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Mais professores, mais alunos.

Mais professores, mais alunos.Notícia divulgada nesse mês sobre um modelo proposto pelo ministério da Educação para levar mais professores as regiões mais carentes e com baixo IDH. A ideia está baseada no polêmico programa de saúde: Mais Médicos. De acordo com o ministro Mercadante, o Programa Mais Professores estimularia ida de docentes a municípios carentes. O programa ainda está em fase de formulação e deve priorizar o NE e o N. Essas áreas tem carência de professores de matemática, física, química, inglês, afirmou Mercadante no Congresso. Mas hoje, a educação brasileira mais uma vez vive uma crise além da falta de professores, que é a preocupação com a permanência dos jovens na escola. De acordo com pesquisa apresentada pelo jornal Folha de SP em 25 de agosto de 2013 , de cada 10 jovens entre 17 e 22 anos que não completaram o ensino fundamental, 3 continuam longe da escola e sem emprego. Essa situação piorou nos últimos anos e preocupa especialistas e o governo. O maior temor é que essa fatia da população se torne mais vulnerável a riscos como os de inserção precária no mercado de trabalho e envolvimento com crime. “Eles estão cada vez mais distantes da escola e, para entrar no mercado de trabalho, enfrentam a concorrência dos jovens que estão se tornando mais escolarizados”, diz Naercio Menezes, do Insper. Para a pesquisadora Ana Lúcia Kassouf, da USP, é preciso tornar a escola mais atraente para evitar a evasão dos jovens. Ela diz que o abandono dos estudos aumenta riscos como o de envolvimento com o crime. “É preciso mostrar a eles que a escola traz um retorno no futuro.” ( grifo acrescentado pela autora).
A meu ver, esse quadro retrata que além da dificuldade de contratar e manter os professores na escola, hoje o maior desafio é manter os alunos, na escola. Como o currículo do Ensino Médio se transformou ao longo do tempo em uma máquina de preparo para o vestibular, com conteúdos massificados e distantes da realidade dos alunos o índice de evasão escolar aumenta ano a ano. O maior desafio e repensar essa escola, que deve atrair alunos e professores para a construção de conhecimentos que sejam significativos e que ampliem as possibilidades desses jovens. Oferecer um modelo com diferentes níveis de aprofundamento, como acontece no modelo americano do High School. No modelo americano, o aluno pode escolher se aprofundar nas disciplinas que tem interesse ou cursar apenas o nível básico, além de oferecer e investir em programas esportivos, o ensino médio americano de 4 anos, também tem carga horária maior: 8h – 15h e oferece mais possibilidades para quem pretende dar continuidade aos estudos no ensino superior. Não é um sistema perfeito, claro, mas um modelo que pode oferecer alternativas para o nosso sistema educacional.Precisamos sim de mais professores, mas também precisamos de alunos interessados e dispostos a estar em um ambiente de aprendizagem e desenvolvimento.

Ensino Médio: Caminhos da educação brasileira

O Ensino Médio tem estado sob holofotes nos últimos tempos. A discussão começa com a avaliação do ENEM e passa pelos processos seletivos da USP e UNICAMP, mais tradicionais do Estado. O próprio currículo em jogo: formação para o trabalho x formação integral com destino à universidade. Uma velha discussão…
No dia 11/07/11, o Ministério da Educação divulgou pesquisa que informa que escolas privadas podem ter classes mais cheias do que as públicas e que não há perfil padrão entre as melhores no Enem. Estas informações foram publicadas na Folha de S. Paulo.
Mais importante que o número de alunos em sala é a relação de aprendizagem entre os alunos e professores. Não há um padrão, mas fica nítida a relação entre uma metodologia mais focada em resultados do que a formação do aluno ao longo do processo de escolarização.
Se por um lado as escolas lotam as salas de aula, por outro precisam oferecer uma metodologia alinhada com as novas necessidades de formação de um cidadão do século XXI e se utilizam de tecnologias para aprimorar essa relação com o aprendizado, capacitando docentes e alunos para a utilização dessas ferramentas.
Ao mesmo tempo, as avaliações como o ENEM e o tradicional vestibular da FUVEST, continuam sendo parâmetros para escolha e identificação de qualidade da escola.
Nesse sentido é preciso manter um equilíbrio para não saturar o aluno e desencadear um processo de “pânico” por conta de tantas avaliações.
Todo o processo de ensino médio deve ser orientado visando à formação completa do aluno tanto para uma boa escolha profissional como para uma formação integral de desenvolvimento humano e relacionamento.