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Já está aberta a temporada dos Programas de Trainee!

Já começou a temporada dos Programas de Trainee e, embora a maioria continue acontecendo no 2o semestre, os candidatos e empresas já estão a todo vapor! Veja abaixo algumas perguntas que me fazem:

– Quais são as principais competências avaliadas em um processo seletivo de trainee?

Cada empresa busca um grupo de competencias diferentes, de acordo com sua necessidade, área onde os trainees serão alocados, cultura, entre outros, mas existem algumas que são comuns a quase todos: trabalho em equipe, liderança, boa comunicação, iniciativa (e “acabativa”), foco em resultados.

– Quais são os requisitos mais exigidos pelas grandes empresas para os candidatos a trainee?

Formação acadêmica (os cursos variam de acordo com o ramo da empresa), geralmente não podendo passar de 2 ou 3 anos de formado; ingles avançado ou fluente; experiências internacionais também são muito valorizadas. Mas é importante lembrar que não há uma “receita de bolo”. O que vale é o conjunto que cada pessoa apresenta.

– Como um candidato deve se preparar para estes processos? Há necessidade de se preparar antes?

É comum pessoas saírem da universidade sem o preparo adequado para entrar no mercado de trabalho, raras vezes possuindo conhecimento sobre tipos de entrevistas e técnicas utilizadas pelas empresas em processos seletivos. Tais processos podem variar desde uma série de entrevistas com diferentes pessoas na organização, a outros mais complexos, envolvendo testes, e diferentes técnicas de avaliação.

Assim como nos preparamos para fazer um vestibular ou para participar de um concurso, acredito que o preparo para participar de processos seletivos seja crucial para aumentar as chances dos candidatos de receber uma ou mais ofertas de trabalho.

Além disso, quanto mais você participa de processos, mais pratica e melhor fica! Não recomendo que o primeiro processo que um candidato vá participar seja justamente aquele da empresa que ele mais quer.

– Me fale um pouco de cada etapa destes processos e quais dicas você dá para o candidato ser bem sucedido.

As etapas, novamente, variam de empresa para empresa, mas geralmente segue assim: cadastro no site/ envio de CV; testes online; trabalhos em grupo, participação em jogos e comunidades que estão sendo observadas pela empresa; dinâmicas de grupo; paineis; e entrevistas individuais com RH e/ou gestores. Cada etapa é importante, pois você depende de se sair bem nas primeiras para evoluir no processo, por isso deve-se fazer cada uma com dedicação e cuidado.

– Quais os erros mais comuns cometidos pelos candidatos durante a seleção?

Algumas:

Chegar atrasado – não há desculpa! ;

Exageros (falar pouco/ muito, se vangloriar ou ser humilde demais);

Postura física – ficar relaxado demais na cadeira, ficar batendo o pé, mexendo com as mãos, etc;

Tentar parecer algo que não é, falar mentiras sobre a experiência;

Usar o português incorretamente, ou com gírias;

Falta de ética – criticar colegas de trabalho, ou do próprio grupo.

– Como o candidato pode mostrar o seu diferencial em uma seleção que tem um elevado número de concorrentes e várias etapas eliminatórias?

Para começar, o candidato precisa saber qual é seu diferencial! É comum os candidatos não saberem a resposta para a pergunta mais básica, que nem sempre é feita de forma direta: quais são suas qualidades e seus pontos a desenvolver???

Quem conhece suas próprias qualidades e competências, precisa se lembrar de mostrá-las durante todo o processo seletivo. Não precisa ser arrogante, mas precisa deixar claro o que tem a oferecer – algumas coisas o recrutador não consegue adivinhar!

Além disso, nas etapas não presenciais, o melhor que você pode fazer é dedicar tempo ao preencher os formulários, fazer os testes com cuidado, pois se isso não estiver bom, ele não terá a chance de mostrar mais informações. Nas fases presenciais, é importante demonstrar comprometimento, interesse na vaga e na empresa, maturidade, educação a todo momento (acredite, as paredes têm olhos e ouvidos!).

