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É sempre época de agradecer!

Tenho feito alguns projetos com empresas do ramo imobiliário e uma máxima para eles parace ser “Localização, localização, localização”. Pensando em nossas CARREIRAS, diria “Networking, networking, networking”!

Existem muitas maneiras de manter seu network (ou “rede de contatos”) ativo, e duas delas são: se lembrar de datas importantes para aquelas pessoas, e agradecer quando ajudarem de alguma forma.

Estamos em uma ótima época para fazer as duas coisas!

Por mais que as pessoas recebam mil cartões, mensagens, e-mails de Boas Festas/ Natal/ Feliz Ano Novo, tem sempre uma mensagem especial, escrita com mais carinho. Aproveite esta oportunidade para agradecer a todos que, de alguma forma, te ajudaram durante o ano, aproveite para desejar coisas boas a amigos e colegas que você não vê com tanta frequência, mas que gostaria de manter contato, aproveite para ativar seu network!

Mas cuidado! Este não é o momento para se vender, para “aproveitar” e anexar seu CV. Você pode sim pedir ajuda, sempre pode e deve, mas faça isso em um outro momento.

Citando um trecho do post de uma colega, Waleska Farias, “Networking é a poupança que você, previdentemente, faz em tempos de bonança antes mesmo que a necessidade bata à sua porta. Todos sabem da importância de manter uma boa rede de relacionamento, mas muito poucos sabem que essa construção deve ser iniciada desde cedo e de forma estratégica. O processo de construção de uma rede de relacionamento eficaz tem como ponto de partida o núcleo familiar, estendendo-se ao circulo de amigos, depois família de amigos e daí por diante, possibilitando a construção de uma teia onde cada fio oferece múltiplas possibilidades de conexões.”

Vou aproveitar o último post do ano para também agradecer a todos os colegas da Trevisan, professors, alunos e todas as pessoas com quem tive contato este ano. Para mim é um grande presente fazer parte da Trevsian e ter a oportunidade de auxiliar e orientar alunos, seja em nossas Orientações Individuais, no Coaching com a Aline Freitas, no Mentoring formando pares, ou em vários outros serviços.

Vejam nossa mensagem da Loite para vocês!

Desejamos um ótimo 2013 e nos vemos em breve!

Redes Sociais na Empresa: Liberar ou proibir?

Bom, hoje vou acabar revelando minha idade, pois sou da época da maquina de escrever, você lembra ou fez curso de datilografia? Do tempo do Telex, do Fax já é mais moderno, mas o quero dizer com isso?

Então, vamos por partes, uma coisa muito importante é entender que a tecnologia avança muito todos os dias e todos nós de auditoria, controladoria, compliance, controles internos e riscos, devemos buscar entender o que esta acontecendo e buscar melhorias para a organização, mas como podemos fazer isso?

Não faz muito tempo, a TI da sua empresa bloqueava os acessos a e-mail particular, sites ou paginas de internet que não faziam jus ao trabalho exercido pelos colaboradores, mas com o advento dos smartphones, iphones, ipads, tablets, redes sem fio, mobilidade digital, sejam qual for nome, vem à pergunta como posso bloquear os acessos remotos? Não posso.

Temos que apelar pela cultura e educação de nossos colaboradores, afinal as rede sociais possuem um atrativo, que causam até dependência, pode ser que você seja um desses, afinal vai ao banheiro com o aparelho, em reuniões profissionais e de família, na sala de sua casa você não conversa mais, pois manda SMS para a esposa na cozinha, pede para o filho enviar o boletim por e-mail, usa o aparelho no metrô, no ônibus, no carro, afinal não podemos perder tempo, será?

Portanto, como podemos mudar esta cultura do acesso à novidade e acertas bobagens também dentro da empresa? Educando e cobrando resultados, pois estas informações distraem, mas também não podemos viver sem informação, a solução é disciplina, buscar a melhoria do convívio entre trabalho e a informação deve ser mais bem ajustado nas organizações.

