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Contabilidade e Tributação

Enquanto aguardamos a publicação do Plano Anual de Fiscalização para 2017, documento que a Receita Federal do Brasil divulga, no início de cada ano, suas principais operações fiscais, estabelecendo as “prioridades” para a gestão de riscos fiscais nas empresas, é possível notar que o ano que se inicia está repleto de novidades, com várias iniciativas fiscais que exigem maior transparência das informações contábeis das empresas.

Se em 2016, as principais prioridades de fiscalização da RFB foram relacionadas com o tratamento tributário das práticas contábeis das empresas (planejamentos tributários vinculados a eventos de reorganização Societária, fundos de investimentos em participações, resultados auferidos no exterior, sonegação envolvendo distribuição isenta de lucros, omissão de receitas com base em notas fiscais eletrônicas e omissão de receitas ou rendimentos a partir de indícios de movimentação financeira incompatível), algumas novidades no contexto do SPED, por exemplo, indicam que 2017 a qualidade das informações contábeis permanecerão como objeto de prioridade para o Fisco:

 

1)  Obrigatoriedade do SPED Contábil para 2017:

  1. a)   Lucro Presumido: Todas que mantem Escrituração Contábil
  2. b)  Isentas e Imunes: Todas com Contribuições acima de R$ 10 mil por mês ou Receita Total anual acima R$ 1.2 milhões
  3. c)   Simples Nacional: Todas que receberem aporte de Investidor Anjo (nova Lei do SIMPLES)

 

2) Substituição do SPED Contábil:

  1. a) Para substituir arquivo já transmitido ao SPED o contribuinte deverá preparar um Termo de Verificação para fins de substituição (uma espécie de Relatório de Auditoria que contém a descrição pormenorizada dos erros)
  2. b) O Termo deverá ser assinado por outros 2 profissionais contábeis, sendo 1 deles contador ou auditor externo. Ou seja, empresas de grande porte deverão contratar auditorias para substituir os arquivos do SPED.

3) Demonstrações e relatórios no SPED Contábil (J800): desde a primeira versão do leiaute, era exigida a inserção no arquivo do SPED, além das demonstrações obrigatórias previstas no Código Civil (BP e DRE), as demais demonstrações contábeis previstas na legislação contábil (DMPL, DLPA, DRA, DFC, NE, RA, Parecer Auditoras, etc). Agora, o Registro J800 será modificado para identificar o tipo de documento anexo ao SPED, dando mais transparência e evidenciando a necessidade destas demonstrações no arquivo.

4) Demonstrações Consolidadas no SPED Contábil (Bloco K): facultativo para 2017 e obrigatório em 2018, este novo bloco de informações será preenchido pelas empresas que fazem consolidação das suas demonstrações contábeis. Basicamente, será necessário detalhar o processo de consolidação (empresas consolidadas, contas aglutinadas e ajustes contábeis de consolidação).

5) Livro Caixa na Escrituração Contábil Fiscal (SPED IRPJ): Empresas do Lucro Presumido que não apresentarem o SPED Contábil e, portanto, mantem o Livro Caixa (art. 45 da Lei nº 8.981/95), cuja receita em 2016 seja superior a R$ 1.200.000,00, deverão apresentar este livro (analítico) na ECF em 2017. Sabe-se que a legislação comercial, profissional e previdenciária, entre outras, obriga que todas as empresas devem manter a escrituração contábil. A novidade é que aquelas que deixam de fazer a escrituração contábil para evitar entregar o “detalhe” para o Fisco, deverão fazê-lo do mesmo modo, com o Livro Caixa.

6) Declaração País-a-País na Escrituração Contábil Fiscal (SPED IRPJ): Voltada para grupos multinacionais, apresentada se a declarante for a empresa estabelecida no Brasil ou caso o controlador final do grupo seja brasileiro, com receita consolidada de R$ 2.2 bi, por exemplo. Consiste em informações agregadas de receitas, resultado, IR (pago e devido), capital, número de empregados e ativos tangíveis, entre outros.

7) Bloco K no SPED Fiscal: Embora adiada a entrega analítica dos processos produtivos (estrutura e apontamentos de produção), industrias CNAE 10 a 32 e faturamento acima de R$ 300 milhões deverão apresentar, mensalmente, o Inventário (Físico). A informação não demonstra saldo contábil, mas entende-se que a tempestividade desta informação reflete diretamente sistemas de contabilidade de custos das empresas, que precisarão ser mais “precisos” pelo detalhamento apresentado ao fisco.

Além das novidades no SPED que afetam diretamente a contabilidade, destaca-se que em 2017 começa a vigorar as alterações do CPC PME (R1), voltado para empresas com faturamento até R$ 300 milhões e ativos até R$ 240 milhões. Dentre as alterações desta norma, destacam-se:

1)  Adoção Inicial: PMEs que não adotaram integralmente o CPC PME no passado, devem fazê-lo em 2017, observando as exceções previstas na norma (por exemplo, no que se refere ao Custo Atribuído dos ativos). Ou seja, é mais uma chance para “regularizar” a contabilidade das PMEs.

2)  Consolidação: Controladora avalia se utiliza o CPC PME nas DC separadas sem considerar se outras entidades do grupo têm obrigatoriedade de full IFRS.

