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Escolher uma profissão: Amor ou Dinheiro?

Amor ou dinheiro? O que vale na escolha da profissão?

Dados de uma pesquisa apresentada na Folha de São Paulo, no caderno negócios e carreiras do dia 07/12/2014, aborda essa questão da escolha profissional sob a perspectiva da escolha por amor ou pelo retorno financeiro e elenca as 12 carreiras mais vantajosas na relação custo-benefício, isso é, o investimento necessário para formação e o salário de início da carreira após formado. Das 12 carreiras selecionadas como as melhores nessa relação custo-benefício, a primeira colocada é a carreira de ciências contábeis.

Uma profissão que ainda não desperta muito o interesse dos jovens ao término do Ensino Médio, mas uma carreira que tem muita demanda no atual mercado de trabalho, especialmente na área de auditoria e consultoria especializada.

A pesquisa realizada pela consultoria Hoper Educação e pelo Grupo Employer de Recursos Humanos, indica que o salário inicial de um contador na Grande São Paulo é de R$ 3.532,00 em média , quase cinco vezes a mensalidade de um curso nessa área. Sendo assim um dos mais vantajosos nessa relação. O curso que apresenta a baixa relação custo-benefício é o de Gastronomia, com uma média salarial de R$ 1473,79 para um salário inicial de R$ 1098,67. O que causa decepção de alguns alunos nesse caminho – conforme apresenta a reportagem.

O processo de escolha profissional é um caminho de autoconhecimento. Identificar nossos pontos fortes e fracos é o primeiro passo dessa escolha.

Escolher a profissão por amor ou por dinheiro? Não há uma resposta única para isso. Porque não há como ser bem sucedido em uma profissão , se você não amar o que faz.

Sendo assim, combinar nossas habilidades com as oportunidades que o mercado oferece é uma saída.

A escolha profissional passa pelo sonho, habilidade, retorno financeiro e realização pessoal, e a escolha do curso de graduação é o primeiro passo dessa trajetória.

Pense nisso e ótimas escolhas.

Intercâmbio. A realização de um sonho.

Intercâmbio. A realização de um sonho ou o inicio de um pesado. Após a notícia de fechamento da agência de intercâmbio: Viagens Intercâmbio BFA – que deixou brasileiros sem assistência em Dublin, na Irlanda, muitos brasileiros viram o sonho se tornar pesadelo e isso não é a primeira vez. Caso de operadoras que fecharam e deixaram as pessoas na mão, como a Tia Augusta e Trip And Fun que nem davam sinais de que estavam com dificuldades e acabaram fechando de um dia para o outro e vieram a público para dizer que não teriam como cumprir contrato. Muitas pessoas foram penalizadas, o que inclui a maioria de jovens e de suas famílias, que muitas vezes investiram uma quantia bem significativa do orçamento para disponibilizar uma oportunidade para os filhos que talvez nunca tiveram. O sonho que vira pesadelo.
Hoje especialmente, com as possibilidades de parcelamento, esse movimento de cursos de extensão ou de especialização no exterior, tem ser tornado bem comum nos últimos anos, devido a relevância que uma experiência internacional tem se mostrado para os jovens ao ingressarem no mercado de trabalho, além de ser uma experiência pessoal muito significativa de liberdade, independência e autonomia.
Dados levantados da Belta, mostram que no ano passado, 175 mil brasileiros fizeram intercâmbio no exterior por meio das agências associadas. Em 2003, esse número era de 34 mil estudantes. Segundo Tiba, a Irlanda tornou-se um destino muito procurado por brasileiros porque o país permite que os intercambistas conciliem os estudos com trabalho.
No caso revelado agora, a agência BFA não integra a Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais, a Belta, que reúne 50 agências de intercâmbio, cerca de 90% do país. O diretor financeiro da instituição, Fred Tiba, diz que antes de fechar qualquer programa de intercâmbio o interessado precisa visitar e orçar as despesas em mais de uma agência, tirar dúvidas, pedir indicações e questionar sempre.
Vale a pena fazer um programa de intercâmbio? Na minha opinião sim, sempre vale. Há riscos, e por isso a necessidade de buscar referências e informações mais seguras possíveis. O melhor momento para participar de um programa de intercâmbio é quando é possível conciliar a vivência internacional com o aprendizado do idioma e o conhecimento da cultura local, por isso programas de extensão educacional tanto na graduação como na pós, são vistos como enriquecimento educacional, profissional e principalmente pessoal.
Invista nisso. Realize esse sonho do intercâmbio, sem medo de ser feliz.

