Arquivo da tag: Trevisan Escola de Negócios

Impactos da Inteligência Artificial na Gestão de Pessoas

Em Seminário na Arena Trevisan, Alexandre Dietrich (Watson – IBM) e VanDyck Silveira (Corporate Learning Alliance – Financial Times/IE Business School) afirmam que a inteligência artificial já é um recurso disponível para aumentar a produtividade das empresas.

As novas tecnologias e plataformas chegaram para sanar necessidades nos mais diversos campos, com o desenvolvimento de produtos que saiam na frente na corrida pelo interesse dos clientes. Todo esse movimento gera informação em quantidade e qualidade maior do que qualquer ser humano seria capaz de tratar. Chamamos esses resultados de “big data”.

De acordo com o Dicionário de Cambridge, big data, ou “megadados”, quer dizer:
“Uma grande quantidade de dados que são produzidos por pessoas usando a internet, e que só podem ser armazenados, compreendidos e usados com o auxílio de ferramentas e métodos especiais”.

As possibilidades infinitas para o tratamento dessas bases de dados gerou interesse de empresas de tecnologia pelo desenvolvimento de engenharias que pudessem compreender e interpretar necessidades humanas, prevendo soluções para possíveis problemas antes que aconteçam. Surgem então plataformas cognitivas de Inteligência Artificial, como o Watson da IBM e a Sophia da Hanson Robotics.

 

 

A dinâmica veloz das inovações disruptivas, por outro lado, gera dúvidas às empresas e funcionários. Qual é o momento e a forma correta de investir em uma plataforma de inteligência artificial? Elas surgem para substituir o trabalho humano? Como garantir a operação correta e mais eficiente, à prova de danos ou erros?

Pensando nisso, os especialistas Alexandre Dietrich e VanDyck Silveira reuniram-se na Arena Trevisan para o seminário “Impactos da Inteligência Artificial na Gestão de Pessoas”, no dia 27 de novembro. A conversa, mediada por Fernando Trevisan, apresentou a lógica por trás das tendências de incorporação dessas novas tecnologias dentro das organizações. A partir de exemplos do Brasil e do mundo, Dietrich e Silveira mostraram como a análise e a adaptação à realidade, próprias da expertise humana, são capazes de extrair o trabalho mais eficiente das plataformas de Inteligência Artificial.

 

Alexandre, engenheiro-líder para a América Latina da Watson, defendeu que as empresas devem parar de esperar “o futuro”, pois a Inteligência Artificial já faz parte do hoje. A experiência de Alexandre dentro do Watson revelou a ele o universo da computação cognitiva, que utiliza algoritmos sofisticados para cruzar informações discrepantes e avançar em resultados. Assim, com a ajuda de feedbacks e monitoramento constantes, um software com a tecnologia implantada pode desenvolver habilidades de conversação e análises de comportamento para identificar sentimentos, emoções e soluções imediatas. Conheça seis casos de empresas brasileiras que incorporaram a tecnologia Watson para a agilidade de seu trabalho: abr.ai/2iA7ZqL.

 

 

Alexandre Dietrich, líder da plataforma Watson (IBM) em palestra na Arena da Trevisan Escola de Negócios.
VanDyck Silveira defendeu o uso de ferramentas de Inteligência Artificial para aumentar a produtividade nas empresas. O economista, CEO da Corporate Learning Alliance (desenvolvedora internacional de programas de ensino corporativo, ligada ao Financial Times e à IE Business School), usou dados para comprovar que a taxa de produtividade das empresas brasileiras não aumenta há 50 anos. Ao invés de “substituírem” os funcionários humanos, os softwares deverão atuar em parceria, transformando a dinâmica do trabalho e tornando a produção cada vez mais estratégica. Para dar esse “passo para o presente”, no entanto, é necessário investimento em formação que possa habituar o profissional à lógica da inovação, gradualmente encaminhando o universo corporativo para um caminho, ao mesmo tempo, dinâmico e desconhecido.
VanDyck Silveira, CEO da CLA, fala sobre a relação entre big data e produtividade.
Líderes dos segmentos em que trabalham, com o olhar voltado para a evolução digital, Alexandre e VanDyck estão na linha de frente dos times que a cada dia avançam no desenvolvimento e na difusão de programas focados no desenvolvimento das empresas. Conhecer e pensar em rede logo serão requisitos para os profissionais do mundo corporativo, mas compreender a lógica e acompanhar essa mudança hoje pode ser o diferencial para impulsionar o sucesso em sua carreira. Faça parte da turma de Inovações Disruptivas da Trevisan Escola de Negócios, esteja preparado para o desconhecido.
Conheça o curso Wake Up Talks – Inovações disruptivas: https://goo.gl/1RWH9t.

