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Você tem vontade de trocar de emprego com frequência?

Se você é daquelas pessoas que tem vontade de trocar de emprego todo ano (ou a cada 6 meses…) não se preocupe, não vamos fazer julgamentos. Este artigo não é sobre colocar a culpa em alguém, é sobre entender sua motivação.  Trabalho diariamente com pessoas que têm a melhor das boas intenções, pessoas que querem muito encontrar um trabalho que amam para poder se dedicar inteiramente,  vestir a camisa da empresa. Pessoas que querem um trabalho perfeito que mantenha o seu interesse e a faça sentir realmente animada para ir ao trabalho todos os dias.

No entanto, essas mesmas pessoas encontram-se saltando de emprego em emprego, incapazes de assumir um compromisso de longo prazo. Esse “pula-pula” muitas vezes vem cercado de boas intenções, por isso torna-se frustrante quando o profissional simplesmente não consegue encontrar um trabalho que seja interessante o suficiente para ele.

Se a descrição acima parece familiar para você, pode haver várias coisas acontecendo e, ao entender o que poderia estar causando essa situação, você pode ser capaz de resolvê-la. Então dê uma olhada em três razões bastante comuns e veja se alguma é seu caso:

 

1. Autoconhecimento

Profissionais mais jovens, em especial, podem estar passando por uma jornada de auto-descoberta, saltando de emprego em emprego, como forma de explorar suas opções. Quando você não tem muita experiência, é difícil saber o que você vai gostar. Passar por vários empregos/ estágios enquanto está na faculdade, não deveria ser algo para se preocupar muito. Às vezes, a única maneira de saber o que você quer em sua carreira é tentar uma variedade de coisas para determinar o que você não quer.

 

2. Erros na busca por uma oportunidade

Aqueles que são mais experientes e ainda encontrar-se pulando de emprego em emprego  devem avaliar o seu processo de busca. Muitas pessoas acabam em um ciclo vicioso: eles não conseguem definir exatamente o que buscam, e muitas vezes também não sabem como fazer essa busca por novas oportunidades,  e acabam aceitando o primeiro emprego que lhes é oferecido e que tenha um salário decente. Então, porque não foram cautelosos o suficiente no início do processo, eles acabam em um papel que paga as contas, mas não os satisfaz em qualquer nível mais profundo. Então, muito rapidamente, encontram-se novamente no mercado de trabalho.

Isso pode ser resolvido facilmente, bastando realizar uma busca de trabalho pró-ativa. Não seja somente escolhido. Escolha também suas empresas favoritas, converse com pessoas que trabalham lá, tome as rédeas de seu processo.

 

3. Incompatibilidade de Personalidade

Em algum momento, geralmente quando está a cerca de um ano no emprego, a realidade do trabalho vai alcançá-lo. Não importa o quão emocionante e interessante o trabalho tenha sido no primeiro dia, eventualmente torna-se apenas mais um trabalho. Isso acontece com todos, até mesmo os artistas e astronautas!

Se a empresa está disposta a pagar-lhe para fazer o trabalho, ele provavelmente não vai ser sempre como um dia de férias Algumas pessoas têm personalidades criativas que lutam profundamente com a rotina. Elas são mais propensas a sentir-se impacientes ao ponto de ficarem desesperadas. No entanto, em vez de realmente analisar o que está acontecendo e criar uma estratégia para gerenciar o estresse, muitas simplesmente saltam para o próximo trabalho, na esperança de que alguma coisa vá mudar. Infelizmente, raramente muda.

Se esta descrição se parece  com você, não se preocupe: você não está condenado a trocar de emprego e passar sempre pelo processo cansativo de buscar uma nova oportunidade.  Você tem opções que vão ajudá-lo a trabalhar com a sua personalidade, em vez de lutar contra ela.

 

Trocar de emprego não é necessariamente uma coisa “ruim”, mas a maioria das pessoas não gosta. Quando você salta de emprego em emprego, está geralmente procurando por algo, um sentimento de realização que está faltando. Além disso,  costumo dizer que procurar trabalho dá muito trabalho, é difícil! É um processo estressante e, mesmo quando você consegue, ainda tem aquele período difícil de aprender as coisas.

Pelo que tenho visto, encontrar uma carreira de longo prazo que realmente traga motivação, é o objetivo final da maioria das pessoas, e eu realmente acredito que seja possível para todos!

Modernidade, internet e educação familiar

No sábado, dia 17 de junho de 2012, minha família assistiu o filme do telecine, denominado “Confiar” (em inglês: Trust) onde o casal com três filhos, onde o filho está prestes a entrar para a faculdade, a filha do meio, Annie (interpretada por Liana Liberato), começa a apresentar os sintomas comuns das adolescentes que querem se parecer mais velhas e ser aceitas entre seus pares.

