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Torcidas organizadas no Brasil e o espetáculo esportivo

O evento esportivo no Brasil deve se aproximar cada vez mais do conceito de entretenimento. Em outras palavras, a ideia é que a família possa colocar entre suas opções de divertimento e lazer, além do cinema, teatro e parque de diversões, a ida a um estádio para assistir uma partida de futebol ou a um ginásio para um jogo de basquete.

Nesse contexto de transformação do evento esportivo em um espetáculo, a torcida exerce um papel primordial. Experimente imaginar um jogo sem a presença de público para entender a importância do público na valorização do evento. No caso do futebol, não se pode negar que grande parte do espetáculo das arquibancadas é produzida pelas chamadas torcidas organizadas. São elas que seguem o time onde e quando for, e que estimulam o resto do público a cantar e incentivar seu clube. Só que existe o lado obscuro dessa história, que ano após ano continua a estarrecer a sociedade.

O jornal O Lance! trouxe em recente reportagem que até hoje 155 pessoas foram mortas por “facções organizadas” no Brasil. É claro que os membros de torcida organizada que se envolvem em confusões, brigas e assassinatos é uma minoria, o que de qualquer forma não exime a agremiação da sua responsabilidade.

Tratando deste tema infelizmente ainda atual, a Trevisan Escola de Negócios realizou, em 2010, um debate com lideranças que representavam os dois lados da história.

Para saber mais sobre o debate acesse: http://www.trevisan.edu.br/videos/detalhe.cfm?idvideo=14

Patrocínio no futebol: momento de ajuste

A dificuldade que alguns dos principais clubes de futebol do País estão tendo para fechar seus contratos de patrocínio para o ano de 2012 é bastante reveladora de um processo de ajuste do mercado. Primeiro houve aquele “boom” após a vinda do Ronaldo para o Corinthians no final de 2009, que resultou no maior contrato da história no ano seguinte: R$ 38 milhões com a Hypermarcas.

Esse fato permitiu que os outros clubes se sentissem à vontade para aumentar seus pedidos em até trêz vezes nos anos seguintes. E o retorno “fenomenal” que a Hypermarcas teve em termos de exposição foi o estopim para que outras empresas aceitassem pagar esses valores num primeiro momento.

O que acontece agora é que esses valores estão tão altos que não justificam para a empresa um retorno apenas de exposição e visibilidade de marca; seria mais barato comprar anúncios ou outra forma de mídia. Nesse contexto, ambos os lados devem reavaliar suas estratégias no seguinte sentido:

  • Clubes: para justificar os altos valores, o clube precisa entregar mais do que apenas a visibilidade na camisa. Os gestores de marketing dos clubes devem oferecer outras propriedades que permitam ao patrocinador desenvolver relacionamentos concretos com o público torcedor e de fato gerar retorno para seu investimento.
  • Marcas: as empresas precisam enxergar a ação de patrocínio como parte de sua estratégia de posicionamento de marca, muito além da visibilidade que o logo na camisa proporciona. Para isso, precisa reservar pelo menos o mesmo valor da cota de patrocínio para investir em ações promocionais e de relacionamento, a chamada ativação.

Para o clube, não basta mais estabelecer um valor e achar que o tamanho da torcida e o tempo de exposição na Globo vão ser suficientes para conseguir atrair um patrocinador. E do lado da empresa, é preciso compreender que sem ativar o patrocínio é praticamente desperdício de dinheiro.

 

Transformando vale-tudo em negócio bilionário

A primeira vez que tive contato com o UFC-Ultimate Fighting Championship foi em 1995, quando passei um período estudando inglês em Denver, EUA. O pessoal local já era vidrado nesse novo tipo de luta, e se entusiasmavam em falar com brasileiros por que foi a famosa família Gracie que criou as primeiras competições do que na época se chamava “vale-tudo”. Confesso que na época não me empolguei muito com aquilo tudo e a vida seguiu.