3)  Conceito de Custo ou Esforço Excessivo: julgamento sobre adoção de políticas contábeis (por exemplo, Valor Justo). Afeta vários itens da norma.

4)  Propriedade para Investimento: Se mensurado ao Custo, classificado e evidenciado no Imobilizado. Este ajuste é relevante, sendo inclusive utilizado como exemplo do Ajuste de Valor Justo na IN RFB 1515/14.

5)  Imobilizado: alinhamento com full IFRS (CPC 27). Como exemplo, peças de reposição no estoque e baixa de peças substituídas no caso de manutenção. Imobilizado é um item bastante comuns nas demonstrações contábeis das empresas, portanto as alterações merecem atenção.

6)  Impostos sobre o Lucro: alinhamento com full IFRS (CPC 32). Como exemplo, adota a mesma terminologia para base fiscal e base contábil para identificar os efeitos temporários e permanentes objeto de reconhecimento do IR/CS Diferido.

Além das alterações do CPC PME, em 2017 os profissionais contábeis estarão analisando os ajustes necessários para adoção do CPC 47 Receitas de Contratos com Clientes e CPC 48 Instrumentos Financeiros, cujo início da vigência é 01/01/2018. Também devem estar atentos às recentes revisões dos CPCs já em vigor (CPC 02, 03, 26, 32, 39).

Finalmente, observa-se que em 2016 as empresas apresentaram, pela primeira vez, os ajustes da adoção inicial da Lei 12.973/14 (em 01/01/15), demonstrando os efeitos do IFRS na apuração dos tributos. Contudo, percebe-se que muitas empresas, mesmo após entregar no ano passado os arquivos do SPED Contábil e SPED IRPJ, ainda estão inseguras sobre o que deveria ser ajustado e informado nestes arquivos (por exemplo, o Registro I053 – Subcontas Correlatas, o Registro Y665 Demonstrativo da Adoção Inicial e o Livro Z – Razão Auxiliar). Assim, uma vez que em 2017 as empresas vão apresentar a “continuidade” dos ajustes realizados em 2016, para evitar acumular “erros” é oportuno que os requisitos para adoção correta da Lei 12.973/14 seja revisado.

Novidades no SPED, mudanças nas Normas Contábeis, alterações passadas que ainda precisam ser revisadas … 2017 será mais um ano de muito trabalho para os profissionais da Contabilidade.

 

Esse conteúdo faz parte do curso de Contabilidade Tributária que acontece no dia 22 e 23 de março na Trevisan Escola de Negócios, na unidade Tiradentes.

 

Autor: Tiago Nascimento Borges Slovav

Doutor em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo (2013). Atualmente é professor  e pesquisador,conferencista e consultor de empresas na área de Administração, com ênfase em Controladoria, atuando principalmente nos seguintes temas: Controladoria, SPED e IFRS. Foi Professor e Coordenador do Curso de Graduação em Ciências Contábeis da UNISO por 7 anos. Consultor há 15 anos em organizações como: Kyocera Yashica, Promon Engenharia, PST do Brasil, Ellenco, Dynapac (Atlas Copco), Roma Jensen, Nilfisk do Brasil, CAS Tecnologia.

O Maracanã morreu!

Não é o mesmo estádio. O mesmo ambiente. O mesmo espírito. Apenas um novo estádio – estádio não, arena. Arena esta construída no mesmo lugar e, para disfarçar a radical mudança, com a mesma estrutura externa e o nome, mas… o velho Maracanã está morto e seu espírito com ele se foi.

Vivi as três fases do Maraca:

Quando, oficialmente, 200.000 pessoas se espremiam em qualquer espaço.

Testemunhei as folclóricas comemorações que Geraldinos faziam à beira do campo, e a festa dos Arquibaldos ocupando quase todo o anel.

Quando em 2005 acabaram com a geral.

Mantiveram a estrutura das arquibancadas e alguns Geraldinos tentaram se transformar em Arquibaldos. Alguns conseguiram, mas a essência dos Geraldinos havia acabado.

Quando em 2014 acabaram com a arquibancada.

É, acabaram. Porque essa estrutura, em rampa descendo até o campo com cadeiras dobráveis, não lembra nem de perto a nossa velha e querida arquibancada.

 

Nós, torcedores, ainda buscamos nosso espaço, tentando nos adaptar aos novos setores e às novas regras para torcer impostas pela PM e pela FIFA.

Alguns vão dizer que estou sendo saudosista, que isso é a evolução do futebol. Entendo. Mas…

É preciso fazer algo para que o estádio, desculpe, arena, recupere ao menos um pouco da alma do antigo Maracanã que está perdida no limbo, talvez vagando pelo Umbral. Essa alma precisa reencarnar nessa fria, insípida, incolor, inodora, inacústica arena, trazendo de volta ao menos um pouco do que havia no passado recente, do calor das festas das torcidas, da interação com os jogadores.

Voltar a torcer sem limites de bandeiras ou instrumentos musicais; atirar papel higiênico no momento que os times entrarem em campo em separado; retirar as cadeiras dos setores superiores (norte e sul), para que nós, Arquibaldos, voltemos a nos sentir como no antigo estádio; autorizar jogadores a comemorar junto da torcida subindo os degraus e abraçando a galera e claro, precisamos trazer os Geraldinos de volta, com uma espaço específico, ao qual eles teriam acesso por um valor que qualquer torcedor apaixonado, mas sem muita grana, poderia pagar.
O Estádio do Maracanã morreu! Vida longa à Arena Maracanã!