– Participar destas seleções, mesmo não sendo bem sucedido, traz algum benefício para o candidato? Quais?

Sim. Mesmo que um candidato não tenha sucesso em nenhum processo, ele terá ganhado de presente ótimas aulas corporativas. Se ele não foi aprovado em nada, com certeza tem algo a ser trabalhado caso ele aspire posições com aquele perfil! O ideal é que as pessoas saiam de cada fase de cada processo seletivo e façam uma revisão do que aconteceu (o que funcionou, o que não, o que não soube responder, etc). Isso é uma ótima ferramenta de auto conhecimento, além de ser um treino para outros processos.

– Que conselhos você daria para aqueles que pretendem tentar uma seleçao de trainee?

O conselho que dou é que se dediquem ao processo e sejam vocês mesmos.

Boa sorte!

Trainee do Futuro 2013

Estive esta semana na apresentação de uma pesquisa muito interessante, realizada pela Seja Trainee, em parceria com a Across.

Trata-se de uma pesquisa realizada com mais de 300 candidatos a processos de trainees, para identificar seu perfil e atitude frente aos programas.

Vejam alguns dados:

 

Perfil demográfico

68% vivem na região Sudeste, dos quais 45% no estado de São Paulo;

23,8 anos é a média de idade (78% entre 22 e 25 anos).

 

Qualificações

95% declaram falar inglês avançado ou fluente;

92% já fizeram algum estágio;

54% já fizeram ou fazem trabalho voluntário.

 

70% estudaram em faculdades públicas e

69% dos candidatos formaram-se em 2012

 

Cursos mais comuns

42% Engenharia;

18% Administração;

11% Economia.

 

Em quantos programas se inscreveram?

25% em 20 ou mais programas;

25% em 6 programas ou menos.

 

Aspectos mais valorizados em um Programa de Trainee

61% Treinamentos;

54% Job rotation;

52% Coaching e Mentoring.

 

Os dois programas eleitos como melhores do Mercado foram

Unilever – 14%

Ambev – 10%

 

Entre esses números, a maioria já era esparada, alguns surpreenderam, e um especificamente me assustou: 25% dos entrevistados se inscreveu em 20 ou mais programas!

Não é à toa que muitas vezes os candidatos dizem que não dá tempo de fazer tudo que as empresas pedem. As empresas pedem bastante sim, mas se você tem que dar conta de 20 isso fica realmente complicado. Por isso a importância de ter foco na escolha da empresa onde quer trabalhar, ver quais mais se adequam a seus valores e interesses, e assim poderá se inscrever em menos programas. Claro que também não é aconselhável se inscrever em um ou dois pois, com o altíssimo nível de concorrência, é melhor ter mais opções. Tente pensar em número que vá conseguir conciliar com a faculdade, o estágio, o TCC, etc. Pouco adianta estar inscrito em muitos e não conseguir fazer nada direito, de uma forma ou de outra você vai se eliminar de vários processos quando não conseguir participar tão ativamente das atividades online, não se preparar bem para entrevistas, e tudo mais.

Pense nisso e, se precisar de ajuda, procure pela área de Carreira da Trevisan, o Conexão Mercado.

Boa sorte!