Quem diria que 15 anos depois aquele tipo de luta se tornaria um dos esportes que mais crescem no mundo e o UFC a marca esportiva mais valiosa nos EUA? Hoje, o MMA (Mixed Martial Arts), como é chamado o esporte praticado no UFC, é a nova menina dos olhos do marketing esportivo. Passou a ser extremamente atraente para marcas que querem se associar com a o público que acompanha e consome os eventos de MMA.

Para isso acontecer, foi preciso um trabalho importante dos organizadores e dos atletas nos últimos 10 anos para aproximar a prática de algo mais relacionado a esporte e menos a luta livre, ou luta de rua. Desde inclusão de regras mais rígidas para amenizar a característica mais selvagem do MMA até uma clara mudança de atitude dos lutadores, que entenderam a importância de seus atos dentro e fora do octógono para a imagem do esporte. O resultado é a valorização do esporte também em termos econômicos, e a atração de patrocinadores e consumidores.

O MMA é, ao lado do Rugby, sem dúvida uma das modalidades com maior potencial de crescimento no Brasil em termos de mídia e popularidade, até porque ainda são muito incipientes. O MMA ainda está muito distante de outros esportes; foi em 2010 apenas o 6º esporte mais televisionado, de acordo com a Informídia. O que impressiona, no entanto, é a taxa de crescimento de adeptos e fãs do esporte, que há alguns anos era praticamente desconhecido no Brasil, e hoje já é o 8º esporte favorito do brasileiro (pesquisa da Deloitte, setembro/2011). O desafio vai ser trabalhar o alto índice de rejeição que ainda existe e é grande.

O dono da marca UFC acredita que seu esporte é o único capaz de ser genuinamente global, já que conta com imensa popularidade nos EUA, exatamente onde o futebol não consegue definitivamente ser amplamente aceito. É uma meta extremamente ambiciosa, mas quem duvidaria do potencial de uma marca que foi comprada por US$ 2 milhões em 2001 e hoje vale US$ 2 bilhões?

 

Vamos nos mexer?

O brasileiro é muito bom em fazer desabafos, reclamar da vida, achar que tudo vai dar errado. De fato, muitas situações que acontecem no País, principalmente as relacionadas com corrupção e impunidade, nos levam a um certo descrédito com as instituições em geral. Por outro lado, entendo que a indignação pura e simples só é válida se conduzir o indivíduo para uma reação. É o famoso “tirar o bumbum da cadeira”.

Quando se fala de Copa 2014 e Olímpiadas 2016 no Brasil há uma chuva de críticas e sentimentos legítimos de que serão um fracasso ou desperdício de dinheiro público. O que falta na minha visão é o cidadão brasileiro perceber que o sucesso desses eventos e o seu retorno para a sociedade dependem também da atuação dele, até mesmo como agente fiscalizador.

Foi lançado nesta semana pelo Instituto Ethos em São Paulo o projeto Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios, uma iniciativa que tem como objetivo “aumentar os níveis de transparência, integridade e controle social sobre os investimentos que serão feitos no país em obras de infraestrutura para a Copa de 2014 e para a Olimpíada e Paraolimpíada de 2016”. O projeto prevê a formação de comitês de acompanhamento em cada cidade-sede e, o mais importante, oferece formas de participação para o cidadão. O site ainda parece meio confuso e carente de algumas informações, mas de qualquer forma é uma excelente iniciativa e ferramenta para aqueles que preferem “tirar o bumbum da cadeira”.

O que a Copa pode deixar de benefícios

A oportunidade que o País tem de sediar a Copa do Mundo pode gerar muito mais benefícios do que a realização do evento em si. Até porque dificilmente a conta para a realização do evento “fecha” se for comparado tudo o que é investido (estimado em R$ 100 bi) com o que entra de recursos durante aqueles 30 dias de jogos.

