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Minha mãe perguntou: “Filho o que é compliance?”

Final de aula sempre é interessante, o intervalo então nem se fala, e outro dia destes um aluno me contou que sua mãe havia perguntado a ele o que era compliance, afinal muita gente está falando sobre isso, e ele respondeu de uma forma simples e objetiva: “Mãe, compliance é não atravessar fora da faixa de pedestres, é não andar pelo acostamento, é não estacionar na vaga de cadeirante ou de idoso, sem que você faça parte destes grupos, é não comprar CD pirata e é devolver o troco quando lhe dão a mais.”

Achei fantástica a forma e mais surpreendente a resposta dela: “Então quer dizer que temos que fazer a coisa certa, não é filho?”.

Será que realmente as pessoas entendem o que é estar e ser compliance? Não podemos ser meio éticos, não podemos ser meio honestos, a questão de ética segundo algumas pessoas, é aquilo que fazemos quando os outros estão vendo e caráter é aquilo que fazemos quando ninguém está vendo.

Agora por que é tão difícil implementar a gestão de compliance? Simplesmente porque as pessoas não entendem que devemos fazer o que é correto, sem desvios de conduta e processos. Legislação temos, mas sempre encontram uma forma de burlar, afinal existe a lei seca, mas a pessoas bebem, existe a legislação tributária, mas as pessoas sonegam, existe a legislação societária, mas os balanços são fraudados, existem peritos, mas os laudos são fraudados, entre outros.

É verdade que temos muita gente honesta, mas neste mundo em que vivemos, ser honesto é estar fora da curva, é quase ser um E.T., isso mesmo um extraterrestre.

Quando me falam sobre a Lei sobre Práticas de Corrupção no Exterior (termo em inglês: Foreign Corrupt Practices Act – FCPA) ou lei norte-americana sobre crimes de evasão de divisas, a tal lei de conformidade tributária para contas estrangeiras (termo em inglês: Foreign Account Tax Compliance Act – FATCA) ou Lei 12.846/12, conhecida como Lei Anticorrupção, Lei 12.683/12, a lei de prevenção à lavagem de dinheiro – vide os últimos escândalos do doleiro Alberto Youssef que movimentou milhões através de TED’s em instituições financeiras – entre outras, agora vem a pergunta, porque mesmo com tanta legislação, os problemas acontecem?

Implementar normas, procedimentos, metodologias, monitoramento, sistemas, comitês, código de conduta e ética, são algumas das funções da gestão de compliance, mas as pessoas devem e necessitam entender que as regras devem ser cumpridas, e devemos estar em compliance seja na vida pessoal, familiar ou na profissional, esta última a cada deslize causa danos que em certos casos são irreparáveis. Portanto #pensenisso

* Marcos Assi é professor e consultor da MASSI Consultoria – Prêmio Anita Garibaldi 2014, Prêmio Quality 2014, Prêmio Top of Business 2014 e Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA na Trevisan Escola de Negócios, Centro Paula Souza, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora. www.massiconsultoria.com.br

Pelo menos 3 coisas em comum entre a Copa e sua Carreira

Estamos assistindo a um grande espetáculo desde do dia 12 de junho. Nosso país foi escolhidos para sediar a Copa do Mundo 2014 e, mesmo com tantas opiniões adversas, e muito menos bandeiras nas ruas e nos carros do que imaginávamos, a bola está rolando. Como disse um colega muito crítico e que admiro muito “Eu acho um absurdo festejarmos a copa no Brasil, um dia como hoje sacramenta a idiotice do povo brasileiro. Um país sem infra estrutura, sem saúde, sem segurança, sem educaGooooooll!!! É Brasil!!!!

Então, já que a Copa é aqui e estamos vendo tudo de perto, vamos tirar alguns aprendizados:

1 – Neymar
Assistindo ao primeiro jogo, Brasil X Croácia, me impressionou o tanto de vezes que o Neymar caiu, rolou, foi empurrado, mas sempre levantou. No dia seguinte, minha filha, de 8 anos, estava reclamando de alguma coisa e começou a chorar e dizer que não ia continuar. Como ela tinha visto o jogo também, aproveitei para comentar: “Pensa bem o que aconteceria se o Neymar começasse a chorar quando levasse o primeiro tombo e parasse de jogar!” Ela me disse: “É, talvez ele não estivesse nem na seleção!”. Pois é, eis o primeiro aprendizado!

