O que a Copa pode deixar de benefícios

A oportunidade que o País tem de sediar a Copa do Mundo pode gerar muito mais benefícios do que a realização do evento em si. Até porque dificilmente a conta para a realização do evento “fecha” se for comparado tudo o que é investido (estimado em R$ 100 bi) com o que entra de recursos durante aqueles 30 dias de jogos.

Mas isso não significa que não valha a pena, porque o País sede pode desenvolver importantes legados para os anos seguintes:

  • Infraestrutura: novos estádios, portos, aeroportos, e outras obras de mobilidade urbana ficarão como benefício concreto para o País. Obviamente, caberá a nós gerirmos, de forma adequada e sustentável, esses novos ativos.
  • Turismo internacional: serão bilhões de pessoas no mundo conhecendo mais sobre o Brasil durante a Copa e milhares viajando pelo País naqueles trinta dias, que podem significar milhões de turistas nos anos seguintes.
  • Setor esportivo: ganhará uma exposição interna como nunca antes teve, crescendo como estrutura, como negócio e como possibilidade de transformação social.
  • Capital humano: pessoas terão que ser capacitadas para a gestão do evento e a recepção dos turistas; esse capital humano não será perdido e poderá ser absorvido pela economia interna, que, aliás, vive um ciclo extremamente positivo.

E, por fim, não podemos desprezar o que sediar uma Copa pode significar em termos de autoestima e felicidade para os brasileiros. Este intangível talvez seja aquele que possa representar o principal motor de transformação e salto qualitativo da nação nos anos seguintes ao grande evento.

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