Vejamos o que as empresas tem feito com o combate ao tabagismo, mas se um colaborador fumar um maço de cigarro por dia, e a cada descida para fumar, entre idas e vindas, demorar 10 min, quanto tempo de trabalho se perde no dia? E na semana? E com a rede social também pode ocorrer a mesma coisa, portanto devemos orientar e monitorar resultados, pois acredito que a questão é meta x tarefas x resultados x recompensa, pois desta forma podemos criar uma cultura organizacional diferente e sem grande atritos internos, pois aquele profissional que não faz parte deste grupo pode vir a sentir-se desmotivado ou acreditar que este seja o modelo ideal. Pense nisso.

* Marcos Assi é professor do MBA Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional – como consolidar a confiança na gestão dos negócios” e “Gestão de Riscos com Controles Internos – Ferramentas, certificações e métodos para garantir a eficiência dos negócios” pela (Saint Paul Editora) e consultor de finanças do programa A Grande Idéia do SBT. Sócio Diretor da Daryus Consultoria e Treinamento.

Por que implementar compliance nas empresas é tão difícil?

Tenho ultimamente criticado a postura de muitos administradores e gestores no que tange a compliance ou conformidade, pois alguns organismos internacionais vêm trabalhando com muita dedicação na busca de melhorias na gestão de compliance, com publicações, seminários e congressos, mas onde esta então a dificuldade, se a teoria esta divulgada?

Cultura, necessitamos parar de viver em um mundo de sonhos e viver a realidade, pois somente possuir as normas, os procedimentos e os sistemas não são o suficiente, se as pessoas não fizerem a parte delas, e isso me incomoda há muito tempo, e quando algumas pessoas falam como se estivéssemos no mar de rosas, e sei que muitas empresas possuem processos bem definidos, mas quero dizer que acredito na eficiência e eficácia em controles internos e compliance, mas não podemos deixar de lado a dificuldade que é implementar a gestão de compliance, riscos e controles internos.

Não sou pessimista, mas realista, e acredito no que faço e no que transmito, pois convivo com isso há mais de dez anos e já vivenciei conflitos de interesses, pouco caso dos gestores, negligencia de controles, ausência de entendimento das necessidades, falta de qualificação de alguns profissionais, ausência de índole, pois gestão de compliance, riscos e controles internos superam as normas e procedimentos, afinal a responsabilidade é de todos na organização, por isso devemos entender o negócio, até para poder em parcerias internas melhorar a gestão, mas se eu não conheço…

Por exemplo, quando publicamos uma norma que nenhuma operação pode ser realizada sem contrato ou cadastro completo, entendemos os riscos envolvidos e a necessidade de compliance, mas sempre encontramos um diretor que abona a operação com pendência, então pergunto? Para que temos gestão de compliance, riscos e controles internos? Somente para apresentar ao órgão regulador e para a auditoria?

Respeito às regras e normas, comprometimento com a empresa, busca de resultados, gestão de riscos, tem custo, mas ficar parado também. Falar que na Europa ou nos EUA a consciência de Compliance esta evoluída é perigoso, basta recordar dos escândalos do Société Genéralé, UBS, Lehman Brothers, Siemens, entre outros, todos temos os mesmos problemas, pessoas.

Melhores práticas de controles internos, de governança corporativa, gestão de riscos, compliance, gestão de TI, gestão de pessoas, e principalmente a tão falada cultura organizacional são palavras muito utilizadas palestras, seminários e congressos, mas quão efetivos são os gestores na implementação destes procedimentos e quanto eles disseminam isso entre os seus colaboradores?

Acredito que devemos buscar outros meios de conscientização de todos na organização afinal quem aprova as operações? Que contrata os profissionais? Quem contrata terceiros? Quem fecha as informações financeiras e contábeis? Uma certeza eu tenho, não são os profissionais de riscos, compliance e controles internos, mas os gestores e administradores, por isso é tão difícil implementar uma gestão de compliance, falta vontade e definição das responsabilidades de cada um para que a gestão seja respeitadora das regras e legislações pertinentes ao seu negócio, pense nisso!