2 – Fernandinho
Não entendo nada de futebol, mas no jogo Brasil x Camarões, pelo que vi, um dos grandes destaques foi o Fernandinho. Saiu da reserva e entrou em campo determinado e confiante. Resultado: GOL! Nem sempre é possível estar no time titular, mas esteja preparado quando surgir a oportunidade e então mostre seu valor.

3 – Hora certa
Voltando à primeira partida, onde a Presidente Dilma ouviu inúmeras vezes “vai tomar caju”, deixo aqui minha opinião sobre este delicado assunto. Não votei nem votarei em Dilma nas eleições, mas acho que as coisas têm sua hora. Quem for contra, ajude na campanha na hora das eleições. Da mesma forma, não dá para ser ingênuo e achar que falar mal do chefe nas costas não trará nenhuma consequência. Fale sim, mas da forma certa, com a pessoa certa, na hora certa.

E vamos lá, torcendo e aprendendo mais algumas coisas até nosso último jogo!

Fernanda Lopes de Macedo Thees
Consultora de Carreira na Loite

3 razões que não dependem de você e podem te atrapalhar na busca por uma nova oportunidade de trabalho

Há quanto tempo você (ou um ente querido) está a procura de um novo emprego? Você é qualificado e, mesmo assim, às vezes parece que isso não vai acabar nunca!

Veja abaixo 3 razões que acontecem com frequência:

 

1. Concorrendo com candidatos internos

Você pode ser a pessoa perfeita para o trabalho e ter feito uma entrevista fantástica então, de repente, alguém que já trabalha na empresa ABC está interessado e aparentemente qualificado … boom! É o fim.

O que você pode fazer: Meu conselho aqui, por mais clichê que possa ser, é nunca colocar todos os ovos na mesma cesta. Mantenha a rede, continue pesquisando, trabalhando, fazendo suas ligações. Como boa mineira que sou, sugiro que só conte com os ovos quando já estiverem na cesta!

 

2. Turnover provoca tumulto

O recrutador com quem você está conversando deixa a empresa. O gerente de contratação que você conhece é promovido e se muda. Há um novo VP que está reestruturando todo o departamento. A troca da guarda pode causar mudanças não previstas nas suas chances.

O que você pode fazer: Mudanças durante seu processo seletivo podem provocar atraso ou até mesmo acabar com suas chances. Considere o uso do LinkedIn para identificar quem mais você poderia conhecer na empresa,  ou para ver se você conhece alguém que conhece alguém”, e comece o trabalho de networking novamente.

 

3. Você não pode controlar o incontrolável

Fusões, atualizações tecnológicas, congelamento de contratações, documentos perdidos, o mau desempenho financeiro, as pessoas estão fora da cidade, as aposentadorias e os desastres naturais – todas essas são razões que podem te atrapalhar no processo de contratação.

O que você pode fazer: Nós não podemos controlar a natureza ou outras pessoas. Só podemos controlar nossas próprias ações. Por mais difícil que possa ser, às vezes você apenas tem que respirar fundo e seguir em frente.

 

Do início ao fim, há muitas coisas que podem dar terrivelmente errado com a procura de emprego, mas no final esperamos que outras muitas coisas deem certo. O importante é ter a conciência de que  toda entrevista que você faz é uma chance de brilhar, e qualquer oferta é o resultado de muito trabalho duro, paciência e um pouco de sorte.

 

Boa sorte!

 

Pergunta #1 – Você tem experiência em XYZ?

Existem centenas de perguntas que os entrevistadores podem fazer a seus candidatos, mas há uma que provavelmente irá aparecer e na qual você não pode falhar.

Esta pergunta é diferente para cada pessoa e cada posição, mas uma coisa sobre esta questão é a mesma … ela geralmente começa assim: “Você tem experiência em … (qualquer que seja a responsabilidade, atividade, etc que o empregador está procurando)? ”

O primeiro passo para responder bem a esta pergunta é, sempre que possível, saber quais as principais atividades e responsabilidades daquela vaga que você está buscando, desta forma poderá se preparer melhor para a questão acima. Os empregadores querem saber se você tem a experiência e a capacidade para desempenhar as funções essenciais do trabalho.