 

Autor: Fred Mourão

Coordenador do curso de MBA em Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios, na unidade Rio de Janeiro

Torcidas Organizadas ou Torcidas Profissionalizadas?

Qual a diferença entre assistir a uma partida de futebol na Tv em casa, no bar, sozinho, com amigos, ou estar no estádio?

Qual a diferença, em emoção, de assistir pela Tv um jogo do campeonato brasileiro, alemão, inglês, americano ou chinês?

Sem festa, sem torcida, não há diferença. Ou melhor, há diferença sim. Começa a ser melhor assistir em casa, pois não preciso me deslocar, tem tudo na geladeira, o conforto do meu sofá….

Ir ao estádio assistir a uma partida de futebol precisa continuar sendo uma experiência única.

O clima da partida está no ar ainda fora do estádio. A energia flui. Os gritos. As músicas. A festa. O momento onde o nome de cada jogador é citado pelo locutor do estádio e repetido pela torcida. A entrada em campo. O foguetório. Os rolos de papel higiênico sendo atirados. As bexigas coloridas. As bandeiras tremulando. A batucada ditando o ritmo. O hino sendo entoado. As palmas ritmadas. Os braços erguidos. A comemoração do gol. A festa da vitória.

Visualizou?

Então, agora, retire tudo isso.

O estádio se transforma num teatro. A emoção existe, mas não é extravasada. Fica contida. Acontece somente no momento do gol, com palmas.

 

Proibindo as Torcidas de entrar no estádio, com todo ou parte do seu material, a Policia Militar, o Ministério Público e o STJD – Superior Tribunal de Justiça Desportiva – estão prestando um desserviço ao futebol brasileiro. Até porque esse tipo de generalização enfraquece as Torcidas do bem.

Uma solução para quando algum ato de violência acontecer no estádio, e seu executor for identificado, é o que fez recentemente a Comissão Antiviolência na Espanha quando multou em R$10 mil e proibiu de acessar o estádio por seis meses um torcedor de 17 anos que arremessou uma garrafa no Neymar durante uma partida, solução que pode ter a pena agravada de acordo com a gravidade do ato ilícito.

Aqui, o estado é incompetente, não consegue punir o verdadeiro culpado, não consegue fazer com que cumpra a pena de não acessar estádios, e o que faz? Penaliza toda a Torcida pelo comportamento de uma pessoa ou de um grupo. É como um morador assaltar um apartamento no prédio onde mora e a justiça condenar os moradores a não usarem o elevador e a garagem por alguns meses.

 

A Torcida é um BEM necessário. Eles se reúnem muito antes de cada partida para organizar a festa que vamos desfrutar no estádio, separar os instrumentos, costurar, pintar ou recuperar as bandeiras que vão bailar no ar durante a partida, preparar as faixas, mosaico, comprar rolos, encher as bexigas.

Essas pessoas, dedicadas, apaixonadas pelos seus clubes, são essenciais para a festa.

 

O que precisa ficar claro é que, se buscamos a profissionalização dos clubes, dos juízes, da administração dos estádios, devemos também buscar a profissionalização das Torcidas como entidades sem fins lucrativos e com sua prestação de contas aberta.

A saída ideal seriam os clubes trabalharem com elas, em conjunto, de uma maneira profissional, não as financiando com dinheiro do clube ou de patrocinadores, mas ajudando-as a obter todo o material necessário para a festa, a entender que a festa que fazem tem um valor e é preciso capitalizar esse valor. São bandeirões, camisões, mosaicos, faixas, bexigas, que podem vir com a marca de um apoiador ou um patrocinador que faria a compra dos materiais e aluguel do transporte para viagens pagando direto ao fornecedor, ou seja, patrocinariam determinadas Torcidas comprometidas, antes de tudo, com a paz nos estádios.
O clube poderia ajudar nessa profissionalização com o know how em negociações com patrocinadores, na estruturação e transparência de contas e até desenvolver um plano de Sócio Torcedor específico para Torcidas.

Obs.: Na verdade, no Flamengo, tivemos um diálogo aberto e contínuo com as principais torcidas, conseguindo em alguns momentos pontuais apoio de patrocinadores e lançando um plano específico de Sócio Torcedor.

 

Autor: Fred Mourão

Coordenador do curso de MBA em Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios, na unidade Rio de Janeiro

Resgatando a nova geração de torcedores brasileiros do canto de sereia do futebol europeu

Andando pelas ruas de qualquer cidade brasileira, cruzamos com crianças e adolescentes vestindo a camisa de algum clube de futebol europeu.

Famílias inteiras, mulheres, crianças e adolescentes, cada vez se sentem mais atraídos por times do “velho” continente repetindo, de certa forma, o comportamento que ainda existe em vários estados do Norte, Nordeste, Centro Oeste e até do Sul do país, onde até hoje torcedores se envolvem mais com equipes do Sudeste do que com os clubes de sua cidade ou estado.
As transmissões pela Tv, por conta do fuso horário europeu, acontecem durante a semana no horário da tarde, no qual crianças e adolescentes estão disponíveis em casa, nas ruas ou no clube, enquanto isso, os jogos de meio de semana, de maior apelo dos campeonatos no Brasil, são transmitidos às 22 horas terminando próximo à meia noite, o que inviabiliza às crianças de acompanhá-los e de desenvolver o hábito de ver nosso futebol.