Mais professores, mais alunos.

Mais professores, mais alunos.Notícia divulgada nesse mês sobre um modelo proposto pelo ministério da Educação para levar mais professores as regiões mais carentes e com baixo IDH. A ideia está baseada no polêmico programa de saúde: Mais Médicos. De acordo com o ministro Mercadante, o Programa Mais Professores estimularia ida de docentes a municípios carentes. O programa ainda está em fase de formulação e deve priorizar o NE e o N. Essas áreas tem carência de professores de matemática, física, química, inglês, afirmou Mercadante no Congresso. Mas hoje, a educação brasileira mais uma vez vive uma crise além da falta de professores, que é a preocupação com a permanência dos jovens na escola. De acordo com pesquisa apresentada pelo jornal Folha de SP em 25 de agosto de 2013 , de cada 10 jovens entre 17 e 22 anos que não completaram o ensino fundamental, 3 continuam longe da escola e sem emprego. Essa situação piorou nos últimos anos e preocupa especialistas e o governo. O maior temor é que essa fatia da população se torne mais vulnerável a riscos como os de inserção precária no mercado de trabalho e envolvimento com crime. “Eles estão cada vez mais distantes da escola e, para entrar no mercado de trabalho, enfrentam a concorrência dos jovens que estão se tornando mais escolarizados”, diz Naercio Menezes, do Insper. Para a pesquisadora Ana Lúcia Kassouf, da USP, é preciso tornar a escola mais atraente para evitar a evasão dos jovens. Ela diz que o abandono dos estudos aumenta riscos como o de envolvimento com o crime. “É preciso mostrar a eles que a escola traz um retorno no futuro.” ( grifo acrescentado pela autora).
A meu ver, esse quadro retrata que além da dificuldade de contratar e manter os professores na escola, hoje o maior desafio é manter os alunos, na escola. Como o currículo do Ensino Médio se transformou ao longo do tempo em uma máquina de preparo para o vestibular, com conteúdos massificados e distantes da realidade dos alunos o índice de evasão escolar aumenta ano a ano. O maior desafio e repensar essa escola, que deve atrair alunos e professores para a construção de conhecimentos que sejam significativos e que ampliem as possibilidades desses jovens. Oferecer um modelo com diferentes níveis de aprofundamento, como acontece no modelo americano do High School. No modelo americano, o aluno pode escolher se aprofundar nas disciplinas que tem interesse ou cursar apenas o nível básico, além de oferecer e investir em programas esportivos, o ensino médio americano de 4 anos, também tem carga horária maior: 8h – 15h e oferece mais possibilidades para quem pretende dar continuidade aos estudos no ensino superior. Não é um sistema perfeito, claro, mas um modelo que pode oferecer alternativas para o nosso sistema educacional.Precisamos sim de mais professores, mas também precisamos de alunos interessados e dispostos a estar em um ambiente de aprendizagem e desenvolvimento.