Então, como você vai responder a esta pergunta importantíssima da melhor maneira possível?

Plano A: Conte uma EXPERIÊNCIA já vivida.

A primeira forma de responder a pergunta sobre “experiência” é usar um exemplo do passado de um momento em que você fez XYZ e, é claro, conte também sobre o resultado final (escolha uma situação com resultado positivo!). Este é o cenário mais favorável para responder a pergunta sobre experiência: já ter passado por ela, com sucesso. Mas o que fazer se você não tem aquela experiência?

Plano B: Diga-lhes que você é CAPAZ.

Só porque você nunca fez algo não significa que não pode fazer. E isso certamente não significa que você não pode se destacar no que faz hoje. Se perguntarem sobre uma experiência que você ainda não teve, a melhor forma de responder é dizer “…embora eu não tenha tido experiência direta em XYZ , eu sou capaz de aprender rapidamente, e estou confiante de que eu poderia fazer XYZ com sucesso e superar suas expectativas.” Melhor ainda se puder dar um exemplo de uma situação que talvez não seja a mesma, mas seja similar. Mas cuidado, não vá responder simplesmente “Não, nunca fiz isso”, ou “Não tenho nenhuma experiência nesta área”. Isso será verdade em vários casos, e não é recomendado que você minta, mas procure responder com uma atitute positiva.

Um potencial empregador vai se sentir muito melhor em saber que você está confiante em suas habilidades e talentos – e também é uma alternativa muito melhor do que apenas dizer: “Não, eu não sei como fazer isso “, possivelmente excluindo você do processo. Como mencionei antes, só porque você não fez algo ainda, não significa que não pode fazer. Se quiser e tiver interesse, poderá aprender e em pouco tempo realizar algo novo e muito bem!

Boa sorte!

Por que os Controles Internos ainda não funcionam?

Impressionante a cada ano que passa quando você acredita que as coisas mudam, aparece alguém comentando a dificuldade que tem para implementar controles internos e o “tal” de compliance, pois existem pessoas que não entenderam ainda que é um caminho sem volta, temos que implementar isso na gestão das empresas.

Recebo muitos relatos de alunos, parceiros de trabalho e de profissão, onde com detalhes tristes, demonstram como as organizações ainda precisam melhorar neste aspecto.

Nós profissionais de controles internos, compliance, riscos, segurança da informação e auditoria são lembrados somente quando algo dá errado, uma fraude acontece, um escândalo aparece na mídia, mas será que esse é o caminho?

E como já venho alertando que as pessoas mesmo sabendo que existem regras, procedimentos e obrigações, estão cada vez mais arredias e sem postura para respeitar as normas internas das empresas.

Segundo o COSO 2013: “A organização deve implantar atividades de controle por meio de políticas que estabelecem o que é esperado e os procedimentos que colocam em prática políticas.”, portanto devemos fazer com que todos nas organização respeitem, mas aí é que mora o problema.

Outro dia ouvindo o caso da Petrobras (Refinaria da Pesadena), o apresentador fez uma referência da seguinte forma: “Onde estavam os controles internos e auditoria neste processo?”

Vou responder, estão no mesmo lugar de sempre, mas ninguém (na maioria) consulta compliance, riscos, controles internos e auditoria antes de realizar o negócio, pois dizem que só inviabilizamos os projetos com regras, mas quando ocorrem os descumprimentos da legislação e regras, perguntam por que não vimos isso…

Por mais que as empresas implementem metodologias de trabalhos, alguns profissionais insistem em não seguir e cumprir, e seguem seus “próprios caminhos”, mas como podemos mudar esta postura?

Mudando a postura de quem manda, de quem tem poder de gestão, da alta administração, por esse motivo o profissional de controles internos, compliance, riscos, segurança da informação e auditoria necessitam incorporar uma boa parte de psicologia, para que possamos sobreviver neste no cenário, onde muitos acham que sabem tudo e poucos conseguem convence-los que não sabem, é tudo uma questão de conjunto, esforço coletivo e trabalho em equipe, e que mesmo assim temos vários obstáculos, imagine quem não faz, quantos problemas tem.