Mas isso não significa que não valha a pena, porque o País sede pode desenvolver importantes legados para os anos seguintes:

  • Infraestrutura: novos estádios, portos, aeroportos, e outras obras de mobilidade urbana ficarão como benefício concreto para o País. Obviamente, caberá a nós gerirmos, de forma adequada e sustentável, esses novos ativos.
  • Turismo internacional: serão bilhões de pessoas no mundo conhecendo mais sobre o Brasil durante a Copa e milhares viajando pelo País naqueles trinta dias, que podem significar milhões de turistas nos anos seguintes.
  • Setor esportivo: ganhará uma exposição interna como nunca antes teve, crescendo como estrutura, como negócio e como possibilidade de transformação social.
  • Capital humano: pessoas terão que ser capacitadas para a gestão do evento e a recepção dos turistas; esse capital humano não será perdido e poderá ser absorvido pela economia interna, que, aliás, vive um ciclo extremamente positivo.

E, por fim, não podemos desprezar o que sediar uma Copa pode significar em termos de autoestima e felicidade para os brasileiros. Este intangível talvez seja aquele que possa representar o principal motor de transformação e salto qualitativo da nação nos anos seguintes ao grande evento.

Como São Paulo pode aproveitar as Olimpíadas em 2016

Os Jogos Olímpicos de 2016 acontecerão a cerca de 430 km de distância da capital paulista. Mas São Paulo, como o mais forte estado do País, tem muito a contribuir e aproveitar desse grande evento. Em primeiro lugar, vários dos cerca de 300 mil turistas estrangeiros deverão entrar por São Paulo, já que é pouco provável que o porto e o aeroporto do Rio de Janeiro consigam atender toda a demanda. E há portanto boa possibilidade de que fiquem mais alguns dias na cidade, consumindo os produtos e serviços locais. Além disso, a capital paulista será sede de jogos da modalidade futebol, o que deve gerar um afluxo interessante de turistas. Mas o maior potencial para São Paulo não está durante os 30 dias de evento.

O estado é um celeiro de grandes atletas, seja na capital, em clubes como o Pinheiros, seja no interior. Dos últimos sete medalhistas de ouro individuais do Brasil, quatro são paulistas. César Cielo e Maurren Maggi começaram no interior do estado. Sem falar em Gustavo Borges, também paulista e dono de quatro medalhas olímpicas. Ao mesmo tempo, é o estado mais rico da federação e sede da maior parte das principais empresas presentes no País. São empresas que podem se utilizar não só da lei federal de Incentivo ao Esporte, mas também da lei estadual, permitindo que empresas paulistas repassem recursos a projetos esportivos credenciados pelo governo do Estado por meio da renúncia do ICMS. Assim, as possibilidades de patrocínio para a formação e o desenvolvimento de atletas de alto rendimento no Estado são imensas. Escrevi um pouco sobre isso no Lance! de hoje.

Paralelamente, o fato de sediar um evento como as Olimpíadas coloca naturalmente o esporte em evidência em todo o país-sede. E o País se beneficia com mais pessoas conhecendo os benefícios da atividade esportiva e passando a praticar mais, melhorando a saúde geral da população.

Faltam profissionais qualificados em vários setores

As perspectivas para a economia brasileira nesta década são extremamente promissoras. Crescimento sustentado, inflação controlada, juros em queda, renda em alta, desemprego em baixa são algumas das condições que nos permitem pensar de fato em alcançarmos um nível interessante de desenvolvimento econômico e social nos próximos anos.

Dois pilares, no entanto, são fundamentais para garantir que essas condições favoráveis tranformem em realidade um Brasil maior e melhor:

  • infra-estrutura adequada
  • mão-de-obra qualificada

Não será possível alcançar um patamar de desenvolvimento sem investimentos em portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e mobilidade urbana em geral. O capital físico é sem dúvida um dos principais gargalos do país. Mas há também uma alta defasagem no que diz respeito ao capital humano, ou seja, pessoas preparadas para implementarem os projetos de expansão das empresas e dos entes públicos. E essa dificuldade já está sendo encarada por várias organizações.