Vestibular 2014

Vestibular Fuvest 2014. Agora em agosto, no próximo dia 23 e até o dia 9/9, estarão abertas as inscrições para o maior vestibular do Brasil.
Observo que a chegada desse momento para muitos alunos do Ensino Médio, representa o estágio final dessa etapa e a verdadeira aprovação: passar no vestibular.
Para alguns a pressão é imensa, além da família e amigos, muitas escolas investem e incentivam seus alunos a participar dessa prova, porque acabam utilizando esse resultado como “marketing” para o próprio colégio.”Tantos alunos aprovados na USP!” Assim como alguns cursinhos que usam páginas e páginas do jornal para comemorar o sucesso de seus pupilos… pergunto: De quem é o mérito? Da escola ou do aluno? Dos dois? Há garantias?
Todos sabemos que não, aliás, nenhuma garantia que a entrada na universidade seja a chave para resolver todos os problemas de insegurança e incerteza diante da carreira, pelo contrário, quase 30% dos ingressantes da USP não finalizam seus cursos, e por que? Porque a escolha se volta mais para a passagem pelo exame do que pela escolha profissional, e já que muitos nem sabem o que desejam profissionalmente, pelo menos tentam acertar na escolha da universidade.
Vamos pensar juntos: escolher a profissão já é um grande desafio para os adolescentes, ter essa opção mais clara é um processo que irá acontecer ao longo da formação profissional, e essa certeza de que se está no curso certo, na faculdade certa, só vai acontecer no final. Valeu a pena? Pergunte a cada aluno que desiste de sua formação e depois pergunte ao mercado que competências são mais valorizadas: o ingresso ao curso/faculdade ou a resiliência e determinação de concluir o curso?
Candidatos ao vestibular , façam a si mesmos essa pergunta:
• Por que quero estudar nessa universidade?
• Esse é realmente o curso que desejo?
• Quais são minhas opções?
• Em que área profissional desejo desenvolver uma carreira?
Claro, que não são respostas fáceis, mas determinantes para o percurso pessoal a partir dessa nova etapa. Pense nisso.

Enem 2013 – sonhos e expectativas

O número de inscritos para o ENEM 2013, bateu mais um recorde e ultrapassou a marca de 7 milhões de brasileiros. O que esse número representa? Os sonhos e as expectativas das pessoas em relação ao futuro. O crescimento do país, a demanda por profissionais mais qualificados, tem levado muitos a buscar essa formação em nível superior, ainda que o ENEM seja apenas uma das portas de entrada para esse caminho.
Participei do debate no canal Futura sobre a credibilidade do exame. O tema discutido foi a Pesquisa IBOPE Inteligência (CONECTAí), que apontou que 58% dos entrevistados confiam no sistema de correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A pesquisa foi realizada com 1.953 internautas que navegaram no site do Guia do Estudante, entre os dias 4 e 9 de junho. Apenas 23% dos entrevistados declararam não confiar no sistema de correção do exame. A pesquisa demonstra, ainda, que grande parte dos estudantes vê o Enem como ferramenta de acesso ao ensino superior. Os dados revelam que 73% dos participantes afirmaram que irão usar o exame para participar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação e 44% utilizarão também para concorrer a uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Já 27%dos participantes da pesquisa aproveitarão o exame para obter financiamento do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).
Uma das participantes do debate, a profª. Sandra da PUC – Minas, ressaltou a importância do exame no quesito abrangência. Por ser em um formato diferente do vestibular, permite uma avaliação mais ampla do conteúdo todo do Ensino Médio.
Outro aspecto que destaquei em relação ao exame, foi a no quesito abrangência territorial. De acordo com dados do MEC sobre o perfil dos inscritos, o maior crescimento de inscrições ocorreu na região Norte do Brasil. O Estado que percentualmente teve um crescimento maior no número de inscrições foi o Amapá: em 2012, foram 25.773; em 2013, 41.912, o que representou um aumento de 63%. Se considerado o número de inscrições por mil habitantes, o Acre lidera: no Estado, a cada mil indivíduos, 80 pessoas farão o exame neste ano. Em seguida, vem o Amapá, com 63 candidatos inscritos por mil habitantes. A faixa etária predominante vai dos 16 aos 18 anos, com 36% dos inscritos.
Na minha opinião, isso demonstra a eficiência do sistema em oferecer aos candidatos a possibilidade e escolher universidades fora de sua área, com uma única prova é possível concorrer a vagas oferecidas em todo o Brasil, um grande avanço mesmo.
O grande mérito do exame, é mostrar ao governo o desejo inerente dos brasileiros: busca de formação de qualidade e gratuita.
Agora resta ao governo trabalhar para atender essa demanda, buscando melhora na formação do Ensino Médio e aumento de vagas da rede pública. (Hoje apenas 300 mil – para 7 milhões…)