Acredito que chegou a hora de implementarmos uma postura mais incisiva na gestão, fazer cobranças de melhorias e sempre que possível exemplificar com casos reais de perdas financeiras, imagem e reputação, pois somente assim poderemos sensibilizar os gestores a levarem mais a séria s gestão de controles internos, e minimizar perdas causadas por eles mesmos, com seus abonos e exceções nos processos.

* Marcos Assi é professor e consultor da MASSI Consultoria – Prêmio Anita Garibaldi 2014, Prêmio Quality 2014, Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2013 e Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA Trevisan Escola de Negócios, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora. www.massiconsultoria.com.br

Controles Internos, Compliance e Gestão de Pessoas

Há algum tempo venho me deparando que as pessoas mesmo sabendo que existem regras, procedimentos e obrigações, estão cada vez mais arredias e sem postura para respeitar as normas internas das empresas.

Por mais que as empresas implementem metodologias de trabalhos, alguns profissionais insistem em não seguir e cumprir, e seguem seus “próprios caminhos”, e se você comenta alguma coisa, ficam irritados e começam a dar “piti” (ataque histérico), abandonam projetos, trabalhos e processos, por que foram contrariados.

As empresas tem sofrido muito com as postura de alguns profissionais da geração Y, existem até estudos para entender melhor o processo de gestão de pessoas, mas tem marmanjo que é pior que os meninos, falta maturidade profissional.

Outro problema enfrentado pelos profissionais de controles internos, compliance, riscos e segurança da informação, é o tal do BYOD (Bring Your Own Device), isto significa que os funcionários estão usando tablets e smartphones no seu dia a dia e querem trazê-los para seus ambientes de trabalho.

Segundo Cézar Taurion, Gerente de novas tecnologias da IBM Brasil, “o BYOD libera os funcionários para usar os dispositivos que mais os agradam para a realização das suas tarefas profissionais. Como os consumidores finais estão hoje à frente da vanguarda tecnológica, as empresas perceberam que é muito mais negócio abraçar essa ideia do que proibir. Afinal, elas não podem fechar os olhos para esta tendência, que segundo analistas de mercado, é impossível de bloquear.

Como reagir diante deste novo cenário? O setor TI não é mais dono do ambiente tecnológico dos usuários. O tradicional paradigma da homologação e definição por TI do que pode ou não entrar na empresa já não vale mais. Como fazer frente a este tsunami?”

Quando falamos de tecnologia, podemos dizer que é até compreensível, mas para as tarefas de trabalho do dia-a-dia, é complicado, e por mais que orientamos, parece que mais complicado fica, e segundo um dos componentes do COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission), indica a tal de informação e comunicação, ferramenta de suma importância, mas será que as pessoas estão preparadas para ouvir, ou só ouvem aquilo que interessa?

Portanto hoje o profissional de controles internos, compliance, riscos e segurança da informação necessitam incorporar uma boa parte de psicologia, para que possamos sobreviver neste no cenário, onde muitos acham que sabem tudo e poucos conseguem convence-los que não sabem, é tudo uma questão de conjunto, esforço coletivo e trabalho em equipe, e que mesmo assim temos vários obstáculos, imagine quem não faz, quantos problemas tem!!!

* Marcos Assi é consultor da MASSI Consultoria – Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2013 e Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA de Gestão de Riscos e Compliance e Gestão Tributária na Trevisan Escola de Negócios, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora. www.massiconsultoria.com.br

Lamentos de um Compliance Officer

Em 2011 publicamos um artigo intitulado a “Dura vida de um compliance”, e uma pergunta não quer calar, mudou muita coisa? Acredito que evoluímos muito, digo nós profissionais de compliance, mas no que tange à gestão…

Outro dia mesmo um possível cliente me perguntou: “o que um compliance faz?” e “eu preciso implementar isso aqui na minha empresa?

A resposta foi simples, quem são seus clientes, fornecedores, investidores e existem órgãos reguladores que norteiam seu negócio? Pois atualmente muitas empresas estão contratando produtos e serviços e exigem que seus parceiros de negócios tenham políticas internas de compliance implementadas, deixou de ser moda é realidade.