Como escrevi recentemente em artigo para a área de Carreiras do portal iG (http://bit.ly/9vbVs1), o Sistema Nacional de Empregos do Ministério do Trabalho e Emprego registrou que 39% das vagas ofertadas pela rede pública de agências, em 2009, não foram preenchidas. Esse foi o índice mais alto dos últimos anos, o que significa que em 1,7 milhão de vagas não foram encontradas pessoas qualificadas para a função. Isso em um País em que, apesar de ter taxa de desemprego em queda, ainda possui cerca de 8 milhões de pessoas sem emprego.

É claro que essa dificuldade de encontrar mão-de-obra qualificada varia entre os setores. Claramente, há alguns setores que, por conta de seu crescimento acelerado, já estão vivenciando um apagão de capital humano:

  • construção civil
  • nutrição
  • farmacêutico
  • indústrias naval
  • petróleo e gás
  • esporte

É evidente, portanto, que profissionais que se especializarem nessas áreas vão ter muitas oportunidades nos próximos anos. Como disse no meu artigo, “a eventual carência de profissionais qualificados é um problema bom e impensável alguns anos atrás, mas, ainda assim, não deixa de ser preocupante. Assim, cabe ao profissional atento transformá-lo em oportunidades de desenvolvimento de carreira.”

Pacaembu é a solução para São Paulo

Foi anunciado hoje pela Prefeitura de São Paulo o projeto de renovação do estádio do Pacaembu, que possibilitaria o seu uso para a Copa de 2014, inclusive para a abertura do evento. O projeto prevê rebaixar o gramado, construir mais um anel de arquibancada e com isso aumentar a capacidade de 40 mil para 65 mil pessoas. A fachada, que é tombada pelo patrimônio histórico, seria obviamente preservada, assim como o Museu do Futebol.

Essa me parece ser a melhor solução para São Paulo. Estamos falando de um estádio construído na década de 40 e que claramente não atende mais às necessidades atuais de conforto e visibilidade, além de ser um estorvo financeiro para seu proprietário, no caso nós os cidadãos paulistanos. E o mais interessante do projeto, avaliado em R$ 500 milhões, é a possibilidade de readequá-lo para condições mais realistas após a Copa: a capacidade poderia ser reduzida para algo em torno de 45 mil pessoas e as estruturas exigidas pela Fifa para hospitalidade seriam montadas na própria Praça Charles Miller e desmontadas em seguida.

O projeto do Novo Pacaembu pode servir para resolver dois problemas:

  1. Ser o estádio adequado para receber jogos da Copa de 2014 em São Paulo;
  2. Modernizar o principal estádio da cidade e adequá-lo aos novos tempos.

O estádio do Pacaembu possui localização privilegiada, é um patrimônio histórico da cidade e está no coração dos paulistanos. Essa é uma possibilidade concreta de solucionar a questão da cidade-sede São Paulo e ao mesmo tempo dar vida nova ao Pacaembu, evitando que ele se torne em breve um “coliseu paulistano“, como diz um amigo meu.

2014 já começou

Terminada a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, os holofotes se voltam para o Brasil, que vai ser a sede da próxima edição do maior evento midático do planeta. Tive a oportunidade de ver in loco o potencial que a Copa tem para transformar um país. 

Depois de estar na Alemanha, sede em 2006, mudei completamente a visão sobre aquele país, que tem sim belezas históricas e naturais que merecem visita, e principalmente sobre o seu povo, tido como sisudo e fechado. Os alemães foram sempre muito solícitos e simpáticos conosco. Já na Àfrica do Sul o que se viu foi um país organizado, com um potencial turístico impressionante, e um povo alegre, festivo e receptivo. Como resultado, só com a Copa do Mundo o turismo internacional ali saltou 25% neste ano em relação à 2009.