No fim de semana, enquanto os jogos europeus continuam sem praticamente nenhuma concorrência no mercado nacional, acontecendo a partir das nove da manhã e seguindo até o fim da tarde, os jogos locais são transmitidos na noite de sábado, quando as crianças estão com suas famílias e os jovens com os amigos, ou no fim da tarde de domingo, único horário em que realmente todos estão disponíveis.

Vemos claramente que o futebol europeu está seduzindo os jovens fãs brasileiros da mesma forma que os times do Rio de Janeiro, quando capital do Brasil, seduziam os torcedores de quase todo o país por conta da Rádio Nacional.
Além de gradativamente buscarmos um reencaixe da programação da Tv para não continuarmos perdendo a nova geração para os europeus, transmitindo os jogos de quarta às 21h, tendo alguma partida relevante na tarde de quarta e/ou quinta no lugar da Sessão da Tarde, ampliando um pouco mais os horários de sábado e domingo para, literalmente, batermos de frente com as transmissões de fora, precisamos também atrair essas crianças e jovens de volta ao estádio onde, ali sim, somos imbatíveis.
A atmosfera do estádio, a festa nas arquibancadas, as bandeiras, os cânticos, a batucada, a entrada do time em campo, a energia durante a partida, a comemoração dos gols, ou seja, tudo que envolve uma partida de futebol dentro do estádio fazem aquelas duas horas únicas, sedutoras. Ali sim, no estádio eles sentem a presença e a energia do time.
Os adolescentes e crianças assistem e interagem com a festa, com seus times e seus ídolos, se sentindo parte do clube do coração e, somente assim deixarão de lado os times europeus os quais eles só podem, na grandessíssima maioria das vezes, assistir pela Tv.
Claro que precisamos melhorar os acessos, facilitar o transporte, cuidar da segurança fora e dentro do estádio para que os pais se sintam seguros em trazer seus filhos para as partidas.
Além de tudo isso, temos que criar pacotes com preços família, com espaço de estacionamento e áreas específicas no estádio, exatamente como faz o Tottenham Hotspurs, um dos clubes europeus que visitei em 2013.
Com todos esses cuidados, e a repetição ad nauseum desse padrão, em pouco tempo os pais se sentirão confortáveis e seguros em trazer seus filhos e filhas, e esses se engajariam cada vez mais no espírito de torcedor do seu clube de coração.
É uma guerra de mercado, e precisamos cuidar do nosso.

 

Autor: Fred Mourão

Coordenador do curso de MBA em Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios, na unidade Rio de Janeiro

Acesso aos torcedores de baixa renda

O futebol não é mais aquele futebol romântico que existia até o fim dos anos 80, quando os jogadores muitas vezes dedicavam toda sua carreira a apenas um clube. O futebol se transformou, se profissionalizou e agora envolve somas milionárias, com compra de direitos econômicos de jogadores, direitos de imagem, altos salários, investimentos em formação, em estrutura, acompanhamento médico e psicológico, mídia training, entre vários outros fatores que buscam desenvolver todo o potencial de cada atleta.
Para cumprir esses requisitos é preciso arrecadar, e todas as fontes precisam ser maximizadas. As cotas de televisionamento, a fornecedora de material esportivo, o espaço no uniforme, licenciamento de produtos, programa de sócio torcedor e, naturalmente, a renda de bilheteria. Não há como abrir mão de nenhuma receita.
É preciso administrar para todos sem perder receita e sem ser populista. Então, como conciliar a necessidade de arrecadar, mantendo as contas em dia, tendo um orçamento equilibrado para investir em novas contratações de peso, na formação de novos atletas na base, manter um time competitivo e trazer os apaixonados torcedores de menor poder aquisitivo novamente para o estádio?
Como manter o equilíbrio das receitas da partida cobrando mais barato por esses ingressos?

Como garantir que esse torcedor comprará o ingresso e entrará no estádio?

O que o impediria de revendê-lo por um preço maior?

E mais, como ele comprovaria sua situação econômica?
Antes de mais nada é essencial buscar o equilíbrio da receita, subsidiando esse ingresso através do aporte de algum patrocinador e/ou repassando o valor descontado para os ingressos de outros setores.

O passo seguinte é a venda e garantia de acesso a esse público.

Vender ingresso na entrada no estádio, com o torcedor comprando e entrando, sem a possibilidade de revender, garantiria o funcionamento do projeto, mas poderia causar tumulto nesse acesso com centenas de torcedores tentando comprar e entrar.

