioeconômica de toda a história, vivenciado pelo País a partir de 2003, as eleições deste ano precisam ser um novo marco na trajetória do Brasil rumo ao desenvolvimento.

*Antoninho Marmo Trevisan é presidente da Trevisan Escola de Negócios, membro do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo e do  Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.

Ele deixou uma marquinha no universo

O planeta hoje acordou triste. O mago Jobs faleceu, após uma longa, histórica e bem sucedida jornada à frente do mundo da tecnologia. Após cerca de 7 anos de luta, Steve foi vencido por um dos mais letais tipos de câncer. Jobs foi um gênio, e todo gênio que se preze sobra em alguns aspectos e deixa a desejar em outros. Ao mesmo tempo em que ele demitia funcionários dentro dos elevadores da Apple em Cupertino/Califónia, de lá eram lançados produtos como o Mac OS X em que Jobs disse que os botões da tela ficaram tão bonitos que o usuário ia ter vontade de lambê-los. Ao mesmo tempo em que ele não fazia pesquisa com consumidores para lançar seus produtos, ele levava seus designers para conhecer a Casa da Cascata de Frank Lloyd Wright na Pensilvânia e inspirar o processo criativo deles. Ao mesmo tempo em que ele disse, com a maior naturalidade de mundo, que o trabalho de 1000 engenheiros que se debruçaram em um projeto durante 3 anos de nada valeu, ele lançou um MP3 com apenas 1 botão no meio, e é líder de categoria no segmento. Esse foi Steve Jobs.

Se eu tivesse a dura missão de resumir Steve Jobs em poucas palavras, eu me limitaria em: paixão aos detalhes e intuitividade. Tudo que a Apple fez, faz e fará carrega esses dois valores de forma sublime. Todos os produtos da Apple têm uma extrema atenção ao detalhes, tudo muito bem calibrado, bem pensado, e todo novo design tem um racional fortíssimo por trás. O cabo de energia é preso com imã ao computador, pois se você tropeça no fio não joga seu trabalho no chão. O botão de liga/desliga é sempre atrás, caso você esbarre, isso não deletará seu projeto todo. Tudo é muito intuitivo. Tudo é lindo. Nunca mexemos em um iPad mas quando pegamos um parece que já sabemos onde as coisas estão.

Jobs deixa um legado incomparável. Há quem compare o que ele faz como algo parecido com religião. Jobs é o messias, a Apple Store é a Meca da Tecnologia mundial e nós não somos meros consumidores, somos verdadeiros seguidores e adoradores. Vale lembrar que Steve Jobs era rodeado por outros gênios. Um deles é Jonathan Ive, que ao mesmo tempo que passeia em seu Aston Martin pelas praias da California, também desenha produtos como o iMac.

Ele foi um gênio provocativo. Qual CEO no mundo hoje que sentava com funcionário de chão de fábrica para discutir o processo de abrir da caixa dos produtos da Apple pelo consumidor? Jobs fazia isso, pois entendia que aquele era um momento mágico. Ele desafiou o mercado editorial com os e-Books, que vieram para ficar e crescem de forma avassaladora. Os livros físicos estão com os dias contados. Steve Jobs e a sua Apple ditaram a vanguarda tecnológica,e ao mesmo tempo, geram uma rápida e proposital obsolescência de seus produtos. O iPad 1 que, até o ano passado, estava na crista da onda, hoje já é velho. Dentro de anos, será item de museu. Não me resta dúvidas que Tim Cook e seu brilhante time de engenheiros e designers já estão com o iPad 3 pronto, e o iPad 4 já no protótipo, e o iPad 17 já idealizado. E cabe a nós consumidores sermos engolidos por esse tsunami de gadgets. A verdade é que eu não preciso de iPad 2, mas eu tenho que ter.

