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Enem 2013 – sonhos e expectativas

O número de inscritos para o ENEM 2013, bateu mais um recorde e ultrapassou a marca de 7 milhões de brasileiros. O que esse número representa? Os sonhos e as expectativas das pessoas em relação ao futuro. O crescimento do país, a demanda por profissionais mais qualificados, tem levado muitos a buscar essa formação em nível superior, ainda que o ENEM seja apenas uma das portas de entrada para esse caminho.
Participei do debate no canal Futura sobre a credibilidade do exame. O tema discutido foi a Pesquisa IBOPE Inteligência (CONECTAí), que apontou que 58% dos entrevistados confiam no sistema de correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A pesquisa foi realizada com 1.953 internautas que navegaram no site do Guia do Estudante, entre os dias 4 e 9 de junho. Apenas 23% dos entrevistados declararam não confiar no sistema de correção do exame. A pesquisa demonstra, ainda, que grande parte dos estudantes vê o Enem como ferramenta de acesso ao ensino superior. Os dados revelam que 73% dos participantes afirmaram que irão usar o exame para participar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação e 44% utilizarão também para concorrer a uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Já 27%dos participantes da pesquisa aproveitarão o exame para obter financiamento do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).
Uma das participantes do debate, a profª. Sandra da PUC – Minas, ressaltou a importância do exame no quesito abrangência. Por ser em um formato diferente do vestibular, permite uma avaliação mais ampla do conteúdo todo do Ensino Médio.
Outro aspecto que destaquei em relação ao exame, foi a no quesito abrangência territorial. De acordo com dados do MEC sobre o perfil dos inscritos, o maior crescimento de inscrições ocorreu na região Norte do Brasil. O Estado que percentualmente teve um crescimento maior no número de inscrições foi o Amapá: em 2012, foram 25.773; em 2013, 41.912, o que representou um aumento de 63%. Se considerado o número de inscrições por mil habitantes, o Acre lidera: no Estado, a cada mil indivíduos, 80 pessoas farão o exame neste ano. Em seguida, vem o Amapá, com 63 candidatos inscritos por mil habitantes. A faixa etária predominante vai dos 16 aos 18 anos, com 36% dos inscritos.
Na minha opinião, isso demonstra a eficiência do sistema em oferecer aos candidatos a possibilidade e escolher universidades fora de sua área, com uma única prova é possível concorrer a vagas oferecidas em todo o Brasil, um grande avanço mesmo.
O grande mérito do exame, é mostrar ao governo o desejo inerente dos brasileiros: busca de formação de qualidade e gratuita.
Agora resta ao governo trabalhar para atender essa demanda, buscando melhora na formação do Ensino Médio e aumento de vagas da rede pública. (Hoje apenas 300 mil – para 7 milhões…)

Ensino Médio: Caminhos da educação brasileira

O Ensino Médio tem estado sob holofotes nos últimos tempos. A discussão começa com a avaliação do ENEM e passa pelos processos seletivos da USP e UNICAMP, mais tradicionais do Estado. O próprio currículo em jogo: formação para o trabalho x formação integral com destino à universidade. Uma velha discussão…
No dia 11/07/11, o Ministério da Educação divulgou pesquisa que informa que escolas privadas podem ter classes mais cheias do que as públicas e que não há perfil padrão entre as melhores no Enem. Estas informações foram publicadas na Folha de S. Paulo.
Mais importante que o número de alunos em sala é a relação de aprendizagem entre os alunos e professores. Não há um padrão, mas fica nítida a relação entre uma metodologia mais focada em resultados do que a formação do aluno ao longo do processo de escolarização.
Se por um lado as escolas lotam as salas de aula, por outro precisam oferecer uma metodologia alinhada com as novas necessidades de formação de um cidadão do século XXI e se utilizam de tecnologias para aprimorar essa relação com o aprendizado, capacitando docentes e alunos para a utilização dessas ferramentas.
Ao mesmo tempo, as avaliações como o ENEM e o tradicional vestibular da FUVEST, continuam sendo parâmetros para escolha e identificação de qualidade da escola.
Nesse sentido é preciso manter um equilíbrio para não saturar o aluno e desencadear um processo de “pânico” por conta de tantas avaliações.
Todo o processo de ensino médio deve ser orientado visando à formação completa do aluno tanto para uma boa escolha profissional como para uma formação integral de desenvolvimento humano e relacionamento.