E o compliance officer tem a função de exercer o compliance, fazer com que a organização tenha como foco, estar em compliance e ser compliance, por isso este profissional passa boa parte do tempo na busca da tal falada conformidade de leis, regulamentos e normas internas, e em certos casos “lembrando” ao gestor o que ele deve fazer por isso muitos não aceitam este profissional como deveriam.

Agora é muito chato ter que evidenciar aquilo que a pessoa já está cansada de saber e de fazer, por isso é tão desgastante, mas deve ser feito por alguém.

Quanto mais o tempo passa, mais aumenta o desafio, afinal é fato que as pessoas tem aversão a controles, e muito só se movimentam quando cobrados, será que precisa ser sempre assim?

Falar em certificações é sensacional, sejam elas ISO 27000, ISO 20000, ISO 31000, COBIT, ITIL entre outras, devemos é fazer a gestão, evidenciar que a certificação é uma validação de seus estudos, devemos colocar em pratica aquilo que aprendemos, pois somente com ações e atitudes bem definidas, seja dos profissionais de controles internos, compliance, segurança da informação, riscos e auditoria, e engajar os gestores, administradores e conselheiros na excelência da conduta e na ética, e que possamos atender a principal regra dos negócios, a honestidade, palavra simples e complicada de se aplicar no mundo de hoje, mas ainda existe esperança, vale lembrar que muitas leis estão sendo publicadas na intenção que as posturas sejam modificadas para o bem.

Então chegamos a conclusão que o compliance officer tem o que lamentar, mas estamos na busca pela melhoria dos processos e na gestão dos negócios, mas sempre tendo como princípios as boas condutas e práticas negociais e sempre que possível atendendo as regras dos órgãos reguladores sejam eles nacionais e internacionais, sem contar as demandas de nosso clientes, acredito que vamos mudar o jeito de ver a atividade de compliance e controles internos.

* Marcos Assi é consultor da MASSI Consultoria – Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2013 e Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA na Trevisan Escola de Negócios, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora. www.massiconsultoria.com.br

Quais seus planos de carreira para 2014???

Para muitos alunos, esta pergunta pode não preocupar pois devem pensar “nossa, falta tanto para eu iniciar minha carreira, estou apenas no início do meu curso…”, mas isso é um grande engano!

Você começou a traçar sua carreira muito antes do que imagina. Você começou quando tomou a iniciativa de ser o responsável pela excursão do colégio, quando se candidatou a ser representante de turma, quando fez parte do grupo de escoteiros, quando fez trabalhos voluntários, quando resolveu fazer um intercâmbio fora do país para melhorar algum idioma e aprender sobre novas culturas, quando resolveu sair de casa para fazer a faculdade em outra cidade, enfim, você começou há muito tempo! O que talvez você não soubesse, é que essas decisões teriam um impacto na sua carreira, mas elas têm, e hoje você pode pensar nelas e em outras atitudes, desafios e aspirações para fazer um PLANEJAMENTO DE CARREIRA.

Se você está hoje na faculdade, este planejamento envolve, entre outras coisas:

–       Se dedicar aos estudos para que tenha um bom histórico acadêmico;

–       Iniciar ou continuar algum idioma – no Brasil os mais relevantes na busca de oportunidades são o inglês e espanhol;

–       Procurar desenvolver bons trabalhos em grupo, pensando não só na nota, mas no aprendizado que terá ao trabalhar com outras pessoas;

–       Preparar seu CV, para que ele esteja pronto, atualizado e revisado caso apareça uma oportunidade;

–       Preparar-se para entrevistas, dinâmicas, feiras de carreira, etc;

–       Participar de eventos relacionados a sua área de interesse, sempre lembrando de fazer networking!;

–       Tomar iniciativa em projetos dentro ou fora da escola, participar, envolver-se;

–      Busque um coach e/ou um mentor;

–       Procurar fazer estágio e/ou trabalhar em empresas juniores, órgãos estudantis e outros que possam te trazer experiências e contato com profissionais.

Se você criar o hábito de planejar, pensar e questionar o que precisa fazer para chegar onde quer, você verá que a lista acima vai se transformar muito ao longo de sua carreira, mas sempre vai existir.

Aproveite que a Trevisan tem o Conexão Mercado, uma area dedicada a te ajudar nesta caminhada.  Veja o calendário, eventos, treinamentos e oportunidades de 2014!

