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São Paulo será a 6ª cidade mais rica do planeta

A cidade de São Paulo, tem grande probabilidade de se tornar a sexta cidade mais rica do planeta em 2025, de acordo com simulações realizadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial.

A consultoria Price Waterhouse Coopers chegou ao mesmo cenário em suas simulações.

De acordo com estudos realizados pelo FMI, Price Waterhouse e Banco Mundial e integrados pela Arbache Consultoria, através de simulações matemáticas, a Cidade de São Paulo ficaria em sexto lugar (no PIB) atrás das seguintes metrópoles Tóquio (1o), Nova York (2o), Los Angeles (3o), Londres (4o) e Chicago (5o).

Como pode-se fazer a leitura destes números?  Eles são positivos ou negativos?

Pode iniciar a análise em relação aos pontos positivos.

O crescimento do PIB de uma cidade, ou país, significa crescimento da renda per capita da população, ou seja, há um enriquecimento intrínseco das pessoas ligadas a este local.

Pode-se perceber isto em relação ao Brasil onde o consumo vem crescendo a reboque do próprio crescimento do país.

Um exemplo disto é o consumo de eletros pela classe C brasileira, que representava 25% de toda a demanda em 2002 e em 2010 passou a representar 45%, segundo o IBGE, ultrapassando as classes A e B que somadas representam 37%.

Este aumento não representa a redução do consumo da classe A e B e sim o aumento nominal de consumo global do mercado brasileiro.

O aumento do consumo, em geral pode trazer redução de preço nos setores que a limitação da produção é pequeno, devido principalmente à concorrência com produção instalada ou com alto volume de importação, lembrando que esta última modalidade vem sendo beneficiada pelo cambio favorável ao Real.

Por outro lado, para produtos com restrição de produção, há um aumento dos preços, devido a defasagem entre a oferta e a demanda, como, por exemplo, imóveis.

Pode-se citar como exemplo, o aumento dos preços dos alugueis de escritório de alto padrão na cidade de São Paulo, que subiu em média 14% no ano de 2010 em relação a 2009.

Este aumento está associado diretamente a falta de escritórios desse padrão para locação.

Tem-se como outro ponto negativo o aumento do volume de carros nas ruas, onde este fenômeno só deverá ser minimizado, com intenso investimento em transporte de massa, realizado pelo poder público. Apenas como ilustração, uma linha de metrô tem um ritmo de construção de dois quilômetros em média por ano, segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). O monotrilho, projeto do atual prefeito Gilberto Kassab, denominado de Cidade Tiradentes, terá um ritmo de 5 km por ano, segundo a prefeitura, portanto para executar seus certa de 25 quilômetros seriam levados 5 anos.

Porém outro problema crônico que deve ocorrer nos próximos anos, é o abastecimento de profissionais qualificados para atender ao crescimento do mercado.

A formação de um profissional, é em geral tão lenta quanto a construção de metrô, pois é necessário que os estudantes tenha base sólida para compreender e interagir com um mercado complexo e emergidas em diversas variáveis, como o que vem ocorrendo com o Brasil atualmente.

Como acelerar a qualificação?

Nos últimos anos o uso de simulação associado aos jogos de negócios, vem mostrando-se como uma ferramenta eficaz na qualificação de pessoas, pois a mesma permite a aceleração na curva de aprendizado (este assunto será debatido em artigo neste blog ainda nesta semana).

Diante de um quadro, como o descrito acima, podemos esperar grandes oportunidades em São Paulo, e também grandes problemas, que podem ser também convertidos em oportunidades.

Como São Paulo pode aproveitar as Olimpíadas em 2016

Os Jogos Olímpicos de 2016 acontecerão a cerca de 430 km de distância da capital paulista. Mas São Paulo, como o mais forte estado do País, tem muito a contribuir e aproveitar desse grande evento. Em primeiro lugar, vários dos cerca de 300 mil turistas estrangeiros deverão entrar por São Paulo, já que é pouco provável que o porto e o aeroporto do Rio de Janeiro consigam atender toda a demanda. E há portanto boa possibilidade de que fiquem mais alguns dias na cidade, consumindo os produtos e serviços locais. Além disso, a capital paulista será sede de jogos da modalidade futebol, o que deve gerar um afluxo interessante de turistas. Mas o maior potencial para São Paulo não está durante os 30 dias de evento.

O estado é um celeiro de grandes atletas, seja na capital, em clubes como o Pinheiros, seja no interior. Dos últimos sete medalhistas de ouro individuais do Brasil, quatro são paulistas. César Cielo e Maurren Maggi começaram no interior do estado. Sem falar em Gustavo Borges, também paulista e dono de quatro medalhas olímpicas. Ao mesmo tempo, é o estado mais rico da federação e sede da maior parte das principais empresas presentes no País. São empresas que podem se utilizar não só da lei federal de Incentivo ao Esporte, mas também da lei estadual, permitindo que empresas paulistas repassem recursos a projetos esportivos credenciados pelo governo do Estado por meio da renúncia do ICMS. Assim, as possibilidades de patrocínio para a formação e o desenvolvimento de atletas de alto rendimento no Estado são imensas. Escrevi um pouco sobre isso no Lance! de hoje.

Paralelamente, o fato de sediar um evento como as Olimpíadas coloca naturalmente o esporte em evidência em todo o país-sede. E o País se beneficia com mais pessoas conhecendo os benefícios da atividade esportiva e passando a praticar mais, melhorando a saúde geral da população.