Educação e trabalho – A busca do equilíbrio

A busca do equilíbrio na relação educação e trabalho têm aparecido nas notícias como relatos de experiências profissionais que os alunos precisam para ingressar no mercado profissional. A recente divulgação do índice de reprovação recorde no exame da OAB apresentados na ultima edição da prova, apontam uma crise no curso de Direito, já que a aprovação no exame é requisito obrigatório para que o bacharel em direito possa ingressar nos quadros da advocacia.
Segundo notícias do portal G1 “ A formação dos advogados está em discussão. A abertura de novos cursos está suspensa e o debate agora é sobre a qualidade do estágio. Uma das propostas que serão estudadas é a implantação de estágio obrigatório nos últimos anos do curso, mas a dúvida é como oferecer estágio de qualidade para tantos alunos.”
O estágio já é componente curricular obrigatório de todos os cursos de formação profissional, desde o nível do ensino médio, nos cursos profissionalizantes, até nos cursos de ensino superior como os tecnólogos e bacharéis.
Vamos ao ponto do estágio: Qual é o objetivo? Porque o ministro insiste na obrigatoriedade desse componente , já obrigatório, para os concluintes de Direito? O que o exame da OAB está explicitando?
Essa análise requer um olhar mais amplo sobre os cursos de formação que são oferecidos atualmente nas universidades brasileiras. O aumento de cursos e a facilidade de acesso ao nível superior, tem colocado no mercado de trabalho muitos jovens, diplomados, mas sem a necessária “vivência” na área, isso porque, muitos jovens tem combinado a formação superior com o trabalho que já tem atualmente e dificilmente abrem mão do salário para optar por uma vaga de estágio, com remuneração menor e menos segurança. Caso relatado de uma jovem profissional que atua na área de secretaria de uma instituição de ensino há mais de 6 anos. Ela ingressou em um curso tecnólogo de Gestão de Recursos Humanos, com a expectativa de aprender uma nova área e ter uma oportunidade. Durante o curso, até teve a possibilidade de encarar um estágio, mas o salário era duas vezes menor, não dava para encarar. Enfim, formou-se mas não pode atuar na área e agora amarga a lembrança de não ter agarrado a oportunidade, ou por medo do risco ou por pura falta de opção financeira.
Qual é o papel do estágio? Dar ao aluno a oportunidade de viver na prática os conceitos teóricos que estão sendo discutidos em sala de aula.
Para os futuros advogados, me parece fundamental essa experiência, já que para alguns especialistas, não basta apenas fazer um estágio, é preciso estagiar com qualidade, ter vivências enriquecedoras e isso servirá de base para um resultado mais eficiente na realização do Exame. O que hoje o resultado da OAB representa é um nível de formação muito distante da realidade. Ninguém sai pronto do curso universitário, a formação será alcançada ao longo da jornada e das experiências profissionais.
Se tivéssemos em todas as áreas de formação, exames estipulados e obrigatórios para o exercício da profissão, creio que essa discussão seria muito mais relevante.
A busca pelo equilíbrio entre a formação e o acesso ao mercado de trabalho, reside na discussão dos parâmetros curriculares oferecidos pelos cursos atualmente e as experiências vividas ao longo do curso pelos alunos e futuros profissionais.
Atender essas necessidades, experiências profissionais e conteúdos programáticos, se torna o maior desafio das instituições de ensino.

Você gosta do que faz? Ou sabe o que quer fazer?

Essa é uma pergunta recorrente e poucas pessoas falam com total convicção que amam o que fazem.

Muitas vezes gostamos de culpar a economia e os nossos problemas de dinheiro, mas há outras razões para se sentir desconectado do que você faz para ganhar a vida. Milhões de pessoas trabalham em empregos e carreiras que odeiam e não são capazes de descobrir o que realmente gostariam de estar fazendo.

Descobrir esta resposta nem sempre é fácil, na verdade, geralmente é difícil, mas vamos falar de alguns passos que podem te ajudar:

1) Saia desta pequena caixa onde você está preso.
Todas as pessoas que estão presas sentem-se desta forma porque fizeram algumas suposições erradas e/ou rígidas sobre o que precisam para serem felizes, ou o que eles são capazes de criar. Estes pressupostos (muitas vezes inconscientes) irão mantê-lo preso em uma caixa apertada, com uma tampa que não vai ceder.
Algumas dessas suposições limitantes são:
– Eu preciso de ganhar R$ XXXXXX para viver a vida que eu quero;
– Meu casamento ou a família não vai sobreviver se eu tomar tal decisão;
– Estou muito velho para fazer esta mudança;
– Eu não tenho o que é preciso para me reinventar ou até mesmo redirecionar o que eu faço;
– Eu sou um perdedor e um fracasso;

– Eu não posso competir;
– Eu não tenho nada importante para oferecer;
– Nada mais vai ser melhor.