* Marcos Assi é professor do MBA Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional – como consolidar a confiança na gestão dos negócios”  e “Gestão de riscos com controles internos – Ferramentas, certificações e métodos para garantir a eficiência dos negócios”, pela (Saint Paul Editora) e consultor de finanças do programa A Grande Idéia do SBT. Sócio Diretor da Daryus Consultoria e Treinamento.

Melhores práticas de controles internos

Quando afirmamos não existir um procedimento padrão de controles internos, muitos nos perguntam como implementar um sistema que proporcione segurança em nosso negócio? A resposta é simples: depende do apetite por risco e do tamanho da empresa. Uma expressão muito utilizada é a “mitigação de riscos”, que nada mais é do que mapear os processos e implementar políticas ou regras para os procedimentos administrativos, operacionais e de gestão do negócio.

Como ainda temos dúvidas, surge mais uma vez a questão: o que é sistema de controles internos? É o conjunto de políticas internas e externas, procedimentos operacionais, gestores e colaboradores, software e uma boa gestão de negócios. Contudo, é bom salientar que temos de respeitar os normativos externos provenientes de órgãos reguladores, que permitem ou não certas atividades. Os modelos mais adequados de controles internos podem ser encontrados, por exemplo, no COSO (The Committee of Sponsoring Organizations) e no IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa com a publicação de “Melhores Práticas de Governança Corporativa”), além de materiais de outros órgãos reguladores.

O maior obstáculo para um sistema de controles internos eficiente é a ausência de cultura específica. Por esse motivo, surge o termo cultura organizacional, permeado por diversos conceitos, que seguem linhas diferentes, conforme vários autores. Com certeza, porém, há um ponto consensual: a dificuldade de mudança. E somos sabedores de que, muitas vezes, a transformação de organizações depende do abandono de hábitos antigos, enraizados em sua cultura (às vezes por décadas). A quebra desses paradigmas é, na verdade, um grande desafio em todas as áreas da atividade humana, e não só dentro das organizações.

Dá para imaginar a dimensão do problema quando falamos em mudar hábitos de dezenas, centenas e até milhares de pessoas? É comum em muitas organizações a existência de territórios demarcados, cujos “donos” fazem de tudo para manter as práticas inalteradas. Essas áreas, geralmente obscuras, têm como principal característica a dificuldade de acesso, ausência de comunicação sobre mudanças e de fornecimento das informações e neste ponto podemos ter sérios problemas, levando todo o trabalho feito ao fracasso ou de difícil identificação em um curto período de tempo. Por isso, a participação da alta administração é de suma importância para que possamos dissipar essas áreas obscuras e de difícil acesso, através de demonstrações de exemplos convincentes para convencimento de todos na organização para fortalecimento dos controles da instituição.

Controles internos são todas as políticas adotadas pelas empresas com intuito de mitigar riscos e melhorar processos. Segundo o próprio Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados (AICPA), os principais objetivos dos controles internos são proteger os ativos da empresa; obter informações adequadas; promover a eficiência operacional da organização; e estimular a obediência e o respeito às políticas da administração. Em outras palavras, os controles internos devem assegurar que as várias fases do processo decisório e do fluxo de informações revistam-se da necessária confiabilidade.

Eventuais problemas que dizem respeito à efetividade dos controles internos adotados podem estar em todas as áreas da empresa, como no desenvolvimento do produto e comercialização; no departamento financeiro e de tecnologia da informação ou na contabilidade, dentre outras. Isso significa que um adequado sistema de controles sobre cada uma dessas funções assume fundamental importância para atingir resultados mais favoráveis, pois onde não existem procedimentos de controles internos, são mais freqüentes erros e os desperdícios. Essa prática é um processo levado a efeito pela diretoria, a alta administração e todos os níveis hierárquicos. O mais importante é que a alta administração necessita incorporar a mudança, para que sua implantação seja mais efetiva e funcional.