Governança Corporativa: A Evolução dos Segmentos de Listagem

Em 2016 iniciou-se o processo de evolução dos segmentos especiais de listagem em que investidores, companhias e demais agentes do mercado poderão participar. Além das opiniões, após o foco dado ao Programa Destaque em Governança de Estatais, a BM&FBOVESPA concentra esforços em identificar as melhores práticas adotadas pelas companhias ao redor do mundo. A partir desse compilado de opiniões e estudos é que serão propostas as mudanças.

Até o mês de maio foi realizada a consulta pública e, por meio de um questionário, foi possível avaliar e propor melhorias em relação às boas práticas de governança corporativa. Haviam 38 questões sobre os mais diversos assuntos, como free float, conselho de administração, órgãos de fiscalização e controle, critérios de transparência etc. Também foi possível opinar sobre outros temas, regras e propor sugestões.

A audiência pública está acontecendo desde o dia 27 de junho e ocorrerá até 9 de setembro de 2016, a partir das opiniões coletadas na primeira etapa. A última fase, audiência restrita, tem previsão para acontecer entre 7 de novembro de 2016 e 6 de fevereiro de 2017, com participação das companhias listadas. Neste caso, as alterações somente terão efeito se aprovadas em deliberação, não havendo manifestação em contrário de um terço das empresas. Os segmentos de listagem que estão passando por melhoria são o Novo Mercado, Nível 2 e Nível 1.

O Novo Mercado, principal segmento de listagem com os mais elevados padrões de governança, foi criado em 2000, com a perspectiva de redução da percepção de risco por parte dos investidores. O alinhamento com padrões internacionais poderia se refletir na valorização e liquidez das ações.

Já houveram dois processos de melhorias como o atual. Nos anos de 2006 e 2010 houve ampla participação, o que deve ocorrer também neste ano. O interesse do mercado em melhorar as regras pode ajudar a explicar por que a regulação e a autorregulação do mercado brasileiro são exemplos ao redor do mundo.

No entanto, destaco especialmente o interesse pela discussão da exigência de um comitê de auditoria estatutário. De fato, não há na Lei das S/As e nem nos regulamentos de listagem a obrigatoriedade de um órgão de fiscalização e controle com caráter permanente. Talvez, pelas recentes crises, esse assunto tem ganhado importância. Lembrando somente que na última revisão já constava essa proposta que foi rejeitada por 61 empresas que faziam parte do Novo Mercado, 21 que estavam no Nível 1 e por 7 do Nível 2. Vale acompanhar como as empresas irão se posicionar sobre isso agora. Nos Estados Unidos, por exemplo, há a obrigatoriedade do comitê de auditoria. Precisamos nos alinhar nesse quesito e considero que não termos a obrigatoriedade de um órgão de fiscalização e controle representa um ponto negativo no mercado de capitais brasileiro. Não que eu acredite que somente a obrigatoriedade vá resolver, mas transmite uma mensagem importante. É claro que as empresas que passaram e estão passando por crises corporativas têm absolutamente tudo o que do ponto de vista de governança é considerado avançado, mas isso é uma outra discussão.

Nesta edição a BM&FBOVESPA recebeu 143 respostas ao questionário, sendo que apenas 21% vieram das empresas listadas. Metade desses 21% são de empresas do Novo Mercado. É uma participação bastante tímida, tendo em vista o caráter de melhoria do ambiente como um todo. Parece que as empresas estão de um lado e o restante dos agentes do mercado estão de outro. Vamos esperar o resultado para verificar o que será aprovado ou não. O resultado anterior nos dá uma sinalização sobre o que nos resta torcer.

As crises fazem com que mudanças profundas aconteçam. Vejamos o exemplo dos EUA com a SOX. É da natureza humana trocar a fechadura por uma melhor quando uma invasão acontece. Talvez a crise atual nos ajude a melhorar alguns aspectos.