O pai da Annie, é um publicitário bem sucedido e hiper envolvido com a profissão, igual à muitos pais nos dias de hoje, o pai procura ter uma relação de confiança com os filhos, mas Annie inicia um relacionamento no computador com um jovem de 16 anos, o que não era verdade, tinha 30) e dá continuidade através do telefone. Sem que seus pais soubessem, ela aceita o convite dele para um encontro, mas a surpresa que ela tem no primeiro momento é só o começo de um pesadelo que marcará para sempre a sua vida e a de sua família, e não vou contar tudo aqui, justamente para não estragar a surpresa.

Ao assistir o filme por indicação de meu amigo Lincoln Werneck, e durante o filme, fiquei analisando quantas pessoas estão deixando de lado uma vida onde podemos conversar e trocar ideias com a família, e justamente pelo vicio de acesso pela internet.

Será que realmente sabemos o que nossos filhos acessam na internet? Onde e como acessam estas informações? Quantas pessoas se deixam levar em golpes por relacionamentos em “Chats de relacionamento”? Quantos já não foram assaltados, assassinados, violentados nestes encontros? Atualmente não sabemos ficar parados em lugar sem acessar alguma coisa, enviar um Twitter, ou postar algo no Facebook, ou Foursquare?

Agora vem outra pergunta que não quer calar: se fazemos isso, como repreender nossos filhos e nossos subordinados no trabalho? Será que a tão falada segurança da informação só pode ser usada no mundo corporativo? Acredito que não, na vida pessoal também, mas não impomos limites em nossa vida particular e principalmente aos filhos. Existem crianças de 9, 10, 11 e 12 anos que passam horas na internet seja em casa ou no celular próprio ou dos próprios pais, justamente para estes darem sossego aos pais. Será que estamos agindo corretamente?

Como diz meu filho: “ter pai auditor e especialista de controles internos é fogo”. E vai ser mesmo, pois a responsabilidade da educação de meus filhos é minha e de minha esposa, a escola não é a principal responsável, mas parte do processo, e devemos salientar que se você não ensinar em casa, alguém da rua vai ensinar e da forma errada.

Controles internos e segurança da informação deve começar em casa, devemos impor limites, criar uma linha de confiança entre pais e filhos, quanto maior a distância, maiores serão os problemas a resolver no futuro.

Portanto se não assistiram este filme ainda, aconselho que assistam, é uma coisa a refletir, antes que pessoas sem índole nenhuma causem problemas a nossos filhos e acabem com nossas famílias.

Queridos pais, não deixemos que a correria da vida e o engajamento em nossos trabalhos, sejam “muletas” para justificar nossas ausências, falhas, erros na educação e das nossas responsabilidades na educação e nossos filhos, pense nisso.

* Marcos Assi é professor do MBA Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional – como consolidar a confiança na gestão dos negócios” e “Gestão de Riscos com Controles Internos – Ferramentas, certificações e métodos para garantir a eficiência dos negócios” pela (Saint Paul Editora) Diretor e consultor da Daryus Consultoria e Treinamentos, e consultor de finanças do programa A Grande Idéia do SBT.

Redes Sociais na Empresa: Liberar ou proibir?

Bom, hoje vou acabar revelando minha idade, pois sou da época da maquina de escrever, você lembra ou fez curso de datilografia? Do tempo do Telex, do Fax já é mais moderno, mas o quero dizer com isso?

Então, vamos por partes, uma coisa muito importante é entender que a tecnologia avança muito todos os dias e todos nós de auditoria, controladoria, compliance, controles internos e riscos, devemos buscar entender o que esta acontecendo e buscar melhorias para a organização, mas como podemos fazer isso?

Não faz muito tempo, a TI da sua empresa bloqueava os acessos a e-mail particular, sites ou paginas de internet que não faziam jus ao trabalho exercido pelos colaboradores, mas com o advento dos smartphones, iphones, ipads, tablets, redes sem fio, mobilidade digital, sejam qual for nome, vem à pergunta como posso bloquear os acessos remotos? Não posso.

Temos que apelar pela cultura e educação de nossos colaboradores, afinal as rede sociais possuem um atrativo, que causam até dependência, pode ser que você seja um desses, afinal vai ao banheiro com o aparelho, em reuniões profissionais e de família, na sala de sua casa você não conversa mais, pois manda SMS para a esposa na cozinha, pede para o filho enviar o boletim por e-mail, usa o aparelho no metrô, no ônibus, no carro, afinal não podemos perder tempo, será?