Férias e Formação

Lazer e aprendizado. Chegou o momento esperado pelos estudantes: as férias! Momento de relaxar das atividades do semestre e aproveitar o tempo com os amigos e a família. Esse momento envolve também alunos de graduação e de pós , o que representa um alívio na correria do dia a dia.
Será que dá para aproveitar melhor as férias?
Penso que esse é um ótimo momento para atualizar leituras, assistir filmes e peças que ajudem a entender contextos históricos e atualidades. Estamos vivendo momentos de mudança e é muito interessante pensar sobre o impacto disso no nosso cotidiano.
Algumas pessoas conseguem conciliar esses momentos de descanso da escola com o descanso do trabalho, aí sim é realmente relaxar para renovar as energias. Ou mesmo aproveitar as férias para buscar um novo trabalho, buscar mais realização profissional também.
Permita-se a renovação de ideias e de novas experiências. Viajar e conhecer novos lugares e novas pessoas, aproveitar cada momento.
Talvez você não esteja estudando e nem tenha férias nesse momento, mas aproveite o ritmo desse mês de julho e descubra novos programas, pelo menos no fim de semana, é uma ótima maneira de começar a criar um novo hábito.
Nosso cérebro funciona através de hábitos, quanto melhores nossos hábitos, mais sucesso na vida pessoal e profissional. Crie hábitos de estudo e de leitura, atividades físicas, alimentação e outros que ao longo da vida, podem trazer muitos benefícios.
“ Aprender é a única coisa que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende” Leonardo da Vinci

Educação e trabalho – A busca do equilíbrio

A busca do equilíbrio na relação educação e trabalho têm aparecido nas notícias como relatos de experiências profissionais que os alunos precisam para ingressar no mercado profissional. A recente divulgação do índice de reprovação recorde no exame da OAB apresentados na ultima edição da prova, apontam uma crise no curso de Direito, já que a aprovação no exame é requisito obrigatório para que o bacharel em direito possa ingressar nos quadros da advocacia.
Segundo notícias do portal G1 “ A formação dos advogados está em discussão. A abertura de novos cursos está suspensa e o debate agora é sobre a qualidade do estágio. Uma das propostas que serão estudadas é a implantação de estágio obrigatório nos últimos anos do curso, mas a dúvida é como oferecer estágio de qualidade para tantos alunos.”
O estágio já é componente curricular obrigatório de todos os cursos de formação profissional, desde o nível do ensino médio, nos cursos profissionalizantes, até nos cursos de ensino superior como os tecnólogos e bacharéis.
Vamos ao ponto do estágio: Qual é o objetivo? Porque o ministro insiste na obrigatoriedade desse componente , já obrigatório, para os concluintes de Direito? O que o exame da OAB está explicitando?
Essa análise requer um olhar mais amplo sobre os cursos de formação que são oferecidos atualmente nas universidades brasileiras. O aumento de cursos e a facilidade de acesso ao nível superior, tem colocado no mercado de trabalho muitos jovens, diplomados, mas sem a necessária “vivência” na área, isso porque, muitos jovens tem combinado a formação superior com o trabalho que já tem atualmente e dificilmente abrem mão do salário para optar por uma vaga de estágio, com remuneração menor e menos segurança. Caso relatado de uma jovem profissional que atua na área de secretaria de uma instituição de ensino há mais de 6 anos. Ela ingressou em um curso tecnólogo de Gestão de Recursos Humanos, com a expectativa de aprender uma nova área e ter uma oportunidade. Durante o curso, até teve a possibilidade de encarar um estágio, mas o salário era duas vezes menor, não dava para encarar. Enfim, formou-se mas não pode atuar na área e agora amarga a lembrança de não ter agarrado a oportunidade, ou por medo do risco ou por pura falta de opção financeira.
Qual é o papel do estágio? Dar ao aluno a oportunidade de viver na prática os conceitos teóricos que estão sendo discutidos em sala de aula.
Para os futuros advogados, me parece fundamental essa experiência, já que para alguns especialistas, não basta apenas fazer um estágio, é preciso estagiar com qualidade, ter vivências enriquecedoras e isso servirá de base para um resultado mais eficiente na realização do Exame. O que hoje o resultado da OAB representa é um nível de formação muito distante da realidade. Ninguém sai pronto do curso universitário, a formação será alcançada ao longo da jornada e das experiências profissionais.
Se tivéssemos em todas as áreas de formação, exames estipulados e obrigatórios para o exercício da profissão, creio que essa discussão seria muito mais relevante.
A busca pelo equilíbrio entre a formação e o acesso ao mercado de trabalho, reside na discussão dos parâmetros curriculares oferecidos pelos cursos atualmente e as experiências vividas ao longo do curso pelos alunos e futuros profissionais.
Atender essas necessidades, experiências profissionais e conteúdos programáticos, se torna o maior desafio das instituições de ensino.