Pensando assim, fica realmente difícil pensar fora da caixa, quanto mais sair totalmente dela. Como fazer então?
Provavelmente você precisará de ajuda para identificar seus talentos especiais, capacidades e potenciais. Você tem que envolver outra pessoa na discussão sobre a sua vida, alguém que respeite, que é experiente, bem sucedido no que faz, e que não tenha interesses pessoais na decisão que você irá ou não tomar. Encontre hoje alguém que possa te aconselhar ou orientá-lo sobre o que é possível, e que possa ajudá-lo a ver o que está impedindo você de identificar a solução. Se você está tentando fazer tudo isso por si mesmo o processo será bem mais difícil.

2) Olhe o que está funcionando e o que não está.

Muitas pessoas acordam na meia-idade e percebem que suas carreiras são lamentáveis e sem sucesso, e ficam tão aborrecidas com isso que querem esquecer e jogar toda aquela experiência fora. Não cometa esse erro. Faça uma avaliação completa do que você gostaria de preservar e manter em sua carreira atual, e se livre apenas das partes que fazem você se sentir com raiva, triste, frustrado e contrariado. Afinal, se você fez uma mesma coisa por algum tempo, isso não pode ser tão ruim assim.

3) Desenvolva uma rede de apoio.
A realidade é que você não pode chegar onde quer na vida, com tudo funcionando perfeitamente, se não tiver ajuda. Não importa onde está em sua carreira, você precisará sempre de pessoas para ajudar a dar o próximo passo. Comece a construir uma rede poderosa de colegas leais que admiram e apreciam você e que ficariam mais do que felizes em ajudá-lo. Há muitas maneiras de desenvolver uma comunidade que irá apoiá-lo, inclusive utilizando LinkedIn, oferecendo endossos e depoimentos para pessoas que você respeita, atendendo associação e reuniões de rede de profissionais em seu campo, reencontrando ex-colegas que você admira, etc.

4) Construa sua marca pessoal e saiba contar bem a sua história.
Antes que você possa descobrir o que você realmente quer, você tem que saber quem realmente é e precisa contar uma história convincente sobre si mesmo. Apenas uma pequena fração de profissionais sabe responder a estas perguntas de forma convincente e envolvente:
– Pelo que você é mais conhecido?
– O que você tem a oferecer que é significativamente diferente do que a melhor pessoa na sua área pode oferecer?
– Que habilidades e talentos fazem você se destacar?
– Que experiências de vida lhe moldaram de maneiras especiais?
– Quais são os seus valores fundamentais?
– Quando você estiver com 90 anos olhando para trás, o que você gostaria de ver?

Se você não consegue responder a estas perguntas, você não vai descobrir o que realmente quer, pois ainda não se conhece bem o suficiente e talvez os outros não consigam ajudá-lo.

6) Agora ligue os pontos.
Se quiser, comece vendo este trecho onde Steve Jobs falou aos formandos de Stanford:

http://www.youtube.com/watch?v=C8TERnDJPFk

Em seguida, pare para responder a essas questões críticas:
Quais são as minhas paixões, e como posso transformá-las em alguma forma de trabalho?