Então, para evitar esse possível tumulto na entrada, vender ingresso antecipado, nominal e intransferível, com acesso em separado seria uma solução.
E para garantir que somente o torcedor de menor poder aquisitivo tenha acesso a esse ingresso subsidiado, a melhor saída seria desenvolver um cadastro desses torcedores.
Já para os torcedores que não participam do projeto sócio torcedor, frequentam os estádios e gostariam de garantir seu acesso aos jogos mais importantes, onde provavelmente as vendas esgotariam ainda online, estes deveriam comprovar frequência em um determinado número de partidas, guardando os canhotos dos ingressos, e garantindo assim um desconto para compra em alguma partida mais concorrida. Dessa forma, os torcedores fieis, mas que não participam do projeto sócio torcedor, teriam a possibilidade de estar no estádio em jogos de grande demanda.
Ou seja, são soluções para os que frequentam todos os tipos de jogos sem serem sócios torcedores e gostariam de poder comprar uma semi ou final, e para os de menor poder aquisitivo terem a oportunidade de estar presentes acompanhando seu time do coração.

 

Autor: Fred Mourão

Coordenador do curso de MBA em Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios, na unidade Rio de Janeiro

 

Employer Branding

O Employer Branding vem ganhando espaço na estratégia de marketing das empresas que almejam o sucesso em tempos que o consumidor tem cada vez mais acesso às informações, sendo elas boas ou prejudiciais ao seu negócio.  Porém, o que parece ser um trabalho simples de Recursos Humanos, tem um impacto positivo para empresa, aliado a uma consciência de missão, visão, valores e cultura organizacional, sendo uma ótima alternativa a estratégia de marketing.

Para começo de conversa, o termo significa a sua “marca como empregadora”, isto é, como ela se comporta com seus funcionários, como é a cultura organizacional e se a missão descrita é realmente colocada em prática ou se é apenas algo estampado na  porta de entrada. Para ser mais objetivo, a sua marca, seja ela qual for tem concorrência, certo? Por exemplo, a Trevisan Escola de Negócios tem como concorrentes outras escolas de negócios e faculdades, pois estão no mesmo segmento, já a Trevisan como marca empregadora, tem concorrentes como: Google, Uber, Twitter ,startups e o risco do possível candidato querer abrir o próprio negócio, isso porque um possível candidato não procura vagas em apenas um segmento, ou seja, no momento sua empresa pode estar perdendo candidatos para segmentos mais atraentes.

Essa ferramenta é importante para desenvolver o endomarketing, pois apresenta maneiras de engajar seus funcionários e  pode ser basicamente resumido pela frase de  Richard Branson, CEO da Virgin, “se você cuidar de seus funcionários, eles cuidaram dos seus negócios”.

Caso ainda existam gestores desacreditados no poder do employer branding, aqui estão alguns fatos interessantes: segundo a Employer Branding Global Trends, as estratégias reduzem 33% o custo de recrutamento e melhora a qualidade de candidatos em 33% e aumentam o engajamento em  47% e a retenção de talentos em 41%. A pesquisa feita pelo Linkedin apontou a prática no Brasil como uma das principais tendências em recrutamento.

O que nem sempre quer dizer que oferecer benefícios como: mesas de pebolim, videogames, salas de descanso e horários flexíveis, vai resolver problemas de produtividade entre funcionários, isso depende mais da cabeça dos gestores. Explicando melhor, não adianta a empresa dar benefícios como esses para seus funcionários, se os gestores condenam quem os usa e torce o nariz os achando preguiçosos. O employer branding pode ser importante para ajudar a manter bons funcionários em meio a crise, uma vez que investir em aumento de salários e bônus em dinheiro pode ser perigoso, as práticas oferecerem incentivos que saem mais barato e possuem maior eficácia.

A motivação de funcionários pode ser considerada uma vantagem competitiva para as empresas, pois impacta diretamente na produtividade e além de criar um bom ambiente de trabalho,reduz os custos com contratação e treinamento de novos colaboradores, ajudando na retenção de talentos.Por conta disso, repense na sua estratégia de employer branding e caso esteja esquecido ou não sendo colocada em prática, estruture melhor com o seu RH, os benefícios são inúmeros a um orçamento limitado como o da crise.

Deixe sua opinião nos comentários: O employer branding é realmente eficaz nas organizações? Quais outras medidas são interessantes para reter e atrair talentos nas empresas?

 

Autor: Mariana Serra

Colaboradora da área de Comunicação e Marketing da Trevisan, Estudante do curso de Graduação em Marketing pela FAM e formada em Fotografia pela Anhembi Morumbi.

 

Millennials fantásticos e onde habitam

 

A geração denominada Millennials promete mudar o jeito como nos relacionamos no ambiente de trabalho e como montamos a estratégia de marketing das empresas. Saiba quem são, como chegar até eles, quais os métodos usados para  encantá-los até sua organização e o porquê é tão importante que as empresas saibam como usar o employer branding para reter talentos (principalmente os millennials).

A geração de pessoas nascidas entre 1981 e 2000 (embora há controvérsias sobre a data exata) foi apelidada de geração Y ou millennials, e se nunca ouviu falar neles há inúmeros adjetivos que os pesquisadores usam para defini-los, tais como: progressivos, otimistas e inovadores. Há quem atribua na lista palavras como protegidos, privilegiados e subempregados.