 

Por Rafael S. Mingone
Professor da Trevisan Escola de Negócios e coordenador do curso de graduação em administração, do MBA em Mercado de Capitais e dos programas de capacitação para conselheiros de administração. Também é professor do Instituto Educacional BM&FBOVESPA. Possui MBA em Finanças, Comunicação e Relações com Investidores pela Fipecafi. Tem experiência na implantação e coordenação de políticas e projetos relacionados à governança corporativa e relações com investidores. É Sócio-Diretor da RMG Capital e autor do livro “Capitalização de pequenas e médias empresas: Como crescer com o mercado de capitais”.

Quais seus planos de carreira para 2014???

Para muitos alunos, esta pergunta pode não preocupar pois devem pensar “nossa, falta tanto para eu iniciar minha carreira, estou apenas no início do meu curso…”, mas isso é um grande engano!

Você começou a traçar sua carreira muito antes do que imagina. Você começou quando tomou a iniciativa de ser o responsável pela excursão do colégio, quando se candidatou a ser representante de turma, quando fez parte do grupo de escoteiros, quando fez trabalhos voluntários, quando resolveu fazer um intercâmbio fora do país para melhorar algum idioma e aprender sobre novas culturas, quando resolveu sair de casa para fazer a faculdade em outra cidade, enfim, você começou há muito tempo! O que talvez você não soubesse, é que essas decisões teriam um impacto na sua carreira, mas elas têm, e hoje você pode pensar nelas e em outras atitudes, desafios e aspirações para fazer um PLANEJAMENTO DE CARREIRA.

Se você está hoje na faculdade, este planejamento envolve, entre outras coisas:

–       Se dedicar aos estudos para que tenha um bom histórico acadêmico;

–       Iniciar ou continuar algum idioma – no Brasil os mais relevantes na busca de oportunidades são o inglês e espanhol;

–       Procurar desenvolver bons trabalhos em grupo, pensando não só na nota, mas no aprendizado que terá ao trabalhar com outras pessoas;

–       Preparar seu CV, para que ele esteja pronto, atualizado e revisado caso apareça uma oportunidade;

–       Preparar-se para entrevistas, dinâmicas, feiras de carreira, etc;

–       Participar de eventos relacionados a sua área de interesse, sempre lembrando de fazer networking!;

–       Tomar iniciativa em projetos dentro ou fora da escola, participar, envolver-se;

–      Busque um coach e/ou um mentor;

–       Procurar fazer estágio e/ou trabalhar em empresas juniores, órgãos estudantis e outros que possam te trazer experiências e contato com profissionais.

Se você criar o hábito de planejar, pensar e questionar o que precisa fazer para chegar onde quer, você verá que a lista acima vai se transformar muito ao longo de sua carreira, mas sempre vai existir.

Aproveite que a Trevisan tem o Conexão Mercado, uma area dedicada a te ajudar nesta caminhada.  Veja o calendário, eventos, treinamentos e oportunidades de 2014!

Comece agora!

Boa sorte!

Economia de pernas mancas não precisa de muletas, mas de audição!