Com base nas paixões, talentos e habilidades que eu tenho, que são as carreiras mais adequadas para mim?
Quais são todos os fatores que preciso abordar em meu planejando de carreira (dinheiro, tempo, energia, geografia, as necessidades da família, apoio, prazer, saúde, etc)?
Estou fazendo suposições errôneas sobre mim e sobre a minha vida que eu preciso repensar?
Sei o que é preciso para ser bem sucedido nesta nova direção, e estou comprometido 100%?
Eu realmente quero começar meu próprio negócio, ou estou apenas fugindo de alguma coisa?
Como vou financiar a minha mudança de carreira ou de transição?
Onde posso encontrar o suporte contínuo que preciso?

 

Se você é uma dessas pessoas que não está certa sobre sua carreira, e começou a se questionar sobre alguns ou vários destes pontos, já começou sua jornada.

Boa sorte!

Conexão Mercado – 10 dicas para o seu Planejamento de Carreira

O fim do ano se aproxima e, para aqueles que não fizeram o exercício de pensar e planejar os próximos passos de sua carreira durante o ano, seguem agora algumas dicas para você começar o ano comprometido com seu presente e futuro profissional.

 

Plano de carreira em 10 lições

1. Faça duas perguntas essenciais

Quais os meus talentos? O que me dá prazer?

Quanto mais você aproximar uma coisa da outra, maiores as chances de realização.

 

2. Siga a sua vontade e não a dos outros

Pense no que você gostaria realmente de ser, e não no que os outros gostariam que você fosse. Planeje um futuro que combine com as suas aspirações e talentos.

 

3. Seja realista

Não liste um número exagerado de objetivos, impossíveis de serem realizados no tempo estipulado.

 

4. Estabeleça prioridades

Em vez de planejar o aprendizado de dois idiomas nos próximos cinco anos e fracassar em ambos (afinal, a sua vida não se limitará a estudar línguas!), concentre-se naquele que é mais importante para os seus objetivos.

 

5. Orientação, Coaching e Mentoring – Desenvolvimento e autocrítica

Só quem conhece bem as próprias necessidades de aprendizado e desenvolvimento consegue ir direto ao ponto para se aprimorar. Se ainda não pensou nisso e em outras questões de sua carreira, procure uma orientação, um mentor, ou faça um programa de coaching!


6. Lembre-se que o futuro começa agora

O planejamento não pode ser dissociado de sua situação atual. Informe-se sobre os planos da empresa em que você trabalha e analise os rumos da sua área de atuação.

 

7. Seja flexível

Esteja sempre pronto para reavaliar seus planos a partir de um acontecimento significativo que não estava no script.

 

8. Amplie suas perspectivas

Já que estamos falando do futuro, não esqueça que há muitas formas de trabalho além da vida corporativa. Você pode ser consultor, professor, empreendedor, e por aí vai.

 

9. Jogue conversa fora

Compartilhe seus planos pessoais com o marido ou a esposa, um parente ou um amigo. Troque idéias sobre o futuro da carreira com pessoas que conheçam a sua área de atuação e tenham mais experiência. Cultive e amplie sua rede de relacionamentos.

 

10. Revisite seus planos anualmente

Faça uma revisão anual e transfira o que for preciso para a sua agenda. Um exemplo: se uma das decisões é ter uma vida mais saudável, anote em todas as segundas-feiras o lembrete ‘fazer exercícios três vezes nesta semana’.

 

Para mais dicas e orientações, agende um horário  no Conexão Mercado, área de Carreiras da Trevisan Escola de Negócios.

Lições de grandes líderes – CEO Summit 2012.

 Aconteceu em São Paulo esta semana um evento muito interessante, onde um dos organizadores é uma instituição que admiro muito: Endeavor.

Começando pela Endeavor, sugiro que todos  a conheçam melhor (http://www.endeavor.org.br/). O foco deles é em   empreendedores, mas queira você começar seu próprio negócio, conhecer melhores ferramentas para se desenvolver, ou ser um executive de sucesso, essa turma tem muita informação relevante para dividir! Isso foi bem visto durante o evento, onde várias pessoas davam dicas para quem quer ser empreendedor/ criar um negócio, mas quase todas são válidas também para quem busca reconhecimento professional de uma forma ou de outra.