E o Brasil? Não é apenas o fato de sediar uma Copa que os benefícios virão naturalmente ou por inércia; tudo dependerá da nossa capacidade de prover o país de mobilidade urbana, de instalações esportivas adequadas e de profissionais qualificados para o atendimento ao turista. Mas não tenho dúvida do potencial que um evento como esse tem de transformar a imagem de um país e principalmente de gerar frutos por vários anos posteriores. Tudo vai depender de dois fatores:

1.) O evento em si ser bem-sucedido: uma Copa do Mundo sem grandes problemas de transporte, segurança, informação e atendimento vai mostrar ao mundo a capacidade de organização e gestão do país.

2.) Nos anos seguintes, conservar com eficiência o capital construído: todos os investimentos em infra-estrutura e tecnologia realizados para a Copa precisam ser geridos de modo economicamente sustentável, principalmente os novos estádios (veja entrevista minha no portal Copa 2014); além disso, o país vai ter que cuidar da marca Brasil para garantir um crescimento continuado do turismo internacional.

O Brasil atrai cerca de 5 milhões de visitantes estrangeiros por ano, número que está estagnado há algum tempo. Para se ter uma idéia comparativa , o número de turistas estrangeiros anuais no México é de 21 milhões. Há um potencial imenso de expansão do nosso turismo que pode ter impacto positivo em toda a sua cadeia: hotéis, restaurantes, comércio, transporte, entre outros setores. A Copa do Mundo é o trampolim definitivo para alavancar o turismo no Brasil.

“O Futebol Explica o Brasil”

Com esse título instigante, o jornalista e historiador Marcos Guterman* escreveu um livro original que traça um paralelo entre a história do futebol e a história do Brasil. Dividido por ordem cronológica, o livro conta desde a inserção do esporte no país, a sua transformação de jogo de elite em fenômeno popular, até a profissionalização que vivenciamos atualmente. O interessante é que o autor conseguiu demonstrar algo que eu já intuia: que o futebol no Brasil deve ser analisado e compreendido muito além de apenas um jogo e que ele pode sim explicar muito da formação da nossa sociedade.

É do futebol, por exemplo, que emprestamos a expressão “complexo de vira-latas” para designar esse sentimento nacional de inferioridade perante os estrangeiros. O termo foi criado por Nelson Rodrigues a partir da tragédia que foi a derrota para o Uruguai na final da Copa de 50 em pleno Maracanã. Depois de construirmos o maior estádio do mundo e sediarmos a primeira Copa depois da Segunda Guerra Mundial, tínhamos a grande chance de mostrar para o mundo a força da nossa mistura étnica, e fracassamos.

Ainda que oito anos depois tenhamos conseguido ganhar a Copa, o País permaneceu com pouca representatividade mundial por praticamente todo o século 20. A sensação agora, no entanto, é que vencemos definitivamente o “complexo de vira latas” por uma série de motivos:

  • Somos a 9ª maior economia do mundo;
  • Temos democracia plena e consolidada;
  • Nossa inflação está razoavelmente controlada;
  • Somos um dos maiores produtores de alimentos;
  • Temos uma indústria diversificada;
  • Não temos endividamento externo;
  • Temos autosuficiência energética;
  • Criamos o maior frigorífico do mundo;
  • Somos o 6º maior fabricante de automóveis;
  • Somos exportador de aeronaves.

Entre outros tantos exemplos positivos, é claro que ainda há uma série de desafios a enfrentar, como os altos custos tributários, a segurança e a saúde pública, a qualidade e o acesso à educação, a infra-estrutura precária. Mas o fato é que o Brasil está hoje num outro patamar. E a consolidação dessa imagem deve se dar com a realização dos dois maiores eventos esportivos que teremos a oportunidade de sediar nesta década: a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Vai ser a chance de outro de definitivamente sepultar aquela derrota de 1950.

* Marcos Guterman participou do I Encontro de Estudos Aplicados na Trevisan Escola de Negócios. Confira o resumo do evento aqui.