O uso compulsivo das redes sociais e a constante luta para mudar o mundo a sua volta, faz com que os millennials ainda sejam  muito subjugados pelas gerações anteriores, mas pelo que as pesquisas apontam essa geração não é tão previsível e mimada quanto parece, pelo contrário, eles podem ser um grande plus a sua equipe. Isso é o que mostra a pesquisa feita pela Universidade de Bentley, onde aponta que 80% dos millennials são muito leais às suas empresas e acham que trabalharão em 4 ou menos empresas durante suas carreiras, já em relação ao uso constante de redes sociais, 66% dos entrevistados afirmaram que o empregador deve reduzir o acesso às redes sociais para aumentar a sua produtividade, outro dado interessante é que mesmo sendo uma geração conectada onde a maioria nasceu quando a internet já existia, 51% dos millennials preferem se comunicar pessoalmente com colegas de trabalho a mandar emails e mensagens que correspondem a 19% e 14% respectivamente.

A Geração Y também pode ser vista como um novo desafio ao marketing e o RH, esse novo tipo de colaborador desafia os padrões de valores e estímulos corporativos tradicionais, pois com um maior acesso a informação, sempre estão atentos ao que acontece na empresa e não só pelos canais internos. Sendo assim, fica cada vez mais difícil esconder fatos que possam prejudicar a marca, e não ser 100% honesto e transparente no ambiente organizacional pode desencantar boa parte de seus funcionários. Esses fatos deixam cada vez mais tênue a linha que separa o funcionário do consumidor final, evidenciando a necessidade do employer branding como parte da estratégia de marketing da empresa.

O employer branding se torna cada vez mais presente nas empresas, uma vez que esse consumidor/colaborador infeliz no seu ambiente de trabalho e com seu “produto” terá grandes chances de ser seu concorrente alguns anos a frente, e pior com uma startup tão inovadora quanto atraente, que por consequência conseguirá atingir com eficácia outros consumidores descontentes e millennials com sede de mudança pelo mundo.

Se mesmo com esses dados as startups ainda não parecem uma ameaça, uma pesquisa feita pela Goldman Sachs vai fazer com que pense o contrário, já que 33% dos jovens entrevistados acreditam que não precisarão de um banco em um período de cinco anos, e 40% que possuem pequenos negócios estão usando maneiras alternativas de financiamento que não envolvam bancos e além de deixar de usá-los. Além disso, 50% deles também acreditam que os bancos serão substituídos por startups de tecnologia. Esses são fatos que não devem ser subestimados, uma vez que grandes empresas de hoje como Google, Facebook, Twitter, Uber, fazem trabalhos que seriam difíceis de imaginar há 30 anos atrás e  portanto, devem ser consideradas grandes ameaças para as multinacionais no quesito employer branding, pois costumam atrair colaboradores engajados, com alto conhecimento, multitarefas, motivados por um propósito em comum o que deixa evidente o quanto os millennials já mudaram a forma como trabalhamos hoje.

Podemos afirmar que a característica mais marcante dessa geração é trabalhar em algo que você acredita e amar o que se faz, e isso vai muito além de salários e benefícios. Por conta disso, as grandes empresas estão cada vez mais preocupadas em conectar suas marcas e realizar campanhas nas quais os usuários possam participar ativamente e dar seu feedback em tempo real. Essa preocupação é genuína, já que uma pesquisa da Social Base mostra que 63% dos jovens acreditam que as grandes empresas estão preocupadas apenas com os próprios lucros, um dado alarmante que explica o boom de crescimento das startups, isto é, confiança e identificação de valores atrai mais que propaganda genérica e fria.

E você, o que acha? Quais serão as principais mudanças que essa geração pode trazer a forma que trabalhamos atualmente?

 

Autor: Mariana Serra

Colaboradora da área de Comunicação e Marketing da Trevisan, Estudante do curso de Graduação em Marketing pela FAM e formada em Fotografia pela Anhembi Morumbi.

 

Custo Tributário do Brasil

Atual estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) demonstra que o Brasil é o país com a maior carga tributária toda América Latina e Caribe. No entanto, o que nem sempre aparece é o chamado “custo tributário do país” que é representado pelos altos gastos das empresas com tecnologia, pessoal, contingências fiscais e etc.

Os gastos com tecnologia são diretamente proporcionados pelo desenvolvimento de diversos sistemas para atender as exigências FISCAIS, principalmente, dos SPEDs – Sistema Público de Escrituração Digital-, que são basicamente sistemas para o cumprimento das obrigações acessórias criados pelos Fiscos de todas as esferas. É o fisco empurrando para o contribuinte o dever de fiscalização que é dele. Sistemas complexos que tem demandado das empresas grandes esforços de capital, com a justificativa de combate à sonegação de tributos.

Além disso, as alterações da legislação, que para buscar atender a divisão de recursos ente os entes da federação, exigem do contribuinte novos investimentos em contratação de pessoal, treinamento, e principalmente, assunção de novos riscos de pagamento de multas por descumprimento de tantas obrigações acessórias impostas.

Exemplo disso foi a comentada Emenda Constitucional 87/2015, também conhecida como a Emenda do Comércio Eletrônico, deixando de lado a questão se é justa ou não, ela na prática gera para as empresas um maior custo tributário, pois além de ter que ajustar os sistemas para as novas exigências faz com que as empresas tenham que lidar com a legislação de todos os estados da federação o qual ela vende, o que antes não era necessário pois a lógica do ICMS é que o tributo seja devido ao estado de origem.