Vamos agora ao evento.

É muito interessante se ver entre executivos gigantes das empresas brasileiras, ou entre algumas pessoas ainda meio desconhecidas, de empresas que serão as próximas gigantes! Eu certamente tinha muito o que aprender, mas fiquei surpresa inicialmente em ver tantas pessoas já de muito sucesso e com tanta experiência reservarem seu dia todo para estarem ali e ouvir as histórias dos colegas. Ao fim do dia, entendi porque estavam todos lá!

Seria difícil dividir tudo com vocês, diferentes personalidades subiram no palco, cada um do seu jeito e todos com muito para contar. Seguem algumas histórias e pessoas que me chamaram atenção:

Raphael Klein, que aos 33 anos, assumiu a presidência da Via Varejo, resultante da fusão das Casas Bahia e Ponto Frio. A mensagem para quem deseja mergulhar no empreendedorismo é focar no que realmente gosta de fazer: “seja o motorista da sua vida e faça o que você realmente acredita”.

Paulo Kakinoff, ex presidente da Audi no Brasil, assume a presidência da Gol em junho 2012. O que mais me impressionou na trajetória dele foi a determinação, desde estagiário. Ele contou que veio de uma família muito simples, do Grande ABC, que cresceu respirando automóveis e era apaixonado por eles. Conseguiu seu primeiro estágio na Volkswagen e dormia na empresa vários dias para conseguir impressionar com seu trabalho e aumentar as chances de ser efetivado. Pergunte o que aconteceu? Frase dele: “Estudar pra caramba, ralar pra caramba, abrir mão de algumas coisas. Não tem fórmula, não tem mágica (para o sucesso)”.

 Rodrigo Teles, director geral da Endeavor Brasil: “Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”.

Dra. Janete Vaz, co-fundadora do Laboratório Sabin. Muito sábia, muita experiência, contou que viveu até os 16 anos em fazenda, onde aprendia a negociar vendo o pai e era muito bem educada pela mãe. Rompeu barreiras quando resolveu não ser dona de casa e iniciar um negócio com a irmã. “Lembre-se que sua palavra vale muito mais que sua assinatura” dizia o pai.

Nelson Sirotsky, presidente do conselho de administração do Grupo RBS conta que passou 5 anos trabalhando diretamente com o pai – “era uma sombra dele”. Gostei de ver a postura humilde, ele talvez não tenha pensado que este é o nome, mas o pai estava sendo seu mentor. Em maior ou menor grau, ter um mentor na carreira pode fazer toda a diferença!

Rosângela Lyra, presidente da Dior Brasil, conta sobre os desafios de conciliar o papel de empresária e mãe e acredita ser importante que a mãe se dedique a filhos bem pequenos integralmente (apesar de não ter feito isso). Eu tenho minhas dúvidas… Além disso, será que toda mãe pode se dar a este luxo?

Sergio Habib comanda uma rede de concessionárias de marcas consagradas como Aston Martin, Jaguar, Ford, Volkswagen e a própria Citroën e agora é presidente da JAC Motors Brasil. Conta que sempre foi um apaixonado por carros e revela a dificuldade de vender e ter alta lucratividade em artigos de luxo. Principal mensagem dele: “NÃO TENHA MEDO DE ERRAR”.

Muitas outras grandes pessoas contaram suas histórias, mas quero encerrar com um tema que pareceu ser bem frequente entre eles:

Siga seu sonho, faça o que gosta, seja apaixonado pelo que faz!

Fernanda Thees – Conexão Mercado

As Melhores Empresas para Começar a Carreira.

Saiu na Você S/A deste mês um encarte especial com uma pesquisa sobre “as melhores empresas para começar a carreira”. Além do conteúdo na revista, para aqueles que gostam de ler no papel, algumas informações podem também ser encontradas no http://vocesa.abril.com.br/melhoresparajovens/.