Comece agora!

Boa sorte!

Novo desafio de compliance: Lei anticorrupção vs. conduta e ética

Entrou em vigor a Lei 12.846/2013, que prevê a responsabilização de empresas que cometem atos lesivos contra a administração pública nacional ou estrangeira, materializando o preceito constitucional da moralidade previsto no artigo 37, da Constituição Federal, além da observância, em território nacional, de princípios assumidos pelo país pela Convenção de Mérida.

Convenção esta que define os procedimentos para a prevenção e detecção de transferências de ativos oriundos de atos ilícitos, as medidas para a recuperação de propriedade e os métodos de cooperação internacional necessários a uma ação mais integrada e eficiente.

A nova lei adotou a responsabilidade objetiva da pessoa jurídica, dispensando a comprovação da culpa ou dolo dos representantes da empresa como critério de incidência do ato de corrupção, o que torna mais fácil a aplicação da norma na prática.

Não posso deixar de evidenciar que é no mínimo engraçado, pois precisamos de uma lei para obrigar as pessoas físicas e jurídicas a cumprir normas de conduta e ética nos negócios? E a nova lei está transtornando muitas empresas no que tange as normas de compliance, mas agora como temos sanções administrativas e cíveis, e embora não se trate de uma lei penal, as sanções administrativas e civis previstas na nova lei são muito rígidas.

Na esfera administrativa há previsão de multa, no valor de 0,1% (um décimo por cento) a 20% (vinte por cento) do faturamento bruto do último exercício anterior ao da instauração do processo administrativo, e caso não seja possível utilizar o critério anterior, a previsão é de aplicação de multa variável entre R$ 6.000,00 (seis mil reais) e R$ 60.000.000,00 (sessenta milhões de reais).

Já na esfera judicial as sanções previstas são: perda dos bens, direitos ou valores obtidos direta ou indiretamente com a infração; suspensão ou interdição parcial de suas atividades; dissolução compulsória; proibição, durante o prazo de 1 a 5 anos, de recebimento de incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos ou entidades públicas e de instituições financeiras públicas ou controladas pelo poder público.

Aliás, o rigor empregado na previsão das sanções aplicáveis, pode tornar a legislação brasileira mais severa, inclusive, que a legislação americana, tida como umas das mais rígidas do mundo no combate à corrupção, pelo menos esperamos que sejam assim.

Mais uma vez as empresas deverão adotar critérios voltados para a neutralização dos riscos decorrentes da incidência da nova norma e suas sanções, podemos criar ou revisar os nossos manuais de boas práticas e a adoção de um efetivo sistema de compliance interno, que agirá preventivamente em casos de potencial infração legal.

Interessante como todos tem comentado sobre a aplicabilidade de gestão de compliance corporativas como se fosse algo novo, mas quem me acompanha em meus artigos, já sabe que falamos sobre isso há muito tempo, mas agora com a Lei 12.846/2013 podemos aproveitar para evidenciar mais o nosso trabalho, pois somente a existência de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria, denúncia de irregularidades não basta devemos aplicar com maior efetividade os códigos de ética e de conduta no âmbito corporativo.

* Marcos Assi é consultor da MASSI Consultoria – Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2013 e Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA Trevisan Escola de Negócios, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora. www.massiconsultoria.com.br

6 dicas para atingir seus objetivos em 2014

Então, 2014 está aí e, uma das belezas de um ano novo é o planejamento e vontade de fazer coisas novas acontecerem. Enquanto esta é uma ótima época para buscar energias para realizar novos planos, muitas vezes pode ser difícil manter e seguir estes planos por muitos meses, por 12 meses…

Além de minhas metas profissionais, tenho uma meta pessoal este ano: correr a São Silvestre (o que não é uma tarefa fácil para uma pessoa pouco adepta a exercícios, como eu).  Comecei resolvendo caminhar por uma longa praia, que liga duas cidades do Rio de Janeiro, em um total de 12 km. Embora na São Silvestre sejam 15km, e em tese estarei correndo, confesso que caminhar 12km em areia fofa de praia já foi uma boa conquista para a 1a semana do ano! Reuni algumas dicas para que eu consiga realizar esta prova e acredito que cada um possa usá-las para suas prórprias metas.