Todos esses custos, “invisíveis” a população, impactam diretamente a economia, canalizando recursos que poderiam ser aplicados no desenvolvimento de novos negócios ou simplesmente redução de custos. O que poderia gerar um ciclo virtuoso na economia, de redução de preços, aumento de vendas e geração de empregos.

 

Autor: Joelson Fagundes Jr.

Contador, com Mestrado em Ciências Contábeis especialista em Contabilidade Tributária, Finanças e Controladoria. Professor e palestrante nos cursos de Graduação e Pós-Graduação nas áreas Tributária-Fiscal, Controladoria e Finanças na Trevisan Escola de Negócios. Contador na Petrobras Distribuidora S.A na área de Planejamento Tributário.

Terceiros: Melhores Práticas de Gestão para o Ambiente de Negócios

As relações das empresas com os seus terceiros no dia a dia do ambiente de negócios sempre foram e serão norteadas por desafios, especialmente após a edição da Lei 12.846/13 – Anticorrupção, a qual responsabiliza as pessoas jurídicas nas esferas administrativa e civil pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira.

Temos por terceiros todos os atores que atuam em parceria para que os objetivos das organizações e das empresas sejam alcançados, ou seja, alguém que fala e age em nome da organização. Nesse universo, temos fornecedores de insumos, prestadores de serviços, parceiros de negócios, associados, representantes comerciais ou de vendas, subcontratados, distribuidores, procuradores, despachantes e até clientes. Sim, os clientes! Estes são e devem ser considerados também como terceiros.

Expressões como transferência, repasse, atribuição, acesso, entrega e delegação estão diretamente associadas às atividades terceirizadas.

Mas as organizações e as empresas contratam terceiros por quais razões? Realizam diligências adequadas? Confiam, conhecem e monitoram? Sabem de quem é a responsabilidade pela gestão das atividades e serviços prestados? Como detectar que o serviço de um terceiro está sendo ineficaz? E por fim, sabem quanto o seu terceiro se utiliza de serviços de outros terceiros?

Pois bem, estas e outras questões devem estar no “radar” dos gestores empresariais, de modo a aperfeiçoarmos o ambiente de negócios e “trazermos para o jogo” todos os terceiros que compõem a cadeia produtiva, independentemente do seu porte e do segmento de atuação.

Vale lembrar que a terceirização não é apenas um fenômeno jurídico, mas sobretudo um fenômeno de gestão e de administração. Com a evolução da dinâmica do mundo dos negócios e a descentralização de muitas das atividades, a terceirização passou a ter atuação quase que ilimitada, desde a diversificação dos processos de produção, passando pela desburocratização da estrutura administrativa, até as questões econômicas de custo versus benefício. Ou seja, ao final, a terceirização deve agregar valor e saber ao negócio.

A legislação sobre a flexibilização das regras trabalhistas vem evoluindo desde a década de 60 – livre iniciativa, trabalho temporário, contrato por prazo determinado, banco de horas etc. – e a terceirização não foge a essa evolução. E exemplo disso, temos a Súmula 331, do Superior Tribunal do Trabalho, a qual impõe limites jurídicos à terceirização, e o Projeto de Lei da Câmara dos Deputados 30/15, o qual deve ser acompanhado com atenção, considerando os diversos temas tratados em seu conteúdo, tais como o próprio conceito de terceirização no âmbito das empresas privadas (“transferência feita pela contratante da execução de parcela de qualquer de suas atividades à contratada”), requisitos, responsabilidade solidária, deveres do contratante e da contratada, multas, dentre outros.

Por falar em legislação, não podemos deixar de considerar, além da Lei 12.846 – Anticorrupção, a Lei 12.850/13 – Crime Organizado e a Lei 9.613/98 – Prevenção ao Crime de Lavagem de Dinheiro, no âmbito de gestão dos terceiros. Basta vermos o estrago que a Operação “Lava Jato” vem fazendo em diversas organizações e empresas, muitas delas terceiras, envolvidas em algum tipo de ilícito contra a administração pública.

Diante deste cenário, é fundamental gerenciar os riscos envolvidos nas relações com terceiros, sejam eles quais forem, trabalhistas, tributários, previdenciários, de logística, de gestão e até de prevenção ao cometimento de ilícitos.

Conhecer os terceiros e as suas práticas de gestão e condução de negócios, bem como conscientizá-los da necessidade de adoção das melhores práticas de governança é imperativo, sobretudo se considerarmos o cenário macroeconômico atual e futuro, onde não haverá espaço para organizações e empresas despreparadas.

As organizações e as empresas têm, neste momento, uma ótima oportunidade para “fazerem a lição de casa”, reunir os seus terceiros e chama-los a aderir às regras do jogo.

Os terceiros, pequenas, médios e grandes, que desenvolverem ou aperfeiçoarem as suas estruturas de governança certamente terão um diferencial de concorrência e maior perspectiva de oportunidades de negócios.

Para ajudar as pessoas jurídicas a se prepararem para esta nova realidade, é fundamental contar com uma assessoria de compliance e gerenciamento de riscos corporativos, considerando os diversos tipos de relacionamento e interfaces, seja com o Poder Público, seja com parceiros de negócios, prestadores de serviços e mão-de-obra terceirizada, de acordo com o segmento de atuação.