A crescente falta de sinergia entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda não contribui para a reafirmação da confiança dos investidores. Se, de um lado, soa desconfortável para o Brasil a declaração de Guido Mantega de que “nossa economia cresce de pernas mancas”, também é verdade ser necessário que o governo preste mais atenção nas sinalizações do mercado e próprios especialistas dos organismos federais ligados à área econômica. Não será com as muletas de soluções paliativas que se corrigirão as deficiências. A principal ferramenta que o governo tem para enfrentar os desafios é o ouvido.
Portanto, não é prudente seguir ignorando o recente e grave alerta do corpo técnico do Tesouro Nacional quanto à condução da economia e da política fiscal. Claramente, esses profissionais de carreira referiram-se às manobras contábeis para fechar o balanço do governo, fator que suscita desconfianças. Em consequência, crescem as dificuldades para a rolagem dos títulos públicos. Por isso, o Tesouro paga juros cada vez maiores pelos papéis que coloca no mercado financeiro, onerando o serviço da dívida.
Credibilidade é o fator essencial para o reaquecimento dos financiamentos ao consumo, a elevação a patamares mais expressivos dos investimentos produtivos internacionais e a continuidade do enfrentamento exitoso da duradoura crise mundial. Não basta, como tem agido o Palácio do Planalto, o discurso relativo à preocupação fiscal, aos investimentos públicos em infraestrutura e às previsões otimistas, que nem sempre se concretizam.
Aliás, não é positivo para a imagem do Brasil o inusitado fato de que aqui até o passado é imprevisível, como ocorreu com a recente revisão do crescimento do PIB de 2012, que passou de 0,9% para 1%. Mais grave, ainda, é o erro na conta da revisão, que levou a presidente da República e declarar em uma entrevista à imprensa internacional que a expansão havia sido de 1,5%. Fica uma imagem de desentrosamento e baixa confiança nas estatísticas oficiais.
São necessárias ações práticas e consistentes, estas sim perceptíveis no ambiente interno e no exterior e capazes de produzir reação positiva nos capitais sem pátria da economia globalizada. Recriar um ambiente favorável aos negócios não depende, é verdade, apenas do Poder Executivo. É crucial que se concretize, por exemplo, o pacto antigasto firmado pela presidente Dilma Rousseff, e por iniciativa dela, com a base aliada do governo no Congresso Nacional. O êxito quanto ao propósito do acordo, de evitar a aprovação de projetos que aumentem as despesas, depende basicamente de uma atitude positiva e consciente dos parlamentares e dos partidos.
O Brasil está num momento muito delicado. Ainda são sólidos alguns fundamentos econômicos, como o aumento da renda e dos salários, o baixo desemprego, a ampliação significativa do mercado consumidor e o bom desempenho do agronegócio e do comércio. Porém, há claros sintomas de enfraquecimento macroeconômico, como a perda de competitividade da indústria e a pífia performance da balança comercial. Ainda há tempo, condições e credibilidade remanescente para uma forte retomada do crescimento do PIB. Porém, é necessário ouvir, dialogar e adotar medidas em sintonia com as reais necessidades nacionais. Sem essa atitude, corremos o risco de continuar capengando.
*Antoninho Marmo Trevisan é o presidente da Trevisan Escola de Negócios, membro do Conselho Superior do MBC (Movimento Brasil Competitivo) e do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República).

Quer entender o consumo? Estude a CULTURA.

Só no Brasil fogão tem tampa. No sul do Brasil, uma parcela da população come pizza com maionese. No Rio de Janeiro se tem o hábito de colocar catchup na pizza. Peça catchup numa pizzaria tradicional da cidade de São Paulo para você ver a olhada de repressão que o garçom te dará. Em algumas regiões do Nordeste se têm o costume de comer catchup no meio do feijão com arroz. Só no Brasil, alguns carros modelo SUV, como a EcoSport por exemplo, possuem aquele pneu do step afixado na traseira do veículo à mostra para os demais motoristas da rua verem e, geralmente, envolvidos com capas estilizadas ou até personalizadas. Só no Brasil máquina de lavar tem a abertura na parte superior e, geralmente com tampa de vidro, para a dona de casa brasileira poder ver a roupa revirando pra lá e pra cá e limpando e lavando. Há quem diga que uma parcela de pessoas que usam dentadura no estado de Sergipe tem o costume de colocar aparelho dentário na dentadura, justamente para que o fato de possuir aparelho tente negar a existência de uma prótese dentária. No Brasil a cor do luto é o preto e no Japão a cor do luto é o branco (vi isso outro dia numa cena de funeral em um dos filmes do Bruce Lee).

Todos esses fatos, por mais esquisitos e, até mesmo pitorescos que possam parecer, se dão fortemente por conta de um elemento chamado: cultura. Estudar marketing, comunicação, branding e práticas do consumo em geral, nos requer cada vez mais na contemporaneidade que compreendamos a cultura do consumidor. E o que é a cultura? Nada mais é do que esse acervo de conhecimentos que modela e modula boa parte das relações entre as pessoas. Cultura é aquele elemento central formado por uma mistura de questões sociais, econômicas, políticas de um determinado grupo. E na cultura onde encontramos as respostas mais profundas para desafios e dilemas do processo de marketing hoje em dia. Ferramentas mercadológicas, teoremas de Paretto, cinco forças de Porter, teorias de estratégia competitiva, os exaustivos quatro “pês” de marketing, entre outros modelos são fundamentais para entender os processos de marketing e consumo em dia? Acho que sim. Mas quer compreender um pouco mais a fundo as verdadeiras motivações, desejos e comportamentos das pessoas? Vá estudar a cultura. Tire o snorkell e coloque o tubo de oxigênio. E nada melhor do que se ancorar em outras áreas do conhecimento.