Segredos de Aprendizagem

Segredos da aprendizagem: esse tema será discutido no próximo encontro no CIEE, dia 22 de março com educadores no teatro do CIEE. Quem não gostaria de saber todos os segredos do processo da aprendizagem? Diante de todos os avanços da ciência , hoje temos muito mais informações sobre o funcionamento do cérebro e dos processos de memória e aprendizagem. A proposta da palestra é apresentar dicas e ideias sobre como acontece o processo de aprendizagem. Afinal, qual é o papel do aluno e do professor nesse processo?
A revista VEJA – Ed. 2313 apresentou nessa semana, o artigo de Gustavo Ioschpe, sobre a visão evolutiva do aprendizado.Veja que pensamento interessante:
“ Apesar de séculos de tentativas de reforma educacional, a maioria das boas escolas de hoje não difere muito da Academia de Platão, de quase 2500 anos atrás. Um professor emocionalmente envolvido com seus alunos transmite eficientemente seus conhecimentos.”
Estar envolvido na sua profissão, torna você bom o suficiente para exercer com propriedade sua atividade profissional. Vejamos se isso não se expande para outras áreas também: O motivo de sucesso de uma empresa é o quanto as pessoas e seus líderes estão envolvidos no processo. Agora essa é a parte difícil de mensurar. Como podemos calcular o nível de envolvimento? Poderíamos pensar em métricas ou testes, mas não acredito que seriam suficientes para diagnosticar de verdade o envolvimento, parece que medir esse tipo de envolvimento é mais difícil é algo que está fora da superfície. É no dia a dia que podemos percebemos o quanto aquela atividade faz sentido para você.
No caso de professores, uma das maiores classes de trabalhadores do Brasil, encontrar professores emocionalmente envolvidos em seu trabalho passa a ser o grande desafio da escola. O resultado sempre aparece, pode demorar às vezes, ou ser mascarado. Um professor “bonzinho” não é aquele que é o mais bacana, não faz chamada, não cobra conteúdo, não cobra nada. O bom professor é aquele que inspira a confiança e vibra com as conquistas. Sabe que o processo de ensinar e aprender é parte de uma vida toda, mas se empenha para fazer parte dessa lembrança.Sabe que o vai ensinar, sabe transmitir o conteúdo de forma interessante, conhece as necessidades e as habilidades que precisam ser desenvolvidas nos alunos. Isso é um bom professor, emocionalmente envolvido na sua tarefa.
Na área da educação, apesar de todas as mudanças já proporcionadas pelo uso intensivo da tecnologia no ambiente escolar, é a pessoa do professor mesmo que ainda faz a diferença na sala de aula e na vida do aluno..
E parabéns aos professores emocionalmente envolvidos no processo, que fazem da educação a melhor parte da realidade da vida deles e dos alunos.

Pleno emprego x cotas universitárias

 O pleno emprego que o Brasil está vivendo nesse momento foi apresentado em reportagem da folha de S.Paulo, dia 01/02/2013, taxa de desemprego em baixa: sobram vagas e faltam candidatos. Apesar disso, a reportagem avisa que os pequenos negócios estão com dificuldades de contratar funcionários de baixa qualificação, isso é , Ensino Médio. Para uma faixa salarial entre 700 e 1200 reais, o maior entrave é atrair os candidatos. Os poucos que se interessam pelas vagas, tem formação muito deficitária, conforme depoimento da gerente Aparecida Afonso: “ Eles tem problemas com contas e dificuldades de escrever corretamente.”