Não podemos definir controles internos somente como políticas e procedimentos executados de temposem tempos. Trata-sede ação permanente em todos os níveis dentro de uma empresa ou instituição e, sempre que possível, revisada e atualizada.

Os responsáveis pelos processos de controles internos devem buscar instrumentos que favoreçam a conscientização de todos. Também devem saber “vender” os benefícios dessas ferramentas e da atividade como um todo. Esses profissionais não podem pensar e agir como se estivessem tratando de um procedimento burocrático, mas sim uma prática voltada à segurança da informação e à melhor gestão dos negócios.

* Marcos Assi é professor do MBA Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios, autor do livro “Controles Internos e Cultura Organizacional – como consolidar a confiança na gestão dos negócios” (Saint Paul Editora) e consultor de finanças do programa A Grande Idéia do SBT. Socio-Diretor da Daryus Consultoria

Dificuldades na gestão de controles internos, compliance e riscos nas organizações.

Mais uma vez venho através de um artigo evidenciar que muitas coisas necessitam de mudança na questão de gestão de controles internos, compliance e riscos nas organizações, e algumas pessoas podem até discordar, mas estamos longe de uma gestão voltada a controle e resultado com qualidade.

De nada adianta os órgãos reguladores implementarem normativos e procedimentos, se quem deve implementar não dá a devida atenção aos processos operacionais sujeitos as risco.

Falar que as novas regras aumentam as despesas administrativas é uma das muletas mais utilizadas, mas quando as perdas aparecem, fica mais evidente que o custo “zero” de prevenção, agora tem um custo, será que a apetite de risco estava bem definida? Ou será que os gestores sabem o que é realmente apetite de risco?

Respeito às regras e normas, comprometimento com a empresa, busca de resultados e continuidade dos negócios, tem custo, mas ficar parado também.

Quais são seus controles para os seus sistemas? Você já precisou de backup de alguma informação e ele funcionou? Quem já perdeu uma equipe inteira e as informações foram junto com os ex-funcionários? Os erros e as fraudes acontecem todos os dias, digo, operações não autorizadas, desvio de conduta, falha de processos, ausência de controles, seja qual for o nome escolhido, você já se deparou com isso?

Portanto, as dificuldades são muitas e pelo andar dos processos, intermináveis. Mas o que podemos fazer para mudarmos este cenário? Alguns colegas e amigos, já demonstraram a sua tristeza e decepção com a gestão de controles internos, compliance e riscos em suas empresas, pois muito trabalho foi feito, mas quem dá as ordens, geralmente fragilizam os processos, afinal no papel, as normas e procedimentos são realizados com responsabilidades por alguns, mas a resistência e a negligencia ao controle continua.

Governança corporativa, riscos, compliance, controles internos, gestão de TI, gestão de pessoas, cultura organizacional são palavras utilizadas ao extremo em reuniões, comitês, palestras, aulas, seminários, mas quão efetivos são os gestores na implementação destes procedimentos e quanto eles disseminam isso entre os seus colaboradores? Deveriam ser os multiplicadores, mas nem sempre acontece, não é verdade?

A cada escândalo, a cada reportagem na mídia, a cada falha nos processos, vêm à tona as frases, onde estava a auditoria interna? A auditoria externa não viu isso? Quem fazia a gestão de controles e compliance? Alguém mapeou este risco? Por que tenho que implementar tudo isso, aumentando meu custo operacional?

A resposta será rápida, eficiência, eficácia, confiabilidade e resultados financeiros adequados para o crescimento e continuidade de nossa organização, pois o sustento de várias famílias depende destes itens bem implementados.

* Marcos Assi é professor do MBA Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios, autor do livro “Controles Internos e Cultura Organizacional – como consolidar a confiança na gestão dos negócios” (Saint Paul Editora) e consultor de finanças do programa A Grande Idéia do SBT. Consultor de Governança, Riscos Financeiros e Compliance da Daryus Consultoria.