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Faltam profissionais qualificados em vários setores

As perspectivas para a economia brasileira nesta década são extremamente promissoras. Crescimento sustentado, inflação controlada, juros em queda, renda em alta, desemprego em baixa são algumas das condições que nos permitem pensar de fato em alcançarmos um nível interessante de desenvolvimento econômico e social nos próximos anos.

Dois pilares, no entanto, são fundamentais para garantir que essas condições favoráveis tranformem em realidade um Brasil maior e melhor:

  • infra-estrutura adequada
  • mão-de-obra qualificada

Não será possível alcançar um patamar de desenvolvimento sem investimentos em portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e mobilidade urbana em geral. O capital físico é sem dúvida um dos principais gargalos do país. Mas há também uma alta defasagem no que diz respeito ao capital humano, ou seja, pessoas preparadas para implementarem os projetos de expansão das empresas e dos entes públicos. E essa dificuldade já está sendo encarada por várias organizações.

Como escrevi recentemente em artigo para a área de Carreiras do portal iG (http://bit.ly/9vbVs1), o Sistema Nacional de Empregos do Ministério do Trabalho e Emprego registrou que 39% das vagas ofertadas pela rede pública de agências, em 2009, não foram preenchidas. Esse foi o índice mais alto dos últimos anos, o que significa que em 1,7 milhão de vagas não foram encontradas pessoas qualificadas para a função. Isso em um País em que, apesar de ter taxa de desemprego em queda, ainda possui cerca de 8 milhões de pessoas sem emprego.

É claro que essa dificuldade de encontrar mão-de-obra qualificada varia entre os setores. Claramente, há alguns setores que, por conta de seu crescimento acelerado, já estão vivenciando um apagão de capital humano:

  • construção civil
  • nutrição
  • farmacêutico
  • indústrias naval
  • petróleo e gás
  • esporte

É evidente, portanto, que profissionais que se especializarem nessas áreas vão ter muitas oportunidades nos próximos anos. Como disse no meu artigo, “a eventual carência de profissionais qualificados é um problema bom e impensável alguns anos atrás, mas, ainda assim, não deixa de ser preocupante. Assim, cabe ao profissional atento transformá-lo em oportunidades de desenvolvimento de carreira.”