Dica # 1: Criar rotina e automatizar

Mudar hábitos é uma das coisas mais difíceis de se fazer. É fácil adquirir um mau hábito, mas complicado se livrar dele depois de algum tempo.

Uma das coisas que você pode fazer para se livrar de tentações é criar rotinas e/ou automatizar atividades. Por exemplo, você está tentando economizar mais dinheiro? Se nos últimos meses você gastou seu salário todo, não confie tanto que irá se lembrar de depositar R$ 50,00 na poupança todo mês (ou talvez se lembre mas pode acabar se convencendo de que começar mês que vem está ok…!). Para evitar que isso aconteça, configure uma transferência automática de sua conta corrente para sua conta poupança para ocorrer no dia ou um dia depois do dia de pagamento . Se for uma quantidade pequena, você não vai nem dar falta, mas verá a diferença no fim do ano.

No  meu caso, relacionado a atividades físicas, terei uma rotina de exercícios 3 vezes por semana, que será levada a sério como meu trabalho.

Dica # 2 : Seja realista.

Sejamos realistas. A maioria das pessoas não consegue passar de sedentário a atleta do dia para a noite. Se você normalmente não treina, é melhor começar devagar e não desistir, do que ter uma meta muita audaciosa que você só vai conseguir  bater por 5 dias. Que tal começar com um plano para se exercitar de 1 a 3 dias por semana?

Se o seu objetivo é escrever ou ler mais, coloque um alerta de telefone ou de calendário todos os dias que diga ” hora de ler/escrever! ” Procure não ignorar o alerta. Pare e execute sua tarefa nem que seja por um período curto e, em breve, você criará o hábito de ler/escrever/ fazer o que quer.

Dica # 3: Aproveite suas tarefas diárias para criar novos hábitos.

 Você já tem uma tarefa que deve fazer todos os dias, como ir para a faculdade, ir para o trabalho,  ou levar as crianças para a escola? Pense no que você pode adicionar a essa tarefa diária.

Por exemplo, você pode ir a uma academia por 30min no caminho do trabalho para a faculdade, ou pode aproveitar o tempo de locomoção entre os lugares para ouvir aulas de inglês, outros idiomas, ler (ou ouvir) um livro, entre outras coisas.

Dica # 4 : Mude seu ambiente, sua rotina

 Seu desejo de agradar a si mesmo pode ser seu pior inimigo.  Quando você chega em casa do trabalho/ aula, tudo o que quer é assitir um pouco da sua série favorita, e ir dormir, certo? Lamentamos, mas como diz a velha frase, se você continuar fazendo o que sempre fez, vai continuar obtendo os mesmos resultados que sempre obteve.

Se você vai levar a sério seus objetivos , fique longe de suas fraquezas.

No caso do exercício, uma boa ideia pode ser colocar seu tênis, pesos, o que tiver que te lembre de se exercitar ao lado de sua maior tentação (talvez a TV!).

Dica # 5: Assuma uma nova identidade

 Mais uma vez, se você tem um objetivo, ele não vai exigir de você só uma mudança física, mas mental também.

Por exemplo, é comum alunos ficarem 2 meses nos EUA para aprender inglês e uns aprendem bastante outros nem tanto. Ambos fizeram a mudança física, mas só alguns fazem também a mudança mental. Se você está em um novo país com o objetivo de aprender o idioma local, não ajuda ir com os amigos e falar português o tempo todo, ou ir sozinho e encontrar brasileiros ou latinos por lá. Você precisa ir, se possível ficar em uma casa de família onde as pessoas falem inglês, fazer amigos que falem inglês, ou seja, precisa fazer a mudançxa mental para conseguir maximizar seus resultados.

Dica # 6: FAZER

 Como diz Nuno Cobra (treinador do Ayrton Senna), para realizar um objetivo você só precisa de 5 letrinhas:   F  A  Z  E  R

Escolha seu principal objetivo para este ano e comece a FAZER o que for necessário para atingí-lo. Quando este estiver conquistado ou bem encaminhado, comece a executar outro. Passo a passo você tem uma grande chance de onquistar todos eles. Basta FAZER.

 UM 2014 DE MUITO SUCESSO!

Fernanda