Melhorar a gestão, adotar critérios de sustentabilidade e de conduta, ter políticas e procedimentos transparentes sobre potenciais conflitos de interesse e prevenção a atos ilícitos, aperfeiçoar canais de comunicação e atendimento, oferecer treinamento e capacitação adequada aos funcionários e colaboradores, estão entre os critérios que devem ser observados pelos terceiros para o sucesso e a continuidade das suas atividades.

Autor: Emerson Siécola

Advogado, professor, palestrante e colunista. Experiência profissional de mais de 25 anos, 15 dos quais dedicados à implantação de programas de compliance e gerenciamento de riscos corporativos.

Membro do ICB – Instituto Compliance Brasil, Comissão de Estudos de Compliance do IASP -Instituto dos Advogados de São Paulo, Comissão de Compliance e Anticorrupção da OAB/SP e Grupo de Trabalho de Ética e Governança Corporativa da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, São Paulo.

A Trevisan está oferecendo o curso de extensão Educação Executiva Gestão de Terceiros na Prática : Riscos , Controles e Compliance ministrado pelo Prof. Emerson Siecola para maiores informações entrar em contato [email protected] ou (011) 3138-5204 /5231.

Tendências de Evolução no Futebol

Acreditamos que o futebol brasileiro (como evento), para voltar a ser competitivo com o futebol Europeu e futuramente o Norte Americano, num futuro não tão distante assim. Devemos passar por mais duas etapas, considerando que estamos na primeira. E com isso conseguir os melhores resultados em todos os aspectos.

Essa transformação deve ser de forma evolutiva e construtiva, onde terão destaque, os clubes que conseguirem desenvolver e implantar um Planejamento Estratégico, visando resultados através de ações nas esferas de Gestão, Marketing e Esportes. Esferas estas baseadas em 03 pilares, estes para outra discussão, são eles: A Estrutura Física, a Gestão Corporativa e os Resultados, das quais aqui incluímos os Resultados Esportivos, Financeiros e Sociais. Tudo dentro de um processo empresarial da qual considera o sistema: Causa-Efeito.

Citamos abaixo as 03 (três) Etapas, que consideramos neste estudo:

1.Futebol – COMPETIÇÃO: Modelo Atual, com todos seus problemas voltados exclusivamente no processo de competição da qual alguns pontos são observados como: cada um luta por si só, com sua capacidade e posicionamento; é a individualização do sistema e quem pode mais chora menos. Este sistema tende a criar uma divisão e um distanciamento entre os clubes. Mesmo assim, este distanciamento será sempre suprido por outros clubes através de “ação momentânea”, criada através de alguns pontos de pouca duração como: plantel melhor ou com mais tempo junto, estrutura e planejamento de competição, atletas como destaque, comissão técnica, diretoria, através de ações e recursos temporários, não efetivos, de médio e longo prazo. Aqui aparecem os destaques individuais ou até mesmo a formação do grupo. Desta forma os pilares iniciais (capacidade e posicionamento) acabam não influenciando diretamente nos resultados com freqüência. Fica evidente quando verificamos os campeões, há uma diversidade de times. Ponto de Interesse: Atletas, Direção Técnica e Torcedores.   

2. Futebol – NEGÓCIOS: Primeira evolução do sistema,há um novo conceito, e a definição de “time” para “clube”, onde surgem outros departamento e setores como uma importância destacada durante as competições, há uma preparação dentro e fora do campo esportivo. Há novos interesses e necessidades e com isso o clube se prepara para transformar o clube de forma corporativa, trabalhando sobre 03 pontos principais: A Gestão Administrativa e Profissional, A Estrutura Física e Humana e os Resultados (Financeiros, Sociais e Esportivos). Transforma a visão do clube em Gestão de Negócios e procura transformá-lo em empresa altamente lucrativa. Ponto de Interesse: Diretoria, Gestores, Investidores e Patrocinadores.

3.Futebol – ENTRETENIMENTO: Segunda evolução do sistema, a principal e onde ocorre a mudança total do comportamento do clube em geral. É um Sistema já “estabilizado”, onde o papel do futebol passa a ser o entretenimento das pessoas e famílias e desta forma, há naturalmente uma evolução nos conceitos de competição e de evento. Ponto de Interesse: Organizadores de eventos, patrocinadores, assistentes, e todos outros atores do Processo onde cada um tem sua importância no resultado final.

Podemos verificar nesta 3ª fase – Futebol-entretenimento nos campeonatos Americanos (nas diversas modalidades esportivas) e no campeonato britânico e alemão, este último ainda num processo inicial de estabilização.

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Portanto, temos muito a evoluir são duas etapas de atraso, acredito no poder de superação do futebol brasileiro e também na necessidade imperiosa de “mudança comportamental” com Gestão Profissional, Estrutura e Resultados, objeto de um próximo artigo.

QUANTO ANTES, MELHOR!

Autor: Jeferson J. Valle

Prof. Jeferson José do Valle, especializado MBA pelo IPEP – Univ. Dallas – EUA, em Marketing e Negócios Internacionais, professor universitário há mais de 15 anos em cursos de graduação e  pós-graduação nas áreas de Administração de Empresas, Direito, Educação Física, Engenharia, Recursos Humanos, Gestão Ambiental, Marketing e Estratégia Empresarial. Coordenador Acadêmico do MBA em Gestão e Marketing Esportivo da Faculdade Trevisan.