Vamos com outro exemplo! Recentemente um amigo que trabalha na área de pesquisa de mercado da Kibon/Unilever me disse que fizeram algumas seções de pesquisa, por meio da técnica de grupo focal (ou focus group, como habitualmente se fala no mercado), com grupos de crianças para se detectar novas cores de picolé que a Kibon deveria lançar no Brasil. E após as discussões com a criançada, quais foram as cores preferidas? Rosa? Laranja? Vermelho? Verde? Amarelo? Azul? Quem respondeu alguma dessas, errou. A cor favorita da molecada foi o preto. Sim, um picolé de cor preta. Absolutamente imprevisível e inusitado. E se lançarmos um picolé preto seria um tremendo sucesso? Eu não apostaria nisso. E justamente por isso que esse negócio chamado pesquisa é tão fascinante. Mas por que o preto? Confesso que não sei a razão exata. Precisaria se aprofundar um pouco mais para encontrar respostas críveis. Mas acredito que a razão do porquê o preto foi a cor vencedora não esteja no marketing, mas sim na antropologia, na sociologia, na psicologia, na semiótica. No chamado Neuromarketing talvez? Eu acho que também não. Aliás, não quero soar como uma percepção leviana, mas eu acho que misturar Marketing com Medicina é forçar um pouco a barra. Pra mim, mergulhar nas ciências sociais e ler autores como Nestor Garcia Canclini, Jesus Martín Barbero, Gilles Lipovetsky, Gisela Castro, Rose de Melo Rocha e Maria Aparecida Baccega tem me dado respostas bastante lúcidas para todos esses dilemas e complexidades das relações entre pessoas e marcas. Aliás, estudar mais a fundo do porquê o preto foi a cor favorita das crianças na pesquisa, talvez nos traga evidências porque a meninas piram hoje em dia nessas bonecas vestidas de vampiras e monstros. Isso particularmente me inquieta.

Muito de minha visão nesse despretensioso texto é fruto de um curso de mestrado que estou para concluir hoje na ESPM/SP na área de comunicação e práticas do consumo. Estudamos o consumo não como consumismo, não como uma mera relação de troca entre bens e valores monetários. Discutimos o consumo não à luz de teorias clássicas de comportamento do consumidor, como a de Abraham Maslow e tantos outros. Pensamos o consumo como uma apropriação social, sinérgica e simbólica. Consumir hoje em dia é estar na sociedade. Consumir é se inscrever em algo. Consumimos o tempo todo, desde um maço de cigarros que compramos na esquina, até mesmo uma lata de Coca-Cola que seguramos na mão ou até mesmo uma telenovela que assistimos. Consumimos sempre. Negar o consumo é negar que vivemos em sociedade.

Ah, por que diabos só no Brasil fogão tem tampa? Oras, por conta de uma questão cultural. Mais que isso: para a dona de casa brasileira, e só para a brasileira, por mais que a cozinha não esteja com aquele brilho impecável, o ato sígnico de se abaixar uma tampa de fogão significa: “Pronto! Missão cumprida! Posso curtir minha novela e meu maridão”.