Em contrapartida, o Governo de São Paulo, deseja implementar medidas especiais de cotas nas universidades estaduais: USP, UNESP e UNICAMP.

Consideradas universidades de excelência, inclusive em rankings internacionais, o governo paulista quer inverter o sistema atual e facilitar o acesso para os alunos que tenham cursado o Ensino Médio em colégios públicos.
As famílias de classe média sentem-se penalizadas pelo esforço que fazem para que seus filhos tenham chance de acessar o ensino superior público de qualidade, e agora a regra do jgo tornou-se outra, aumentando a concorrência para alunos oriundos da rede particular. Em 2016, das 12 mil vagas oferecidas pela FUVEST, 6000 serão oferecidas para alunos cotistas.

Se o sistema é meritocracia, porque as cotas? Por que não criar mais escolas de Ensino Médio de excelência? Atraindo os melhores alunos das escolas públicas?
Por que no sistema no ensino médio não há mais esforço para garantir qualidade, haja visto a dificuldade na formação da massa dos estudantes?
Questões sociais e políticas levaram a massificação ao acesso das crianças na escola, mas isso não garantiu a qualidade.
O papel do governo é garantir essa formação básica, de forma atraente e efetiva, necessária para o ingresso no mercado de trabalho. Se isso fosse feito, não haveria necessidade de políticas de cotas: melhores alunos, acessam as melhores escolas.
Os outros podem pelo menos garantir que terão outras opções de acesso ao ensino superior, como FIES e PROUNI, e não apenas as Estaduais e Federais.
A discussão das cotas é importante, mas muito mais necessário é o investimento na formação dos jovens que desejam iniciar sua carreira e estão muito mal preparados para enfrentar os desafios atuais. Faltam as bases: comunicação e raciocínio.
Afinal, o que estamos ensinando nas escolas?
Por onde os nossos jovens irão começar? Como irão desenvolver seu potencial sem o mínimo de condições de competir no mercado de trabalho?
Responder essas questões se torna crucial para que as escolhas sejam feitas pelos diretores de escola, professores e a comunidade em geral. Esse é o maior desafio de agora e para frente.

Escolha Profissional: Preparo Acadêmico

Escolher uma profissão não é tarefa fácil. São muitas opções, mais de 200 na verdade, que o aluno do Ensino Médio precisa fazer.

Um dos quesitos a serem considerados na escolha da profissão é o preparo acadêmico, isso é quer dizer, o quanto cada um quer se dedicar a uma carreira, academicamente falando.

Posso destacar três categorias de exigência e preparo: antes, durante e depois.

Antes: quem escolhe fazer medicina, por exemplo, vai se preparar muito antes, como esse curso é um dos mais concorridos e disputados nas universidades públicas, o aluno precisa se concentrar e focar muito nos estudos antes do vestibular. Às vezes, 1,2 até 3 anos de cursinho para ser aprovado. Foco total no preparo para as provas.

Durante: quem escolher fazer engenharia, por exemplo, precisa investir muito no primeiro ano de curso para dar conta do aprofundamento na parte de cálculos, isso quer dizer que o aluno durante o curso precisa se dedicar mesmo aos estudos. O curso de engenharia é um dos que apresenta o maior índice de desistência, em torno de 70% dos alunos desistem do curso.

Depois: quem escolher fazer Direito, por exemplo, sabe que depois de formado irá enfrentar o exame da OAB. Hoje matéria do jornal Globo, apresenta ranking de universidades que mais aprovam alunos na prova.(um ótimo critério para escolher seu curso). Os alunos formados em direito e contabilidade só poderão exercer sua profissão após a aprovação no exame da categoria.

Diante dessas colocações, cada um precisa ter  um momento de reflexão e autoanálise para decidir que tipo de preparo acadêmico gostaria de se dedicar na faculdade.

A escolha do curso é o princípio de um caminho profissional que será percorrido através de muitas outras oportunidades e escolhas.

 

Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/05/veja-universidades-que-mais-aprovaram-no-ultimo-exame-da-oab.html Acesso 09/05/2012