Hoje cedo comecei a aula com meus alunos com um 1 minuto de silêncio, e dediquei toda nossa aula à Steve Jobs ao seu brilhante legado à frente da Apple. Ao final, aplaudimos. Acho que esse é a melhor forma de homenageá-lo. Thanks, Steve!

iPad 1, iPad 2, iPad 3…iPad 17

Ao mesmo tempo que o mago Steve Jobs demite funcionários no elevador da Apple em Cupertino/Califónia, de lá são lançados novos gadgets e que causam um habitual frisson em todo o mundo. O mais recente filhote de Jobs é o iPad 2 e que chegou essa semana ao Brasil. Mal chegou e já não se encontra mais nas lojas. Produção não preparada para atender a feroz demanda, ou uma proposital lentidão para provocar ainda mais desejo. Eu fico com a segunda opção.
O iPad 2 é o filé mignon do novíssimo mercado de tablets. É item de desejo por uma boa parcela de consumidores. Em relação ao primeiro modelo, ele é mais leve, mais fino e mais rápido. No que diz respeito à design, encontra-se no estado da arte. Uma extrema atenção ao detalhes e tudo muito intuitivo. Nunca mexemos, mas parece que já sabemos onde as coisas estão. Todo produto da Apple é assim. O iPad 2 logicamente não possui manual de instruções, pois aprendemos a operá-lo sozinho. Mas se você é da geração X e gosta de ler manuais, sem problemas. Vá no site da Apple e baixe o PDF.
Os livros digitais e o mercado de e-Books crescem de forma avassaladora. A maior evidência disso é o pedido de falência da gigante Borders (simplesmente era a segunda maior livraria dos Estados Unidos), e uma das grandes razões da quebra se deve ao fato deles não terem ido de forma tão agressiva para o segmento de e-Books. Os livros de papel estão com os dias contados. Livros físicos ocupam andares e mais andares de bibliotecas. Livros físicos são ecologicamente incorretos e pesam nas nossas mochilas. Os livros digitais não pesam nada, são mais fáceis de compartilhar, são gostosos de ler e a natureza agradece.
A chegada do iPad 2 no Brasil mostra como a Apple, que dita a vanguarda tecnológica mundial, provoca uma rápida obsolescência de produtos. O iPad 1 que, até o ano passado, estava na crista da onda, hoje já é velho. Dentro de poucos anos, será item de museu. Não me resta dúvidas que Steve Jobs e seu brilhante time de engenheiros e designers já estão com o iPad 3 pronto, e o iPad 4 já em protótipo, e o iPad 17 já idealizado. E cabe a nós consumidores, cada vez mais ávidos por engenhocas tecnológicas, sermos engolidos por esse tsunami de gadgets. A verdade é que eu não preciso de um iPad 2, mas eu tenho que ter.

Marcos Hiller – é coordenador do MBA Gestão de Marcas da Trevisan Escola de Negócios e idealizador do “Brand Loyalty Summit”, evento que será realizado nos dias 16 e 17 de junho na Trevisan (@marcoshiller).

A tecnologia e o ensino de negócios

Matéria de hoje do Valor Econômico (“Ensino Executivo: Novas ferramentas estão mudando a forma de ensinar e aprender sobre o mundos dos negócios”), republicada do jornal inglês Financial Times, trata sobre a utilização das novas ferramentas de tecnologia nas escolas de negócios do mundo. Kindle, facebook, podcast, livros customizados, vídeos, ensino online são alguns dos itens que têm sido incorporados por algumas faculdades do exterior nas suas aulas e no relacionamento extra-classe com alunos e ex-alunos. 

Aqui na Trevisan Escola de Negócios a tecnologia da informação é parte inerente da estratégia de ensino, de comunicação interna e de posicionamento de marca desde a sua fundação. As salas de aula são equipadas com lousa digital, que permite salvar o conteúdo desenvolvido pelo professor durante a aula e trazer muito mais eficiência ao tempo da aula. Faz parte também da nossa metodologia de ensino dos cursos de graduação o uso do notebook por parte do aluno, possibilitando o acessso à internet e a realização de exercícios de forma rápida e dinâmica.

Fora da sala de aula, o aluno pode acessar o conteúdo pelo sistema web e acompanhar as notícias sobre a faculdade pelas redes sociais: twitter, facebook e orkut. Consideramos que essas ferramentas são muito eficientes também para desenvolver o relacionamento com alunos que já se formaram. Para isso, temos utilizado o Linked In, uma rede social que tem um cunho mais profissional.

Como disse o reitor da Open University Business School na matéria, “a tecnologia é simplesmente um meio para se atingir um fim”. As escolas de negócios, assim como todas as instituições de ensino, têm o dever de acompanhar o desenvolvimento da tecnologia da infomação e incorporar tudo aquilo que traga mais eficiência no processo de ensino-aprendizagem e mais agilidade na comunicação com seus públicos.

Fernando Trevisan