Capitalismo sem culpa

Os sintomas de retomada dos investimentos produtivos, inclusive estrangeiros, ainda são incipientes e, com certeza, muito aquém de um montante compatível com os anseios de crescimento mais substantivo do PIB brasileiro e modernização da infraestrutura, decisiva para nosso desenvolvimento. Por essa razão, há algumas lições de casa a serem feitas com urgência para que o País ainda possa capitalizar o sucesso de seus programas de inclusão social, aumento da renda e enfrentamento da crise mundial e deixe de gerar desconfianças. A primeira grande tarefa é incrementar as concessões públicas, especialmente as que dizem respeito a portos, aeroportos e ferrovias, segmentos nos quais estamos bastante defasados e atrasados. É muito salutar a participação do setor privado nesses grandes empreendimentos, em parcerias com empresas de economia mista, como ocorreu no recente episódio do leilão da reserva petrolífera de Libra, na província do Pré-sal, na qual a Petrobras tem a coparticipação de grandes companhias internacionais. É necessário oferecer à população, a preços justos, bons e modernos serviços de transporte, logística e mobilidade urbana. Não se concebe que o Brasil siga convivendo com esse atraso crônico na sua infraestrutura, quando se constata que nações infinitamente menores ‎avançaram muito mais nessa área vital. Portanto, é urgente que o País assuma o capitalismo sem medo e sem desconfiança, entendendo ser o setor privado parte muito importante no processo de desenvolvimento. Nesse sentido, as diretrizes das políticas públicas devem ser claras e objetivas. No entanto, quando os governos dão sinais dúbios sobre suas escolhas o investidor fica como o caipira na roça, amuado, a olhar de esgueio aquele sinhozinho que lhe dá ordens estranhas. Ou seja, é preciso reconquistar a simpatia do capital estrangeiro, dar-lhe as boas-vindas e tratá-lo com respeito. Da mesma forma, é preciso premiar, e não punir com mais impostos, as empresas brasileiras que ousaram partir para a conquista de novas nações para instalar seus negócios. Trata-se de relevante e difícil empreitada, ainda no seu início, de transformar companhias nacionais em organizações mundiais. Ora, não é razoável matar a galinha de ovos de ouro quando ela começa a desabrochar como poedeira não é razoável. Também é necessário olhar nossas empresas em dificuldades de maneira pragmática e não com a mão benevolente, contabilizando as externalidades da quebra de gigantes brasileiras e medindo o custo e os benefícios da decisão para o País. Afinal, quanto está custando de juros ao Brasil o calote das empresas X? Quantos candidatos aos leilões dos empreendimentos de infraestrutura e petrolíferos estão deixando ou deixaram de participar por conta dessa percepção de fragilidade? E quanto estarão exigindo a mais de taxa de retorno pelo risco demonstrado? Mantendo a identidade de nossa economia, convém lançar um olhar sobre alguns bons e históricos exemplos. Seriam os Estados Unidos tão idiotas ao manterem os incentivos aos bancos e ao setor empresarial? Claro que não! O que leva as economias para frente não são apenas os fatos, mas a percepção que se cria sobre sua situação! Temos de cuidar melhor disso.

Antoninho Marmo Trevisan é o presidente da Trevisan Escola de Negócios, membro do Conselho Superior do MBC (Movimento Brasil Competitivo) e do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República).

Quatro pontos que a maioria dos empreendedores têm em comum.

Infográfico empreendedorismoEstá se aproximando a Semana do Empreendedorismo na Trevisan e este tema é simplesmente fascinante e tem sido cada vez mais explorado e pesquisado. Acredito que um dos motivos seja o grande número de jovens que têm se interessado por esta opção de carreira e seus desafios.

Uma recente pesquisa da Score (vejam infográfico ao lado e fontes) indicou quatro pontos que a maioria dos empreendedores têm em comum.

São eles:

Experiência Profissional

Experiência profissional dá aos empresários a vantagem que precisam para tomar decisões sábias. Empreendedores com um histórico de sucesso têm duas vezes e meia mais chances de levantar mais dinheiro, estão 3,6 vezes mais propensos a ter um aumento de usuários, e têm 52% menos chances de crescer prematuramente.

 

Um Plano de Negócios

Investir tempo para escrever um plano de negócios não só dá  sentido ao seu negócio, ele também melhora suas chances. As empresas que possuem um plano de negócios atingem quase o dobro do sucesso comparadas com aquelas que não o possuem.

 

Personalidade positiva

Você acha que pode ter sucesso como empreendedor apenas por ser charmoso? Se você é excessivamente agressivo e inacessível, pense melhor. Os empreendedores mais bem sucedidos possuem características positivas, como a acessibilidade e agradabilidade. As características menos desejadas ​​incluem narcisismo, não assumir a responsabilidade de seus atos (dar desculpas), e instabilidade emocional.

 

Um Mentor

Você não precisa descobrir tudo sozinho só porque vai começar um novo negócio. Os empreendedores mais bem sucedidos têm contado com algum tipo de apoio para receber orientação e mantê-los no caminho certo. Empreendedores que têm mentores estão três vezes mais propensos a iniciar um negócio, têm sete vezes mais chances de levantar o dinheiro do investimento, e têm três vezes e meia mais chances de aumentar a demanda por seus produtos.

 

Se você quer ser um empreendedor de sucesso, participle das iniciativas que a Trevisan oferece, entre elas as palestras de empreendedorismo (dias 23 e 24 de outubro), Orientação de Carreira, Coaching e Mentoring.

 

Boa sorte!

 

Gestão de Controles Internos e Gestão de Riscos, o que devo fazer primeiro?

As empresas nos últimos tempos estão adequando a sua gestão com base em controles internos, compliance, riscos e segurança da informação, mas o que devemos fazer primeiro, levantar os riscos e implementar controles, ou mapear os processos, implementar controles e identificar os riscos depois?

