2014 já começou

Terminada a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, os holofotes se voltam para o Brasil, que vai ser a sede da próxima edição do maior evento midático do planeta. Tive a oportunidade de ver in loco o potencial que a Copa tem para transformar um país. 

Depois de estar na Alemanha, sede em 2006, mudei completamente a visão sobre aquele país, que tem sim belezas históricas e naturais que merecem visita, e principalmente sobre o seu povo, tido como sisudo e fechado. Os alemães foram sempre muito solícitos e simpáticos conosco. Já na Àfrica do Sul o que se viu foi um país organizado, com um potencial turístico impressionante, e um povo alegre, festivo e receptivo. Como resultado, só com a Copa do Mundo o turismo internacional ali saltou 25% neste ano em relação à 2009.

E o Brasil? Não é apenas o fato de sediar uma Copa que os benefícios virão naturalmente ou por inércia; tudo dependerá da nossa capacidade de prover o país de mobilidade urbana, de instalações esportivas adequadas e de profissionais qualificados para o atendimento ao turista. Mas não tenho dúvida do potencial que um evento como esse tem de transformar a imagem de um país e principalmente de gerar frutos por vários anos posteriores. Tudo vai depender de dois fatores:

1.) O evento em si ser bem-sucedido: uma Copa do Mundo sem grandes problemas de transporte, segurança, informação e atendimento vai mostrar ao mundo a capacidade de organização e gestão do país.

2.) Nos anos seguintes, conservar com eficiência o capital construído: todos os investimentos em infra-estrutura e tecnologia realizados para a Copa precisam ser geridos de modo economicamente sustentável, principalmente os novos estádios (veja entrevista minha no portal Copa 2014); além disso, o país vai ter que cuidar da marca Brasil para garantir um crescimento continuado do turismo internacional.

O Brasil atrai cerca de 5 milhões de visitantes estrangeiros por ano, número que está estagnado há algum tempo. Para se ter uma idéia comparativa , o número de turistas estrangeiros anuais no México é de 21 milhões. Há um potencial imenso de expansão do nosso turismo que pode ter impacto positivo em toda a sua cadeia: hotéis, restaurantes, comércio, transporte, entre outros setores. A Copa do Mundo é o trampolim definitivo para alavancar o turismo no Brasil.

3 comentários sobre “2014 já começou

  1. Penso que estou escrevendo no site de uma Escola de Negócios. E não na Secretaria Municipal de Assistência Social. Portanto, achei o texto escrito pelo Fernando Trevisan muito bom. Mas, creio que nem todos por aqui acharam isso. Mas, tudo bem! Como dizia o grande gênio tricolor Nelson Rodrigues… “A UNANIMIDADE É BURRA!!!”

    EDUARDO COELHO

  2. Achei nada a ver o que o Rubens falou. Até entendo que realmente haja essa questão do BRASIL para os estrangeiros. Mas não é esse o caso! A copa do mundo vai atrair milhões que vão beneficiar inclusie essas famílias e pessoas que você citou. A curto, médio e longo prazo. O homem do amendoin vai vender mais. A moça da lavanderia vai vender mais. O segurança do estádio vai trabalhar mais. Vai movimentar milhões em váaáááários setores da economia. Não seja pessimista, com inteligência e dedicação essa copa 2014 vai ser um exemplo internacional e ainda vai ser o mais VERDE possível, ou seja, produzindo menos carbono em todo o processo. É possível. Acredite. 😉

  3. Isso só reforça o pensamento de que o Brasil nãpo é um país para os brasileiros, pois muito se fala de construir estádios, melhorar os aeroportos, para atender quem virá visitar o país, se esquecendo de melhorar a qualidade nos hospitais, escolas, moradias, enfim, me digam vocês, quantos jogos vocês assistiram nu PACAEMBÚ nesse ano? Ou nos últimos 5 anos? Você acha justo o país gastar tanto dinheiro para bancar algo que a maioria da população acabará por não utilizar? Enquanto ´nós vamos ao SUS, o Vice presidente vai no Sírio Libanês. Pq ele não vai no mesmo hospital público que a maioria da população? Acredito que será mais prudente deixar esses eventos para quem tem mais estrutura organizar, pois eu tenho certeza que eu não vou me beneficiar de quase nada do que virá. Se vai alavancar o turismo, isso vai, porém muito poucos se beneficiarão com isso. Gerará muitos empregos, mas quem é pobre vai continuar pobre, sem estudo, sem hospitais, enfim … .

    Obrigado pelo espaço

    Rubens Barreto

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