Tanto na revista como na internet, é dada uma especial atenção ao Google, que foi o 1º lugar, mas todas as outras empresas estão em ordem alfabética. Olhando o número de estrelas dadas a cada item específico da avaliação, cada empresa recebeu uma nota final de 1 a 3 estrelas. Abaixo, veja que empresas (dentre as citadas na revista) estão em cada grupo:

3 Estrelas:

*** Google

*** Accenture                                           *** Bradesco

*** Cielo                                                    *** Dow

*** Ibis Hotel                                           *** International Paper

*** Itaú                                                      *** Man Latin America

*** Sanofi                                                  *** Ticket

2 Estrelas:

** 3M                                                       ** Alcoa

** Coelce                                                 ** Du Pont

** GE                                                        ** GSK

** Kimberly-Clark                                 ** Kraft Foods

** Promon

1 Estrela

*Ambev                                                 *Basf

*Chemtech                                            *Deloitte

*DM9éDDB                                          *Ernst&Young Terco

*Grupo Boticário                                 *Ipiranga

*Nextel                                                   *Serasa Experian

 

Se você é jovem e está em busca de oportunidades, vale a pena ler o guia e entender um pouco mais o que as empresas acima oferecem de especial, mas além disso, você precisa saber o que VOCÊ pode oferecer a elas e como conquistar uma vaga nestas instituições tão disputadas!

Por último, mas não menos importante, lembre-se que a lista de empresas que podem ser boas para iniciar a SUA carreira, com certeza, vai muito além disso.

Pesquise e boa sorte!

Estágio x Experiência

O estágio é uma das primeiras experiências que um aluno de graduação tem. Alguns conseguem isso logo no primeiro ano, outros esperam ter uma experiência educacional mais consistente e então a partir do 3º ano começam a procurar oportunidades de estágio.
As empresas tornam esse processo seletivo bem rigoroso, com dinâmicas e entrevistas em várias etapas, e estar entre os selecionados já é uma grande vitória.
O estágio é um contrato entre a empresa e a faculdade. Nesse contrato constam as condições que serão necessárias para o período de estágio: 6 horas por dia, totalizando 30 horas por semana, vale refeição e vale transporte, direito a férias remuneradas, após 12 meses de estágio, renovação do contrato, entre outras coisas.
Mas o que é mais importante em tudo isso?
Para muitos graduandos essa primeira experiência irá desvendar um novo mundo de atenções e decepções. É um nova etapa de atividades e conciliar os estudos vai exigir um pouco mais desse indivíduo que quer se dedicar ao trabalho, com os novos desafios, mas também precisa se dedicar aos estudos, porque o estágio anda ao lado do estudo.
Tenho visto algumas experiências de pessoas que conseguiram estágios com ótima remuneração e isso foi o maior atrativo, por outro lado, também percebo outros estágios em que o desenvolvimento profissional está acima da remuneração e da aprendizagem da tarefa em si mesma, e a pessoa se sente motivada por esse lado.
Ao contratar alunos, as empresas se comprometem a torná-los profissionais engajados e motivados, criando situações em que possam desenvolver mais plenamente todas suas habilidades, inclusive suas competências pessoais.
Essas experiências são novidade para todos envolvidos: empresas, alunos e pais. Cada um com suas diferentes expectativas que ao longo do tempo serão alcançadas ou frustradas.
Minha dica: ao escolher sua experiência de estágio, leve em consideração os seguintes aspectos: crescimento pessoal e profissional. Depois avalie: valeu a pena? Continue. Se não valeu, existem muitas outras oportunidades durante todo o curso de graduação. Aproveite, esse é momento de experimentar as empresas e explorar sua área de estudo.