Eu acho muito interessante isso, pois em conversas com colegas especialistas em controles e riscos, ficamos boquiabertos como falta ainda uma boa definição de como facilitar a gestão dos negócios, e já não é de hoje que falamos que antes de implementar controles, necessitamos conhecer o negócio, e quando evidenciamos negócios, dizemos processos, sistemas, produtos, pessoas e modelo de gestão.

Falar de gestão de riscos antes de implementar controles internos e contábeis é dar tiro no escuro em minha humilde opinião, pois quando iniciamos uma empresa, sempre visamos os controles contábeis, financeiros e alguns controles internos necessários para o negócio.

Para que tenhamos uma noção disso, muitas empresas ainda estão em processo de profissionalização dos controles internos e contábeis, mas falam de riscos e nem mapearam seus processos internos, e como estariam então seus controles, se não fazem a mínima ideia de quantos processos têm e para qual objetivo foi criado, e quem são os responsáveis, agora me respondam quais são os riscos?

Existem alguns questionamentos sobre maturidade de riscos e maturidade de controles. Podemos questionar em qual nível de maturidade de Controles Internos sua empresa se encontra?

ü  Nível 1 – Não Confiável: as atividades de controle não são mapeadas

ü  Nível 2 – Informal: os controles dependem principalmente das pessoas

ü  Nível 3 – Padronizado: as atividades de controle são mapeadas e implementadas

ü  Nível 4 – Monitorado: controles padronizados e com testes periódicos

ü  Nível 5 – Otimizado: utilização de automação e ferramentas para apoiar as atividades de C.I

Se somos sabedores que muitos dos controles são dependentes de quem os criou ou de quem os faz, e quando o “gestor do conhecimento” vai embora, quem dá continuidade no trabalho?

Então se somos frágeis em maturidade de controle imaginem na maturidade de riscos sem mapeamentos e processos definidos?

Portanto, acreditamos que controle interno deveria ser ponto inicial de cada projeto, produto, sistema, atividade e principalmente voltado para o negócio, mas em certos casos não é assim que acontece, colocamos o produto ou serviço na linha de produção e depois corremos atrás para entender como controlamos e se existem normas de órgãos reguladores ou normas internas que permitem a realização do projeto.

Na verdade no momento atual, falar que risco é mais importante que controle interno, que é mais importante que compliance ou que sejam mais importantes que segurança da informação, é justamente uma falácia, pois todas estas áreas tem sua importância na gestão, dependendo do momento e da situação que cada uma delas possui, mas sozinhas nada podem fazer.

E aqui deixo também evidente o grau de importância da auditoria na validação e verificação dos processos de controles, compliance, riscos e segurança da informação tão importantes na gestão dos negócios.

Portanto, devemos avaliar que na profissionalização da gestão e na busca de atendimento aos órgãos reguladores, devemos em minha opinião, mapear processos, identificar controles, validar compliances, identificar riscos e fazer a com que a empresa esteja em conformidade com regras estabelecidas na boa gestão de governança corporativa e sustentabilidade.

* Marcos Assi é consultor da MASSI Consultoria ganhadora do Premio Excelência e Qualidade Brasil 2013, Professor de MBA da disciplina de Controles Internos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional – como consolidar a confiança na gestão dos negócios” e “Gestão de Riscos com Controles Internos – Ferramentas, certificações e métodos para garantir a eficiência dos negócios”. 

Trainee do Futuro 2013

Estive esta semana na apresentação de uma pesquisa muito interessante, realizada pela Seja Trainee, em parceria com a Across.

Trata-se de uma pesquisa realizada com mais de 300 candidatos a processos de trainees, para identificar seu perfil e atitude frente aos programas.

Vejam alguns dados:

 

Perfil demográfico

68% vivem na região Sudeste, dos quais 45% no estado de São Paulo;

23,8 anos é a média de idade (78% entre 22 e 25 anos).

 

Qualificações

95% declaram falar inglês avançado ou fluente;

92% já fizeram algum estágio;

54% já fizeram ou fazem trabalho voluntário.

 

70% estudaram em faculdades públicas e

69% dos candidatos formaram-se em 2012

 

Cursos mais comuns

42% Engenharia;

18% Administração;

11% Economia.

 

Em quantos programas se inscreveram?

25% em 20 ou mais programas;

25% em 6 programas ou menos.

 

Aspectos mais valorizados em um Programa de Trainee

61% Treinamentos;

54% Job rotation;

52% Coaching e Mentoring.

