Arquivo da tag: felicidade

Dinheiro traz felicidade?

Um tema que tem me chamado muito a atenção ultimamente é FELICIDADE, palavra que tem um significado muito parecido, mesmo em culturas diferentes: um sentimento de bem estar subjetivo – sua vida é boa?

A primeira vez vi  a palavra “Felicidade” como título de um livro fiquei bastante surpresa, pois o livro é do renomado economista Eduardo Giannetti, então fiquei pensando o que levaria um economista , professor, a escrever sobre o tema.

Desde de que vi este livro, muitos outros livros e artigos relacionados apareceram e, novamente, ainda aqui em minha temporada na Califórnia, tive a chance de assistir uma maravilhosa aula com o Prof. Kramer – “Living a happier and more meaningful life”(Vivendo uma vida mais feliz e mais significativa).

Abaixo, vejam alguns pontos das aulas que me chamaram bastante atenção. Embora alguns já sejam bastante conhecidos e falados, foi interessante ver que tem base científica que os prova:

 1- As pessoas se arrependem mais de coisas que não fizeram do que de coisas que fizeram e deram errado.

Steve Jobs fez uma pergunta em seu discurso aos formandos de Stanford que ficou famosa: O que você faria se hoje fosse o ultimo dia de sua vida? Seguindo a mesma linha, se pudesse voltar no tempo, o que faria? A grande maioria das pessoas faria algo que deixou de fazer (passar mais tempo com a família e os filhos, pedir desculpas, ir atrás de realizer seu sonho, etc).

2- 50% da sua felicidade é determinada pela genética.

Esse foi para mim o ponto mais assustador. Eu sempre me perguntei por que algumas pessoas parecem ter tudo e nunca estão satisfeitas e felizes, e outras estão sempre felizes com tão pouco. Bom, tive aí 50% da explicação. Por um lado, terei mais empatia por aqueles que nunca parecem estar felizes, talvez não seja culpa deles, mas por outro lado, isso não deve ser uma desculpa para que os infelizes de plantão. Os outros 50% ainda estão nas mãos de cada um de nós.

3- As pessoas tendem a ser mais felizes à medida que envelhecem.

Esse ponto não foi exatamente uma surpresa, mas também achei interessante. Em tese, quanto mais velho você é, melhor você navega nos altos e baixos da vida. Nem um nem outro te impactam mais com tanta intensidade e, ao contrário do que parece, isso não traz monotonia, e sim serenidade, possibilidade de transferir seus conhecimentos, e felicidade.

4- Dinheiro traz felicidade?

Por último, vamos falar diretamente do tema de nosso artigo. Existe uma pesquisa de 2010 da Princeton University que mostra que, a partir de um certo nível de renda* anual, o dinheiro já não faz mais tanta diferença no nível de felicidade das pessoas. Com esta quantidade de dinheiro, as pessoas deixam de se preocupar com necessidades básicas, e alguns superfluous, e deste valor em diante existe pouca diferença no nível de felicidade entre elas. Ao contrário do que imaginaríamos, pessoas muito ricas podem até começar a ficar infelizes, a não ser que encontrem uma forma inteligente e humana de investir seu dinheiro – como curiosidade, uma pessoa que faz isso muito bem é o Bill Gates.

Fica aqui a dica: trabalhar e ter seu dinheiro é muito importante, mas talvez você dependa de outras variáveis para ser uma pessoa feliz!

 

 

* Este valor nos EUA é US$ 75.000, o que não significa que o valor equivalente no Brasil seja aproximadamente R$ 160.000,00, pois talvez tenha que se levar em consideração poder de compra e outras variáveis.

Por que estamos tão infelizes?

Screen Shot 2013-06-10 at 2.51.51 PM  “Mais da metade dos empregados do mundo reclama de seu trabalho”, diz a Você RH. O que está causando esse fenômeno e até que       ponto a empresa é responsivel?

Vicky Bloch, consultora e coach diz que vivemos uma crise de valores, onde “a vida não vale nada”.  Além disso, estamos aprendendo desde cedo a cobiçar o que não temos. Se não temos ambição, somos marginalizados. Outro dia me assustou muito o comentário de uma amigo, do qual gosto demais e respeito muito tanto pessoalmente quanto profissionalmente (talvez por isso tenha me assustado). Estava falando sobre a importância que vejo em levar minhas filhas para verem projetos sociais pois, apesar de pequenas, acho importante conhecerem diferentes realidades, etc. Esse amigo achou interessante, mas disse que queria saber como ensinar a filha a ter ambição. Confesso que nunca tinha pensado nisso! Fico pensando em como ensinar minhas filhas a serem felizes.

Será que é isso? Somos criados para sermos melhores que os outros e, senão o somos, nós nos cobramos, a sociedade nos cobra? Existe aquela famosa pesquisa (não me lembro mais os valores exatos – os valores eguintes são simbólicos) onde perguntaram às pessoas se elas preferiam ganhar R$ 1.000,00 onde todos ganhavam R$ 500,00, ou ganhar R$ 2.000,00 onde todos ganhavam R$ 5.000,00.

Pode parecer absurdo, mas a grande maioria preferia ganhar menos individualmente, mas ganhar mais do que os outros.

Embora eu acredite que as empresas têm sim sua responsabilidade com os funcionários, acredito mais que cada um é responsável pela própria vida e por sua felicidade. Diz Vichy Bloch novamente que “a felicidade é um estado de espírito, portanto individual. O que gera esse estado é diferente para cada um porque depende do context social, educacional e familiar em que foi criado”.

Cada vez mais será necessário respeitar as vontades, ambição e interesses de cada um. Se uma pessoa quer trabalhar 12h por dia, ter um nível de preocupação gigante, pois quer ganhar mais, tudo bem. Da mesma forma, deveria estar tudo bem se alguém quer trabalhar 8h, sem estresse, e ganhar menos. Só é difícil com o nível de concorrência que temos hoje em dia querer trabalhar as 8h, sem estresse, e ganhar o tal salário alto.  Além disso, todo mundo, inclusive nós mesmos, precisamos saber que há ônus e bônus atrelados a cada decisão.

Só para terminar, diz Mario Sergio Cortella, filosofo e professor da PUC SP que “Felicidade é um estado de vibração intense. Nenhum de nós está feliz o tempo todo, nem poderia. A felicidade está apoiada na ausência: você só é feliz porque não está feliz o tempo todo”.

E você, já descobriu o que te faz feliz? E o mais importante, está disposto a ouvir?