Portanto, como podemos mudar esta cultura do acesso à novidade e acertas bobagens também dentro da empresa? Educando e cobrando resultados, pois estas informações distraem, mas também não podemos viver sem informação, a solução é disciplina, buscar a melhoria do convívio entre trabalho e a informação deve ser mais bem ajustado nas organizações.

Vejamos o que as empresas tem feito com o combate ao tabagismo, mas se um colaborador fumar um maço de cigarro por dia, e a cada descida para fumar, entre idas e vindas, demorar 10 min, quanto tempo de trabalho se perde no dia? E na semana? E com a rede social também pode ocorrer a mesma coisa, portanto devemos orientar e monitorar resultados, pois acredito que a questão é meta x tarefas x resultados x recompensa, pois desta forma podemos criar uma cultura organizacional diferente e sem grande atritos internos, pois aquele profissional que não faz parte deste grupo pode vir a sentir-se desmotivado ou acreditar que este seja o modelo ideal. Pense nisso.

* Marcos Assi é professor do MBA Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional – como consolidar a confiança na gestão dos negócios” e “Gestão de Riscos com Controles Internos – Ferramentas, certificações e métodos para garantir a eficiência dos negócios” pela (Saint Paul Editora) e consultor de finanças do programa A Grande Idéia do SBT. Sócio Diretor da Daryus Consultoria e Treinamento.

Entendendo o negócio e implementando controles

Hoje vou relatar aqui um pouco do que tenho visto ultimamente em meus trabalhos e aulas. Muita gente me pergunta: “Como posso implementar controles internos, tenho muita dificuldade, pois já li seu livro, artigos, e participo de varias palestras e congressos, mas as duvidas persistem”.

Bom, vamos por partes, uma coisa muito importante é entender o negócio, e nisso incluímos processos, pessoas, regulamentos internos e externos, a cultura da administração e os riscos envolvidos.

Mas até aí nenhuma novidade, creio eu, entretanto as pessoas pecam em partir para implementação de normas e procedimentos sem a devida informação organizacional em mãos, mas o que é isso? O negócio, como funciona, as receitas são oriundas de que atividade? E as despesas são provenientes de que fontes? Por isso é importante entender que a empresa necessita de resultado para a sua manutenção e sustentabilidade. Fica aqui uma pergunta, você já viu o plano de negócios de sua empresa?

Cada controle implementado na empresa se transforma de uma maneira ou de outra em relatório ou numero, devemos buscar alinhar conduta, ética, normas e procedimentos à resultados (lucros), sem isso não existe empresa. Flexibilizar controles não significa negligenciar, pelo contrario, fazer o negócio girar com informações tempestivas e seguras, mas como podemos entender o negócio e implementar controles?

Acredito que seja simples, fazendo parcerias, pois não sabemos tudo, mas devemos conhecer quem sabe, o segundo passo, lembremos que bons controles são oriundos de bons mapeamentos de processos, afinal todos temos procedimentos em nossos trabalhos, boa parte em nossas cabeças, então devemos documentar isso até mesmo para aprendizado dos novos colaboradores, ou você acha que vai ficar a vida inteira fazendo a mesma coisa?

Se a sua intenção não é criar raízes na mesma cadeira, deve ser um dos primeiros a buscar a mudança de postura e cultura. Crescimento profissional não é fácil, mas deve ser uma meta.

Sei que a área comercial busca negócios, mas nem todo mundo faz “esqueminhas”, muitos trabalham com seriedade e devemos então facilitar a geração de receitas e propor controles mais eficazes e menos burocráticos. A revisão dos controles se faz presente nestas situações e devemos estar ao lado de quem proporciona o giro financeiro da empresa, afinal negócio mal feito gera riscos de crédito, inadimplência, garantias, despesas de cobrança, judiciais, imagem, entre outras.

Portanto, as áreas de controladoria, fiscal, compliance e controles internos, riscos, auditorias, tesouraria e TI, devem se alinhar na busca por resultados com controles mais efetivos e íntegros, para que a tomada de decisão seja mais eficiente e o conhecimento da performance da empresa seja conhecido e gerenciado com competência. Não adianta implementar controles por questões de legislação, mas entender onde meu negócio se adapta a lei.

Tudo isso é uma questão de conceitos, devemos rever os nossos o quanto antes, na busca de redução dos conflitos internos e realmente demonstrar que controles internos, contabilidade, finanças, riscos e conformidade devem ser tratados como parte de um processo organizacional, todos tem a mesma importância, a diferença é o peso que damos à eles. Pense nisso.