 

Os dois programas eleitos como melhores do Mercado foram

Unilever – 14%

Ambev – 10%

 

Entre esses números, a maioria já era esparada, alguns surpreenderam, e um especificamente me assustou: 25% dos entrevistados se inscreveu em 20 ou mais programas!

Não é à toa que muitas vezes os candidatos dizem que não dá tempo de fazer tudo que as empresas pedem. As empresas pedem bastante sim, mas se você tem que dar conta de 20 isso fica realmente complicado. Por isso a importância de ter foco na escolha da empresa onde quer trabalhar, ver quais mais se adequam a seus valores e interesses, e assim poderá se inscrever em menos programas. Claro que também não é aconselhável se inscrever em um ou dois pois, com o altíssimo nível de concorrência, é melhor ter mais opções. Tente pensar em número que vá conseguir conciliar com a faculdade, o estágio, o TCC, etc. Pouco adianta estar inscrito em muitos e não conseguir fazer nada direito, de uma forma ou de outra você vai se eliminar de vários processos quando não conseguir participar tão ativamente das atividades online, não se preparar bem para entrevistas, e tudo mais.

Pense nisso e, se precisar de ajuda, procure pela área de Carreira da Trevisan, o Conexão Mercado.

Boa sorte!

Gestão de Riscos: Prevenir ou corrigir?

Conversando com o assessor de gabinete do deputado federal Alfredo Kaefer PSDB/PR, a possibilidade de minha colaboração na inclusão de ementas à Medida Provisória 608 sobre Instituições financeiras – Crédito presumido e distribuição de dividendos, e aproveitamos para falar sobre a Basileia 3 e chegamos a uma conclusão que precisamos mudar nossa postura na gestão de riscos, pois somos muito mais corretivos do que preventivos. Será que exageramos?

Pela nossa conclusão não, pois há algum tempo falamos em gestão de riscos, mas somente atentamos para mudanças quando algum fato ocorre causando, transtornos, perdas de vidas e financeiras, crises de imagem, riscos sistêmicos, perdas materiais, entre outras.

Vejamos alguns fatos relevantes, precisamos de uma catástrofe em uma casa noturna, para que verificarmos que muitas outras casas não possuíam o mínimo de segurança contra incêndio e evacuação do local, vamos a outro fato estamos em época de chuvas e inundações e que esta sendo feito para minimizar os riscos? Gastamos mais com ações de emergência e socorro, do que na prevenção.

No que diz respeitos às intervenções e liquidação de instituições financeiras, os correntistas correm o risco e pelo jeito são eles que ficam com o risco, é verdade que o órgão regulador não possui equipes suficientes para supervisão, depende muito da confiança na execução de compliance pelos gestores das referidas instituições executarem a regras.

Portanto a Basileia 3 somente solicita que seja feita a gestão de riscos com maior transparência, mas como podemos confiar nas informações depois dos últimos escândalos de fraudes contábil, má gestão e crimes contra os sistema financeiro ocorridos nos últimos anos?

Hoje ser um gestor de compliance, controles internos, riscos e segurança da informação está um pouco complicado em algumas organizações, pois mesmo existindo as regras sempre tem alguém atrapalhando o processo, pois um SCI – Sistemas de Controles Internos é composto por normas, procedimentos, sistemas e pessoas, que infelizmente em conversas com amigos, alguém sempre negligencia as normas, ignoram os procedimentos, burlam os sistemas e convencem as pessoas a fazerem o incorreto, mesmo que por um curto momento.

Pois quem nunca ouviu alguém falar: “a auditoria e o compliance vivem querendo colocar regras no meu negócio”, ou “esse negócio de gestão de riscos é coisa de auditoria, responde que estamos implementando”, ou “faça a operação que eu abono a falta de contrato”, agora me digam quem assumi o risco?

Portanto trabalhar com prevenção é o caminho, pois o corretivo deveria surgir somente quando a prevenção não tenha contemplado o fato, e devemos corrigir e providencia melhorias na prevenção, afinal somente dão importância na prevenção quando perdemos algo, será que vale a pena correr o risco? Pense nisso.

* Marcos Assi é consultor da MASSI Consultoria, professor de Gestão de Compliance e Controles Internos no MBA de GRC da  Trevisan Escola de Negócios, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional – como consolidar a confiança na gestão dos negócios” e “Gestão de Riscos com Controles Internos – Ferramentas, certificações e métodos para garantir a eficiência dos negócios” pela (Saint Paul Editora).