Desafios da graduação

Estudar ou trabalhar? Para muitos jovens essa questão tem sido respondida assim: os dois, de preferência ao mesmo tempo. Essa realidade tem mudado agora, muitos jovens tem priorizado o trabalho.
De acordo com dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o número de jovens entre 18 e 22 anos que param de estudar para se dedicarem apenas ao trabalho teve um aumento significativo. Em 2009, 51,1% dos homens nesta faixa etária estavam fora da sala de aula, enquanto as mulheres representam 31% no mesmo período. Uma das principais justificativas para isso é que a economia nacional está aquecida e o mercado carece de profissionais. Os jovens têm um perfil mais dinâmico e podem se adaptar com mais facilidade a realidade das empresas.
No entanto é necessário salientar que os jovens que decidem investir na formação profissional, embora cheguem mais tarde ao mercado, encontram-se com salários maiores. Para se ter um ideia melhor disso, veja os valores médios pagos para estagiários no 1º ano da faculdade: em torno de R$ 700,00. Já para alunos que decidem ingressar mais tarde, por volta do 3º ano da faculdade, essa média quase dobra de valor. Estágios mais concorridos em empresas maiores chegam ao valor de R$ 1.400,00 em média. Os programas de trainee vêem superando em nível de exigência e em concorrência os processos seletivos de grandes universidades, dizem especialistas. Empresas de recrutamento, que selecionam recém-formados, perceberam um aumento de 26% no número de inscritos em 2011, em comparação ao ano passado.O número de candidatos por vaga chega a 464. No vestibular de 2011 da USP 49,3 candidatos competiam por uma vaga em medicina, curso mais concorrido. Por que são tão concorridos? Um dos motivos é a remuneração. O candidato aprovado nesses processos chega na empresa com um salário médio inicial de quase R$ 3.500,00, ou seja, o que uma pessoa levaria em torno de 5 anos para receber em promoção (imaginando que ela tenha começado com R$ 1.500,00).
Analisando: quem adota a estratégia de começar a trabalhar mais rápido nem sempre faz a escolha que dá maior retorno financeiro.
Não tenho dúvidas que as empresas estão disputando os melhores talentos e reconhecem isso através de bons programas de formação e benefícios para seus funcionários.
Trabalhar ou estudar? Como decidir? Se você se preparar mais nos estudos, terá mais oportunidades, é uma questão de escolha. Não há um caminho seguro ou uma escolha certa, o que você precisa é investir na sua formação, que seja um processo ao longo da sua trajetória profissional, o que levará você por diversos caminhos, e o mais importante deles, o caminho da realização.

Bons estudos. Feliz 2012.

Remuneração de estágios em RI aumenta acima da média.

Boas notícias para RI. Uma matéria do G1 divulga a média de salário de estagiários brasileiros em 2010, e a grande surpresa é que o salário médio de RI fica atrás, apenas, do salário dos concorridos estagiários de engenharia. O interessante é que RI sequer aparecia entre os 10 primeiros em 2009. Veja abaixo:

Nível superior
1) Engenharia: R$ 1.022,30
2) Relações internacionais: R$ 1.008,38
3) Economia: R$ 999,27
4) Química: R$ 897,45
5) Arquitetura e urbanismo: R$ 896,35
6) Biblioteconomia: R$ 883,60
7) Nutrição: R$ 880,40
8 Estatística: R$ 864,70
9) Ciências atuariais: R$ 817,61
10) Matemática: R$ 802,12

Embora vários estudantes de RI acabem optando por trabalhar em áreas mais genéricas, como administração, empresas como a C&A, Deloitte, Log-In (logística) e Leader (varejo) incluiram especificamente o curso de Relações Internacionais em suas divulgações de Programa de Trainee e/ou estágio.

Estagiários recebem, em media no Brasil em 2010, R$ 683,33, uma queda de 3,2% em relação a 2009.

Para a matéria completa, veja http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2010/05/estagiarios-recebem-media-de-r-68333-em-2010-no-brasil.html