* Marcos Assi é professor do MBA Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional – como consolidar a confiança na gestão dos negócios” e “Gestão de Riscos com Controles Internos – Ferramentas, certificações e métodos para garantir a eficiência dos negócios” pela (Saint Paul Editora) noite de autógrafos, dia 25 de junho, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, e consultor de finanças do programa A Grande Idéia do SBT. 

Melhores práticas de controles internos

Quando afirmamos não existir um procedimento padrão de controles internos, muitos nos perguntam como implementar um sistema que proporcione segurança em nosso negócio? A resposta é simples: depende do apetite por risco e do tamanho da empresa. Uma expressão muito utilizada é a “mitigação de riscos”, que nada mais é do que mapear os processos e implementar políticas ou regras para os procedimentos administrativos, operacionais e de gestão do negócio.

Como ainda temos dúvidas, surge mais uma vez a questão: o que é sistema de controles internos? É o conjunto de políticas internas e externas, procedimentos operacionais, gestores e colaboradores, software e uma boa gestão de negócios. Contudo, é bom salientar que temos de respeitar os normativos externos provenientes de órgãos reguladores, que permitem ou não certas atividades. Os modelos mais adequados de controles internos podem ser encontrados, por exemplo, no COSO (The Committee of Sponsoring Organizations) e no IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa com a publicação de “Melhores Práticas de Governança Corporativa”), além de materiais de outros órgãos reguladores.

O maior obstáculo para um sistema de controles internos eficiente é a ausência de cultura específica. Por esse motivo, surge o termo cultura organizacional, permeado por diversos conceitos, que seguem linhas diferentes, conforme vários autores. Com certeza, porém, há um ponto consensual: a dificuldade de mudança. E somos sabedores de que, muitas vezes, a transformação de organizações depende do abandono de hábitos antigos, enraizados em sua cultura (às vezes por décadas). A quebra desses paradigmas é, na verdade, um grande desafio em todas as áreas da atividade humana, e não só dentro das organizações.

Dá para imaginar a dimensão do problema quando falamos em mudar hábitos de dezenas, centenas e até milhares de pessoas? É comum em muitas organizações a existência de territórios demarcados, cujos “donos” fazem de tudo para manter as práticas inalteradas. Essas áreas, geralmente obscuras, têm como principal característica a dificuldade de acesso, ausência de comunicação sobre mudanças e de fornecimento das informações e neste ponto podemos ter sérios problemas, levando todo o trabalho feito ao fracasso ou de difícil identificação em um curto período de tempo. Por isso, a participação da alta administração é de suma importância para que possamos dissipar essas áreas obscuras e de difícil acesso, através de demonstrações de exemplos convincentes para convencimento de todos na organização para fortalecimento dos controles da instituição.

Controles internos são todas as políticas adotadas pelas empresas com intuito de mitigar riscos e melhorar processos. Segundo o próprio Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados (AICPA), os principais objetivos dos controles internos são proteger os ativos da empresa; obter informações adequadas; promover a eficiência operacional da organização; e estimular a obediência e o respeito às políticas da administração. Em outras palavras, os controles internos devem assegurar que as várias fases do processo decisório e do fluxo de informações revistam-se da necessária confiabilidade.

Eventuais problemas que dizem respeito à efetividade dos controles internos adotados podem estar em todas as áreas da empresa, como no desenvolvimento do produto e comercialização; no departamento financeiro e de tecnologia da informação ou na contabilidade, dentre outras. Isso significa que um adequado sistema de controles sobre cada uma dessas funções assume fundamental importância para atingir resultados mais favoráveis, pois onde não existem procedimentos de controles internos, são mais freqüentes erros e os desperdícios. Essa prática é um processo levado a efeito pela diretoria, a alta administração e todos os níveis hierárquicos. O mais importante é que a alta administração necessita incorporar a mudança, para que sua implantação seja mais efetiva e funcional.

Não podemos definir controles internos somente como políticas e procedimentos executados de temposem tempos. Trata-sede ação permanente em todos os níveis dentro de uma empresa ou instituição e, sempre que possível, revisada e atualizada.

Os responsáveis pelos processos de controles internos devem buscar instrumentos que favoreçam a conscientização de todos. Também devem saber “vender” os benefícios dessas ferramentas e da atividade como um todo. Esses profissionais não podem pensar e agir como se estivessem tratando de um procedimento burocrático, mas sim uma prática voltada à segurança da informação e à melhor gestão dos negócios.

* Marcos Assi é professor do MBA Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios, autor do livro “Controles Internos e Cultura Organizacional – como consolidar a confiança na gestão dos negócios” (Saint Paul Editora) e consultor de finanças do programa A Grande Idéia do SBT. Socio-Diretor da Daryus Consultoria